domingo, 30 de março de 2008

O LIVRO DA VIDA

Sob este título, vou trazer aos leitores um relato impressionante. Ele é ao mesmo tempo um ato assombroso da misericórdia de Deus, e também um apelo urgente para a conversão. Agora é, como nunca antes, tempo urgente de conversão.

E é devido a esta premência, que começo este trabalho. Ontem, assim que abri a internet, dei com um indicativo de site vindo da Reina del Cielo, dando um endereço da internet: http://www.gloriapolo.com/testimonio.html

Havia no e-mail um pequeno resumo da história, e mal li a primeira frase, como que uma voz interior imperiosa me pediu: Traduzir! E não tive dúvidas! Cliquei no endereço, baixei o arquivo para o word, e imediatamente passei a traduzir, não me importando e nem querendo saber se era bom ou não, nem no que ia dar. Apenas obedecei! Nem sequer respondi aos e-mail, o leitor que me desculpe, mas isso é super importante.

Para o leitor que já leu o nosso texto e mensagem “Julgamento de uma alma”, este texto que vem, em três capítulos, é apenas um complemento. Para quem não leu ainda aquele, este certamente será seu primeiro grande susto.

Eu diria que tais coisas servem para todos nós, até mesmo para os santos. Elas têm o imenso pendor de nos abrir os olhos, primeiro para a eternidade, do qual abre alguns dos véus. Depois para a Justiça Divina, milimetricamente executada, desvendando para nós alguns segredos ciosamente guardados por Deus, e que constam no nosso Livro da Vida – todos nós temos um diante de Deus – e que marca fielmente todos os nossos atos, desde a nossa concepção, até o instante da morte.

Mas, para mim, o grande pendor deste depoimento que segue, é tirar a nossa máscara. É deixar cair por terra nossos fingimentos, nossa postura de grande, nosso orgulho, nossas faltas escondidas, em especial nosso orgulho pavoroso de achar que assim estamos bem, que não temos pecados, que já fazemos o suficiente pela nossa salvação.

Ó que engano! E à medida que o texto foi progredindo, também eu passei a fazer um exame de consciência e percebi dezenas de passagens da minha vida, onde cometi as mesmas faltas – para mim não eram para Deus sim, agora descobri – e, portanto tudo isso serviu para mim, e servirá para cada um dos que acompanhar tudo até no fim.

Devo pedir desculpas ao leitor pelo seguinte: Na realidade eu não conheço a língua espanhola, e se faço estas traduções é de metido. Mas como este caso se passa não na Espanha e sim em Bogotá na Colômbia, o idioma de lá já é corrompido, e contém uma série de regionalismos os quais não consegui tradução perfeita.

Uma coisa é certa, porém: dá para entender perfeitamente, e seguramente não haverá uma sensível distorção, capaz de subverter o sentido das frases. Não vou dar nenhuma pista do texto, entretanto é fantástico. E porque o texto consta de mais de 12 páginas de Word, me obrigo a fazer os comentários que julgar pertinentes, dentro de cada texto, onde irei numerando e respondendo a cada um. O comentário irá em letra itálica.

O texto é um extrato de entrevista dada verbalmente pela protagonista a uma Rádio e, portanto não é a mesma coisa que se fosse escrito e pensado na resposta. É, pois, algo mais espontâneo, mas tocará profundamente a cada coração, pois vem do Espírito Santo.

No site citado se poderá ver os documentos médicos, os atestados dos sacerdotes que a acompanham e conhecem, e nós cremos em tudo, porque a experiência adquirida neste campo de salvação, das almas, da eternidade, nos fez amadurecer bem.

Tudo isso prova sempre a mesma coisa: O imenso amor de Deus por nós! Prova a Sua Infinita Misericórdia. Prova o seu imenso poder! O sentido é trazer de volta, é resgatar os seus filhos, mesmo que seja fazendo arrancar cadáveres dos túmulos. Ele já fez isso com Lázaro! Com Talita! E fará, se preciso for, com cada um de nós! Só por amor!

Mas pergunto: haverá cadáver mais putrefato que o de um morto espiritualmente? Haverá túmulo mais negro, mais horripilante, que o daqueles que se aninham nos braços de satanás? Haverá desgraça maior que escolher o demônio por pai?

Aqui está um prova de que todo o orgulho será rebaixado. Especialmente o orgulho daqueles que se pensam, que se dizem católicos, mas são um mísero espantalho!

Segue o assunto:



TESTEMUNHO DE GLÓRIA CONSTANZA POLO ORTÍZ (Colombia)



Tomado de uma das entrevistas efetuadas pela doutora Glória Polo na Radio Maria



Irmãos! Na verdade é muito fantástico para mim, o estar aqui com vocês, compartilhando esta maravilhosa graça que me deu meu Senhor, faz mais de 10 anos. Isto se deu na Universidade Nacional de Bogotá.

Nos estávamos nos especializando em odontologia, com um sobrinho, que também era odontólogo e o meu esposo nos acompanhava. Tínhamos que pegar alguns livros na Faculdade de Odontologia e era um dia à tarde. Estava chovendo muito e meu sobrinho e eu nos abrigamos debaixo de um guarda-chuva bem pequeno, e meu esposo, que tinha uma jaqueta impermeável, encostou-se à parede da Biblioteca Geral (1).



1 – Chamo a atenção para o ambiente acadêmico e Universitário de hoje. Nunca, em todos os tempos, houve uma fábrica tão prodigiosa de apóstatas como as Universidades de hoje. Não há, praticamente, mais nem uma só onde os comandos delas não estejam nas mãos de satã! Que levam a negação de Deus, a pregação de teorias heréticas como a evolução e a reencarnação, além da difusão de mentiras e calunias contra a Igreja Católica. É neste espírito que se dará a história!



Entretanto, sem nos darmos conta do perigo e para evitar poças de água, passamos por debaixo de umas árvores. Quando fomos saltar por cima de uma grande poça, caiu sobre nós um raio. E nos deixou carbonizados. Meu sobrinho faleceu na hora.

Ele era muito jovem e apesar de sua curta idade, era muito ligado a Deus, sendo devoto do Menino Jesus que trazia sempre consigo no bolso da camisa em seu peito, numa pequena imagem de quartzo.

Segundo os peritos, o raio entrou nele através da imagem, e bateu direto no coração, queimando-o todo por dentro e saindo pelo pé. Mas por fora, seu corpo não carbonizou, nem sequer queimou.

De minha parte, o raio entrou em meu peito e me queimou de forma espantosa, por dentro e por fora. De uma forma tal que este corpo que vocês vêem aqui reconstituído, é por misericórdia de Nosso Senhor. O raio me carbonizou os dois seios, e praticamente fez me desaparecer toda a carne ali, também minhas costelas, o ventre e as pernas... E antes de sair pelo pé direito me carbonizou também o fígado, os rins e os pulmões. Mais...

Como se eu usava um dispositivo de contracepção DIU (2) em forma de T, feito de cobre, e como o cobre é um bom condutor de eletricidade, o raio me carbonizou, na realidade me pulverizou também os ovários, e tive uma parada cardíaca. E ali, sem vida, meu corpo, tomado pela eletricidade ficou imóvel. Mas observem: esta foi apenas a parte física.



2 – Que o leitor preste bem atenção em cada detalhe da vida desta pessoa. Adiante ela dirá que é mentira que o vento leva as palavras, porque as palavras que diz, ficam todas gravadas no Céu, e um dia dela prestaremos conta. Também dos atos que cometemos, e aqui, nesta história, a protagonista verá acontecer uma espécie de castigo purificador, para cada ato anterior de sua vida. Prestem bem atenção! Sim, também quanto ao uso assassino de dispositivos intra-uterinos de contracepção, virá a lição. Aqui ela já teve a resposta: O DIU que ela usava, fez pulverizar seus ovários.



Mais o mais belo, o mais maravilhoso é que embora as minhas carnes estivessem ali carbonizadas, eu me vi imediatamente dentro de um túnel branco, em gozo, em paz, em felicidade tal que não há palavras humanas para descrever a grandeza deste momento: era um êxtase imenso (3). E eu ia feliz, volátil, nada me pesava dentro deste túnel, e olhando bem no fundo dele, havia como que um sol, uma luz formosíssima. Eu digo que é branco isso para dar-lhe uma cor, porque nenhuma das cores terrenas é comparável com esta luz formosíssima. Eu sentia a fonte de todo este amor, desta paz.

3 – Milhares de experiências iguais já aconteceram em todo mundo, pelos tempos. E sempre que existe este fato de morte, o desprendimento da alma do corpo nos é dito que leva a esta sensação inicial de liberdade, paz, conforto, alegria.



Quando eu ia subindo eu disse: é quarta-feira! Eu morri! E neste instante pensei em meus filhos e disse: Ó Deus, meus filhinhos!? (4) Que vão dizer aos meus filhos!? Esta mãe tão ocupada, que nunca teve tempo para eles. Aí me encontrei com a verdade da minha vida e fiquei triste. Eu saíra de casa para transformar o mundo deixando minhas crianças ao desamparo.



4 – Também quanto a isso ela receberá uma terrível lição. Mas o simples fato de ela se preocupar com o que deixou de fazer, já sinalizava para algo inusitado. Porque quando a pessoa se despede da vida, vai logo a julgamento, antes ainda de ter contato com os seus entes queridos, até porque, antes de abraçá-los tem o Purgatório... Ou o inferno! E lá não tem abraços! Nem tem retorno!



E neste instante de vazio por meus filhos, eu dou uma olhada e vi algo belo; já minhas carnes não estavam nem nas medidas do tempo de cá. Sem ocupar espaço, vi a todas as pessoas num mesmo instante, em um mesmo momento a todas as pessoas. Os vivos e os mortos! Abracei aos meus bisavós. Os meus pais que haviam falecido, a todos, e foi um momento pleno, extraordinário.

Aí me dei conta de que me haviam enganado quanto a reencarnação, porque eu defendia a reencarnação. Eu ia vendo meu avo, meu bisavô, e os via por toda parte. Me abraçaram e assim me encontrei com eles por um instante. Nos abraçamos e também a todas as pessoas com as quais convivi, em muitos lugares e no mesmo instante. Somente minha filha, quando a abracei, ela se assustou, porque tinha nove anos e ela sentiu meu abraço.

Passou-se pouco tempo neste momento tão maravilhoso e lindo. Eu estava sem carnes! Já não via como via antes, quando meu corpo estava gordo, fraco, negro, e feio. Eu via agora o interior das pessoas, que lindo ver o interior das pessoas!.. Ver o interior delas, e seus pensamentos, seus sentimentos! E as abracei por um instante sem problemas, quanto seguia subindo e subindo, cheia de gozo. E foi quando senti que ia desfrutar de uma vida maravilhosa. Ao fundo eu via um lago belíssimo! (5)



5 – Sim, ela teve uma pequena visão do Céu! Nada como ver antes o céu, para se adquirir pavor depois do inferno, ainda mais quando se o mereceu. Mas se verá que ela ainda tinha vínculos com a terra, embora a visão da própria morte seja atestada por muitos que já passaram por esta experiência mística. Mesmo os que se perdem!



Neste instante ouvi a voz de meu esposo, que chorava em altos brados, com profundo sentimento e gritando me disse: Que houve, Glória!? Por favor, não se vá! Volte, Glória, volte! Os meninos, Glória! Não se acovarde! E neste instante vejo-o só, chorando cheio de dor, e foi quando meu Senhor me concedeu regressar, embora eu não quisesse vir, devido a aquele gozo, aquela paz, aquela alegria que eu sentia.

Então, lentamente passei a descer, buscando meu corpo, mas me encontrei sem vida. Estava meu corpo deitado em uma cama da Universidade Nacional de Enfermagem. Via como os médicos me davam choques elétricos em meu coração, para fazer sustar a parada cardíaca. (6)



6 – Ela própria atesta que realmente morreu e também os documentos médicos, entretanto Deus tinha uma lição a nos dar e a usaria para isso. Uma pessoa não fica por duas horas e meia com o coração parado, tendo o organismo todo queimado internamente e com falência múltipla dos órgãos, sem que seu cérebro seja danificado. Somente por milagre de Deus..



Fiquei duas horas e meia, ali estirada, visto que não me poderiam recolher devido a corrente elétrica, só então me poderiam atender. Então passaram a tentar me reanimar.

Veja: Eu cheguei e pus os pés aqui, nesta parte de minha cabeça. E uma faísca, com toda violência por ali me entrou. Eu entrei em meu corpo e me doeu muito entrar de novo, porque saiam faíscas por toda parte. Eu o via encapsular, e sentia dor em minhas carnes. Como tudo me doía! Da carne queimada saia fumaça e vapor! (7).



7 – Impressionante esta descrição do retorno da alma ao corpo. De como ela volta a ocupar o lugar antigo, este corpo cheio de dores e sofrimentos, nosso invólucro externo. Isso nos mostra também o quanto a alma é livre, leve, e como a eternidade é fantástica para aqueles que amam a Deus.



Mas a dor mais terrível era em minha vaidade! Eu era uma mulher com visão de mundo, uma mulher executiva! A intelectual, a estudante, que escravizava seu corpo, com a beleza e a moda. Fazia quatro horas diárias de malhação! Escravizava-me para ter um corpo formoso! Massagens, dietas... (8) Bem! De tudo que se pode imaginar, esta era minha vida! Uma rotina escravizante por um corpo belo. E eu dizia: Bem, se tenho seios bonitos é para mostrá-los! Igual as minhas pernas, porque sentia que tinha pernas espetaculares e seios lindos; e neste instante via aquele horror!

Toda minha vida cuidando de um corpo! Este era o centro de minha vida: o amor ao meu corpo! E agora não havia corpo, nem seios, apenas uns ocos impressionantes! Sobretudo o seio esquerdo: tinha praticamente desaparecido, e minhas pernas, eram mais terríveis ainda: pedaços vazios e sem carne, como fossem carvões negríssimos!



8 – Aqui começa o verdadeiro julgamento, e serve de lição para todas as mulheres como esta se descreve. Saem a conquistar o mundo, se esquecem de seus filhos, e em especial serve para aquelas que fazem do seu corpo uma arma de sedução. Cada pedacinho de seio a mostra, cada perna insinuante, cada corte devasso e atrator dos vestidos e calças, tudo está anotado no Céu. As roupas de Maria testemunharão contra tais mulheres!



Aqui, a protagonista teve os seios que ela adorava expor, como fulminados pelo raio e secaram. Na realidade, se Deus fosse punir imediatamente as mulheres que só têm na cabeça a idéia fixa de seduzir, que perderam o pudor de nem mais ruborizarem quando são medidas gulosamente por olhares de homens adúlteros, bem, se fosse assim, que me façam uma estatística de quantas sobrariam, as que nunca seduziram. E não adianta dizer que é machismo levantar isso, porque esta resposta vem de satanás. É com ele, que tais mulheres irão acertar suas contas, caso elas não se arrependam antes, e em tempo! Como disse, para as mulheres Deus deixou Maria como exemplo!



Levaram-me ao Seguro Social, rapidamente me operaram, e passaram a raspar todos os tecidos queimados. Como eu estava? Anestesiada! Mas desejava sair de meu corpo! Ficava olhando o que estavam fazendo os médicos com meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas, e quando estava pronto, passei por um momento terrivelmente horroroso.

Porque lhes conto isso, meus irmãos? Eu fora uma “católica dietética” em toda minha vida. Pois minha relação com o Senhor era de uma Missa aos Domingos, por 25 minutos, onde torcia para que o padre falasse menos, senão ficava tomada de desespero e angustia.

Esta era minha relação com Deus! E como esta era minha relação! Só isso, pois todas as correntes do mundo me arrastavam para uma sarjeta, ao ponto de que, quando em estava me especializando, e quando estava nos estudos, eu ouvi de um sacerdote que o inferno não existia e que os diabos tampouco (9). Quem mais falou em medo? Para minha tristeza agora, olhei para o padre e vergonhosamente lhes confesso que a única coisa que me mentinha na Igreja era o medo do diabo.



9 – Aqui um horror a mais! Um sacerdote do Altíssimo, pervertendo uma alma. Mesmo que ela estivesse ali apenas por medo do diabo, o que não é bom e correto, mas esta seria a forma de ela acabar se salvando. Mas quando o padre lhe disse que o diabo não existe, naquele momento o demônio passou a tomar posse mais profunda dela. Porque isso a fez justificar todos os pecados, mesmo os mais abomináveis. Ai do padre que fizer isso! Ai de quem fazer perder uma alma! E esta quase se foi.



Mas quando me disseram que ele não existe, foi uma luta. E disse para mim mesma: bom, se é assim então para o Céu vamos de qualquer jeito, não importa como somos! (10) E isso acabou por alijar-me completamente do Senhor! Com isso, comecei a falar mal sobre o pecado, e isso piorou sempre mais a minha relação com o Senhor. Comecei a dizer a todo mundo que os demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações da Igreja... Bem!



10 – Mais um erro diabólico que põe a perder imensidões de almas. Claro que elas não terão justificativas, mas o erro de uns abre as portas para o de outros. A aceitação da heresia por muitos, leva a impressão de que passou a ser regra geral, e, portanto Deus tem que se sujeitar a ela. Milhões de intelectuais passaram a pensar assim, dizendo que Deus é Bom – e é – e não condenaria a ninguém – e não condena! Quem se condena são as pessoas que pensam e pregam o erro doutrinário. E este é um terrível! Deus não seria Bom, se fosse injusto! E injustiça seria premiar quem vive na terra a devassidão! Para que então a pureza, a humildade, a oração e a obediência? Para o sarcasmo dos intelectualóides?



Comecei assim! E estudando com muitos companheiros da Universidade Nacional, comecei a me dar conta de que Deus não existia e que éramos produto de uma evolução. E, vejam, quando me aconteceu este acidente, que susto terrível eu tive quando vi os demônios, que vieram me recolher, já que o pagamento era eu! (11)

Neste instante, vejo como das paredes da sala de operações, começaram a brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, porém todas tinham olhos de um ódio tão imenso, um olhar tão espantoso, que me dei conta naquele instante, de que minhas carnes saía uma sabedoria especial, e me dei conta de que a todos eles eu devia algo. Que meu pecado não fora gratuito, e que a principal infâmia e mentira do diabo foi dizer que ele não existia, mas vi como vinham me rodear para me recolher.



11 – Deus lhe proporcionava estas visões dos demônios – não eram uma realidade viva – porque senão já teria havido condenação eterna e o processo era irreversível. Nem Deus consegue salvar os que se querem condenar! Mas a visão mostrava o que aconteceria com esta mulher, caso ela tivesse sido já julgada e condenada. Ela iria para o inferno, e adiante o leitor entenderá os mil motivos.



Vocês não fazem idéia do susto, do terror, ao saber que esta minha sabedoria científica não servia para nada (12). Eu me revolvia contra o piso, me revolvia em minhas carnes para que elas me recebessem, mas elas não me recebiam. Neste susto terrível, eu saí correndo e não sei em que momento, atravessei a parede da sala de cirurgia. Eu desejava me esconder entre os pacientes do hospital, entretanto saí através das paredes, zaz, e dei um saldo no vazio!



12 – Eis aqui um truque magistral do demônio para ganhar almas: saber científico! Os tais títulos de doutor! Já disse muitas vezes, sem medo de errar: no céu não existe um só doutor! Nenhum doutor! Nenhum teólogo! Nenhum grande deste mundo! Sim, o inferno está cheio deles! Assusta? Pensam que é loucura minha? Nada disso: quem não se despe de seu título e volta a ser criança antes de entrar no Céu – nem que seja na hora do seu julgamento particular, jamais entrará ali. Os títulos deste mundo, por mais pomposos e valiosos que sejam, não servem de nada na eternidade. Mas são uma pavorosa arma de perdição eterna. Cuidado, doutores deste mundo! Vejam o que lhes acontecerá:



E entrei por uma quantidade de túneis que desciam abaixo. No princípio tinham luz e eram luzes como enxame de abelhas, donde saía muitíssima gente. Mas à medida que eu ia descendo as luzes se iam apagando, e comecei a andar por uns túneis envoltos em trevas espantosas, destas que não existe comparação na terra. Na verdade, mesmo o mais escuro na terra, jamais chega perto do que é lá. Nada se lhe pode comparar. As próprias trevas em si, já causam dor! E causam horror! Vergonha, e causam mal estar!

E quando terminei a descida, por todos aqueles túneis, desesperada cheguei a uma parte mais plana. E havia esta força terrível, que me obrigava a sempre descer, mesmo contra toda minha vontade, pois eu não conseguia parar. Minha vontade de nada servia! Eu queria subir, e sair logo, mas permanecia ali.

E então vi como o chão se abriu como uma bocarra enorme e neste instante senti um imenso vazio em meu corpo, e caí num abismo inenarrável. Porque o mais espantoso deste oco, deste vazio, é que eu não sentia nem um pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança, e por isso eu gritava aterrorizada enquanto aquele vazio imenso me sugava, e sugava.

Eu tinha perfeita noção de que se havia entrado ali: é porque minha alma estava morta. E neste horror tão imenso, quanto estou entrando, me agarraram pelos dois pés. Meu corpo mergulhou naquele vazio, porém meus pés estavam seguros por alguma força acima. Foi um momento muito doloroso e terrificante. E veja: com a ausência de Deus em meu caminho, comecei a gritar: Almas do Purgatório, por favor, me tirem daqui!

Quando eu estava gritando, passei por um instante de dor intensa, porque me dei conta de que hoje milhares e milhares de pessoas se encontram neste mesmo oco, sobretudo os jovens, e com dor me dei conta de que começara a ouvir o ranger de dentes, com alaridos e lamentações que me estremeciam inteira.

Muitos anos me haviam custado para entender isso, porque eu me punha a chorar cada vez que me dava conta do sofrimento destas pessoas, que em um momento de desespero se haviam suicidado, e estavam nestes tormentos, e tantos ali se encontravam. Mas o mais terrível de todos os tormentos deles era a ausência de Deus (13). Não se sentia o Senhor!



13 – A ausência de Deus! A sensação de perda, e perda eterna! Muitos são os casos de santos e de pessoas que passaram por esta experiência misteriosa. Por força do amor do nosso Deus. Sentir que se perdeu Deus para sempre, é certamente o sentimento mais pavoroso, mais terrificante, mais esmagador que uma alma pode sentir. Saber que se O desprezou vezes sem conta, que se cuspiu na salvação até o último e renegado instante, tudo isso só pode consumir-se num remorso assustador, mais doloroso que o fogo, mais terrível que as trevas, mil vezes uma criatura assim não ter nascido.



E no meio desta dor, comecei a gritar: Quem errou? Olhem como sou santa! (14) Jamais roubei, nunca matei, eu dava alimentos aos pobres, eu extraia dentes de graça aos que necessitavam... Que faço aqui? Eu ia a Missa aos Domingos e apesar de me considerar atéia nuca faltei e se em minha vida inteira faltei cinco vezes a Missa foi muito. Eu era uma alma que sempre ia a Missa! Que falo então aqui? Eu sou católica, por favor: eu sou católica, tirem-me daqui!



14 – Olhem aqui – também na Colômbia – e no mundo inteiro, o velho ditado que satanás ensinou a dizer entre risos de escárnio: não matei, não roubei, portanto sou um cidadão sem pecados! Viu presidente? Ou não viu nada? Esperto o demônio! Se somente matar e roubar fossem pecados, quem sabe gente como nosso presidente estaria entre os santos. Mas mentir também é pecado gravíssimo! Enganar toda uma nação é crime! E também ser um católico de fachada, de mentira, uma podridão ambulante, também isso pesa na balança. E a nossa protagonista logo verá que pesa, e como pesa! Não adianta brandir diante do demônio o título de católico: somente os que vivem a fé católica o espantam! Não os que a dizem viver!



Quando eu estava gritando que era católica, vi uma luzinha, uma luz em meio a aquelas trevas é o máximo que uma pessoa poderia receber naquele momento. Vejo agora uma escada por cima deste oco, e vejo ali meu pai, que havia falecido cinco anos atrás, quase no fundo do vazio, e tinha um pouco de luz. Quatro lances mais acima, eu vejo minha mãe, com muito mais luz, porque ela está em posição como de oração (15).

Quando eu os vi, me deu uma alegria tão grande, que comecei a gritar: Papai, mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu lhes suplico, tirem-me daqui! Quando eles me olharam e meu pai me viu assim, não imaginam a visão de dor tão grande que havia em seus olhos. Porque ali, um sente o sentimento do outro, e cada pessoa vê isso, esta dor tão grande, tanto que meu pai começou a chorar, e punha suas mão na cabeça e balbuciava: minha filha! Minha filha! E minha mãe rezava, porém me dei conta de que ela não me podia tirar dali, e a minha dor era maior ao saber que eles compartilhavam esta dor comigo.



15 – Pela descrição dela, da posição e do estado de seu pai e sua mãe, e também pelo que se verá a seguir, é possível saber que o pai dela estava ainda no purgatório e sua mãe já no céu. O que está muito claro aqui, é o sentimento das almas, e a comunhão dos santos. Na verdade, as almas como que interagem, elas se vêem umas as ouras, também aos seus pensamentos, tudo é um livro aberto. Fantástico! Assombroso! Isso nós veremos!



Então comecei a gritar novamente: por favor, olhem, me tirem daqui, eu sou católica! Alguém se enganou! Por favor, saquem-me daqui! E quando estava gritando pela segunda vez escutei uma voz, uma doce voz, uma voz que a cada vez que escuto estremece minha alma e me inunda de intenso amor e de paz. E todas as criaturas fugiram espavoridas (os demônios que ali se achavam) porque elas não resistem ao Amor! Sem Ele não há paz, e havia paz para mim!

Então me perguntou aquela doce voz: Muito bem, se tu és católica, diga-me quais são os dez mandamentos da Lei de Deus! (16)



16- Começa aqui o verdadeiro sentido de toda esta história. A abertura do Livro da Vida dela, diante de Deus e das testemunhas, para sua vergonha, para a demolição interior de cada um dos artifícios mentirosos sobre os quais ela constituíra sua vida. Milhões de pessoas moldam suas vidas sobre estes dísticos satânicos – Deus não existe! Tudo é evolução! Pecado não existe! Todos se salvam independentemente de serem bons! O demônio não existe, é invenção dos padres, a Igreja católica é assassina, os padres estão ricos, e por aí vai – agora, todos estes argumentos mentirosos que o diabo lhe ensinou, começam a cair por terra, um por um diante do Juiz! E ela só pode chorar e se envergonhar.



Que rajada tão terrível se ouviu! Eu nem sabia que eram dez, e mais que isso nada. E agora, que vou fazer? Não sei o que fazer! Minha mãe sempre me falava do primeiro mandamento do amor! Enfim me serviu! Enfim me serviu de algo aquela ladainha de minha mãe. E aqui me obrigo a fazer uso daquela ladainha de minha mãe!

Para me sair desta, como sempre me saí das demais, eu pensava manejar as coisas, como quando estava em terra e me defendia de tal maneira que nada me embaraçava quando não sabia alguma coisa. Então me empertiguei toda, e comecei a dizer: O primeiro é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo.

Muito bem, me disse a voz: E acaso tu O tens amado?

Ao que respondi: eu sim, eu sim, eu sim!

Foi quando ouvi forte: Não! E quando Ele me disse não, eu senti como se fosse passada por um raio, porque me dei conta de que na parte em que me pegou o raio – nos seios – eu não sentia nada, pois não tinha mais nada ali, nem carnes.

E a voz me disse: Não! Tu não tens amado ao teu Senhor sobre todas as coisas, e muito menos ao teu próximo como a ti mesma. Tu criaste um deus para ti, para que te amparasse nos momentos de necessidade. Tu te prostravas diante dele. Quando eras pobre! Quanto tua família era humilde, quando tu querias te tornar uma profissional. Aí, sim, todos os dias tu rezavas, te prostravas horas inteiras suplicando ao teu Senhor. Pedindo a Ele que te tirasse daquela miséria, te desse uma profissão e te fizesse alguém na vida.

Quando tinhas necessidade e interesse, quando querias dinheiro, aí tu rezavas até o Rosário ao Senhor, porém, onde está a prática? Esta era a relação que tinhas com teu Senhor! E eu ouvia esta verdade com imensa tristeza!

Eu lhes comento isso, para dizer-lhes que a minha relação com Deus era como um caminho automático. Era como se eu rezasse um Rosário, e Ele tivesse que logo despejar a prata, esta era minha relação com Ele!

E vejam, mesmo assim o Senhor permitiu que logo eu estivesse formada. E logo tinha um nome! E começava a ter dinheiro, e logo me esqueci do Senhor, pois me achava o máximo. E passei a não ligar mais a mínima para o meu Senhor! Ser-Lhe agradecida! Jamais! Nem sequer abria os lábios para dizer: Senhor, te agradeço por tudo o que me tens dado, te agradeço por minha saúde, pela vida dos meus filhos, porque tenho um teto quando tantos pobres não têm um teto, nem comida, Senhor! Nada!

Ele continuou: Ingratíssima! E, além disso, tu puseste tão abaixo o teu Senhor, que acreditavas em Vênus e Mercúrio (17) para dar sorte, andavas cega pela astrologia dizendo que os astros manejavam tua vida. Começaste a andar atrás de outras doutrinas que o mundo te oferecia. Começaste a crer que simplesmente morrerias e irias voltar a terra reencarnada. E te esqueceste da graça! Que tu sabias bem ter custado o Sangue de teu Senhor. Faz um exame dos dez mandamentos. Verás que apenas dizias que amavas e adoravas a Deus.

E com toda a dureza das minhas palavras lhes digo: eu adorava a satanás! Porque se em meu consultório vinha uma senhora que me trazia um objeto bento, um sacramental, eu dizia: não creio nisso, porque servem para encher-se de moscas! E em seu lugar enchia o meu consultório de objetos para dar sorte! Eu os havia posto em algum canto escondido onde não conheciam meus pacientes: era uma penca de arruda com uma ferradura, que dizia: é para afastar as energias negativas!



17 – Está aí outra mistificação do diabo: acreditar em astrologia! Crer que os astros podem reger a vida das pessoas! Isso é uma blasfêmia imperdoável contra Deus e Senhor de todo o Universo. Agora, por exemplo, os astrônomos rebaixaram Plutão da ordem de planeta, entretanto os “mapas astrológicos” estão todos montados sobre ele. Como é que fica agora, “astrólogos” de araque? Que desculpa dar aos iludidos? Acaso deixarão de ser regidos e terão eclipse total? Que lorota astronômica! Também este negócio de “energia negativa” que nada mais é que influxo satânico. Coisa da Nova Era! Demônios não se afastam com arruda e ferraduras, somente com oração, fé, crucifixo, estado de graça e água benta.



Assim como a lorota da reencarnação. Lorota espírita de quem se deixa guiar por satanás. Vejam: conforme o depoimento acima, esta foi a primeira constatação de Glória: que a reencarnação é um blefe diabólico! É na realidade a negação da Cruz de Cristo, porque se uma alma precisasse voltar indefinidas vezes para se aperfeiçoar, então o mistério da Cruz seria em vão? Deus seria maluco, pedindo o Sangue Precioso de Seu Filho, em troca da redenção do homem, caso os homens tivessem que voltar à terra e se danarem. Sem sequer saber o que, quais faltas, deveriam expiar! Aqui ela via de cara, que a morte acontece um só vez e para sempre, assim como a vida aqui é uma só!



Continua: Olhem o quanto tudo isso é vergonhoso! Façam uma análise de toda a minha vida baseada nos dez mandamentos, e verão que o meu próximo fui eu mesma! Eu dizia a Deus que O amava, quando, todavia já o tinha abandonado, não Ele a mim!

Quando comecei a andar pelo ateísmo eu dizia: Deus meu, te amo! Da boca para fora. Porque com esta mesma língua eu maldizia ao meu Senhor! Com esta mesma língua dava garrotes em toda a humanidade! Criticava a todo mundo, para todos apontava meu dedo, sempre me achando uma santa Glória. E como Ele me mostrava, eu apenas dizia que amava a Deus, quando na realidade era invejosa e mal agradecida.

O Senhor continuou: Jamais reconheceste todo o esforço e o amor e a entrega de teus pais, para te dar uma profissão, para te fazer crescer, e por tudo isso é que tu logo te formaste. Mas eles continuaram pequenos! A tal ponto que chegaste a te envergonhar de tua mãe, por causa de sua humildade e pobreza! (18)



18 – Atenção aos jovens! Atenção queridos universitários! Eu lição esplendorosa! Quantos de vós jamais fizestes um gesto de agradecimento aos vossos pais pelo esforço tremendo que muitos fizeram com vistas ao vosso estudo. E quantos jovens têm vergonha de seus pais humildes – um horror isto – coisa que pagarão duramente quando virem aberto o seu Livro diante do Juiz. Nenhum gesto escapa, nenhum pensamento, nem um só gesto de rebeldia contra eles ficará impune. Deus é quem se envergonhará de vocês!



E Ele falou: Olha-te agora como esposa: quem és?

Como eu era? Todo dia renegada, desde que me levantava! Quanto meu esposo me dizia pela manhã: Bom Dia! Que bom dia que nada, veja que está chovendo! E ficava o tempo inteiro arrenegada com meus filhos! (19)



19 – Atenção mães executivas! Atenção mães profissionais! Atenção mães políticas! Atenção mães economistas! Atenção outras tantas mães, que não são mães conforme o sublime plano de Deus. Gritos e lamentos saem aos mil, do Tribunal do Altíssimo, choro e lágrimas de arrependimento, por haverem sido mães ausentes. E todas estas são! Deus não criou mães juízas para o Tribunal dos homens, e sim para que os filhos evitassem o Tribunal de Deus. Deus não criou mães para a política e os cargos de chefia, e sim para serem as regentes do mundo, pela via dos lares felizes. Este é o caminho de Deus!



Vossos filhos vos julgarão! Mesmo estando vivos, a presença deles é certa, diante do Tribunal Maior, como testemunhas de acusação! Mãe, eu chorei muito quando não vinhas! Mãe eu me perdi por causa da TV e da pornografia da internet, enquanto tu estavas fora! Mãe eu me tornei prostituta, porque tu não me ensinaste a ser como Maria! Mãe eu me tornei adúltera porque tu me ensinaste a vestir o indecente, o imoral, o indecoroso! Eu fui causa de condenação de outros, porque tu não tiveste tempo de me ensinar a Doutrina de Jesus. Porque não me ensinaste a rezar, só a seduzir! Ai da mãe ausente, que chegar diante do Juiz sem seus filhos! Tendo um só já perdido, ou que irá se perder por culpa de sua ausência do lar. Ela dificilmente se irá salvar.



Vejam que também eu jamais tive amor e compaixão pelo meu próximo, por meus irmãos. E me dizia o Senhor: Nunca pensaste: Pobrezinhos, Senhor, os doentes! Dá-me a graça de acompanhá-los na dor e na solidão! Aos pequeninos que não têm mãe, aos órfãozinhos, quantos pequenos sofrendo, Senhor!

Meu coração era de pedra! Totalmente de pedra! Num exame dos 10 mandamentos eu não passava nem da média. Terrível e espantoso! Vivia um verdadeiro caos! Como não havia eu assassinado e havia matado a tanta gente?

Por exemplo: eu dei muitos alimentos a pessoas necessitadas, porém não dava por amor e sim por minha imagem, porque era muito bom que todos me vissem sendo pródiga, mas para mim o bom era manipular com as necessidades das pessoas! (19)

E então eu dizia: toma, lhe dou este alimento, mas faz o favor e me represente nas reuniões do colégio de meus filhos, porque eu não tenho tempo de ir a reuniões pessoais, e de colégios. E assim a todos eles eu dava coisas, mas as manipulava! Ademais, me encantava ver a muitos ao meu redor me dizendo o quão era santa e boa eu era. Criei uma imagem falsa ao redor de mim.



20 – Falsa caridade! Manipulação das pessoas! Faz dar aparência de santo a quem nada tem dele. Faz a pessoa se autojustificar! Pensa que por dar umas migalhas depois, isso justifica seu roubo, sua exploração, suas maracutáias até coletivas para enganar. Primeiro assaltam os e exploram os outros, e depois lhe atiram algumas migalhas! Que esperem!



E a voz me dizia: És tu que tinhas um deus e este deus era o dinheiro! E por causa dele te condenaste! Por causa dele te atiraste no abismo, e desprezaste o teu Senhor. (21)

Sim, nós havíamos tido muito dinheiro, mas agora estávamos quebrados, cheios de dívidas. E se nos havia acabado o dinheiro. Então, quando me dizem que deus é o dinheiro eu grito: qual dinheiro se lá na terra eu deixei muitas serpentes, foi isso que eu falei!



21 – Maldito dinheiro, este o deus de milhões de pessoas que correm em sua busca e não se importam de perder as almas por causa dele. Aqui também, depois de uma infância pobre que ela odiava e amaldiçoava, a busca do enriquecer se tornou sua mola mestra. E depois que conseguiu o dinheiro, então ela deu um chute no traseiro de Deus. Cuspiu-O e sua boca e somente O invocava de forma cínica ou blasfema! Ninguém vai ao céu com um só centavo no bolso. Assim como esta não chegou lá com seu DIU. Ambos serão antes fulminados como lixo imundo. Antes de chegar lá!



E quando me dizem, por exemplo, no segundo mandamento que tristemente eu aprendi apenas para evitar os castigos de minha mãe, que eram bastante severos, mas eu mentia de modo excelente e assim comecei a caminhar com o pai da mentira, satanás. E comecei a me tornar mentirosa, e na medida em que meus pecados iam crescendo as mentiras se iam tornando sempre maiores.

Eu me dava conta de que minha mãe respeitava muito ao Senhor e para ela o nome do Senhor era Santíssimo, e então pensei e disse: aqui tenho uma arma perfeita e comecei a jurar falso, e me dizia: mama, por Cristo lindo te juro! E assim evitava castigos! Imaginem em minha mentira eu colocava o nome Santíssimo do Senhor, em porcarias, na minha imundícia, porque estava cheia de tanta sujeira e de tanto pecado (22).



22 – Aqui a mentira, começa com as pequenas, delas se vai as grandes, até que a gente mesmo é uma mentira ambulante. Porque a mentira envolve a pessoas como uma casca. Ela se livra de milhares de situações embaraçosas em vida, sempre dando desculpas furadas, que na verdade são mentiras. Mente que vai a um lugar, quando vai a outro. A criança faz isso quase que instintivamente. Se os pais não coibirem isso desde cedo, a pessoa se torna um mentiroso contumaz e cínico. Que pode chegar a ser presidente!



E então, meus irmãos, eu aprendi que as palavras o vento não as leva. E quando minha mãe me deixava nervosa que lhe dizia: Mãe! saiba que mesmo que me parta um raio, te estarei dizendo mentiras. E a palavra se foi com o tempo, porém vejam que só por misericórdia de Deus estou aqui, porque na realidade o raio entrou e me atravessou no corpo inteiro, e praticamente em 2/3 me queimou (23).

Mostrava-me que, eu, que me dizia católica, nunca tive uma palavra em que não antepunha o nome Santo do Senhor. Impressionou-me agora ao ver que o Senhor passava, e todas as criaturas, com todas estas coisas espantosas, se voltavam ao chão em adoração impressionante. Vi a Santíssima Virgem, prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, em uma extrema adoração, e eu pecadora, embora minha extrema imundícia, estava ali frente a frente com o Senhor. Eu, tão boa que me achava, estava de fato renegando e maldizendo ao meu Deus.



23 – Como lembrei acima, é mentira que o vento leva as palavras e elas morrem. Pode até ser aqui na terra, mas não na eternidade. Somos seguidos como por uma filmadora e um gravador – toda pessoa o é – e isso mais dia, menos dia, virá a tona. Nada escapa ao olho perfeito e justo do Juiz Eterno. E servirá como contra prova ao nosso testemunho. Aqui, porém um caso extremo: ela desde criança brincava com o raio, até que ele a pegou! Todo cuidado com o que se diz, seja para quem for, seja dizendo alto, seja nem mesmo falando uma só palavra. A máquina de Deus, grava também os pensamentos. Ele revela com toda clareza, todos nossos cinismos, nossos muxoxos, nossos desprezos, nossos ódios!



No mandamento: santificar os dias de festas foi espantoso, e senti uma imensa dor! A voz me dizia que eu dedicava quatro a cinco horas para meu corpo, e nem sequer dez minutos diários a um profundo amor com meu Senhor, em agradecimento na oração. E se pegava o rosário, rezava a uma velocidade tal que dizia: nos comerciais da novela alcanço rezar o rosário!

Mostrava como nunca fui agradecida com o Senhor, e também me mostrava o que eu dizia quando me dava preguiça de ir a Missa: veja, mamãe, se Deus está em todos os lugares, que necessidade tenho de ir na igreja? Claro, me era muito cômodo dizer isto!

E a voz me repetia que o Senhor me havia dado vinte e quatro horas a cada dia e que eu não rezava nem um pouquinho, nem aos Domingos para lhe das graças! Fazia-me ver que eu achava que era muito agradecida em meu amor por Ele, e me achava grande. Porém o pior deste caso é que a entrada da Igreja era o restaurante de minha alma: me dediquei a cuidar de meu corpo (24), me tornei dele escrava! Só me esqueci de um pequeno detalhe: tinha uma alma, porém jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de Deus, porque mui comodamente dizia que quem lê a Bíblia fica louco!



24 – Eis aqui o espírito mau de Narciso, a auto-adoração a que se submetem milhões de pobres criaturas. Agora mesmo acabei de anotar o nome de uma moça que me mandaram. Ela cometeu suicídio porque se achava feia. Há dois meses fez uma cirurgia plástica, mas não gostou do resultado, e agora cometeu este ato tresloucado. Vale isso para os escravos da moda, para TODOS os que fazem cirurgias plásticas, para todos os que malham em academias compulsivamente, para os que vivem de dietas para emagrecer – antes fizessem como jejum – enfim, para todos os que divinizam seus corpos. Todos os descontentes com seus corpos, são descontentes com Deus que os criou. Isso é blasfêmia!



E dos Sacramentos nada! Eu nem queria saber de me confessar, como estas velhas que eram mais más do que eu! Porque para mim, na minha porcaria, era melhor não me ir confessar, pois o maligno sacou a confissão de mim, e com isso me tirou a possibilidade de sanar e limpar minha alma.

Porém, cada vez que eu cometia um pecado, não ficava de graça: satanás punha dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas! Jamais, e somente na minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, e daí em diante nunca mais recebi ao meu Senhor senão sempre indignamente.

Chegou a tal ponto minha blasfêmia, a incoerência de minha vida que eu cheguei a dizer: Que Santíssimo? Que tal um Deus vivo em um pão? Estes sacerdotes deveriam ter outro argumento se querem ficar ricos! Até este ponto chegou a degradação de minha relação com Deus!

Jamais alimentei minha alma, e para rematar nada mais fazia que criticar aos padres (25), mas sabendo o quanto me dei mal com isto. E minha família, desde bem pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo Papa, dizendo que eles eram mulherengos, que tinham mais dinheiro que nós, e repetíamos isso sempre.



25 – Um apelo a todos, vale para mim, vale para você leitor: tomemos por capricho, de nunca mais criticar a algum sacerdote! Eles são escolhidos por Deus, e claramente todo sacerdote é o espelho do povo, da comunidade. Se todos os católicos efetivamente rezassem pelos seminários, se cobrassem dali santas vocações, jamais o demônio iria neles adentrar com maus formadores, com teólogos hereges e apostatas. Dos pecados nossos, o padre cuida!! Dos defeitos e dos pecados dos padres cuida Deus! Quantos deles são acusados injustamente, e sofrem horrores nas mãos de mentirosos.



E Nosso Senhor me dizia: Quem tu pensas que és, para fazer-te Deus, e julgar os meus ungidos? Dizia-me mais: São de carne, e pela santidade de um sacerdote é que existe a comunidade, que por ele deve rezar, e o amar e o apoiar! Então, quando um sacerdote cai em pecado, não perguntem isso ao sacerdote e sim a comunidade.

E o Senhor me mostrava que a cada vez que eu criticava aos sacerdotes, se grudavam em mim alguns demônios. Fora disso, quanto mal ainda fiz quando eu chamei a um sacerdote de homossexual, e toda a comunidade ficou sabendo disso, mal imaginando quanto dano lhe causei.

Do quatro mandamento: honrar pai e mãe, o Senhor me mostrava o quanto eu lhes fui mal agradecida, como os maldizia e renegava, porque eles não me podiam dar tudo o que tinham minhas amigas. E como fui uma filha que não valorizava o que tinha, chegando ao ponto de dizer que esta não era a minha mãe, porque ela se parecia muito pouco comigo. Foi espantoso ver o resumo de uma mulher sem Deus, e como uma mulher sem Deus destrói tudo que se lhe acerca (26). E, além disso, o pior mesmo, é que ainda assim eu me sentia uma santa!



26 – Esta é uma verdadeira palavra de sabedoria. A mulher foi criada para o maior papel que existe na terra: ser mãe! Gerar dentro de si! E este ato tão sublime, transfere para ela uma das mais assombrosas responsabilidades diante do Criador. O grande erro delas foi sair de casa, tentando gerir o mundo. Ali, algumas crescem entre tapas, e chegam ao Céu de mãos vazias. É dali que elas destroem o mundo, subvertendo o plano do Eterno. À elas foi destinado sim, gerir o mundo, mas não tendo as rédeas deles nas mãos, e sim gerando filhos, e moldando maridos, capazes de dirigir o mundo para Deus. Tudo está nas mãos delas! Quando deixam seus lares, começam a perder o domínio. Maridos fracos, filhos mal preparados! Sim, a mulher tira tudo isso de sua fraqueza! Maria é vosso exemplo!



Também me mostrou o Senhor como eu pensava ter cumprido este mandamento, pelo simples fato de ter pagado os médicos e os remédios de meus pais, quando eles ficaram doentes, e também como eu analisava tudo pela ótica do dinheiro. E como os manipulava, quando passei a ter dinheiro, basta dizer que assim eu endeusei o dinheiro e pisoteei meus pais.

Sabem o que mais me doeu? Ver o meu pai chorando de tristeza, apesar de tudo o quanto ele tinha sido um bom pai, que me havia ensinado a ser uma batalhadora, uma mulher empreendedora, pelo que eu deveria honrá-lo, porque somente quem trabalha pode crescer na vida.

Mas eu esquecera um pequeno detalhe: que eu tinha uma alma e que meu pai era um evangelizador pelo seu testemunho, e de como em toda a sua vida ele se empenhara em colocar em mim tudo isto.

Vi meu pai, com muita dor, quando antes ele era mulherengo. Ele era feliz em dizer para minha mãe, que era muito macho, porque tinha muitas mulheres e que podia com todas. E ademais, ele tomava e fumava!

Com estes vícios, que o faziam sentir-se orgulhoso – pois ele pensava que não eram vícios e sim virtudes – fiquei chocada quando minha mãe se cobria de lágrimas quando meu pai começava a falar de outras mulheres. E comecei a me encher de ódio, de ressentimento, e comecei a ver como este ódio e este ressentimento me levavam a morte espiritual. Eu sentia uma raiva espantosa de ver como ele humilhava a minha mãe diante de todos.

E isso iniciou minha rebeldia, tanto que disse para minha mãe: eu nunca vou fazer como você! Por isso é que como mulheres nós não valemos nada, por causa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se deixam pisotear pelos homens.

E eu dizia ao meu pai: quando eu for grande, jamais – pode crer nisso papai – jamais vou permitir que um homem me humilhe assim como você o faz com minha mãe. Se um homem me for infiel, eu me divorcio dele, papai!

Meu pai me pegou e disse: como te atreves? Ele era muito machista e eu lhe respondi: Sim papai, me mate, mas se eu chego a me casar e meu marido me for infiel, eu me divorcio dele para que os homens entendam o quanto sofre uma mulher quando um homem a pisoteia.

E permaneci cheia deste ressentimento, desta raiva, e quando comecei a ter dinheiro disse para minha mãe: Sabe de uma coisa mãe? Separe-te de meu pai! Justo ela que adorava meu pai! É imposible que você aguente um tipo assim! Seja digna! Faça-se valer, mamãe!



27 – Aqui ela se valia do comportamento em parte negativo do pai, para justificar sua rebeldia e suas mentiras. E mentira, diante de Deus, não funciona como argumento válido de defesa! Porque ali, cada um paga por seus atos, não pelos dos outros! Paga pelo seu testemunho de vida, não pelo dos outros. Mais que isso, incitava a mãe à rebeldia, ao divorcio, quando a nossa missão é acertar os casamentos e não destruí-los!



Imaginem, que eu queria divorciar meus pais! E minha mãe dizia: minha filha, não é que não me dói, a mim sim, me dói, porém me sacrifico porque vocês são sete filhos e não sou mais que uma. Sacrifico-me porque finalmente seu pai é um bom pai e eu seria incapaz de ir-me e deixá-los sem pai. Ademais, se eu me separo dele, quem vai rezar para que seu pai se salve? Sou a que posso rezar para que seu pai encontre a salvação, porque as dores que ele me causa, eu as uno a cruz de cada dia e digo ao Senhor: esta dor não é nada, mas unindo-a a Tua Cruz, me permita que sejam salvos meus filhos, e meu esposo!

Eu não entendia isso! E sabem que isso me deu tanta raiva, que este rumo que a minha vida tomara me fez tornar uma rebelde, e me enchia do desejo de defender a mulher. Como seqüência, passei a defender o aborto, o ficar junto sem casar, o transar, o divórcio e a defender a Lei do Talião: quem me fazia mal com mal eu pagava. Nunca fui infiel fisicamente, porém prejudiquei muita gente com meus maus conselhos!



Quando chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrou que eu era uma assassina espantosa, e que cometera o mais abominável de todos os crimes diante do Senhor: o aborto! (28) Vejam o poder que me deu o dinheiro! Ele me permitiu financiar vários abortos, porque eu dizia: a mulher tem o direito de escolher quando quer estar grávida ou não. Olhei o Livro da Vida e me doeu quando o vi: Uma menina de 14 anos abortando, porque eu lhe havia ensinado! Porque, sabem, quando um tem veneno, todos os que se acercam dele saem prejudicados.



28 – E Deus mostrou a ela! Está gravado no Livro da Vida! Quem fez o aborto é criminoso, quem o praticou é assassino, quem o incentivou é bandido. E diante de Deus não tem outro nome. O dono da clínica é também assassino, a parteira que o fez é criminosa, e todos os que criam leis para instituí-lo “legalmente”, diante de Deus é igual a um que mata sem dó nem piedade. O aborto é um hino em louvor a Lúcifer! Ele é regido a gritos de inocentes que são extraídos criminosamente dos ventres maternos: os homens não os ouvem, ao Céu diante deste som treme de espanto, mas para o inferno o aborto é uma sinfonia! Todos os que não se arrependerem, passarão pela eternidade ouvindo estes gritos.



Umas meninas, três sobrinhas minhas, e a noiva de um sobrino abortaram. Eles as mandavam para minha casa, porque eu era a que tinha o dinheiro, e as convidava, enquanto falava de moda, de glamour, e de como exibir seu corpo. E minha irmã as mandava para lá - vejam como as prostituí – e as prostituí ainda menores, que foi outro pecado espantoso depois do aborto. Porque eu lhes dizia: não sejam bobinhas, porque se suas mães lhes falam de virgindade e de castidade é que elas estão fora da moda. Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos e os padres não a tem querido modernizar, porque falam pelo Papa, mas este Papa é também fora da moda.

Imaginem o meu veneno, e eu ensinava a estas meninas que elas tinham que desfrutar de seus corpos sem culpa, porém nada de planejamento! Eu lhes ensinava os métodos de “planejamento de uma mulher perfeita”, e esta menina de quatorze anos, a noiva de meu sobrinho, chegou um dia ao meu consultório – eu vi isso no meu Livro da Vida – chorando e me disse: Glória sou uma criança e estou grávida! E eu lhe disse: burra! Eu não te ensinei a planejar? Então ela falou: sim, mas não funcionou! (29)



29 – O DIU não funcionou! Quer dizer que funcionar significa quando mata, assassina? Estes dispositivos intra-uterinos são todos abortivos, e criminosos, porque eles apenas impedem que o óvulo, já fecundado nas trompas, se fixe às paredes do útero. Mas quando chega ali já é uma vida humana! E esta mulher verá a morte, o assassinato de cara criança dela que já estava fecundada e com um grito morre envenenada pelo cobre.



Então olhei para o Senhor, que me mostrava ali esta menina, que na verdade pedia apoio, para que não se atirasse no abismo, para que não abortasse! Porque o aborto é como uma cadeia, que pesa tanto, que arrasta e que pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de se saber assassino! E o pior: a um filho da gente!

E sabem o que foi o pior com esta menina? É que no lugar de falar-lhe de Deus, eu lhe dei dinheiro para que fosse abortar, em um lugar bem novo, para que depois não viesse a se prejudicar.

Assim, com este patrocínio, fiz vários abortos! Cada vez mais sangue de um bebê sendo derramado em holocausto a satanás, um holocausto que o Senhor lhe concedeu. E ele acontece, a cada vez que se mata uma criança, porque no Livro da Vida, vi como a nossa alma se funde com uma chama formosa, tão logo se tocam o óvulo e o espermatozóide, numa luz como que colhida de Deus. O ventre de uma mãe tão logo fecundado se ilumina com o brilho vindo desta alma. E quando se aborta, esta alma grita e geme de dor, assim como se vê aos olhos da carne, e se escuta seu grito quando a estão assassinando. E o Céu estremece e no inferno se escuta um grito de júbilo. E de imediato do inferno se abrem umas brechas, por onde saem como larvas para seguir assediando a humanidade, para que siga se fazendo escrava da carne e de todas as coisas que acontecem, e ficam a cada dia pior.

E pergunto: quantos bebês se matam diariamente? E esse é um triunfo real! Como será que este preço de sangue inocente atrai um demônio? Lavada neste sangue inocente, vi que minha alma branca começou a ficar completamente escura. Depois dos abortos, já não tive mais noção de pecado, para mim tudo isso estava bem.

E o triste era ver como estes pagamentos me uniam ao demônio, e ele me mostrava todos estes bebês que eu ajudara a matar, e sabem por quê? Porque eu própria os evitava, usando no útero um dispositivo “diu” em forma de “T” feito de cobre! E me foi doloroso ver quantos benditos haviam sido fecundados, já se haviam instalado no útero e agora eram desprendidos dali. E com um grito desgarravam-se das mãos de Deus Pai.

Com razão eu vivia amargurada, de gênio sempre mau, fazendo cara feia, frustrada devido a muita depressão e dizia para mim: Por que isso? Claro, eu me havia tornado em uma máquina de matar bebês!

E isso me afundou mais ainda no abismo. Como que eu não as havia matado?

E o que dizer de cada pessoa gorda que me aparecia, e que eu as odiava, as detestava? Também nisso eu era assassina. Porque não somente com um disparo se mata uma pessoa, basta odiá-la, basta lhe fazer mal, ou ter-lhe inveja que já com isso se mata, ou ter-lhe inveja! Com isso também se mata!

E quanto ao sexo mandamento que diz: não fornicar? Aqui eu disse: não, aqui não me vão levantar suspeitas, nenhum amante, porque em toda a minha vida fui mulher de um homem só, que é meu esposo.

Foi quando me mostraram que cada vez que eu estava com meus seios descobertos, e meu corpo com seus detalhes à mostra estava incitando outros homens a me olharem, e eles tiveram maus pensamentos comigo, eu os fazia pecar, então percebi que desta forma que eu também cometia o pecado do adultério!

Eu também aconselhava mal as mulheres, a que fossem infiéis com seus esposos e lhes dizia: não sejam bobas! Desquitem-se! Não os perdoem e se divorciem! E com isso eu estava cometendo um outra abominável forma de adultério!

E me dei conta de que os pecados da carne são espantosos e condenatórios, embora o mundo lhes diga que somos livres e que podemos seguir agindo como os animais. Tristemente me soltei das mãos do meu Senhor, porque os pecados estavam em meus pensamentos, na minha alma e na minha ação.

Foi muito doloroso ver como todos estes pecados, por exemplo: o pecado do adultério de meu pai, prejudicou e desgarrou a seus filhos e a mim me tornou uma ressentida com os homens. E fez dos meus irmãos três fotocópias fiéis de meu pai, felizes por serem muito machos, mulherengos e beberrões! Não se davam conta de como prejudicavam aos seus filhos! (30) Por isso é que vi meu pai chorando, com tão violenta dor, por causa de seu pecado, que havia transferido por herança a eles, e que com este ato danificava toda a obra de Deus.



30 – Importante saber que o adultério do pai ou da mãe, também a bebida e o cigarro, são causa de degeneração e prejuízo das gerações de filhos. Até isso se paga! Um pai que gera seu filho estando em estado de porre, nunca terá um filho perfeito. Porque sempre será um espermatozóide degenerado que alcançará o óvulo. E o pai pagará por isso, e verá em seu livro tudo registrado. Para sua vergonha e pranto!



No sétimo mandamento, não roubar, eu me considerava honesta. Então o Senhor me mostrava que eu desperdiçava comida em minha casa, enquanto tanta gente padecia de fome no mundo. E Ele me dizia: Eu tinha fome e olha o que fazias com tudo o que Eu te dava, tu desperdiçavas. Eu tinha frio e olha o que fazias como escrava da moda, e das aparências, gastando muito dinheiro em tudo o que te fazia aparecer magra. Escravizada pelo corpo, em poucas palavras fizeste um deus de teu corpo e me mostrava que eu era culpada da miséria de meu país, quando eu achava que nada tinha a ver com isto (31).



31 – Tudo o que as pessoas gastam em bijuterias, em futilidades, em excessos de pintura e perfumaria, em produtos caros de embelezamento – dinheiro que poderia ser bem aproveitado para a prática da caridade – será causa de condenação. E pagaremos sim, como nação, por não termos olhado para aqueles que passam fome, o órfão e a viúva – como diz a Palavra de Deus – claro, não se trata aqui de dar comida de graça para quem não luta nem se esforça. Quem não trabalha, não tem direito de comer, diz a Palavra!



Também me mostrava que, cada vez que falava mal de alguém, eu lhe roubava a honra e quão difícil é devolvê-la. Que teria sido mais fácil reparar que roubar-lhe um bilhete, porque isso se poderia devolver com dinheiro, o que não pode ser feito roubando a honra de uma pessoa.

Ele me apontava meus filhos, que pediam a graça de uma mãe presente, terna, uma mamãe que os amasse de fato, e não uma mãe ausente, que sai de casa deixando seus filhos sozinhos com o papai televisor. Uma mamãe computador com jogos de vídeo, que para acalmar sua consciência lhes comprava roupas de marca.

O que mais me horrorizou foi quando vi minha mãe, que se questionava disso tudo e isto que ela foi uma mulher santa, que nos corrigia e nos amava, igualmente meu papai, tal que e eu disse: que será de mim, que nada disso dei a meus filhos? Que espanto! Que dor tão grande!

Deu-me uma enorme vergonha, porque o “Livro da Vida” me mostrava tudo como um filme, e meu filho dizia: ai como a mãe se demora! E falavam com raiva: porque minha mãe é uma cansona, que nada faz senão xingar? Que tristeza ouvir um filho de três anos, e uma menina um pouco maior dizendo isso. E eu lhes roubei a sua mamãe, lhes roubei a sua paz, lhes roubei a vida que lhes deveria dar como mãe de verdade, em minha casa! E não fiz que eles conhecessem a Deus. Também não lhes ensinei a amar ao próximo, e é tal que se não amo ao meu próximo, nada tenho a ver com meu Senhor. Se eu não tenho misericórdia, nada tenho a ver com Deus.

Deu-me uma vergonha imensa, porque no “Livro da Vida”, cada um vê como o outro é. Porque Deus é amor! É Bom! E eu lhes vou falar um pouco sobre não levantar falso testemunho. Nem mentir, e nisso sim eu uma fui especialista! Viram? Porque Satanás se tornou meu pai, e eu troquei a Deus por satanás!

Se Deus é o Amor, eu sou ódio! Quem é meu pai então? Não era tão difícil entender isso. E se Deus me fala de perdão, de amar aos que me causam dano, eu Lhe dizia que quem me faz aqui, me paga aqui. Quem era então meu pai? E Se Deus é a verdade e Satanás é a mentira, que era meu pai? E não existe mentira pequena, nem verde nem amarela: todas são mentiras! Então satanás é teu pai!

Tão terríveis foram os pecados de minha língua!... Eu vi quanto mal eu causava com ela! Quando eu depreciava, quando eu enganava, quando chamava alguém pelo apelido, como não se sentia esta pessoa? Como lhe doía o apelido? Que lhe podia trazer complexo de inferioridade, como caso de uma pessoa gordinha, ou quando estava engordando, quanto mal eu lhes causava, sempre com uma palavra ferina que terminava aquela ação (32).



32 – Coisas tão corriqueiras, tão comuns em nosso meio: os apelidos, as gozações! São coisas que depreciam o irmão! Que enquanto o fazem menor, nos fazem engrandecer! E este ato é abominável! Criticar a beleza, a gordura, a magreza, o modo de falar, de se vestir, de andar, como agente faz isso! O apelido, sempre é mau! Sempre!



Enquanto eu fazia o exame dos 10 mandamentos, vi a cobiça com que executei todos os meus desejos loucos. Eu pensava que ia ser feliz tendo muito dinheiro, e para mim virou uma obsessão ter muito dinheiro! Uma lástima! Porque quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, até o ponto de me querer suicidar.

Com tanto dinheiro, e só, e vazia! Amarga! Frustrada! Esta cobiça de desejar ter dinheiro, foi o caminho que me levou a extraviar-me e a me soltar das mãos do meu Senhor.

Depois deste exame dos 10 mandamentos, me mostraram por fora o meu Livro da Vida: Formoso! Eu quisera ter palavras para descrevê-lo! O meu Livro da Vida começou desde a minha concepção, desde quando se uniram o par de células de meu pai e minha mãe. Assim, num zás! Uma centelha! Uma linda explosão (33) e se me formou a alma! Minha alma, colhida das mãos de Deus Pai, este Deus tão maravilhoso! Por 24 horas do dia me cuidando, buscando-me, tudo isso eu via. Nada mais que o Seu amor, porque Ele não me olhava na carne e sim em minha alma.



33 – Para mais pessoas o Bom Deus tem mostrado o momento mágico da concepção, o momento mágico e único da vida das pessoas, onde a alma entra no corpo da criança. É ali que começa a vida. Dizem que um clarão extraordinário ilumina todo interior da mãe, e isso se poderia chamar a explosão do amor criador, o amor e um Deus. Frustrar isso com um aborto, é um crime sem nome!



E agora me mostrava como fui me desviando de minha salvação! Este Livro da Vida, para terminar, lhes vou dar um exemplo de como é formoso este livro: Eu era muito hipócrita, e muitas vezes eu dizia para uma pessoa: Fulana, como estás linda com este vestido tão precioso, como te aparentas bem! Mas por dentro eu dizia: Ui! Que pinta tão asquerosa! E ainda pensa que é rainha! Isso em meus pensamentos!

Pois neste livro se vê exatamente o que eu dizia interiormente! Como seu eu estivesse falando com minha boca, embora viesse do meu pensamento! Eu via como do interior de minha alma! Todas as minhas mentiras tornaram-se um raio vivo! Ficaram vivas, e todos os presentes se deram conta disso! Que vergonha!

Para minha mãe, quantas vezes eu a enganava, porque ela não me deixava ir a algum lugar! Mãe! Tenho um trabalho em grupo a fazer na Biblioteca, e ela acreditava no que eu dizia. E me arrancava a assistir algum filme pornográfico, ou ia a um bar tomar cerveja com minhas amigas, e minha mãe estava ali, vendo minha vida! Nada lhe foi escondido! Ela via isso agora!

É tão lindo este Livro da Vida! Vi ali quando era criança e meus pais me davam bananas, numa época em que eles eram muito pobres, de modo que em minha lancheira eu levava bananas, doces e leite. E eu comia a banana e jogava as cascas por todos os lados! Nunca tive a consciência de que largando uma casca de banana no chão, poderia causar mal a alguém. Que poderia cair pisando nela!

Mas sabem o que foi mais lindo? Foi quando o Senhor me mostrou algumas vezes que alguns caíram por causa destas cascas, e eu as podia ter assassinado, por minha falta de misericórdia. E me mostrou que somente uma vez, quando fiz uma boa confissão com dor e vergonha, porque uma senhora me devolveu 4.500 pesos a mais, em um supermercado de Bogotá.

E papai nos havia falado para sermos honrados, e não tocar em um só centavo de ninguém, e me dei conta disso no carro. Quando ia para meu consultório eu disse: esta velha bruta! Me deu 4.500 pesos a mais de troco, e agora me toca ir devolver. Mas depois pensei: Eu que não vou devolver, quem mandou ela ser burra! Mas como isso agora me doeu! Por causa deste dinheiro!

Mas meu pai nos havia instruído muito bem sobre a honorabilidade, e no Domingo eu me confessei e disse ao padre: Padre: perdoa-me, porque eu roubei 4.500 pesos e não os devolvi a uma senhora. Mas nem dei atenção ao que me disse o padre! Achei que assim o maligno não podia me acusar de ser ladra!

Mas sabem o que me disse o Senhor? Esta foi uma falta de caridade tua, quando não reparaste devolvendo os 4.500 pesos, que para ti eram nada, mas para aquela mulher era como um soldo e significava para ela o alimento de três dias.

E sabem o que mais Ele me mostrou? O quanto ela sofreu de fome por um par de dias! Por minha culpa, sofreram ela e os seus filhos! Porque o Senhor nos mostra que quando cometo algo, alguém sofreu, quem atuou e como atuou:

Então me perguntou o Senhor! Que tesouros espirituais tens para me mostrar?

Tesouros espirituais!? Vi as minhas mãos vazias, não levava nada, minhas mãos estavam com absolutamente nada!

Então Ele me disse: de que te adianta dizer então que tens dois apartamentos desocupados, que tens casas, que tens o consultório? Que te consideravas uma profissional de muitíssimo êxito! Tu podias me trazer pelo menos a poeira de um ladrilho!

E acrescentou: Que fizeste com os talentos que te dei? Talentos? Tu tinhas uma missão: Defender o Meu Reino de Amor. O Reino de teu Deus!

Eu havia esquecido até que tinha uma alma, e muito mais que tinha talentos, o que era as mãos misericordiosas de Deus! Todo o bem que deixei de fazer, doeu muito ao Senhor! Porque sabem o que Ele sempre me perguntava? Sobre a falta de amor e de caridade para com o próximo, e sempre me perguntava sobre o amor!

Então Ele falou: Tu estás morta espiritualmente!

Eu estava viva, porém morta! Se vocês vissem o que significa uma morte espiritual! Como é realmente uma alma que odeia! Como é espantosamente terrível uma alma fastidiosa e amarga. Que faz mal a todo mundo! Quando alguém está cheia de pecados, embora por fora esteja ricamente vestida, bem perfumada, por dentro, porém sua alma esta fedendo horrivelmente, e vivendo no abismo. Com o coração cheio de depressão e de amargura!

E Ele me disse: Acontece que a tua morte começou quando a ti deixaram de doer as dores dos teus irmãos. Era um alerta quando tu vias os sofrimentos de teus irmãos. E isso em todos os lugares. E quando vias nos meios de comunicação, que mataram, seqüestraram, desprezaram o que tua língua dizia? Ó pobrezinhos! Que pecado! Porém não te doíam os teus irmãos! No coração não sentias nada, eras toda de pedra! O pecado te petrificou!

Quando meu livro foi fechado, vocês não imaginam a tristeza imensa que me deu. Que grande dor senti por ter me portado assim tão mal como meu Papai do Céu! Porque apesar de todos os meus pecados, apesar de toda a minha imundícia, e de toda a minha indiferença, de todos os meus sentimentos horríveis, o Senhor sempre, até o último instante me buscou! Sempre me enviava instrumentos, pessoas, e me falava, me gritava, inventava coisas para buscar-me! Ele me buscou sempre, até o último instante.

Sabem quem é Deus Pai? É Aquele que nos pede, a cada um de nós, pela conversão! E para mim me perguntava: Ouça-me, Senhor, você me condenou? Claro que não, em meu livre arbítrio, eu escolhi meu pai, e este nunca foi Deus! Escolhi satanás, este foi meu pai.

Enfim, quando se fechou este livro, eu vi em minha mente que estava para partir, que havia um oco, e que depois deste oco, iria se abrir uma porta. E lá me fui!

Então comecei a gritar por todos os santos, que me salvassem! Vocês não fazem idéia da quantidade de santos que cheguei a invocar, tanto que nem tinha idéia de que sabia tantos nomes deles, já que era tão má católica!

Pedi que me salvasse Santo Isidoro, o trabalhador! E São Francisco de Assis! E quando me acabaram os nomes de santos, havia somente o silêncio!

Então senti uma dor muito forte! E disse: lá na terra tanta gente pensando que eu era tão santa, e quem sabe até estava esperando que eu morresse para me pedir um milagrinho! Mas veja para onde estou indo!

Então, levantando os olhos, eu vejo diante de mim os olhos de minha mãe! E sentindo uma forte dor lhe gritei: Maaami! Que vergonha! Condenei-me mãe, é para onde vou! Não voltarei a te ver jamais!

Entretanto, neste momento, lhe concederam a ela uma grande graça: Ela estava imóvel, mas lhe permitiram mover seus dois dedos um pouco acima. Ela sinalizou e me saltaram dos olhos duas crostas espantosamente dolorosas: esta era minha cegueira espiritual.

E quando elas saltaram, revi um momento maravilhoso, quando uma paciente me havia dito: Olhe Doutora! Você é muito materialista, mas vou dizer algo de que irá precisar: Quando você estiver em eminente perigo, qualquer que seja, peça a Jesus Cristo que a cubra com Seu Sangue, que Ele nunca, nunca a irá abandonar. Porque Ele pagou um alto preço de Sangue por você!

E com vergonha, e com enorme dor, comecei a gritar: Jesus Cristo! Senhor Jesus tem compaixão de mim e me perdoa! Senhor: Dá-me uma segunda chance!

E este foi o momento mais lindo, tal que não tenho palavras para descrever: Ele abaixou-Se e me retirou daquele oco! E quando me recolheu, vi que novamente tinha firmeza no chão, me colocou em uma parte plana e me disse com todo amor: Vais voltar! Vais ter uma segunda oportunidade!

Porém falou: não pela oração de tua família! Porque é normal que eles orem e clamem por ti, e sim pela intercessão de todas as pessoas alheias a tua carne, ao teu sangue, que têm chorado, que têm rezado, que têm enlevado seu coração com muitíssimo amor por ti.

E comecei a ver que se desprendia um montão de luzinhas, que são como pequenas almas, brancas e cheias de amor. E via as pessoas que estavam rezando por mim! Porém havia uma alma grande, enorme, que era a que dava mais luz! A que mais amor me dava, e eu não conseguia ver quem era esta pessoa que me amava tanto.

Então me disse o Senhor: Esta pessoa que tu vês ali, é alguém que te ama muito. Porém sequer te conhece. E me mostrou o recorte do jornal que saiu na imprensa do dia anterior, sobre o povo simples! Bem pobre, este era um camponês que vivia no sopé da Serra Nevada de Santa Marta! E Ele mostrou-me um homem pobrezinho! Ele havia comprado uma panela, e a envolveram com uma folha do Jornal “Ele Espectador”, do dia anterior: Estava ali a minha fotografia, e eu toda queimada! Quando este homem viu esta notícia, que nem lhe dizia respeito, ele correu e jogou-se no piso, e começou a chorar com um amor muito grande! E falou assim: Pai! Senhor, tem compaixão de minha irmãzinha! Senhor, salva-a! Senhor, olha por ela! Se tu salvas a minha irmãzinha, eu prometo que vou ao Santuário de Buga, e te cumpro uma promessa. Porém salva-a!

Imaginem, um pobre homenzinho, que não estava renegando, nem maldizendo porque estava com fome, tem agora esta capacidade de amor, de oferecer-se a atravessar todo um país, por alguém que sequer conhecia!

Então disse o Senhor: Isso é amor ao próximo! E completou: tu vais voltar, mas deves repetir mil vezes isto! Senão mil vezes mil! E ai daqueles que ouvindo isso, não mudarem de vida! Porque serão julgados com muito mais severidade! E assim, vais ter teu segundo regresso! Os ungidos que são os sacerdotes, e qualquer deles e todos eles! Porque não há maior surdo que aquele que não quer ouvir, nem pior cego que aquele que não quer ver!

E isso, meus queridos irmãos, não é uma ameaça, porque o Senhor não costuma nos ameaçar! Esta é também, para cada um de vocês, uma segunda oportunidade, que vocês recebem pela graça de Deus.

O que eu vivi, vivi! Porque quando se abre o Livro da Vida, para cada um, quando cada um de vocês morrer, irá passar como eu por igual momento. E vamos nos ver tal qual nós somos, com a diferença que vamos ver até os nossos pensamentos, tudo na presença de Deus. E o mais maravilhoso, é saber que de cada um de nós o Senhor já foi à frente.

Outra vez Ele nos pede oração, para que nos convertamos, para que de verdade nós comecemos a ser novas criaturas com Ele, pois sem Ele nada podemos. Que o Senhor abençoe a todos grandemente. Para a Glória de Deus! Para a glória de Nosso Senhor, Jesus Cristo.



Concluindo: Temos aí um relato impressionante, com uma prova extraordinária do Amor e da Misericórdia Eterna de nosso Deus. É Ele Quem Se curva diante de nós, quando deveria ser o contrário. Quase de joelhos está Ele: implorando-nos a conversão! Mas aqui, com obstinação sempre renovada, cada vez mais nos afastamos Dele.



Está chegando o dia do Grande Acerto de contas. Hoje quem fala é o Misericordioso! Amanhã irá falar o Juiz! E você bem viu que nada lhe escapa. Fez as contas de quantos pecados iguais a Glória você cometeu? Eu fiquei com vergonha de alguns que lembrei, e nem me dava conta! Bom confessar isso, para que Deus apague do nosso Livro da Vida, pois se Deus perdoou, se reparamos plenamente nossa falta, Deus esquece, e quando Ele esquece, imediatamente a falta desaparece do livro. E ninguém a vê mais!



Sim, que tenhamos o Livro cheio apenas de boas ações! Elas nos acompanharão, aliás, já irão à nossa frente. Então, por toda a eternidade este nosso Livro atará ali a disposição de qualquer um, que poderá lembrar seus atos, e todos poderão ver o que de bom fizemos para os nossos irmãos. Um dos bons atos que fazemos é levar estas coisas aos que vivem os mesmos erros, quem sabe a graça da conversão aconteça. Sim, muitos retornarão!



No site indicado constam os documentos médicos, os exames e os atestados dos padres que acompanham Glória. Eu acredito firmemente que tudo foi verdade. Uma mulher que recebe um raio como esta, que lhe fulmina os dois seios deixando dois buracos sem carne, que perde os rins, o fígado, o pulmão e os ovários, que tem o ventre queimado e as pernas cheias de carne em carvão, e ainda assim volta a vida, certamente tem uma grande missão a cumprir nesta terra. E muitos se converterão pelo seu testemunho!



Como será que está, no Céu, o seu, o meu Livro da Vida? Cheio de boas obras? Cheios de frutos de conversão? Cheio de lutas pelo Reino de Jesus? Mas não esqueçamos jamais do confessionário: ele é a única forma de apagar as páginas negras do nosso Livro.



Com todo carinho: Arnaldo



Fonte: Recados do Aarão

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