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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Gestação frustrada


- Como compreenderemos os casos de gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as formas do feto?

- Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos.

Dentre as ocorrências dessa espécie há, por exemplo, aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste do centro genési­co, nutre habitualmente o vivo desejo de ser mãe, impregnando as células reprodu­tivas com elevada percentagem de atração magnética, pela qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um embrião frustrado que se desenvolve, em­bora inutilmente, na medida de intensi­dade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicio­nando as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os princípios de automatismo e reflexão. Em contrário, há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gra­videz de que já se acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e adquirindo, por semelhante atitude, cons­trangedora dívida ante o destino.

XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. FEB. Segunda parte, capítulo 13.
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No culto à prece


"E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos e todos ficaram cheios do Espírito Santo." (Atos dos Apóstolos, 4:31)

Todos lançamos, em torno de nós, forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos.

A árvore alcança-nos com a matéria sutil das próprias emanações.

A aranha respira no centro das próprias teias.

A abelha pode viajar intensivamente, mas não descansa a não ser nos compartimentos da própria colméia.

Assim também o homem vive no seio das criações mentais a que dá origem.

Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese.

Como pensas, viverás.

Nossa vida íntima - nosso lugar.

A fim de que não perturbemos as leis do Universo, a Natureza somente nos concede as bênçãos da vida, de conformidade com as nossas concepções.

Recolhe-te e enxergará o limite de tudo o que te cerca.

Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe.

Para que nos elevemos, com todos os elementos de nossa órbita, não conhecemos outro recurso além da oração, que pede luz, amor e verdade.

A prece, traduzindo aspiração ardente de subida espiritual, através do conhecimento e da virtude, é a força que ilumina o ideal e santifica o trabalho.

Narram os Atos que, havendo os apóstolos orado, tremeu o lugar em que se encontravam e ficaram cheios do Espírito Santo: iluminou-se-lhes o anseio de fraternidade, engrandeceram-se-lhes as mentes congregadas em propósitos superiores e a energia santificadora felicitou-lhes o espírito.

Não olvides, pois, que o culto à prece é marcha decisiva. A oração renovar-te-á para a obra do Senhor, dia a dia, sem que tu mesmo possas perceber.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 149.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Vida Feliz CXIV


A juventude do teu corpo é breve.

Utiliza-a para armazenar valores eternos.

O verdor dos anos passa com celeridade, porém, os compromissos firmados se alongam por toda a existência.

Tem cuidado com eles.

Os bons serão sentinelas da tua jornada, abençoando-te as horas, e os maus se transformarão em cobradores impiedosos, perturbando-te a paz.

Coloca sinais de luz pela senda, significando conquistas do terreno percorrido.

Mantém-te jovem em todas as idades, através de uma consciência sem remorsos e de uma conduta reta.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 114.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Psicografia do político Eduardo Campos, ex Candidato a Presidente do BRASIL, morto em ACIDENTE DE AVIÃO ! Você acha que a mensagem é dele ?

É com profundo pesar e preocupação, embora a esperança que ainda acalenta-me, de certa forma, pela nova visão que adquiri neste plano de vida, que venho, hoje, expressar a indignação que abate a nós todos que passamos pela experiência de humanidade na área política da nação brasileira.

Não quero deixar para o final desta mensagem enviar o meu coração inteiro de amor e saudade à minha digna família, tão valorosa e nobre, que eu mesmo me comovi diante de suas provas de fortaleza espiritual, desde os primeiros momentos da minha passagem, após o choque havido pelo que lhes era inesperado...e, sem dúvida, terrível, para tão responsável companheira e dedicada mãe e esposa, e tão sensíveis e puros filhos, que tive a honra de conceber como pai. A esses mais caros seres que tive no planeta, e que podem chegar a ler esta mensagem, deixo o meu preito de gratidão por toda a felicidade que, afortunadamente, tive na convivência com vocês, como prêmio, sem merecer, talvez, de Deus...este ser incógnito de quem cada vez mais me aproximo, diante de tudo o que venho sabendo aqui, nessa outra vida, da qual eu não tinha a certeza de que existia e dela ainda viesse a falar com meus conterrâneos de Pátria, nessa minha mais recente encarnação.

Pelo oportuno alvitre de estar aqui, enfim, comunicando-me através da mensageira que, antes mesmo que houvesse se concretizado o meu assassinato, já me ouvia em entrevista na mídia, na noite anterior, e que, perplexa, soube pelos seus instrutores que este que todos conhecem por Eduardo Campos, viria a desencarnar.... agradeço, emocionado, a sua disponibilidade solidária de hoje.

Não sabia ela, porém, que tal desenlace, de meu espírito do corpo, daria-se na manhã seguinte, sendo que, pela imediata sintonia com meu espírito, dada a surpresa de ver acontecer o que soube na noite anterior, logo ao verificar noticiário, estabeleceu-se um elo de participação espiritual decisiva com o que somente hoje, após tantas vezes que lhe havia pedido para que redigisse minha voz lhe falando, concretiza-se.

Soube tudo quanto ocorreu nos bastidores de minha morte urdida, fato que não poderei detalhar nesta mensagem, a pedido dos espíritos que aqui me trouxeram, por várias vezes, e da própria médium, que não deseja estar envolvida com denúncia espiritual.

Passei largo tempo me corroendo de inconformação, de contrariedade mórbida, de uma raiva atroz, pois que não compreendia o porquê de tal inescrupulosa indigência moral do falso amigo de papos abertos, de nossa área de trabalho em comum, no cenário da política brasileira.

Após o impacto inicial, após ter sido rapidamente socorrido por membros de minha família portuguesa antiga, e também por Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e outros estuantes nomes de personalidades de escol, além de médicos espirituais, ainda na época das eleições pude visitar esta médium e relatar aos seus ouvidos uma saga antiga que os orientadores espirituais haviam me esclarecido, sobre o porquê da trágica conspiração para que fosse ceifada a minha possível eleição.

Contei-lhe sobre a inveja que era a marca daquele que me tiraria a vida, ainda nesse novo tempo em que nos fora permitida a reconciliação.

Estupefata, não quis até hoje, cogitar de comentar com ninguém o que ela tentou retirar de sua mente...mas que ainda hoje a faz ter repugnância de quem se faz de bom homem no palco do teatral convívio parlamentar, nos antros escuros e fétidos do Congresso Nacional.

Não tem provas...e nada pode fazer....Ninguém creria nela...
Esquece-se do que viu e ouviu de mim.... mas eu não... do que passei e senti.

Contudo, não é sobre isso o motivo de estar aqui, fazendo colidir uma montanha de indignação, que ainda tenho, com a placidez e suavidade dessa alma forte e aguerrida que usa sua mão para grafar o que lhe inspiro.

Após ter passado alguns períodos em sessões terapêuticas pós-traumáticas..(*não do corpo astral...que recuperou-se logo, dada a minha condição evolutiva, segundo me informaram espíritos de alto escalão aqui na Metrópole do Grande Coração, onde fico maior parte do tempo ) .....quando psicólogos de grande sabedoria mostravam-me os meandros e causas anteriores das situações de vida das criaturas humanas, para estarem nessa ou naquela condição de vida, evidenciaram que foi de grande valia, para futuros dirigentes da nação brasileira, a minha trágica passagem. Foi isso que me fez ir recobrando, paulatinamente, a paz interior que dantes nutria, nos meios terrenos, pela honestidade de minhas ações em tudo o que me fora dado como competências a serem administradas.

Como foi importante saber que existe um labirinto de experiências no mundo carnal, onde as portas só aparecem abertas quando e como convém aos sábios planejamentos divinos, apesar de todos os disparates que fazem parte dessa engendragem evolutiva, que permite que se aproveitem as capacidades de maldade dos homens para fazer reciclar-se o que é mais incipiente em mais produtivo, para o êxito de ajustes que devem ser feitos em cada alma humana, rumo a uma dita ascensão espiritual de uma coletividade social.

Aparentemente contraditório pode parecer o fato de eu ter compreendido, até um determinado ponto, ainda insatisfatório, os porquês de fatos humanos inconcebíveis....com a maneira como comecei eu esta missiva, dizendo que vinha com pesar e preocupação dirigir-me, aos que se dispuserem crer no que aqui está a acontecer, sobre o abatimento que nos causou, políticos brasileiros e internacionais desencarnados, juntos aqui no Parlamento Espiritual Planetário, em cidade acima do Planalto Central do Brasil . ( * refere-se à Metrópole do Grande Coração, de Mestre Ramatis )

Primeiramente... abatimento... por termos constatado a pobritude de espírito, se é que existe esse termo, ou então o crio agora, pois é mais do que pobreza....de algozes de uma país destinado a florescer em todos os seus rincões e em todos os seus mais subjetivos aspectos.

O labirinto divino existe sim... como aprendi, e aqui afirmei que me foi ensinado...mas o livre arbítrio humano e suas más inclinações fazem-no ser ainda mais complexo e prejudicial à evolução de todos os envolvidos nesse drama nacional.

A arbitrariedade de se mancomunar, com sordidez, em derredores interpretativos traiçoeiros de Leis ainda imperfeitas de Constituições de Nações, especialmente a do Brasil, cheia de embaraços teóricos e medidas que dão livre espaço de tempo para ações retardatárias, obstrutivas de justiça plena e depois, portanto, ineficazes... faz-nos, aqui das cadeiras legislativas da Novas Disposições Espirituais que regerão a sociedade brasileira, no Terceiro Milênio, ainda na nossa pequenez de sentimentos e emoções ( que não é mesmo comparável às luzes dos nobres seres que aqui se aglutinam ), quase desejar ''chutar o pau da barraca'' e voltar, de novo, em corpo humano, ao cenário político, para ajudarmos a esquartejar, de vez, os inimigos da nação brasileira.

Ruminavam seus planos, os quase já obituários, dentre vários que estão ou estavam na mira de gladiadores do passado, travestidos de líderes de movimentos sociais, os pérfidos traidores da Pátria na vossa contemporaneidade.

O cheiro do maquiavélico produto de mentes irresponsáveis e comprometidas diante da Lei Divina, agora, é como o de um mar podre, onde morrem os peixes pela inconsequência de seus poluidores voluntários, carrascos que se perpetuam nos poderes para dizimarem populações.

A ausência de princípios consistentes que fossem marcas de homens grandiosos, que se unissem em prol do soerguimento de uma tão promissora nação, de proporções continentais, pujante e magnânima, na sua fecunda condição de nutrir a prole nacional e até mesmo de povos refugiados, faz cair por terra, se não for Deus a tudo inspirar consertar em tempo, os sonhos dos que amam o Brasil, aí entre vossos pares, e aqui, dentre os nossos novos amigos verdadeiros, em lares hospitaleiros de espíritos que continuam se consagrando ao serviço social pelo planeta e pelos seus povos.

Regurgitaram de suas entranhas, de susto e de desgosto, os cidadãos brasileiros. Sim, pois pior que isso, haviam vomitado por sobre um povo esperançoso, o veneno dos bandidos, com suas mentes inconsequentes, que não cogitam sobre o desencadeamento de suas manobras em futuras repercussões ao seu próprio processo evolutivo.

Sim... agora falo como quem contemplou o que vem depois da morte ! Vivo o além vida ! E estou aqui, crendo ou não crendo os que, como eu, nada sabiam sobre a Vida que continua... e, portanto, que engulam o que tenho a dizer !

Os milhares que indignaram-se com a inspirada lembrança de Deus, daquela irmã cheia de luz, ainda verão a Sua Justiça !

Tentam vender a imagem da integridade os que, em verdade, são cúmplices de legiões de inimigos da terra da Vera Cruz. Mas ela se esfacelará, logo mais, num profundo abismo que haverão de conhecer os que são vândalos anônimos de baderna maior que a das ruas, pois que na surdina atearam fogo nos corações dos cidadãos brasileiros, quebrando as vidraças da transparência de seus mais acalentados desejos em prol do Brasil e de sua gente.

Da honradez que não existiu morrerão os que já são mortos em si mesmos, e encontrarão, além do mármore gelado do fatídico destino dos homens, o frialdade maior em suas consciências despidas de honestidade.

Falo não somente aos que tem conivência com acontecimentos recentes, mas a todos os que são réus diante de suas próprias almas e de diante da Justiça de Deus.

Não passarão.... não passarão... nos tribunais da eternidade, os que são tribunos da falácia...de boca cheia de vermes perniciosos que habitam seu interior, e que contaminam a alma quase ingênua do povo brasileiro... Ingênua, porque, a despeito do que pensam conceber sobre os antros da política, nada sabem, ante a lente que hoje tenho ao meu dispor para conhecer o tamanho da inescrupulosidade de meus antigos parceiros de embates políticos.

Nada se esconde do Altíssimo...e a falta de fé ou a falsa fé... essa que demonstram ao entrarem em igrejas para serem vistos como sérios combatentes em nome do povo.... haverá de os surpreender, caros e não caros verborrágicos senhores, muitos verdadeiros exemplos de probidade e retidão...convivendo com víboras, nos corredores pútridos de espaços que deveriam ser labirintos de justiça, complexos como afirmei ao iniciar esta mensagem, mas de portas morais abertas, por onde a verdade à sociedade faminta de progresso, de ordem e de paz, se proclamasse.

No anseio de que tenha conseguido expressar tudo o que me ia na garganta, desde que desengatei-me do meu querido corpo, por meio do qual podia abraçar os amores de minha vida, lanço um olhar de piedade aos meus falsos amigos, traidores que foram a mim e ao seu próprio futuro.

Que de mim possam se lembrar nos umbrais da Terra, pois ajudarei a resgatá-los da tenebrosa esfera de dor que os aguarda.

Não guardo ódio...mas sim, ainda, revolta....pois, sobre o que se afirma ser carma nos meios espíritas, a mim foi dito que nem sempre.... O libre arbítrio para matar faz parte da Lei Divina.

Muitas vezes podem ser evitados... ou permitidos... pois encontram-se os crimes como peças de um mosaico de sábias disposições divinas, como ainda estou tentando compreender, como lhes disse antes... participando, ainda, de sessões, não mais terapêuticas, mas de conhecimentos espirituais e universais.

Após certo padrão de consciência mais equilibrada, voltando ao enfoque de minha vida além túmulo, fui convidado a ocupar uma cadeira do Parlamento Espiritual Planetário, onde escrevo sobre projeto para coligações e convênios para educação de jovens do Brasil, o que já aspirava e fazia, aí, em outros moldes. O que pretendemos aqui é uma revolução na Educação, que saberão com o tempo, pelas iniciativas de novos ministros de governo, seja do atual ou de outros, que possam assimilar nossos ensinos durante as madrugadas, juntos em espírito, aqui onde atuamos, em favor dos estudantes da nossa grande e abençoada terra do Cruzeiro.

Aqui se trabalha, mas de verdade... com fins e metas muito bem estudados e perseguidos.

Aí muitos trabalham para outros enriquecerem... e, na área parlamentar, muitos enriquecem suas vidas de acertos ou de erros, sendo que caberá a cada um acertar suas contas no Placar aqui de cima.

Tentei atenuar meu discurso através dessas últimas linhas, em respeito ao coração da valente irmã, que se agitou ao sentir a minha ainda remanescente revolta com a podridão dos comparsas, que atualmente estão em efêmeras cadeiras de glórias fictícias.

O que se leva da Terra é só o que se é e o que se constrói, de fato.

Ninguém chegará num espaço ou forma de vida espiritual digna, de forma fácil como é a dos que promovem a corrupção... essa senda cruel onde se atiraram os que achincalharam a Pátria dos novos mandamentos do Cristo, e ainda zombam de todos os que estão se remoendo de desesperança, sem rumo e sem fé.

A esses, puros de coração, que tem suas formas distintas de ser, que tem fé, em suas distintas formas de falarem com Deus, aos que são ateus, mas justos, honestos, e perseverantes na honestidade, e aos que não falam a linguagem religiosa, mas são luminares pilastras do país, nos seus múltiplos âmbitos, pessoas cuja Ética admirável e responsável e exemplar condução de vida própria, como agentes de transformações sociopolíticas no país, lutam pelo Brasil, devo tentar acender, em seu interior, a chama da esperança naqueles que também trabalham aqui, numa outra dimensão de vida, em nome da Justiça e dos Planos Divinos para a Terra e, em especial, para nós, e vós, no Brasil.

Estamos juntos ! Tudo terá jeito, pois há estratégias traçadas por aqui, o plano espiritual.

Fez parte da história a malandragem do livre arbítrio constatada, mas, dentro de um painel de expectativas divinas quanto ao que é disposto ao ser humano, levará a uma nova consciência, pelo aprendizado que traz em seu bojo a toda a população e representantes do país.

Fiquei feliz por poder deixar ao Brasil as minhas impressões sobre o passageiro caos atual e sobre o que vivo e faço aqui onde estou... lindo espaço de moradia com excelsos ex-dirigentes da nação... na própria cidade astral onde se reúnem, em imenso salão parlamentar, os verdadeiros guardiães desta exuberante nação, políticos comprometidos com o Bem Estar, a Ordem e o Progresso da Pátria do Cruzeiro.

Estando nós aqui, de onde projetamos nossas ideias à médium, sendo orientados por Anjo Ismael, tutor espiritual do Brasil, concluímos dizendo que todos os brasileiros passam por uma encruzilhada dentro do labirinto de permissões divinas, mas que maioria optará pela luta sincera em favor do bem geral, de uma forma ou de outra.

Mesmo que não totalmente satisfeitos com medidas provisórias, coerentes, de certa forma, com o que é possível, no momento, que lembrem-se de que poderão ser fecundas.
Sejam legítimos os passos do atual presidente da terra de Santa Cruz! Isso esperamos.

Que toda a trilha a ser palmilhada pelo novo governante do país, seja esse ou aquele que ainda surja no panteão de possibilidades, que se desdobram em novas decisões, a cada dia, seja palmilhada com retidão e de forma visionária, honesta e frutuosa.

Que sejam os brasileiros envolvidos em clima de certeza de que não estão sozinhos... e que os mais violentos poderão ser contidos pelos trabalhadores da área de policiamento espiritual, mas que algo de mais preocupante pode lhes advir se não forem cautelosos, também, quanto aos que incitam pessoas radicais a se imporem ante o restante da população.

Abraço, afetuosamente, a irmã que me acolheu e dedico-lhe flores róseas daqui dos jardins de onde as pude colher.

Aos amados familiares, parentes, amigos de jornadas nas leiras políticas, e aos meus queridos servidores de tantas instâncias por onde pude transitar e agir, lealmente, conforme ditava a minha consciência, manifesto a minha gratidão por ter estado com todos vocês, mesmo que por tão pouco tempo. Mas o perfume das almas sinceras, que, graças a Deus, vem de maioria de todos que conheci nos grandes e sérios momentos de minha vida, ainda sinto... e dele me nutro espiritualmente, assim como ao ouvir suas preces e deferências em datas especiais. Muito obrigado por isso !

Brasil.... te quero bem. Conte comigo !

Com cordiais saudações a todos que me leram,

Eduardo Campos

por Benoni Martins
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Vida Feliz CXIII


Nunca percas a esperança.

Haja o que houver, permanece confiando.

Se tudo estiver contra, e o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a divina ajuda.

Somente nos acontece o que será de melhor para nós.

A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.

Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

Quem se desespera já perdeu parte da luta que irá travar, avançando prejudicado.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 113.
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Profilaxia


Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.

*

Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.

*

Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia na almas frágeis e enfermiças.


*

Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.

*

O silêncio e a prece são antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.

*

Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.

XAVIER, Francisco Cândido. Apostilas da Vida. Pelo Espírito André Luiz. IDE.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

A última bem-aventurança


É muito conhecida a passagem bíblica nominada de Sermão da montanha.

Nela, Jesus anuncia as bem-aventuranças.

Ele enaltece a conduta dos mansos, dos humildes e dos sedentos de justiça, dentre outros, afirmando que são bem-aventurados.

Entretanto, o Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costuma passar despercebida.

Após sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas o discípulo Tomé não estava entre elas.

Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se visse os sinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão.

A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu.

Após se mostrar, Jesus sentenciou:

Porque me viste, Tomé, creste. Bem-aventurados os que não viram e creram.

É interessante observar que se tratava do momento em que os testemunhos dos apóstolos principiariam.

Estava finda a época do aprendizado direto junto ao Messias divino.

Ocorre que na luta pela implantação de um ideal nem sempre tudo corre à maravilha.

Costuma haver resistências e vários incomodados se fazem adversários da obra.

Para perseverar, nos momentos de dificuldade, é preciso ter fé.

Sem uma crença firme de que o bem vencerá torna-se fácil desistir no meio do caminho.

É necessário crer na efetivação do ideal antes de vê-lo concluído.

Feliz de quem possui a força íntima necessária para lutar sem esmorecer.

De quem acredita no bem, mesmo quando o mal aparentemente vence.

Quem precisa ver para crer hesita e desfalece com frequência.

Porque a corrupção parece crescer, duvida da vitória final da honestidade.

Porque são muitos os cruéis, acha que a compaixão talvez nunca vença.

Se o bem demora a se instalar, acredita que não compensa lutar por ele.

Bem se vê o quanto a fé é necessária em um projeto de longo prazo.

Sem essa certeza das coisas esperadas, a força esmorece e a luta é abandonada.

Nesses tempos turbulentos, convém refletir a respeito da firmeza da própria fé.

Acreditar firmemente na vitória do bem ajuda a jamais corromper a própria essência.

Sem essa convicção, pode-se ficar tentado a levar vantagem e a dar um jeitinho, em prejuízo da própria dignidade.

Ocorre que a dignidade e a fidelidade aos próprios valores são extremamente preciosas.

Elas propiciam paz de consciência e tornam possível andar de cabeça erguida em qualquer ambiente.

Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força de viver e construir o bem.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXI, do livro A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 16.10.2018.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ainda a humildade


A fôrça da humildade!

Grandiosa, passa na maioria das vêzes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.

Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.

Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.

A humildade é muito ignorada.

Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.

Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta.

Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma.

Adiante é perdão a serviço da paz de todos.

Além é bondade discreta, produzindo esperança.

Hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade.

Amanhã é beneficência para manter a misericórdia.

É sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita de luz.

A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade.

Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.

Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendü a necessidade de aproveitar as horas.

Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.

A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.

*

No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito.

Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concêrto das coisas consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.

Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interêsse e do teu zêlo.

Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.

Cultiva a humildade.

A humildade pela força da sua fraqueza nunca vai ser atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.

Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrêlas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.

*

Conquanto Jesus fôsse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade. Tão igual se fêz aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fôsse Ele "o escolhido".

No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno. sem abandonar os a quem veio amar.

Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!

*

"Aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo". Mateus: capítulo 20º, versículo 27.

*

"A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidas são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo?" Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 7º - Item 11, parágrafo 3.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 31.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Na ausência do amor


"Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas e anda em trevas e não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos." João (I João, 2:11)

Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acumulo de pó.

Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência.

Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam.

Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral.

Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão.

Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços.

Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam, desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de beleza festiva.

Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.

Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando...

Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família.

É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela Terra, sob o pesado nevoeiro do egoísmo que nos detém tão-somente no círculo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito para com as necessidades alheias.

Afirmam-se incompreendidos, porque não desejam compreender.

Ausentes do amor, ressecam a máquina da vida, perdendo a visão espiritual.

Impermeáveis ao bem, fazem-se representantes do mal.

Se o pessimismo começa a abeirar-se de teu espírito, recolhe-te à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas.

Aprendamos a viver com todos, tolerando para que sejamos tolerados, ajudando para que sejamos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 158.
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O que mais sofremos


O que mais sofremos no mundo.

Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.

Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.

Não é a doença. É o pavor de recebê-la.

Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.

Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.

Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.

Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.

Não é a injúria. É o orgulho ferido.

Não é a tentação. É a volúpia de experimentar - lhes os alvitres.

Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.

Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Pelo Espírito Albino Teixeira
XAVIER, Francisco Cândido. Passos da Vida. Espíritos Diversos. IDE. Capítulo 18.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Saudações


Toda a saudação deve basear-se em pensamentos de paz e alegria.

*

Pense no seu contentamento quando alguém lhe endereça palavras de afeto e simpatia, e faça o mesmo para com os outros.

*

Mobilize o capital do sorriso e observará que semelhante investimento lhe trará precioso rendimento de colaboração e felicidade.

*

Uma frase de bondade e compreensão opera prodígios na construção do êxito.

*

Auxilie aos familiares com a sua palavra de entendimento e esperança.

*

Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, começe o dia, à maneira do Sol: - esquecendo a sombra e brilhando de novo.

XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC. Capítulo 2.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Abre a porta


"E havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo." - (JOÃO, 20:22.)

Profundamente expressivas as palavras de Jesus aos discípulos, nas primeiras manifestações depois do Calvário.

Comparecendo à reunião dos companheiros, espalha sobre eles o seu espírito de amor e vida, exclamando: "Recebei o Espírito Santo."

Por que não se ligaram as bênçãos do Senhor, automaticamente, aos aprendizes? por que não transmitiu Jesus, pura e simplesmente, o seu poder divino aos sucessores? Ele, que distribuíra dádivas de saúde, bênçãos de paz, recomendava aos discípulos recebessem os divinos dons espirituais. Por que não impor semelhante obrigação?

É que o Mestre não violentaria o santuário de cada filho de Deus, nem mesmo por amor.

Cada espírito guarda seu próprio tesouro e abrirá suas portas sagradas à comunhão com o Eterno Pai.

O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, a defesa e o adubo, o cuidado dos lavradores e a bênção das estações, mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.

O homem recebe, igualmente, o Sol da Providência e a chuva de dádivas, as facilidades da cooperação e o campo da oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, o carinho dos mensageiros de Jesus e a bênção das experiências diversas; todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, elevando-nos para a Luz Divina.

As inspirações e os desígnios do Mestre permanecem a volta de nossa alma, sugerindo modificações úteis, induzindo-nos à legítima compreensão da vida, iluminando- nos através da consciência superior, entretanto, está em nós abrir-lhes ou não a porta interna.

Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo- nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna.

XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 11.
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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Aborto


De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

Fácil entender que é assim justamente que nós, os Espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor - do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.

Com semelhantes notas, objetivamos tão-só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever.

Habitualmente - nunca sempre - somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre [...].

[...] Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no plano espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio, fazem-se hoje [...] inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação.

Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.

XAVIER, Francisco Cândido. Vida e Sexo. Pelo Espírito Emmanuel. FEB.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resignação


Na atual conjuntura intelectual do planeta e considerando-se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.

Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-afirmam pelos desmandos, quando convidados às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, gerando males muito mais danosos do que aquêles dos quais pretendem fugir - Porque os seus planos colimam resultados diversos aos que aguardavam, atiram-se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo.

Se as enfermidades chegam, exasperam-Se, bandeando para a revolta, intoxicando-se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarram se para os "sonhos róseos" dos estupefacientes e barbitúricos.

Diante das necessárias provações que os colocariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam. Suas resistências são todas comandadas pelos impulsos da ira ou da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz.

A resignação para êles é cobardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarnação os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, encetando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.

*

Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna-te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio.

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.

Resignação significa coragem e fôrça na voragem do desespero. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes de resignar-se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos desvãos da anarquia, dizendo-se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta.

Se te convidam ao revide - resigna-te e ora.

Se te convocam ao ódio - resigna-te e confia.

Se te afrontam com agressões - resigna-te e agradece a Deus.

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na claridade forte e pujante do tempo a manifestação - resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos.

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.

*

"Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei." Mateus: capítulo 11º, versículo 28.

*

"O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito". - O ESPÍRITO DE VERDADE. (Havre, 1863). Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 6º - Item 8.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 30.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Aborto delituoso


Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.

Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais...

Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância...

Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinquência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.

Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza...

Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação.

Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da luz.

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Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!

Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio, nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos, em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue da consciência a falta indes-culpável que perpetrastes.

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos Espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. FEB.
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Na obra de salvação


"Porque Deus não nos tem designado para a ira, mas para a aquisição da salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo." Paulo (I Tessalonicenses, 5:9)

Por que não somos compreendidos?

Por que motivo a solidão nos invade a existência?

Por que razões a dificuldade nos cerca?

Por que tanta sombra e tanta aspereza, em torno de nossos passos!

E a cada pergunta, feita de nós para nós mesmos, seguem-se, comumente, o desespero e a inconformação, reclamando, sob os raios mortíferos da cólera, as vantagens de que nos sentimos credores.

Declaramo-nos decepcionados com a nossa família, desamparados por nossos amigos, incompreendidos pelos companheiros e até mesmo perseguidos por nossos irmãos.

A intemperança mental carreia para nosso íntimo os espinhos do desencanto e os desequilíbrios orgânicos inabordáveis, transformando-nos a existência num rosário de queixas preguiçosas e enfermiças.

Isso, porém, acontece porque não fomos designados pelo Senhor para o despenhadeiro escuro da ira e sim para a obra de salvação.

Ninguém restaura um serviço sob as trevas da desordem.

Ninguém auxilia ferindo sistematicamente, pelo simples prazer de dilacerar.

Ninguém abençoará as tarefas de cada dia, amaldiçoando-as, ao mesmo tempo.

Ninguém pode ser simultaneamente amigo e verdugo.

Se tens notícia do Evangelho, no mundo de tua alma, prepara-te para ajudar, infinitamente...

A Terra é a nossa escola e a nossa oficina.

A Humanidade é a nossa família.

Cada dia é o ensejo bendito de aprender e auxiliar.

Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara, sempre, e estará agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 139.
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terça-feira, 7 de agosto de 2018

O justo remédio


"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais que vos escreva, porque já vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros." Paulo (I Tessalonicenses, 4:9)

Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de consultas partidas de almas ansiosas, que imploram socorro e solução para diversos problemas.

Aqui, é um pai que não compreende e confia-se a sistemas cruéis de educação.

Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.

Acolá, é um amigo fascinado pelas aparências do mundo, e que abandona os compromissos com o ideal superior.

Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.

Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.

Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.

Contudo, o remédio para a extinção desses velhos enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos ensinamentos da Boa Nova.

A caridade fraternal é a chave de todas as portas para a boa compreensão.

O discípulo do Evangelho é alguém que foi admitido à presença do Divino Mestre para servir.

A recompensa de semelhante trabalhador, efetivamente, não pode ser aguardada no imediatismo da Terra.

Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?

Como arrancar a obra-prima do mármore com o primeiro golpe do cinzel?

Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a colheita na Eternidade.

Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço.

Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...

Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.

Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece, sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 138.
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Solidão


Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidão é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.

A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de idéias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.

Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou são deixados à distância pelas conveniências dos grupos.

A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefício de outrem.

O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideração e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.

A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.

O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira.

O sucesso social não exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das idéias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apóia na bem urdida promoção de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituídas, graças à rapidez com que devora as suas estrelas.

Quem, portanto, não se vê projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estúdios artificiais.

Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de não ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.

O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas áreas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado à solidão.

Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.

A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.

O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lídimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.

A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo.

Há terrível ânsia para ser-se amado, não para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.

Campeia, assim, o "medo da solidão", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilibrio.

O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto-aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.

O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.

Os campeões de bilheteira nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.

Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e inseguranças, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantêm sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.

A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar, à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário, jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estão cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz íntima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.

FRANCO, Divaldo Pereira. O Homem Integral. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
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