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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Medicina e Espiritualidade: Caminho para evolução.


Toda pessoa é espiritual, enquanto dotada de espírito. A espiritualidade
não implica necessariamente na fé em uma divindade específica. A palavra espírito
não se refere especificamente à divindade, mas à capacidade de autoconsciência,
de fazer uma reflexão sobre si mesmo. O ser humano é um ser intrinsecamente
espiritual, pois demonstra esta capacidade de refletir e autotranscender-se
(Goldim, 2017).¹

A Medicina ao longo dos séculos, passou de um vínculo completo com preceitos religiosos para uma ciência independente, com o desenvolvimento tecnológico acelerado, a visão microscópica da doença e a análise bioquímica dos fenômenos, promovendo no campo da saúde uma reinterpretação dos mecanismos fisiopatológicos.

Apesar do desenvolvimento científico, manteve-se um vínculo entre a cura do corpo e a condição de crença do paciente em um campo sobrenatural, onde mediante a sua fé ou a intercessão de orações e cultos poderia trazer o paciente a encontrar a saúde, principalmente quando esgotados todos os recursos conhecidos. Em 1910, Sr. William Osler, ao publicar o artigo "The faith that heals" no British Medical Journal, já advertia a necessidade de o clínico estar atento a esta "força poderosa" presente nos pacientes.²

Atualmente, tenta-se retomar o entendimento holístico do paciente, como já sinalizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ao definir saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeições e enfermidades".

Hoje Congressos médicos discutem muito mais a importância da espiritualidade, crença em algo maior, e já concluem que há forte vínculo em um melhor prognóstico. A maioria das escolas médicas norte-americanas possuem em sua matriz curricular a disciplina "Religiosidade e espiritualidade para médicos" ("Os estudantes devem ser advertidos que espiritualidade e crenças culturais e suas práticas, são elementos importantes para a saúde e o bem-estar de muitos pacientes. Eles deverão ser advertidos que é necessário incorporar esta espiritualidade, e crenças culturais e suas práticas, dentro dos cuidados dos pacientes numa variedade de contextos clínicos. Eles reconhecerão que sua própria espiritualidade, crenças e práticas, possivelmente afetarão os caminhos de relacionamento e cuidados com os pacientes").

Em 2007, na Universidade Federal de São Paulo, foi criada a disciplina eletiva "Espiritualidade e Medicina", com o objetivo de levar a uma reflexão que favoreça, ao término do curso, o estudante perceber a importância da Espiritualidade como fator de influência no acompanhamento do paciente no processo saúde-doença e sua participação como instrumento de humanização no atendimento. O número de trabalhos científicos relacionados à saúde e religião triplicou nos últimos 10 anos em relação aos trabalhos existentes até o ano 2000, já existindo grupos médicos que promovem reuniões mensais para a compreensão e respeito mais direcionados às solicitaçõwes do paciente frente ao processo patológico; e até a consolidação da Associação Médico Espírita (AME), pois cada vez mais médicos despertam para o chamado do "olhar clínico" além físico.

Em contrapartida, o número de patologias associadas ao desequilíbrio psicológico ampliam sua prevalência em nossa sociedade; somos postos à prova diariamente em um mundo que requer pressa, em que a competição é acirrada e a rotina exaustiva; manter-se em equilíbrio é uma batalha diária, como cita o Evangelho Segundo o Espiritismo: "Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que são indicadas pela própria natureza, é desconhecer a lei de Deus".³

__________________________
¹ Goldim, J. R. (org); Salgueiro, J.B.; Raymundo, M.M. et al. Bioética e espiritualidade. Porto Alegre. Edipucrs; 2007.p15;
² Unifesp. Por que pesquisar a espiritualidade na saúde? ;
³ Evangelho segundo o Espiritismo. Capítulo XVII: Cuidar do corpo e do espírito.

fonte: Casa dos Humildes
por Bárbara Ferreira
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

As grandes tribulações planetárias


“Hoje quem causa os cataclismos somos nós e não a natureza, estamos vivendo a maior crise ambiental da história da humanidade.” - André Trigueiro

Com a partida de Jesus da Terra, acelera-se a decadência do Império Romano, começando longo período de guerras, de perseguições e morte dos discípulos, porque muitos algozes acreditavam prestar inestimável serviço ao Império apontando supostos hereges e matando os portadores da Boa Nova.

Estes instantes dolorosos assinalariam a renovação planetária. As calamidades que adviriam, provocadas pela maldade dos homens, são tantas, que se não houver a intervenção da Providência Divina, nada mais será respeitado na Terra. Porém a Providência é vigilante e no momento oportuno colocará um fim à loucura dos homens. Antes de chegar esse momento de transição, a violência, a sensualidade, os escândalos e a corrupção atingirão níveis jamais pensados, enquanto as enfermidades degenerativas, os vícios, os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno da moral.
Os flagelos como inundações, epidemias, secas levam à dor e ao sofrimento grande parte das populações, porque o egoísmo, traduzido no privilégio das minorias, impede que recursos avançados da ciência sejam aplicados de forma a eliminar ou diminuir seus danosos e dolorosos efeitos. Entretanto, à medida que a ciência vai progredindo, o homem os vai dominando, isto é, pela pesquisa das causas, pode prevenir-se. No entanto, há flagelos como temperaturas altíssimas ou muito baixas que o homem ainda não pode controlar, mas, por sua negligência, poderá agravá-los.

Observamos que as guerras fraticidas sucedem-se em todos os tempos, semeando a orfandade e a viuvez, a dor e a desolação, tudo atentado contra o preceito cristão devido ao egoísmo, à posse, à vaidade, à ganância dos homens, ocasionando pestes, fome, terremotos em diversos lugares, porém, para que a humanidade progrida, não são necessárias as guerras, pois a evolução se processa sem provocar abalos e sem produzir ruínas. Entretanto, como os homens não querem obedecer à Lei de Progresso, acabam se apegando demais às instituições e às ideias do passado, produzindo atritos, degenerando-se em conflitos de onde advém o caráter penoso das transições.

Vemos nações armando-se de todos os meios possíveis e inimagináveis, gerando engenhos mortíferos e terríveis e dificilmente pode-se prever as consequências de uma guerra nuclear que abalará o mundo, conforme prognosticado no Apocalipse, capítulo oito, versículos sete a doze, segundo o apóstolo João, ocasionando a destruição de apreciável parcela da humanidade.
Às vezes, é necessário que o mal chegue ao excesso para se tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas. A civilização organizada para a guerra e vivendo para a guerra há de cair inevitavelmente, mas o futuro nascerá dos seus escombros para um novo ciclo da humanidade, sem os extremismos antirracionais.

O Livro dos Espíritos nas questões 735 e 743 afirma claramente que “Entre os flagelos produzidos exclusivamente pelo homem sobreleva a guerra e esta desaparecerá da face da Terra quando a humanidade compreender a justiça e praticar a Lei de Deus, podendo entender que, quando a destruição excede os limites da necessidade, se torna uma violação da Lei Divina”.
Gandhi também nos lembra que “A Terra pode oferecer o suficiente para satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”. E Dalai Lama judiciosamente elucida que “A destruição da natureza resulta da ignorância, da cobiça e ausência de respeito para com os seres vivos do planeta. Muitos habitantes da Terra: animais, plantas, insetos e até mesmo micro-organismos que já são raros ou estão em perigo podem tornar-se desconhecidos das futuras gerações. Temos a capacidade, a responsabilidade e precisamos agir antes que seja tarde”.

O Mestre afirmou que ocorreria a multiplicação da iniquidade a tal ponto que enfraqueceria a fé de muitos. Na realidade, a violência e a iniquidade reinaram e reinam em todas as épocas da humanidade. Para o Espiritismo tudo isto está relacionado com as vidas sucessivas, explicado na Lei da Reencarnação. Segundo Mateus, é apenas o começo (Mateus,13:40-43.)
Vemos fenômenos sísmicos aterradores sacudirem o orbe com frequência, despertando a solidariedade de outras nações. Enquanto armas ditas inteligentes ceifam milhares de vidas a serviço da guerra, em revoluções intermináveis, outras tantas buscam a paz, ajudando as vítimas dos desvarios humanos. São esses paradoxos da vida em sociedade que a grande transição tem lugar no planeta, para que haja a transformação.

Percebemos que as tragédias naturais como tsunamis e terremotos têm como objetivo acelerar a evolução da humanidade; constatamos que é preciso que tudo seja destruído a fim de que possa renovar-se, ou seja, não é Lei de Destruição, mas sim de transformação.
Quando a humanidade estiver madura para subir um degrau, pode-se dizer que são chegados os tempos marcados por Deus, como pode-se dizer também que eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.

Vivemos atualmente uma época de transformação denominada Período de Transição, que nos apresenta aceleradas transformações na estrutura geológica e atmosférica do planeta, assim como convulsões sociais e morais, e acelerado desenvolvimento tecnológico e científico.
As tempestades passarão e o céu reaparecerá em sua limpidez. A obra divina se expandirá em um novo surto. A fé renascerá nas almas e novamente se irradiará, mais fulgurante sobre o mundo regenerado, o pensamento de Jesus.

Não nos restam dúvidas de que são condições portadoras de inquietude. Todavia, a Terra não deverá transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.

O Evangelho do Mestre ainda encontrará, por algum tempo, a resistência das trevas. A má-fé, a ignorância, o império da força conspirarão contra o Evangelho, mas o tempo virá em que sua ascendência será reconhecida. Nos dias de flagelo e de provações coletivas, é para a sua luz eterna que a humanidade se voltará tomada de esperança. Então, novamente, se ouvirão as palavras benditas do Sermão da Montanha e, através das planícies, dos montes, dos vales, o homem conhecerá o caminho, a verdade e a vida.

Mahatma Gandhi afirmou: “O Sermão da Montanha é o resumo do Cristianismo”, destacando: “sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo”.

Bibliografia:
KARDEC, Allan – A Gênese – 28ª edição – Rio de Janeiro – RJ – Editora FEB – 1985 – capítulos: 17, itens 10, 15 e 47; capítulo 18, itens 1, 8, 9, 10, 20, 27 e 28.
Temy Mary Faccio Simionato
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Pensamento do dia:

Eu não tenho forças para suportar o que está acontecendo na minha vida.

Quando você está envolvido mentalmente e emocionalmente a uma situação negativa é natural que não encontre forças para se livrar dela. Só que não encontrar é diferente do que não ter. Você deve ter em mente que Deus não coloca fardos pesados em ombros leves, ou seja, você tem força para suportar e vencer qualquer energia negativa que está fazendo parte da sua vida. 

O que está acontecendo é o não reconhecimento da bagagem espiritual que você tem em função do desgaste energético que vem sofrendo. Assim como você construiu essa realidade negativa (mesmo que inconscientemente) você pode desconstruí-la. Comece a direcionar os seus pensamentos para a força espiritual que você tem ao invés de direcionar para a carência. 

É tirar o peso enérgico do que está te consumindo. Se está difícil, pense no que te dá prazer e direcione o foco para isso. Assim você estará alimentando a sua alma com energias positivas ao invés de desgastar a sua energia. Afirme-se capaz, independentemente do que está vivendo, porque você faz parte da energia universal."

Eduardo Gonçalves de Paiva
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Pessoas-dom e dons pessoais


“E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo. Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’.” (Efésios 4.7-8)

Ser parte da Igreja, das pessoas que pela fé em Cristo são incluídas no Reino de Deus, encaminha-nos para viver de forma significativa e relevante no mundo. O que uma igreja, seja a nossa ou qualquer outra, pode fazer, tem limites. Mas o que a Igreja, a comunidade dos redimidos, pode fazer, não tem limites. Por isso o verdadeiro papel de uma igreja é tornar aqueles que nela congregam pessoas produtivas e operantes como parte da Igreja de Cristo. Como cidadãos do Reino de Deus. Um cristão deve ser desafiado e envolvido numa igreja, mas, sobretudo, na Igreja!

Ser parte da Igreja de Cristo torna-nos dons e leva-nos a dar sentido aos nossos dons e a receber outros! Uma pessoa-dom é alguém cuja presença por si só manifesta o Reino de Deus. Isso é possível a todos que creem, pois Deus nos sela com o Seu Espírito (Ef 1.13-14). E por meio de uma pessoa influenciada pelo Espírito Santo de Deus, Deus pode manifestar-se! Algumas vezes ela terá plena consciência disso e outras não. Mas pessoas estarão sendo despertadas para o amor de Deus e a graça de Cristo por meio dela! Pessoas se sentirão lembradas por Deus por meio dela! É nossa vocação sermos pessoas-dom! Nossas limitações não são impedimento. Nossa falta de submissão sim!

Nossos dons, nossas habilidades, recursos e posição, devem ser parte dos recursos de Deus na terra. Devemos de tal forma crer e nos relacionar com Deus que Ele possa nos colocar em missão por meio do que sabemos ou podemos fazer. Ele nos permite contribuir com Seus propósitos a partir de onde estamos e da influência que temos. É isso que caracteriza uma vida consagrada! O texto de hoje, em sua escrita original, não nos permite definir se está dizendo “deu dons aos homens” ou “deu homens como dons”. Pois certamente as duas ideias são necessárias! Portanto, seja um dom de Deus e que seus dons sejam para Ele! Amém!

fonte
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sábado, 13 de maio de 2017

Estudo encontra ligação entre fundamentalismo religioso e dano cerebral


Um novo estudo da Universidade Northwestern, nos EUA, descobriu que o dano em uma certa região do cérebro está ligado a um aumento no fundamentalismo religioso.

Em particular, lesões no córtex pré-frontal dorsolateral reduziram a flexibilidade cognitiva dos indivíduos, ou seja, a capacidade de desafiar as crenças com base em novas evidências.

Os pesquisadores deixaram claro que não estão afirmando que pessoas religiosas em geral são mentalmente inflexíveis, ou que crenças religiosas são causadas por danos cerebrais.
Segundo eles, existem muitos processos cognitivos envolvidos na formação de crenças. No entanto, em algumas pessoas, o sistema de “revisão” dessas crenças pode ser suprimido devido a danos cerebrais.

Fundamentalismo religioso poderá ser considerado doença mental

O método
Os pesquisadores, liderados por Jordan Grafman, utilizaram dados coletados sobre veteranos americanos da Guerra do Vietnã. Eles compararam os níveis de fundamentalismo religioso entre 119 veteranos que tiveram lesões cerebrais, e 30 veteranos que não tiveram lesões.

“A variação na natureza das crenças religiosas é governada por áreas cerebrais específicas nas partes anteriores do cérebro humano, e essas áreas estão entre as mais recentemente evoluídas”, disse Grafman.

Danos nessas regiões, em particular no córtex pré-frontal dorsolateral, podem determinar a abertura mental de uma pessoa. Tal abertura é necessária para apreciar a “diversidade do pensamento religioso”.

Em outros estudos, os cientistas já tinham descoberto uma função cognitiva do córtex pré-frontal em experiências espirituais.


Fundamentalismo

Os pesquisadores definem o fundamentalismo como uma abordagem cognitiva que “encarna a adesão a um conjunto de firmes crenças religiosas defendendo verdades inatacáveis sobre a existência humana”.

Em seu artigo, eles escrevem que o apelo do fundamentalismo – ou seja, o motivo pelo qual algumas pessoas se envolvem com essa maneira tão rígida de pensar – está na promoção de um senso de “coerência e previsibilidade” dentro de um grupo religioso.

Carl Sagan – Contra a força das superstições e fundamentalismo
As pessoas em grupos fundamentalistas tendem a valorizar o forte compromisso com sua comunidade e a rejeição de outras crenças, muitas vezes combinadas com a negação da ciência e a violência.


Limitações

Os próprios cientistas reconhecem as limitações de seu estudo e pedem que mais pesquisas sejam feitas sobre o assunto. Grafman observa, por exemplo, que a amostra de indivíduos – formada apenas por homens adultos veteranos de guerra – certamente não é representativa de todos os grupos demográficos e culturais.

No entanto, o estudo contribui para um crescente corpo de conhecimento sobre como as experiências religiosas são formadas no cérebro.
“Precisamos entender como as crenças religiosas são distintas das crenças morais, legais, políticas e econômicas em suas representações no cérebro, a natureza da conversão de um sistema de crenças para outro, a diferença entre crença e agência e a natureza da profundidade de conhecimento que os indivíduos usam para acessar e relatar suas crenças”, acrescentou.

O estudo foi publicado na revista Neuropsychologia. [BigThink]

por Natasha Romanzoti
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“Na volta de Jesus muitos cristãos não o reconhecerão”, diz teólogo


“Quando o Messias judeu veio ao mundo, a grande maioria dos judeus que deveriam segui-lo não o reconheceu. E quando Ele voltar, os cristãos que dizem segui-lo cometerão o mesmo erro?”, esse é o questionamento de Joseph Farah, teólogo especialista em escatologia.

O site fundado por ele, World News Daily, é um dos canais de informação com enfoque cristão mais acessados do mundo, com média de 8 milhões de visitantes mensais. Além disso, ele comanda uma editora que produz uma revista, livros e DVDs focados no estudo do Final dos Tempos e no Apocalipse.

Durante uma entrevista para Paul McGuire na rede cristã GodTV, o estudioso fez uma série de considerações de como a volta de Jesus será muito diferente do que a maioria das igrejas prega.

“Quem é Jesus e como ele vai voltar?”, perguntou Farah. “A maioria dos judeus não o reconheceu como seu Messias por que tinham uma expectativa diferente sobre a vinda do seu Messias. Eles estavam muito focados no ensinamento dos homens, ao invés de olhar para as Escrituras. Acredito que muitas pessoas que vão à Igreja também não irão entender as coisas quando ele voltar”.

Falando sobre seu novo livro, “A Restituição de Todas as Coisas”, o teólogo diz que decidiu escrever sobre um dos grandes mistérios das Escrituras: o Reino Milenar. O autor acredita que os crentes precisam ser melhor ensinados sobre como tudo isso está ligado a Israel, para que não sejam enganados.

“Esse judeu vai voltar, sobre o Monte das Oliveiras, como foi profetizado. Ele estabelecerá seu reino em Israel. O mundo inteiro terá como centro a Terra Prometida”, destaca. E vai mais longe: “Qual é a base de nossa fé em Jesus? São as profecias hebraicas que anunciavam como Ele viria, quando viria, onde viria e tudo mais. Mas acho que muitos cristãos sequer compreendem por que quando Jesus voltar ele reinará a partir de Israel”.

Para Farah, escatologia e profecia são questões muito importantes, pois têm destaque nas Escrituras. Segundo o especialista, todos os crentes deveriam reexaminar suas convicções de fé. “Mais de um bilhão de pessoas no mundo afirmam ser cristãos. Quantos desses são cristãos autênticos?”, questiona.

Teologia da Substituição
Sua compreensão é que a profecia não trata apenas do futuro. Trata-se também de estudar as Escrituras para compreender o que acontecia antes do cristianismo. O teólogo diz que, como nossas raízes são hebraicas, a Igreja jamais poderia ter aceito a “teologia de substituição”, segundo a qual Deus “trocou” Israel pela Igreja e tudo agora é espiritual, perdendo seu aspecto histórico e geográfico.

Seu pedido é que a Igreja volte a olhar para Israel pelas “lentes” da Palavra e parem de rejeitá-lo e ir contra ele. Afinal, os profetas foram bem específicos quanto ao que há de acontecer em Israel nos últimos dias e só existe um lugar na terra com esse nome.

Portanto, não deveríamos deixar questões políticas ou de “interpretação” se tornarem mais importantes do que aquilo que a Bíblia diz. Em seu entendimento, nenhum cristão deveria ser contra os judeus ou contra o Estado de Israel.

“Sinto o Espírito Santo me levando a reconectar cristãos com suas raízes hebraicas, porque fomos enxertados nas promessas concedidas à Casa de Israel através de nossa fé em Jesus”, lembrou.

“É algo tão simples e importante para os cristãos entenderem. Jesus não veio para começar uma nova religião. Ele pregou apenas à Casa de Israel durante seu ministério terreno. Os gentios reconheceram que podiam fazer parte disso e é uma bênção para nós até hoje”, assevera.

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sábado, 18 de março de 2017

Religiosidade e espiritualidade na saúde humana

A espiritualidade/religiosidade causa uma grande impacto sobre a saúde física e mental de uma pessoa, mas é necessário viver em coerência com essas crenças

Respect and praying on nature background (iStockphoto/Getty Images)

A espiritualidade/religiosidade é uma necessidade do ser humano. Segundo dados do Censo (2010), 99,7% dos brasileiros declaram acreditar em Deus. A grande maioria da população segue uma religião cristã (87%), e destes, a religião católica predomina (65%).

Existe um crescente acúmulo de evidências sobre o impacto que a espiritualidade/religiosidade causa sobre a qualidade de vida e na saúde física do indivíduo, pois as crenças espirituais/religiosas podem influenciar, e muito, nas decisões dos pacientes com relação a tratamentos médicos e orientações propostos. Mas nem sempre a religião/crença espiritual promove relacionamentos satisfatórios com estilos de vida saudáveis.

Tomando como base a maioria da população, sabemos que na visão cristã, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Só por este motivo já deveríamos encontrar pessoas um tanto mais compromissadas em cuidar desse espaço humano onde Deus habita – o nosso corpo. No entanto, o que vemos diariamente são pessoas em constante agressão contra seu organismo, seja através da péssima escolha alimentar, seja pelo uso abusivo de álcool ou cigarro, sega pela ausência quase que total da prática física. Ou seja, o ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, que vai a missa ou ao culto uma vez por semana, que “sabe de cor” trechos imensos de seu livro sagrado, que brada sobre a palavra de Deus, que julga e condena todos os seus semelhantes acaba sendo a própria realidade de um mundo sem lei, sem Deus, sem sentido de vida, sem responsabilidade alguma com a mais bela Criação Divina.

Portanto, se você pensa que acredita em Deus, então seja coerente: habite-se como se vivesse num templo sagrado. Seja digno de ser chamado de filho de Deus e honre isso cuidando impecavelmente de sua saúde.


Por Ana Claudia Arantes
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Perda


No ano passado, fui testemunha de uma situação terrível. Assisti a uma grande amiga perder um animal que amava muito. Muito querido para ela, e muito querido para nós. Uma alminha fabulosa que nos encantou durante vários anos. Foi muito triste para todos. Para ela, que dia após dia ia vendo aquele grande amor a desfalecer. Para o próprio ser, pois ele sabia que a despedida final se aproximava. E para nós, que assistíamos a tudo aquilo com uma impotência transcendente.

Foi uma grande lição. Mas foi uma lição diferente para cada um. É claro que posso deduzir que tipo de lição cada pessoa teve. Basta conhecer as pessoas envolvidas para compreender mais ou menos o que têm de passar nesta vida. Mas só posso deduzir, pois as lições da vida são mágicas e profundas, e nunca conhecemos ninguém suficientemente bem para saber exatamente o que precisa de aprender. E mesmo em relação a nós próprios, é sempre cedo para perceber o que cada circunstância nos traz como ensinamento. Às vezes só compreendemos completamente uma lição alguns anos depois.

Mas há uma coisa que já aprendi com esta partida tão dolorosa. E julgo que este ensinamento vai ficar em mim para sempre, pois foi tão forte a sua chegada, tão sentido o seu intuito, que considero hoje que já entrou na pele, já faz parte da minha energia. E ainda bem. Fico a pensar a quantidade de outras circunstâncias que eu teria de passar nesta vida para aprender completamente o seu significado.

Tem a ver com perda. Tem a ver com o facto de considerarmos que perdemos as coisas e as pessoas. Tem a ver com o facto de realmente, intrinsecamente, acharmos que as pessoas são mesmo nossas.

Num dos dias mais difíceis, quando a minha amiga estava mesmo a perceber que o seu amor estava a ir embora – é incrível como mesmo na morte um ser nos pode ensinar, se estivermos abertos para aprender – eu tive uma visão. Vi-me, em pé, numa nuvem, a olhar para o Céu. E lá em cima estava... a vida. Não a vida madrasta, má, como algumas pessoas a veem. Não a vida que não nos satisfaz os desejos, nada disso. Vi a vida na sua ampla magnificência, como mestra, como professora. Vi a vida como grande orientadora das Almas que mostra tim-tim por tim-tim o que temos que fazer, e como temos que o fazer. E ela, naquela altura, pedia que eu entregasse aquela Alma. Que não a segurasse. Que não tivesse a postura de “Não te vás embora, por favor, fica!! És minha!”

A vida ensinava que a melhor forma de viver, sem ficar amargurada, sem ficar desencantada, era a de lhe devolver, de livre e espontânea vontade, na hora exata que ela pedisse, o que ela tão generosamente emprestou. Pessoas, coisas, amores, e inclusivamente desamores. E ao devolver, conseguir desvincular. E ao desvincular, soltar a energia, tornar-me vazia dos outros, ficar só com a minha energia. E aí sim, preparar-me para novas experiências.

E nesse dia, nessa hora, compreendi a função das perdas. As perdas não existem. Nada é nosso. Apenas terminou o período do empréstimo. E em vez de olhar a vida como uma grande malvada que nos retira o que gostamos, podemos passar a olhar para ela como a grande curadora de Almas, que nos empresta o que precisamos – não necessariamente o que queremos – e nos retira o que deixou de ter função. Para que esvazie a energia. Para caberem outras novas coisas.

Entendi, e entreguei. Claro que chorei, claro que me entristeci, e ainda hoje choro quando me lembro dela. Mas compreendi, e entreguei. Não deixei de amar, não deixei de honrar o amor, mas desvinculei.

– Vai, minha linda Alma, vai em paz Ika. Obrigada por tudo o que me ensinaste. Vai. E tenho a certeza de que para onde fores, vais encantar todos, como sempre fizeste por aqui. Amo-te para sempre.

Projeto Alexandra Solnado

in "Conexão - O que Jesus me ensinou"

de

por Nilza Garcia
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Brasil espírita e a transição planetária


As previsões referentes à transição planetária dão ênfase a dificuldades a serem enfrentadas nos mais diversos setores das organizações humanas, além de fenômenos geológicos que, de certa forma, sempre ocorrem no planeta. Na verdade, podemos esperar dias difíceis, alimentando sempre a certeza de que seremos auxiliados pelas esferas superiores da Espiritualidade. A encarnação de Espíritos preparados para as esperadas mudanças está sendo feita, conforme noticiam as mensagens recebidas do Plano Espiritual.1 A separação de Espíritos que deverão ser transferidos para outro ou outros planetas também está sendo providenciada. Entretanto, necessitamos ser cautelosos quanto às informações que continuamos recebendo.

Com relação ao papel que, nessa transição, cabe ao Brasil como “coração do mundo e pátria do Evangelho” devemos, igualmente, ser cuidadosos. A divulgação e a consolidação do Movimento Espírita em nossa pátria nos atribuem tarefas de grande responsabilidade. É preocupante identificarmos, por vezes, certo ufanismo e excesso de entusiasmo por parte de alguns espíritas. É importante também não nos esquecermos de que a Humanidade terrena é uma só, exigindo respeito mútuo entre os seus habitantes, além de um sentimento autêntico e profundo de fraternidade envolvendo encarnados e desencarnados.

As considerações com as quais iniciamos o presente texto não contradizem aquelas apresentadas pelo autor espiritual Humberto de Campos,2 quando nos relata sobre o “resplandecer [da] suave luz do Espiritismo”2 com a Codificação coordenada por Allan Kardec para orientar as “profundas transições do século XX”.2 Como parte dessas transições, realizaram-se as primeiras experiências doutrinárias e associativas espíritas em nosso país, sempre sob a direção do mundo invisível.

Pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, relata-nos ainda o cronista, que seria mais tarde conhecido por Irmão X, que ao findar o Primeiro Reinado Ismael reuniu-se com dedicados companheiros de luta na Espiritualidade para esclarecer que

[…] o século atual [séc. XX] […] vai ser assinalado pelo advento do Consolador à face da Terra. Nestes cem anos se efetuarão os grandes movimentos preparatórios dos outros cem anos que hão de vir. […] É preciso, pois, preparemos o terreno para a sua estabilidade moral nesses instantes decisivos dos seus destinos. Numerosas fileiras de missionários encontram-se disseminadas entre as nações da Terra, com o fim de levantar a palavra da Boa-Nova do Senhor […] a fim de que o século XX seja devidamente esclarecido, como o elemento de ligação entre a civilização em vias de desaparecer e a civilização do futuro, que assentará na fraternidade e na justiça […].2

Analisando a paisagem brasileira sob o aspecto espiritual, observa-se que o nosso país está povoado de ideologias e grupos religiosos refletindo a paisagem do novo século já iniciado. Cabe aos adeptos da Doutrina Espírita, que são também seguidores do Evangelho de Jesus, concentrar suas atividades no esclarecimento e na educação dos Espíritos.
Prosseguimos com mais uma observação de Irmão X na obra já referida:

[…] Só o legítimo ideal cristão, reconhecendo que o reino de Deus ainda não é deste mundo, poderá, com a sua esperança e com o seu exemplo, espiritualizar o ser humano, espalhando com os seus labores e sacrifícios, as sementes produtivas na construção da sociedade do futuro.2

A essência da transformação que se opera em nosso planeta tem um caráter intelecto-moral. Em outras palavras, o objetivo central da transição iniciada é a compreensão da realidade espiritual da vida e o desenvolvimento da verdadeira fraternidade universal. Os objetivos já estão delineados desde a mensagem sublime ditada a Moisés, relembrada e exemplificada por Jesus, e enfatizada pelos Espíritos que presidem a revelação da Doutrina Espírita na expressão simplificada do amor a Deus e ao próximo.3

É importante para nós, adeptos do Espiritismo em nosso país, não nos esquecermos da humildade. Não há privilegio nessa tarefa, mas apenas objetivos elevados a serem perseguidos também pelos irmãos de Doutrina de outras nações. Não existem fronteiras para as relações da verdadeira fraternidade. Mantenhamo-nos unidos nessa tarefa de caráter universal, exemplificando o amor e a solidariedade que deverão caracterizar a Terra como mundo de regeneração.

REFERÊNCIAS:
1 FRANCO, Divaldo P. Transição planetária. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 2. ed. 2. reimp. Salvador: Leal, 2010. Introdução.
2 XAVIER, Francisco C. Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho. Pelo Espírito Humberto de Campos. 34. ed. 8. imp. Brasília: FEB, 2015. Cap. 22 e 30.
3 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. Ed. 6. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2015. Cap 1.

FEB
por Nilza Garcia
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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Qual o segredo de um casameneto de sucesso?


A faixa, estendida num ponto estratégico de rua de grande circulação de veículos, nos chamou a atenção. Após o nome de uma mulher, a inscrição dizia: Obrigado por esses quarenta anos de convivência. Te amo. E havia o nome de um homem.

Quarenta anos. Uma vida. Qual seria o segredo desse relacionamento profundo e duradouro?

Em quarenta anos, os filhos nasceram, cresceram e se foram, deixando o ninho vazio. Os dois estão agora como começaram: a sós.

Em quarenta anos, mudou a maneira de se entender muitas coisas, mudou a moeda, mudou o governo. Em quarenta anos, o país passou por crises financeiras diversas.

Faltou água, houve enchentes, faltou energia elétrica, amigos morreram, novas amizades surgiram.

Mas o amor dos dois permaneceu. Sobreviveu a tudo. A todas as crises. como?

Talvez a receita se encontre no respeito, no diálogo e na confiança que caracterizam o verdadeiro amor, tal como escreveu, um dia, Thomas Gordon:

Tu e eu vivemos um relacionamento que valorizo e quero conservar. No entanto, cada um de nós é uma pessoa diferente, com suas próprias necessidades e o direito de satisfazê-las.

Quando tiveres dificuldade para resolver teus problemas, tratarei de escutar-te cordialmente e ajudar-te, com o objetivo de que encontres tuas próprias soluções, ao invés de depender das minhas.

Da mesma maneira, tratarei de respeitar o teu direito de escolher as tuas próprias ideias e desenvolver teus próprios valores, mesmo que esses sejam diferentes dos meus.

Quando tua atividade interferir no que devo fazer para a satisfação das minhas necessidades, te comunicarei aberta e honestamente como me afeta a tua conduta, confiando que tu me compreenderás e ajudarás no que puderes.

Da mesma maneira, quando algum dos meus atos te for inaceitável, espero que me comuniques, com sinceridade, teus sentimentos. Escutarei e tratarei de mudar.

Nas ocasiões em que descobrirmos que nenhum dos dois pode mudar sua conduta para satisfazer as necessidades do outro, reconheçamos que temos um conflito que requer solução.

Comprometamo-nos, então, a resolver cada um desses conflitos, sem recorrer ao uso do poder ou da autoridade, para vencer, às custas da derrota do outro.

Esforcemo-nos para encontrar uma solução que seja aceitável para ambos. Tuas necessidades serão satisfeitas e também as minhas. Ambos venceremos e nenhum de nós será derrotado.

Nossa relação poderá ser suficientemente positiva para que, nela, cada um de nós possa esforçar-se para chegar a ser o que é capaz de ser.

E poderemos continuar nos relacionando um com o outro com respeito, amor e paz mútuos.

* * *

A finalidade do amor é amar. E amar significa doar, servir, renunciar.

Amar significa comprometer-se, entregar-se totalmente com a esperança de produzir amor na pessoa amada.

Todo ser humano deseja sentir-se amado, aquecido, acompanhado e bem cuidado por alguém.

Mas esse bem não se tem, se não se oferece outro semelhante, porque só o amor gera amor.

Redação do Momento Espírita,
por Ana Maria Teodoro Massuci
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Espiritismo pago?


Estamos num mundo material em que vivemos na matéria, com a matéria, da matéria, mas não objetivamos viver para a matéria. É uma questão de bom senso, e também doutrinária, já que, como espíritas, sabemos que a vida não se esgota na realidade física. O que tem isto a ver com o título “Espiritismo pago”?

Quem é espírita sabe que as atividades espíritas de divulgação doutrinária são gratuitas, palestras, passe espírita (fluidoterapia), desobsessão, atendimento, educação espírita infantil, apoio social a carenciados etc.

Quem é espírita também sabe que os livros espíritas custam dinheiro e, portanto, têm de ser vendidos, o que é óbvio.

Já não é tão óbvio o lucro que algum centro espírita possa ter na venda desses livros, se dificultar a compra dos mesmos por pessoas menos endinheiradas.

O mesmo se passa com os jornais espíritas.

Uma questão mais polêmica começa, por exemplo, nos congressos espíritas, cujos ingressos começam a criar uma elitização dentro do Espiritismo: uns podem pagar e vão, e outros não podem pagar e não vão.

Seria desejável que os eventos fossem a um preço mínimo, de modo a que todos pudessem ter acesso, cortando as despesas dos eventos ao mínimo possível, havendo sobriedade nas ofertas aos participantes, criando inclusive condições de acesso a pessoas que não possam pagar.

Há tempos, fomos convidados para, no âmbito de uma organização à qual pertencemos, efetuarmos um programa de televisão para uma conhecida televisão por internet, que vai passar a ter canais pagos.

Alertamos os responsáveis pelo departamento de divulgação dessa entidade estrangeira para o fato de que o conhecimento espírita via internet não pode, moralmente falando, ser pago, pois só os endinheirados teriam acesso ao conhecimento, e os pobres não, repetindo, mais uma vez, os erros que os católicos cometeram com o cristianismo primitivo. A resposta foi que, se o canal não fosse pago, não suportariam as despesas e teriam de fechar esse canal (entre outros que são de livre acesso). Retorquimos que se não se consegue pagar, é melhor não fazer nada do que fazer asneira.

Pagar conhecimento espírita é atraiçoar o trabalho enorme de Allan Kardec, e a essência de todo o ensinamento dos bons Espíritos.

O Espiritismo não pode ser um comércio para os centros espíritas, nem um modo de ganhar a vida

No Brasil, começam agora a aparecer plataformas espíritas com conteúdos pagos.

Mesmo que com preços simbólicos, tal situação não se nos afigura enquadrada dentro da doutrina espírita, pois que tal contribui para a sectarização e discriminação no acesso à informação.

Numa altura em que o acesso livre à informação é uma realidade cada vez maior, em que inclusive já se consegue fazer um curso superior, em ensino a distância, gratuito, oferecer conteúdos doutrinários pagos é, no mínimo, um retrocesso evolutivo, depreciando o caminho da evolução, bem como perdendo oportunidade de avançar moralmente, dando o exemplo.

Na nossa opinião, não são os espíritas que devem seguir os exemplos de uma sociedade de mercado (o Espiritismo não está à venda, dá-se, pratica-se), mas sim deveria ser a sociedade consumista a seguir os bons exemplos dos espíritas, se estes fossem o bom exemplo.

Num assunto tão melindroso como este, muitas ideias diferenciadas aparecerão, comparando serviços pagos com os livros, jornais, o que não é comparável.

No entanto, aqui fica um ponto de reflexão para todos nós, espíritas, para que reflitamos o que estamos a fazer com a doutrina espírita.

O nosso papel é esclarecer e consolar, estudar, vivenciar e divulgar a doutrina dos Espíritos, mas não a qualquer preço, e muito menos vivendo à custa do Espiritismo.

Os fins não podem justificar os meios e, com o devido respeito por quem pensa de maneira diferente, uma coisa é certa: a cada um de acordo com as suas obras, conforme nos refere o Evangelho de Jesus de Nazaré.

por José Lucas
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O amor nos salvará


Em toda a Bíblia, não há melhor síntese para a nossa chamada salvação, do que aquela descrita no último julgamento que teremos depois da morte (Mateus 25: 31-46), onde Jesus fala-nos, simbolicamente, que somente se assentarão, à direita de um rei (lado representativo do bem, do bom, do certo), aqueles que agirem com benevolência quanto ao seu próximo.

Jesus pautou seus ensinamentos no amor fraternal e na humildade.

Ele nos narra que serão venturosos os que forem pobres pelo Espírito, puros de coração, brandos, pacíficos e misericordiosos (Mateus 5: 3 e 5; 7-9). Menciona também, que temos de amar ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22: 39), fazer aos outros o mesmo que quereríamos para nós (Mateus 7: 12), amar aos inimigos (Mateus 5: 44), perdoar indefinidamente (Mateus 18: 21-22), praticar o bem sem ostentação (Mateus 6: 1-2) e julgarmo-nos antes e ao invés de fazê-lo aos outros (Mateus 7: 5).

O Divino Nazareno mostra-nos, em suas palavras, que o amor é "condição sine qua non" para que obtenhamos grandes venturas.

Em João 13: 34, o Divino Nazareno, em seu próprio mandamento, concita-nos a amarmo-nos mutuamente e, no versículo seguinte, revela que seus discípulos serão reconhecidos pelo amor que tiverem dado uns aos outros.

O Mandamento Maior (Mateus 22: 37-40) concita-nos a fazer o bem. Afinal de contas, quem realmente ama a Deus acima de tudo reconhece que todos os dias foram feitos iguais para servirem ao homem, ama ao próximo como a si mesmo, honra pai e mãe, não mata, não comete adultério, não levanta falso testemunho e não cobiça coisa alguma de quem quer que seja. O Meigo Mestre Galileu estava correto quando asseverou, ao fariseu orgulhoso, que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é um mandamento que resume admiravelmente toda a lei de Moisés e tudo o que disseram os profetas.

Paulo demonstra que compreendera exatamente os dizeres do Cristo, ao afirmar que mesmo se ele falasse com os anjos, se conhecesse toda a ciência, se conseguisse transportar os montes, se repartisse os seus bens ou fosse queimado - trocando em miúdos: se tudo fizesse, mas não tivesse o amor dentro de si, não adiantaria nada (1 Coríntios 13, 1-7). E conclui revelando-nos que o amor é superior à fé e à esperança (1 Coríntios 13,13).

Assim, deduzimos tranquilamente que a nossa chamada salvação, facilmente, pode ser alcançada. Esta depende unicamente de nós, bastando que os atos que fizermos baseiem-se no amor (Tito 3,14).

Não seremos julgados segundo nossas obras? (Mateus 16: 27). Então?

por Hugo Alvarenga Novaes
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Teria a Mediunidade um mecanismo quântico?


Uma pequena análise que aparentemente nos mostra a existência de uma ligação entre a Física Quântica, nos estudos científicos atuais, e a Mediunidade oferecida pela Espiritualidade Maior.

O Espiritismo tem na sua base uma estrutura religiosa baseada nos ensinos do nosso Mestre Jesus.

Kardec nos ensina que o Espiritismo transcende a uma religião, pois também é uma filosofia e uma Ciência de origem experimental.

A Filosofia espírita tem seus princípios na Lei de Causa e Efeito baseada na Reencarnação. Ela pode até ser criticada pelos opositores da Doutrina, mas não tem como negar sua coerência do começo ao fim, pois nos oferece uma explicação clara da vida e da morte. Juntando a Religião e a Filosofia espírita o resultado é um princípio totalmente coerente e inquestionável, partindo da existência de um Deus infinitamente justo e bom.

O aspecto Científico da Doutrina nasce com os profundos estudos de Kardec junto aos médiuns e através de um processo experimental na mesma linha de análise utilizada por Galileu no sec. XVI, pois era assim que se utilizava na época para os estudos científicos. Um método hoje superado por novas técnicas de análise, pois a técnica de Galileu dizia que tudo para ser ciência precisava ter a possibilidade de ser mensurado e sabemos hoje que isso não é totalmente verdade, e vamos procurar explicar isso nessa nossa modesta análise.

Kardec experimentou, testou, verificou dentro das ferramentas que ele tinha em mãos (médiuns com possibilidade de errar) e realizando muitas extrapolações para chegar a afirmativas coerentes, sensatas e acertadas. O método de Kardec transcendeu ao método de Galileu, chegando algumas vezes ao método utilizado nos dias de hoje pelas ciências modernas.

Nós espíritas dificilmente nos perguntamos o quanto Kardec questionou, analisou e experimentou os seus estudos para chegar à realidade da mediunidade nos moldes que conhecemos hoje, mas seus opositores sempre questionaram a validade científica da Doutrina pela impossibilidade da repetição contínua e assertiva do processo mediúnico.

Os opositores atuais da Doutrina espírita, dentro do aspecto científico de análise, esquecem que suas posições estão baseadas num processo científico de análise antiquado que não é mais usado na atualidade. Esses processos modernos são os aplicados em estudos avançados na Física de alta energia, entre outros.

A mediunidade para ser analisada e verificada sobre sua veracidade somente será possível com métodos mais profundos e modernos, pois estamos falando de algo complexo demais para ser visto de forma superficial, senão vejamos:

A Física Quântica é sem dúvida algo apaixonante, pois ela nos mostra e prova que a energia não é contínua, mas sim funciona em pacotes de energias descontínuos chamados de “quantas de energia”. Max Planck foi um dos primeiros cientistas a idealizar essa nova ciência, e até mesmo ele demorou para aceitar suas próprias descobertas. Sua descoberta identificou que o elétron apresenta comportamento ondulatório quando não está sobre observação, ou seja, pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo e comporta-se como partícula no momento da observação. Não se consegue determinar a posição exata do elétron, tudo é feito por cálculo estatístico. Quando ele está numa órbita em volta do núcleo do átomo e salta para outra órbita, ele desaparece e reaparece nessa outra órbita. Realmente ele some e os cientistas atualmente realizam investigações para saber para onde ele vai. Podemos determinar a sua posição apenas de forma estatística como nos mostra a Teoria de Incerteza de Heisenberg. Além do que o instrumento de medição, que é matéria, e portanto feito de átomos, influencia na observação do elétron, porque entre outras coisas, ao jogarmos luz no objeto de análise, estamos dando energia para ele, o que altera, portanto, o seu estado energético. A energia dos átomos dos instrumentos interfere nos átomos em estudos. Complica-se então todo o processo de análise e observação.

Podemos perceber o que ocorre na Física de alta energia, verificamos que a investigação da mediunidade não é diferente, pois o circuito médium-espírito é influenciado pelo médium, pelos presentes na sala, pelas energias circundantes, da mesma forma que o instrumento e tudo mais em volta influenciam o estudo das partículas atômicas, quando da sua investigação.

Os Estudos de Einstein em torno da Relatividade nos mostra que quando estamos num sistema de altíssima velocidade, próxima à velocidade da luz, o tempo diminui bem, como as medidas físicas do mundo em volta. Estamos falando de uma forma mais simples para melhor entender esse sofisticado conceito, pois o objetivo é relacionar e explicar como a Mediunidade não é uma brincadeira de teatro ou para ser usada para exaltar a nossa vaidade ou obter algum resultado de interesse pessoal, mas sim uma ferramenta de evolução complexa, profunda e importante em nossas vidas.

O físico teórico Fritjof Capra tornou-se mundialmente famoso com seu O Tao da Física, traduzido para vários idiomas. Nele, o Físico traça um paralelo entre a Física moderna (relatividade, física quântica, física das partículas de alta energia) e as filosofias e pensamentos orientais tradicionais, como o Taoista de Lao Tsé, o Budismo (incluindo o Zen) e o Hinduísmo. Surgido nos anos 70, O Tao da Física busca os pontos comuns entre as abordagens oriental e ocidental da realidade.

Os estudos de Capra procuram mostrar a Física não mais como uma Ciência fria, mas como uma Ciência que hoje transcende a nossa observação apenas material das coisas.

Quando estamos falando na dedicação ao trabalho, seja no campo da espiritualidade ou no campo científico, ocorrem situações muito parecidas como podemos ver nos dois exemplos a seguir:

Wagner Ideali - Fórum Espírita
por Nilza Garcia
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Tua Felicidade (Joanna de Angelis)

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A tua felicidade é possível.

Crê nesta realidade e trabalha

com afinco para consegui-la.

Não a coloques nas coisas, nos

lugares, nem nas pessoas, a fim

de que não te decepciones.


A felicidade é um estado íntimo,

defluente do bem-estar que

a vida digna e sem sobressaltos

proporciona.

Mesmo que te faltem dinheiro,

posição social de relevo e saúde,

podes ser feliz, vivendo com

resignação e confiança em Deus.

Joanna de Ângelis;
Psicografia: Divaldo Pereira Franco;
Do livro Vida Feliz.
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terça-feira, 12 de julho de 2016

Espírito Laura, em “Nosso Lar”

Espírito Laura, em “Nosso Lar”, obra do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

“- Como se encara o problema da propriedade na colônia? Esta casa, por exemplo, pertence-lhe?

Ela sorriu e esclareceu:

- Tal como se dá na Terra, a propriedade aqui é relativa. Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. Quaisquer utilidades são adquiridas com esses cupons, obtidos por nós mesmos, a custa de esforço e dedicação. As construções em geral representam patrimônio comum, sob controle da Governadoria; cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora, o que se pode conseguir com algum tempo de serviço.”

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Oração e renovação


É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.
A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.
A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.
Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.
Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.
Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.
Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.
Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.
Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.
Se abrigaste à revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.
Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam às posições convencionais ou verbalistas.
O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.
Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.

Livro: Vinha de Luz
Chico Xavier – por Emmanuel
Capítulo 21
por Ana Maria Teodoro Massuci

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