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quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Fogo do Espírito em Pentecostes inflama os corações para anunciar a Cristo, afirma o Papa

Ao presidir a oração do Regina Caeli este domingo após ter celebrado a Missa pela Solenidade de Pentecostes, o Papa Bento XVI assinalou que neste dia os corações dos cristãos recebem o fogo do Espírito Santo para anunciar que “Cristo é o Senhor”.

Em suas palavras prévias à oração Mariana na Praça de São Pedro, o Papa recordou que o Pentecostes, além de marcar a conclusão do tempo da Páscoa, constitui “o ‘batismo’ da Igreja, batismo no Espírito Santo”.

“Conforme narram os Atos dos Apóstolos, – recordou Bento XVI na nota divulgada pela Rádio Vaticano- na manhã da festa de Pentecostes, um fragor como de vento atingiu o Cenáculo e sobre cada um dos discípulos desceram como línguas de fogo. São Gregório Magno comenta: “Hoje, o Espírito Santo desceu com um som repentino sobre os discípulos e mudou as suas mentes de seres carnais e enquanto fora apareciam línguas de fogo, dentro os corações tornaram-se flamejantes, pois, acolhendo Deus na visão do fogo, suavemente arderam por amor”.

“A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, que se tornam capazes de proclamar de modo “polifônico” o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo, gera a fé, arrasta a verdade, estabelece a unidade entre os povos”.

O Bem-aventurado Antonio Rosmini, – continuou o Santo Padre – explica que “no dia de Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou… a sua lei de caridade, escrevendo-a através do Espírito Santo não em tábuas de pedra mas no coração dos Apóstolos, e através dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.

“O Espírito Santo, “que é Senhor, e dá a vida” – como dizemos no Credo – procede do Pai e do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus como o sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão causada pelo pecado”.

Seguidamente, indica a nota de Rádio Vaticano, o Papa explicou que o Espírito Santo, “imaterial e incorpóreo, concede os bens divinos, sustenta os seres vivos, para que atuem em conformidade ao bem. Como luz inteligível dá sentido à oração. Dá vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações daqueles que ouvem a boa notícia, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”.

O Papa, assinala a RV, afirmou que o Espírito Santo, que gera a fé em nós no momento do nosso batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e dispostos, segundo a imagem do Filho Unigênito. Também o poder de perdoar os pecados é um dom do Espírito; de fato, aparecendo aos Apóstolos na noite de Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados.

O Santo Padre concluiu a oração mariana confiando à Virgem Maria, templo do Espírito Santo, a Igreja, para que viva sempre de Jesus Cristo, da sua Palavra, dos Seus mandamentos, e sob a ação constante do Espírito Paráclito anuncie a todos que “Jesus é o Senhor” .
Vaticano, 12 Jun. 11 / 11:34 am (ACI/EWTN Noticias)
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domingo, 22 de maio de 2011

Em histórica conexão o Papa conversa com os astronautas da estação espacial sobre a ciência e o futuro do mundo

21 maio 2011
Propõe os avanços científicos como ferramenta para obter a paz Vaticano, 21 Mai. 11 / 01:10 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em uma comunicação que durou aproximadamente 20 minutos, o Papa Bento XVI conversou hoje com os astronautas da estação espacial internacional do transbordador Endeavour, com quem tratou diversos temas como o aporte da ciência à consecução da paz e o futuro do mundo.

Ao iniciar a conexão, o Santo Padre disse: “queridos astronautas, estou muito contente de ter a extraordinária oportunidade de conversar com vocês durante esta missão, e especialmente agradecido de poder falar com vocês presentes na estação espacial neste momento”.

Em sua introdução às perguntas, assinala a Rádio Vaticano, Bento XVI assinalou que “a humanidade experimenta um período de rápido progresso nos campos de aplicações técnicas e conhecimentos científicos e que em certo sentido eles neste campo são representantes da humanidade em uma exploração que introduz no conhecimento de novos espaços e possibilidades para o futuro da humanidade que vai além das limitações da existência cotidiana”.

“Em um sentido, são nossos representantes: a exploração da humanidade é um ponto de partida para novos espaços e possibilidades para o nosso futuro, que vai além das limitações de nossa existência cotidiana”.

O Papa disse logo que “admiramos sua valentia assim como a disciplina e extrema responsabilidade com que se prepararam para cumprir com esta missão. Estamos convencidos de que ela está inspirada por nobres ideais e tem a finalidade de colocar os resultados desta investigação e seus esforços à disposição de toda a humanidade para o bem comum”.

Depois de expressar sua curiosidade pelo que os astronautas apreciam do espaço e sobre suas investigações, o Papa fez uma pergunta relacionada com a visão que desde uma estação espacial se tem da terra, aludindo a que se voa sobre as nações e continentes várias vezes ao dia.

“Acredito que deve ser evidente para vocês que vivemos todos juntos na terra e quão absurdo seja o lutar e matar a outros”, e expressou a Mark Kelly, um dos astronautas, sua curiosidade por saber se, quando estão contemplando a terra de acima acaso se perguntaram “sobre as Nações e as pessoas que vivem juntas na terra e sobre o modo em que a ciência pode contribuir à causa da paz”.

O segundo argumento tratado pelo Santo Padre e dirigido a Ron Garan, tem relação com um tema que se refere à responsabilidade que os humanos têm sobre o futuro do planeta. “Recordo neste momento, os graves riscos que enfrenta o meio ambiente com a sobrevivência das gerações futuras. Os cientistas nos dizem há que tomar cuidado e desde um ponto de vista ético, temos que desenvolver nossa consciência”.

E perguntou desde sua perspectiva de observação, extraordinária, sobre o modo em que se percebe a situação na terra, e se forem perceptíveis os sinais ou fenômenos para os que temos que estar mais atentos.

Ron Garan respondeu ao Santo Padre: “Sua Santidade, é uma grande honra conversar com você e tem razão: realmente temos um ponto extraordinário de observação aqui em cima. Por um lado, podemos ver quão indescritivelmente formoso é o planeta que nos foi dado, mas por outro, também vemos claramente quão frágil ele é”.

O Papa introduziu sua terceira pergunta a Mike Finchke, antepondo sua convicção de que a tripulação presente na Estação Espacial Internacional “vive uma experiência extraordinária e muito importante, sobre tudo se pensamos que terão que retornar à terra e viver como o resto dos seres humanos”.

Foi assim observou que certamente, à sua volta, serão admirados e tratados como heróis a quem pedirão falar de suas experiências. Em seguida questionou sobre “quais serão as mensagens mais importantes que gostariam de transmitir especialmente aos jovens que vão viver em um mundo fortemente influenciado por sua experiência e descobertas”.

Em sua quarta intervenção dirigida a Roberto Vittori, o Pontífice novamente sublinhou que a exploração espacial é uma fascinante aventura científica e disse: “sei que instalaram novas equipes para seguir a investigação científica e o estudo da radiação procedente do espaço exterior, mas acredito que também é uma aventura do espírito humano, um poderoso estímulo para refletir sobre a origem e o futuro do universo e da humanidade. Freqüentemente os crentes olham o céu ilimitado e meditam sobre o criador de tudo, pensando no mistério de sua grandeza”.

O Papa recordou logo que a medalha que entregou a este astronauta italiano tem gravada a representação do fresco de “Criação” do homem, desenhado por Michelangelo na Capela Sixtina. Recordando seu intenso compromisso de trabalho e de investigação perguntou-lhe se existem vezes em que têm que se deter para fazer reflexões parecidas, “e talvez dirigir uma oração ao Criador, ou acaso será mais fácil refletir sobre estas coisas estando de volta e sobre a Terra”.

Vittori assinalou em sua resposta que “quando temos um momento para olhar abaixo, a beleza tridimensional de nosso planeta captura nosso coração, captura meu coração. E sim rezo. Rezo por mim, por nossas famílias, por nosso futuro”.

A última pergunta de Bento XVI aos astronautas foi em italiano, dirigida ao segundo astronauta desta nacionalidade, Paolo Nespoli. Ele comentou que era ciente que há poucos dias sua mãe havia falecido: “quando dentro de poucos dias você retorne à casa já não a encontrará esperando-te. Todos estamos próximos a ti, rezei também eu por ela”.

O Santo Padre dirigiu sua última pergunta para saber se “na estação espacial os astronautas se sentem longínquos e isolados, sofrendo um sentido de separação, ou pelo contrário se sentem unidos entre eles mesmos e portanto membros de uma comunidade que os acompanha com atenção e afeto”.

Nespoli respondeu: “Santo Padre, escutei suas orações,eu as senti chegar até aqui: é certo, estamos fora deste mundo, orbitamos em torno da terra e estamos em um ponto de vantagem para olhar a Terra e para escutar tudo ao redor”.

Depois de agradecer a proximidade de sua família e sua tripulação frente à distância, o astronauta disse que “senti-me longínquo mas também muito próximo, e certamente o pensamento de sentir a todos próximos neste momento, foi de grande alívio. Agradeço à Agência Espacial Européia e à Agência Espacial americana que puseram a disposição os recursos para que para que eu tenha podido falar com você nestes momentos”.

Finalmente o Papa Bento XVI disse aos astronautas que “vocês ajudaram, não somente a mim mas a tantas outras pessoas, a refletir juntas sobre temas importantes para o futuro da humanidade. Expresso os melhores desejos para o desenvolvimento de seu trabalho e pelo resultado desta grande missão ao serviço da ciência, da colaboração internacional, do progresso autêntico e da paz no mundo. Continuarei a segui-los com meu pensamento e minha oração”.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bento XVI vai conversar com astronautas

CIDADE DO VATICANO, 19 MAI (ANSA) - O papa Bento XVI vai falar, no próximo sábado, com os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS).

De acordo com a Santa Sé, será feita uma ligação por volta das 13h11 (8h11 no horário de Brasília) e poderá ser acompanhada, ao vivo, pelo site do Centro Televisivo Vaticano (CTV).

Entre os tripulantes da ISS, estão os italianos Paolo Nespoli e Roberto Vittori.

Ao fim da conversa, jornalistas credenciados poderão encontrar o presidente da Agência Espacial Italiana (ASI, sigla em italiano), Enrico Saggese, o diretor da Agência Espacial Europeia (ESA), Thomas Reiter, e o general Giuseppe Bernardis, da Força Aérea italiana. (ANSA)
19/05/2011 10:21


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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bento XVI: Seis anos de Papado

18/04/2011 12.14.07



Cidade do Vaticano, 18 abr (RV) – Após recém completar 84 anos de vida, agora o papa Bento XVI se prepara para comemorar nesta terça-feira, seis anos como líder espiritual da Igreja Católica e chefe do Estado da Cidade do Vaticano. Tudo acontece poucos dias antes da beatificação de seu predecessor, Papa João Paulo II.

Ratzinger entra no sexto ano de papado com uma agenda lotada e, ainda por cima, escreve a terceira parte de seu livro "Jesus de Narazé", dedicada à infância de Jesus e ao começo de sua pregação, com lançamento previsto para o Natal.


A eleição do Cardeal Ratzinger

O primeiro Conclave do terceiro milênio, na quarta votação, elegeu Joseph Ratzinger como novo papa, no dia 18 de abril de 2005, depois da morte de João Paulo II.

Às 17h50 do dia 19 de abril de 2005 começou a sair a fumaça branca pela chaminé da Capela Sistina, o sinal de que os 115 cardeais reunidos haviam eleito o novo Papa. Poucos minutos depois, Ratzinger se apresentou diante dos fiéis como um "humilde trabalhador das vinhas do Senhor" e disse que adotou o nome em homenagem ao papa Bento XV, "um valente profeta da paz". (RB)
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sábado, 12 de março de 2011

Novo livro do Papa é testemunho fascinante, comovedor e liberador

11 março 2011

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O Prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano, Cardeal Marc Ouellet, disse que o novo livro do Papa Bento XVI sobre Jesus é “um testemunho comovedor, fascinante e libertador” enquanto que para o diretor do jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, “é verdadeiramente um livro do coração”.

Na apresentação do livro ontem no Vaticano, o Cardeal Ouellet disse que embora o texto do Papa “Jesus de Nazaré. Da entrada a Jerusalém à Ressurreição” é “bastante denso”, este texto “lê-se por inteiro sem interrupções”.

Ao ler o livro “o leitor é transportado por caminhos levantados para o emocionante encontro com Jesus, uma figura familiar que se revela ainda mais próxima em sua humanidade como em sua divindade. Completada a leitura, quer prosseguir o diálogo, não só com o autor, mas com Aquele de quem fala”.

Jesus de Nazaré, exclamou, “é mais que um livro, é um testemunho comovedor, fascinante e libertador. Quanto bem suscitará entre os peritos e entre os fiéis!”

O Cardeal comentou logo que este livro vem sendo escrito desde 2007 em meio de uma série de experiências complicadas para a Igreja.

“Como teólogo e pastor tenho a sensação de viver um momento histórico de grande transcendência teológica e pastoral. É como se em meio das ondas que agitam a barca da Igreja, Pedro, tivesse obstinado uma vez mais a mão do Senhor que vem ao encontro sobre as águas, para nos salvar”.

Nesta segunda parte o Papa toma o método de exegese de Santo Tomás de Aquino, no qual é “guiado pela hermenêutica da fé, mas tendo em conta ao mesmo tempo e responsavelmente a razão histórica, necessariamente contida nesta mesma fé”.

“Um segundo tema se relaciona com o messianismo de Jesus. Certos exegetas modernos têm feito de Jesus um revolucionário, um professor de moral, um profeta escatológico, um rabino idealista, um louco de Deus, um messias de qualquer modo a imagem de seu intérprete influenciado por ideologias dominantes”.

O Cardeal ressaltou que a explicação do Papa supera todas estas visões e “expõe com força e claridade as dimensões reais e sacerdotais deste messianismo” cujo sentido está na adoração a Deus envolvendo toda a existência.

Bento XVI também “responde amplamente às objeções históricas e críticas mostrando a coerência do sacerdócio novo de Jesus com o culto novo que Ele veio estabelecer na terra em obediência ao Pai”.

Um último tema do livro, diz logo o Prefeito, é a ressurreição: “o Papa responde às elucubrações exegéticas que declaram compatíveis o anúncio da ressurreição de Cristo e a permanência de seu cadáver no sepulcro”.

“Exclui estas absurdas teorias observando que o sepulcro vazio, mesmo que não fosse uma prova da ressurreição, da qual ninguém foi testemunha direta, segue sendo um sinal, um pressuposto, uma marca deixada na história de um evento transcendente”.

O Cardeal Ouellet ressaltou logo que “a importância histórica da ressurreição se manifesta “no testemunho das primeiras comunidades que deram vida à tradição do domingo como sinal identificador de pertença ao Senhor”.

O Prefeito concluiu sua apresentação assinalando que “ao final desta rápida passagem por uma obra que aproxima o leitor do verdadeiro rosto de Deus em Jesus Cristo, não resta outra coisa que dizer: Obrigado, Santo Padre!”

Por outra parte, Giovanni Maria Vian, diretor do jornal do Vaticano L’Osservatore Romano, assinala sobre esta segunda parte de “Jesus de Nazaré” que este é “verdadeiramente um livro do coração”. “Trata-se de outro modo de indicar que o livro é o resultado de um longo caminho interior”.

“Um amadurecimento do coração levou Joseph Ratzinger a conceber a idéia e logo a desenvolvê-la ao longo de muitos anos”.

Entretanto, conclui, “isto não significa que de nenhum modo um decaimento da razão nesta busca inesgotável destes quase dois milênios que fascina e inquieta. Busca que nos últimos séculos se revestiu de novas exigências”.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Garoto brasileiro quebra protocolo durante audiência do papa

Qua, 02 Fev, 12h36

CIDADE DO VATICANO (AFP) - Um pequeno brasileiro atrapalhou o protocolo das cerimônias papais nesta quarta-feira, ao correr subitamente na direção de Bento XVI em sua tribuna durante uma audiência semanal.


A criança de 6 anos, de origem brasileira, segundo testemunhas, se apresentou diante do pontífice quando as delegações de peregrinos de língua portuguesa que assistiam à cerimônia na sala Paulo VI eram anunciadas.

Cerca de 3.000 pessoas participavam da audiência, segundo o Vaticano.

Bento XVI sorriu para o menino, vestido com um casaco de listras amarelas e negras, e trocou algumas palavras com ele antes de dar-lhe a bênção.

A cena provocou risos e aplausos dos peregrinos, que viram quando o monsenhor Georg Gänswein, secretário do papa, percebeu a movimentação e com um gesto discreto para as forças de segurança permitiu que ele fosse até Bento XVI.


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sábado, 25 de dezembro de 2010

Bento XVI reza missa sob forte segurança

A Missa do Galo foi realizada em meio a preocupações com segurança após ataques a duas embaixadas em Roma
FOTO: REUTERS
26/12/2010

Na mensagem de Natal, o Papa pediu paz e fez apelo para que os governantes prestem solidariedade

Roma. O papa Bento XVI pediu paz durante a celebração da Missa do Galo, na noite da última sexta-feira, véspera de Natal. "Nesta hora, cheios de gratidão, nós nos juntamos no canto de todos os séculos, canto que une o céu e a terra, anjos e dos homens. Fazei com que muitos se juntem a vocês no amor mais e mais e assim nos tornaremos um povo de paz", afirmou.

A missa foi realizada em meio a um forte esquema de segurança, em consequência de preocupações causadas pelo envio de pacotes contendo bombas na quinta-feira para duas embaixadas em Roma. Bento XVI caminhou pelo corredor central da basílica de São Pedro, lotada por 10 mil fiéis, acompanhado de seus habituais guarda-costas, e parou várias vezes para dar bênção a bebês.

No ano passado, durante a mesma celebração, uma mulher com distúrbios mentais jogou-se contra o papa quando ele descia pelo corredor e o derrubou ao chão.

Bênção

Ontem, durante a tradicional mensagem de Natal antes da bênção "Urbi et Orbi" ("à cidade e ao mundo"), o Papa pediu que os governantes prestem solidariedade efetiva aos desabrigados do terremoto e às vítimas da epidemia de cólera no Haiti e que também não se esqueçam dos que perderam os lares na Colômbia, Venezuela, Guatemala e Costa Rica por recentes calamidades naturais.

Diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro do Vaticano, o pontífice também fez votos para que se impulsione o diálogo entre Nicarágua e Costa Rica - que atualmente travam uma crise diplomática - e pediu novamente paz para o Oriente Médio e a reconciliação das Coreias. Ele ainda abençoou os fiéis.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Papa Bento XVI aceita visitar o arquipélago

09-09-2010 11:23
Cabo Verde



Papa Bento XVI
Papa Bento XVI

Praia  - O Papa Bento XVI aceitou o convite feito quarta-feira, no Vaticano, pelo Primeiro-ministro cabo- verdiano, José Maria Neves, para efectuar uma visita a Cabo Verde, soube a PANA de fonte oficial.

José Maria Neves, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV) à saída de uma breve audiência com o Papa, disse que Bento XVI aceitou o convite "com muito gosto, porque, também para a Santa Sé, Cabo Verde é um país que está na base da expansão e do desenvolvimento do Cristianismo na costa ocidental e em todo o continente africano e por ter tido a primeira diocese criada em África
(na Ribeira Grande de Santiago na Cidade Velha)".

O chefe do Governo cabo-verdiano, que não revelou a data da deslocação do líder da Igreja Católica a Cabo Verde, salientou que Bento XVI destacou também o papel do arquipélago na implantação do Cristianismo e se mostrou "muito satisfeito" com as negociações entre a Santa Sé e Cabo Verde que tem como objectivo a assinatura de uma Concordata entre os dois Estados.

Considerou que, ser recebido por Bento XVI, foi "um momento gratificante para a projecção de Cabo Verde".

"O Santo Padre felicitou Cabo Verde pelos seus ganhos, por ser um país de desenvolvimento médio, por estar na linha da frente do cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e, sobretudo, por estar a ter mais liberdade e mais justiça social", acrescentou.

José Maria Neves revelou que durante a audiência de cerca de 15 minutos falou com o Papa sobre Cabo Verde e o seu desenvolvimento, sobre a situação em África e o combate à pobreza, bem como sobre as políticas de solidariedade social e a dignidade da pessoa humana no continente africano.

Num comunicado, a Santa Sé indica que "ao longo dos cordiais colóquios saudou-se as boas relações bilaterais, bem como a contribuição que a Igreja oferece ao bem de toda a nação- arquipélago".

O comunicado revela que as duas partes decidiram "criar uma comissão bilateral de trabalho para iniciar o desenvolvimento de um Acordo-quadro (Concordata) entre a Santa Sé e Cabo Verde".

José Maria Neves, que está na Itália desde o fim-de-semana passado em visita de trabalho, teve segunda-feira uma audiência no Vaticano com o secretário de Estado da Santa Sé, Tarciso Bertoni, tendo na altura ficado definida a criação de uma comissão paritária para preparar o texto da Concordata a assinar entre os dois Estados.

O documento regerá as relações entre a Igreja Católica e Cabo Verde, país maioritariamente católico, uma vez que até agora os dois Estados baseiam as suas relações numa Concordata rubricada entre a Santa Sé e Portugal em 1940, quando o arquipélago era uma colónia portuguesa.
Fonte: /www.portalangop.co.ao

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vaticano com novas regras sobre pedofilia



Mas, as novas regras não são obrigatórias para as investigações que estão em curso

Por: /CF | 15-07-2010 13: 08


Depois dos escândalos que têm abalado a igreja católica, o Vaticano tornou mais rigorosas as regras contra a pedofilia no seio do clero, introduzindo procedimentos expeditos para os casos mais urgentes e aumentando em dez anos o prazo para prescrição dos crimes, escreve a Lusa.

As novas normas prevêem «procedimentos expeditos para resolver os casos mais urgentes e graves, permitindo a designação de laicos para os tribunais eclesiásticos». Estes procedimentos fazem parte de um documento do Vaticano intitulado «normas sobre os crimes mais graves».

É alargado o tempo de prescrição dos crimes de dez para 20 anos após a maioridade da vítima, equiparado o abuso sexual de deficientes mentais ao de menores e introduzido o crime de pornografia infantil.

No entanto, as novas regras não incluem uma «ordem explícita» para as igrejas locais envolvidas na investigação de abuso sexual.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bento XVI cria nova diocese no Brasil

16 de junho de 2010 • 09h31
Terra
O papa Bento XVI criou uma nova diocese no Brasil, em Salgueiro, no estado de Pernambuco, e nomeou como bispo o franciscano Magnus Henriques Lopes, de 45 anos, informou hoje o Vaticano.

O Pontífice também nomeou hoje o italiano Alessandro Carmelo Ruffinoni, de 67 anos, bispo coadjutor de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

A nova diocese de Salgueiro foi criada com território desmembrado das dioceses de Petrolina e Floresta.

Com 17.931 quilômetros quadrados, a diocese conta com uma população de 439.418 habitantes, dos quais 351.534 são católicos, com 17 paróquias e 14 sacerdotes.

O primeiro bispo de Salgueiro, Magnus Henriques Lopes, nasceu em 1965 em Assú, na diocese de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte.

Entrou na ordem dos Franciscanos Capuchinhos em 1989. Estudou filosofia na Faculdade de Filosofia de Recife e teologia no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda.

É formado em psicologia pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió e em teologia moral pela Academia Pontifícia Alfonsiana de Roma.

Foi ordenado sacerdote em 1996 em sua cidade natal. Prestou serviços nos franciscanos capuchinhos do Brasil e atualmente atuava como padre e ecônomo do Convento de Santo Antônio, em Natal.

Ruffinoni, o novo bispo coadjutor de Caxias do Sul, nasceu em 1943 em Piazza Brembana, na província italiana de Bérgamo. Pertence a congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos).

Estudou na Pontifícia Universidade Urbaniana de Roma e foi ordenado sacerdote em 1970.

Enviado como missionário ao Brasil, foi diretor espiritual, reitor do seminário menor de Casca e pároco em Porto Alegre.

Em 1988 foi enviado ao Paraguai, onde foi reitor do seminário menor de Ciudad del Este, vigário da paróquia Virgem do Rosário, de Ciudad del Este e diretor do centro missionário de Ciudad del Este.

De 1998 a 2006 foi superior provincial da Província Scalabriniana "São Pedro", com sede em Porto Alegre.

Em 2006 foi nomeado bispo auxiliar do Porto Alegre, cargo que ocupa atualmente.

Também é responsável, na Conferência Nacional dos bispos Brasileiros, do pastoral para os emigrantes brasileiros no estrangeiro.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Bento XVI exorta à fidelidade dos sacerdotes na Igreja Católica


LISBOA, 12 Mai. 10 / 03:36 pm (ACI).- Ao presidir a oração das Vésperas com os sacerdotes, religiosos e consagrados na Igreja da Santíssima Trindade em Fátima, o Papa Bento XVI alentou aqueles que entregam sua vida a Cristo e à Igreja no serviço aos demais a que vivam intensamente a fidelidade, alentando-se mutuamente e também promovendo as vocações sacerdotais.

Depois de agradecer a todos os que trabalharam na organização deste encontro, o Santo Padre se dirigiu aos consagrados e sacerdotes presentes nas seguintes palavras:
“A todos vós que doastes a vida a Cristo, desejo nesta tarde exprimir o apreço e reconhecimento eclesial. Obrigado pelo vosso testemunho muitas vezes silencioso e nada fácil; obrigado pela vossa fidelidade ao Evangelho e à Igreja.”.

“Permiti abrir-vos o coração para vos dizer que a principal preocupação de todo o cristão, nomeadamente da pessoa consagrada e do ministro do Altar, há-de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor”.

Seguidamente o Papa se referiu ao Ano Sacerdotal que está prestes a terminar e fez votos para que “uma graça abundante desça sobre todos vós para viverdes a alegria da consagração e testemunhardes a fidelidade sacerdotal alicerçada na fidelidade de Cristo”.

“Isto supõe, evidentemente, uma verdadeira intimidade com Cristo na oração, pois será a experiência forte e intensa do amor do Senhor que há-de levar os sacerdotes e os consagrados a corresponderem ao seu amor de modo exclusivo e esponsal”, explicou.

Depois de ressaltar a profunda vivência do amor no Santo Cura D’Ars, o Papa mencionou quão importante atualmente é o testemunho os sacerdotes e consagrados e pediu aos presentes que considerem “a graça inaudita do vosso sacerdócio. A fidelidade à própria vocação exige coragem e confiança, mas o Senhor quer também que saibais unir as vossas forças; sede solícitos uns pelos outros, sustentando-vos fraternalmente”.

“Particular atenção vos devem merecer as situações de um certo esmorecimento dos ideais sacerdotais ou a dedicação a atividades que não concordem integralmente com o que é próprio de um ministro de Jesus Cristo. Então é hora de assumir, juntamente com o calor da fraternidade, a atitude firme do irmão que ajuda seu irmão a manter-se de pé”, exortou.

Deste modo animou a manter “dentro de vós e ao vosso redor, a inquietude por suscitar – secundando a graça do Espírito Santo – novas vocações sacerdotais entre os fiéis. A oração confiante e perseverante, o amor jubiloso à própria vocação e um dedicado trabalho de direção espiritual permitir-vos-ão discernir o carisma vocacional naqueles que são chamados por Deus”.

Dirigindo-se logo aos seminaristas, o Santo Padre disse: “o Papa encoraja-vos a serdes conscientes da grande responsabilidade que ides assumir: examinai bem as intenções e as motivações; dedicai-vos com ânimo forte e espírito generoso à vossa formação”.

A Eucaristia, continuou, “centro da vida do cristão e escola de humildade e serviço, deve ser o objeto principal do vosso amor. A adoração, a piedade e o cuidado do Santíssimo Sacramento, durante estes anos de preparação, farão com que um dia celebreis o Sacrifício do Altar com unção edificante e verdadeira”.

Bento XVI disse logo: “neste caminho de fidelidade, amados sacerdotes e diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e leigos comprometidos, guia-nos e acompanha-nos a Bem-aventurada Virgem Maria”.

“Com Ela e como Ela somos livres para ser santos; livres para ser pobres, castos e obedientes; livres para todos, porque desapegados de tudo; livres de nós mesmos para que em cada um cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos, de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado, que permanece conosco até ao fim dos séculos e a todos Se dá na Santíssima Eucaristia”, concluiu.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Papa pede que Portugal redescubra raízes cristãs

12 de maio de 2010 | 13h 19

AE-AP - Agência Estado

O papa Bento XVI lembrou o glorioso passado de Portugal como um país de aventureiros e missionários que espalhou o catolicismo ao redor do mundo ao pedir hoje uma redescoberta da herança cristã do país, um tema importante de sua mensagem a uma Europa cada vez mais secularizada.

O pontífice se reuniu com integrantes da elite cultural no segundo dia de sua visita ao país, um dia depois de fazer sua mais explícita admissão sobre a culpa de igreja no escândalo de abuso sexuais de menores por clérigos. Ainda hoje ele irá para Fátima, o ponto central da viagem, a fim de rezar no famoso santuário.

Como muitos países da Europa ocidental, Portugal tem se afastado de suas raízes católicas ao aprovar, nos últimos anos, leis que permitem o aborto e o divórcio, mesmo se um dos esposos for contrário. No início deste ano, o Parlamento aprovou uma lei que pode fazer de Portugal o sexto país da Europa a permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo. A aprovação do projeto depende da decisão do presidente.

Em discurso a artistas, cientistas e intelectuais, Bento XVI advertiu que, se os cristãos ignoram sua fé, "eles acabam perdidos no labirinto do tempo e da história, privados dos valores e grandes ambições". "Para uma sociedade amplamente criada por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pela cristandade, a tentativa de encontrar a verdade sem Jesus Cristo é dramática."

terça-feira, 11 de maio de 2010

Papa celebra missa ao ar livre para multidão em Lisboa


AFP

LISBOA, Portugal — Dezenas de milhares de pessoas aglomeraram-se, em Lisboa, na praça emblemática da capital portuguesa, Terreiro do Paço, às margens do rio Tejo, para assistir à primeira missa ao ar livre celebrada pelo papa em Portugal.

Pelo menos 70.000 pessoas participaram da cerimônia realizada pouco antes do entardecer sob um céu claro e uma temperatura primaveril, de 17 graus.

O Papa chegou no papamóvel de batina branca e gorro branco envolto de arminho, usado pelo pontífices no passado para proteger-se do vento e do frio.

Lisboa esteve praticamente paralisada, com o serviço de transporte reduzido e muitas ruas com o trânsito interrompido pela chegada do papa, o terceiro pontífice a visitar a terra lusa depois de Paulo VI e João Paulo II.

Milhares de jovens, vestidos com camisetas e bonés com a inscrição "Bento XVI", puderam assistir à missa - a maioria das escolas esteve fechada.

Também não funcionaram as repartições públicas e os juizados, pelo que a cidade viveu um dia de festividade.

O governo socialista de José Socrates não poupou esforços para o bom desenvolvimento desta "visita de Estado" e decretou feriado para o funcionalismo, para que pudesse assistir às cerimônias.

Antes do primeiro banho de multidão, o papa, na Praça do Comércio, junto ao Terreiro do Paço, onde foram instaladas telões, recebeu das mãos do prefeito da capital as chaves da cidade, e pronunciou uma primeira mensagem dirigida à comunidade católica, pedindo que renovasse a própria fé.

Ao final, o papa homenageou a imagem do Cristo Rei, que há 50 anos, da outra margem do rio Tejo, abraça a cidade de Lisboa.

O segundo dia da visita, nesta quarta-feira, terá momentos importantes, entre eles o encontro com o mundo da cultura, ao qual assistirão personalidades como o legendário cineasta Manoel de Oliveira, e representantes do mundo das letras e das artes.

À tarde, o Santo Padre se dirigirá ao santuário de Fátima, onde centenas de peregrinos de numerosas nacionalidades vão comemorar, com o pontífice, o 93º aniversário das aparições da Virgem, em 1917.

Papa evoca Centenário da República portuguesa

Económico com Lusa
11/05/10 12:00

O Papa chegou hoje a Lisboa para uma visita de quatro dias, passando ainda por Fátima e Porto.

O Papa chegou hoje a Lisboa para uma visita de quatro dias, passando ainda por Fátima e Porto.

O Papa Bento XVI evocou as comemorações do Centenário da República portuguesa no primeiro discurso que proferiu em território nacional, sublinhando a importância da colaboração entre Igreja e Estado.

"A viragem republicana, operada há cem anos, abriu na distinção entre a Igreja e o Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja", disse o Papa, ainda no aeroporto.

Bento XVI evocou as Concordatas de 1940 e 2004, afirmando que "a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida".

"De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade", disse Bento XVI.

Sem aludir a nenhuma das recentes mudanças legislativas em Portugal que têm sido contestadas pela Igreja, o Papa destacou que na intervenção pública dos católicos "não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso". Em causa está "uma questão de sentido à qual se entrega à própria liberdade", observou.

"Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do senhor Presidente e dos meus irmãos bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século da proclamação da República", disse o Papa, após agradecer o acolhimento recebido no aeroporto de Figo Maduro.

"Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do céu", acrescentou.

"Que depois, há 93 anos, o céu se abrisse precisamente sobre Portugal - como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta, para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra autoridade eclesial:'Não foi a Igreja que impôs Fátima - diria o cardeal Manuel Cerejeira, de venerada memória -, mas Fátima que se impôs à Igreja'", disse ainda Bento XVI.

Portugal espera 200 mil em primeira missa de visita do Papa

Bento 16 chega ao pais para giro de quatro dias, que promete ser marcado por grandes eventos de massa.
11 de maio de 2010 | 4h 51


O papa Bento 16 inicia nesta terça-feira uma visita de quatro dias a Portugal, com uma missa em Lisboa na qual são esperadas 200 mil pessoas.

A expectativa é de que multidões venham acompanhar a vista do pontífice, que vai até sexta-feira, no país em que mais de 90% da população são católicos.

Além da missa em Lisboa, estão sendo esperadas 300 mil pessoas para uma celebração em Fátima no dia dedicado à Nossa Senhora - 13 de Maio, quinta-feira.

Na sexta, a celebração será no centro do Porto, onde o número não deverá ser inferior a 150 mil pessoas.

A viagem papal tem como pano de fundo uma série de decisões tomadas nos últimos anos pelo governo português em contrariedade à doutrina católica.

Há dois anos, Portugal aprovou uma legislação para facilitar o divórcio.

Em 2007, um referendo descriminalizou o aborto até dez semanas de gravidez.

Neste momento, uma lei que permite o casamento homossexual necessita apenas a assinatura do Presidente da República para entrar em vigor.

Estandartes

Referências à viagem do papa estão presentes em todos os lados da capital portuguesa. Em todos os postes da Avenida da Liberdade estão estandartes de boas vindas.

O caminho que o pontífice percorrerá está pontuado de outdoors com a imagem dele acenando e sorrindo. Os jornais estão distribuindo decorações tendo como motivo o símbolo da viagem papal para serem exibidas pelos fiéis em suas janelas.

O governo decretou ponto facultativo para os funcionários públicos de Lisboa nesta terça-feira, uma medida que foi criticada por economistas que a consideram uma mensagem errada e contraproducente na atual situação de crise, com o país sob um ataque especulativo.

No entanto, o giro papal é considerado um impulso para o país sair da crise. Estima-se que sejam vendidas um milhão de camisetas oficiais da visita, além de medalhas, souvenirs e outros objetos. A previsão é que no total serão injetados 10 milhões de euros na economia.

Tête-à-tête

Nem todos concordam com os eventos de larga escala que devem marcar a visita de Bento 16 por Portugal.

Para o padre Vítor Melícias, grandes aglomerações, por exemplo, podem ser contraproducentes.

"Elas não favorecem o conteúdo da comunicação, não permitem a especificidade da mensagem", afirma.

Em vez delas, o padre indica como positivos os encontros que Bento 16 vai ter com grupos específicos durante os próximos dias.

Haverá um encontro com pessoas da área da cultura - com a presença do diretor de cinema Manoel de Oliveira -, outro com organizações da Pastoral Social e outro com os bispos de Portugal.

"Ele vai falar para grupos humanos com interesses específicos. Isso dá a possibilidade de um discurso direto para cada um desses públicos, em função dos interesses específicos deles, o que não aconteceria se fosse apenas um discurso generalista", argumenta Melícias.

O papa também se encontrará com líderes de outras comunidades religiosas em Portugal - judeus, muçulmanos, protestantes e ortodoxos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Papa: Pecado da pedofilia é a maior perseguição à Igreja

terça-feira, 11 de Maio de 2010

diáriodigital

Bento XVI defendeu hoje que a «maior perseguição à Igreja» não vem de «inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja». No avião que o transportava até Portugal, o papa falou com os jornalistas presentes sobre os casos de pedofilia que têm abalado a Igreja Católica em todo o mundo.

«A Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão», disse Bento XVI, que se referiu também à «necessidade da justiça» neste processo.

Tendo como pano de fundo a profecia sobre os sofrimentos do papa, que foi revelada na terceira parte do Segredo de Fátima, no ano 2000, Bento XVI sublinhou que os mesmos não apenas provocados por pessoas «fora» da Igreja.

«Os ataques ao papa e à Igreja não vêm só de fora, os sofrimentos da Igreja vêm do seu próprio interior, do pecado que existe na Igreja», declarou.

Diversos casos de pedofilia envolvendo membros do clero católico têm sido divulgados em vários países, tendo já levado o papa a aceitar demissões de bispos da Irlanda, Bélgica, Alemanha ou Noruega.

Bento XVI confessou o seu sofrimento perante esta situação, que surge agora de uma forma «verdadeiramente aterradora».

segunda-feira, 29 de março de 2010

Bento XVI homenageia João Paulo II por seu quinto aniversário de morte

29/03/10 - 14h41


Da France Presse


O Papa Bento XVI fez uma homenagem nesta segunda-feira, dia 29, ao seu antecessor João Paulo II, um homem de "fé forte como uma pedra", "esperança luminosa" e "caridade fervorosa", durante uma missa comemorativa do aniversário de cinco anos de morte do papa polonês.

João Paulo II morreu no dia 2 de abril de 2005, mas, em 2010, esta data coincidiu com a Sexta-feira Santa, por isso, a celebração foi adiantada em alguns dias.

A vida de João Paulo II seguiu "sob o signo da caridade, da capacidade de fazer atos generosos, sem reservas, sem medidas, sem cálculos", disse o papa na sua homenagem.

"Aquilo que o motivava era o amor a Cristo, o qual consagrou sua vida, um amor abundante e incondicional" e esta proximidade lhe permitiu ser "companheiro de viagem do homem atual", completou Bento XVI.

"Sua progressiva fragilidade física jamais abalou sua fé forte como uma pedra, sua esperança luminosa, sua caridade fervorosa. Ele se deixou consumir por Cristo, pela Igreja, pelo mundo inteiro: ele viveu o sofrimento até o último momento por amor e com amor", afirmou.

O papa disse algumas palavras em polonês para os fiéis vindos do país natal do falecido papa.

Ele nada disse, no entanto, sobre a futura beatificação de João Paulo II, esperada pelos inúmeros fiéis, em sua maioria polonesa.

João Paulo II faleceu com 84 anos, depois de 27 anos de pontificado.

domingo, 28 de março de 2010

Papa chega perto de fiéis e tenta contornar crise no Vaticano

28/03/10 - 07h39

Bento XVI celebra Procissão de Ramos a bordo do papamóvel
Ele disse que Deus dá coragem para enfrentar 'maledicências'.
Do G1, com agências internacionais

Foto: Gregorio Borgia/AP

Bento XVI andou no 'papamóvel' cercado por seguranças (Foto: Gregorio Borgia/AP)

Milhares de pessoas participaram na praça de São Pedro do Vaticano da Procissão do Domingo de Ramos, presidida pelo papa Bento XVI e que abre os ritos litúrgicos da Semana Santa. Pela primeira vez em quase cinco anos de pontificado, Bento XVI comandou do papamóvel a procissão.

De acordo com o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, o papa optou por usar o veículo para poder ver melhor os fíeis que lotaram a praça de São Pedro neste domingo (28). A aproximação física com o público chega em um momento delicado do Vaticano, no qual os escândalos envolvendo padres pedófilos arranham a imagem da Igreja Católica.
 
No sábado (27), o  cardeal de Westminster, Vincent Nichols, saiu em defesa do papa Bento XVI. Segundo ele, "ninguém fez tanto contra os abusos sexuais contra menores por parte dos sacerdotes do que o papa Bento XVI". Já o cardeal vigário para o estado da Cidade do Vaticano, Angelo Comastri, pediu que os fiéis dediquem todas as suas preces e o rosário a Bento XVI "neste momento difícil", em referência as acusações feitas por vários meios de comunicação de que o papa supostamente ocultou casos de pedofilia.

Oliveiras centenárias trazidos da região italiana de Apúlia (sul), galhos de oliveiras procedentes da residência papal de Castel Gandolfo, ao sul de Roma, e palmas procedentes de Elche (Espanha) e Sanremo (Itália) enfeitaram a praça, onde o pontífice entrou no meio dos aplausos dos presentes.

Bento XVI, revestido com enfeites vermelhos e levando o cajado, presidiu a procissão, que saiu dos palácios pontifícios e se dirigiu rumo ao obelisco de Sisto V, instalado no centro da praça vaticana.

Na jornada na qual a Igreja lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o papa chegou ao recinto vaticano no meio do cântico Hosana. Diante do obelisco, adornado com flores vermelhas e verdes, o papa abençoou as palmas e os galhos de oliveira, símbolos da paz.

Foto: Gregorio Borgia/AP

O Papa Bento XVI chegou bem próximo dos fiéis neste domingo de Ramos (Foto: Gregorio Borgia/AP)

Depois leu o Evangelho de Lucas que narra a entrada de Jesus na Cidade Santa. Após a procissão, Bento XVI se dirigiu para o altar maior levantado no átrio da praça vaticana para rezar a missa.

O papa afirmou que o homem pode escolher entre seguir Jesus e se afundar na mentira e na indecência.

"Jesus nos conduz para o que é grande, puro. Nos leva para o ar salubre das alturas, para a coragem que não deixa que nos amedrontemos com as maledicências de opiniões dominantes, para a paciência que suporta e sustenta o outro", disse aos fiéis.

Bento XVI pediu a paz para a Terra Santa, para que o lugar onde Cristo nasceu, viveu, morreu e ressuscitou seja "verdadeiramente um local de paz", e exortou os cristãos a permanecerem nessa terra.

* Com informações da Efe e France Presse

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vaticano encobriu padre pedófilo americano


Jornal de noticias

Cardeais católicos, entre os quais o futuro Papa Bento XVI, acolheram um padre que molestou mais de 200 rapazes surdos, apesar das repetidas advertências dos bispos norte-americanos.

Os ficheiros eclesiásticos agora tornados públicos devido a uma acção judicial contêm uma carta escrita pelo padre Lawrence C. Murphy, acusado de pedofilia, ao cardeal Joseph Ratzinger, em 1996, quando este presidia à Congregação para a Doutrina da Fé, antes de se tornar no Papa Bento XVI.

"Quero simplesmente viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio", escreveu o reverendo Murphy ao cardeal Ratzinger. "Peço a sua ajuda neste assunto", acrescentou. Entre os documentos do processo, a que o "The New York Time" teve acesso, não consta qualquer resposta de Joseph Ratzinger. O padre Lawrence C. Murphy morreu dois anos mais tarde, em 1998, ainda como padre, acrescenta o jornal.

O caso de Wisconsin envolve um padre americano, o reverendo Lawrence C. Murphy, que trabalhou numa conceituada escola para crianças surdas, entre 1950 e 1974. Este será apenas um dos milhares de casos que os bispos fizeram chegar ao Vaticano e à Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo cardeal Ratzinger de 1981 a 2005, escreve o "The New York Times". Este organismo é o responsável por decidir se as acusações seguem para julgamento canónico ou se os padres devem ser despadrados.

Os documentos do Wisconsin mostram, ainda, que três arcebispos do Estado sabiam que Lawrence Murphy abusava de crianças mas essa situação nunca foi comunicada às autoridades civis.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse ao “New York Times” que este novo caso é "trágico", considerando que o reverendo Murphy abusava de crianças "particularmente vulneráveis", sublinhando a notificação tardia ao Vaticano e que inquéritos preliminares a este assunto foram afastados.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Carta do Papa aos católicos irlandeses será publicada no sábado

www.oreporter.com
Por Redação

CIDADE DO VATICANO, 18 MAR (ANSA) - O papa Bento XVI publicará no próximo sábado a já anunciada carta pastoral aos católicos irlandeses sobre os casos de pedofilia que envolvem religiosos do país, segundo confirmação da sala de imprensa do Vaticano.

Ontem, o Pontífice havia declarado que a missiva já está pronta e seria firmada por ele amanhã, durante a solenidade pelo dia de São José -- guardião da Sagrada Família e patrono da Igreja universal.

Um dia depois da assinatura, a Carta Pastoral do Santo Padre aos Católicos da Irlanda será difundida em inglês e italiano.

Citada pela primeira vez em 11 de dezembro, em um dos encontros mantidos com os chefes da Igreja do país europeu no Vaticano, o texto versará sobre os casos de pedofilia vindos à tona com a divulgação do relatório da Comissão Murphy, elaborado pela juíza Yvonne Murphy.

O documento, que possui mais de 700 páginas, contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais encobriram agressões cometidas por padres e freiras de instituições católicas irlandesas entre 1930 e 1990. Os casos teriam ocorrido na arquidiocese de Dublin, uma das maiores da Europa.

Na época, ao tomar conhecimento da denúncia, o Papa se disse "chocado e angustiado" e condenou qualquer tipo de abuso contra crianças. Depois disso, diversos bispos apontados pelo relatório renunciaram a seus cargos.

Esperada inicialmente para o início da Quaresma, em meados de fevereiro, a carta chega em um momento em que as denúncias de abuso sexual se estendem também à Igreja Católica da Holanda, Áustria, Suíça e sobretudo Alemanha -- terra natal de Bento XVI.

Apesar de serem ditas aos fieis irlandeses, as palavras do Pontífice serão dirigidas a todas as comunidades que enfrentam suspeitas de pedofilia, ou pelo menos às europeias.

De acordo com a sala de imprensa do Vaticano, o texto deverá conter não somente direções e considerações religiosas, mas "indicações práticas" precisas sobre como identificar e sanar o problema, eliminando-o do futuro da Igreja Católica.