Mostrando postagens com marcador pedofilia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pedofilia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arquidiocese de Cuiabá suspende frei suspeito de pedofilia em MT

02/02/2011 09h43

Religioso foi preso ao deixar motel com adolescente, em Várzea Grande.
Frei foi destituído da função de pároco em Cuiabá, diz arquidiocese.

Do G1, em São Paulo

Mapa mostra localização de Várzea Grande (MT)Mapa mostra localização de Várzea Grande (MT)
(Foto: Arte/G1)

Em nota oficial divulgada na terça-feira (1º), a Arquidiocese de Cuiabá afirmou ter suspendido a atuação do frei suspeito de pedofilia. O religioso foi preso na segunda-feira (31), em Várzea Grande (MT), quando deixava um motel acompanhado de uma adolescente de 16 anos. Ele era pároco de duas paróquias em Cuiabá.

“Manifestamos nossa consternação e repulsa pelo fato ocorrido com uma jovem de 16 anos. No tocante à Arquidiocese de Cuiabá, já notificamos de imediato ao interessado a suspensão do exercício do ministério sacerdotal e a destituição de pároco das paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe”, diz a nota, assinada pelo arcebispo Dom Milton Santos.

Ainda segundo a Arquidiocese, os demais encaminhamentos serão conduzidos pelos Superiores da Ordem/Congregação à qual pertence o frei.

De acordo com a delegada Juliana Palhares, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande, o religioso começou a ser investigado após uma denúncia.

"Nós recebemos uma denúncia, no ano passado, de que ele teria um relacionamento com essa adolescente. Começamos a investigação e em janeiro tivemos a confirmação. Ele frequentava motéis com a menor e usava o carro da paróquia para ir aos locais com ela”, disse ao G1.

O frei, ainda segundo Juliana, tinha um relacionamento próximo com a família da adolescente.


Recomende para um amigo clicando aqui...               

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Padre acusado de pedofilia e afastado da Igreja reza missas no interior de Alagoas

23/12/2010 05:48


Benedikt foi denunciado pelo MPF


Padre acusado de pedofilia e afastado da Igreja reza missas no interior de Alagoas

O Cada Minuto e o Conselho Tutelar de Coruripe receberam denúncias de que crianças e adolescentes podem estar sendo vítimas de pedofilia, no povoado Lagoa do Pau, município de Coruripe.

O mais impressionante é que o principal suspeito se trata de um padre que já foi acusado do mesmo crime pelo Ministério Público Federal, o alemão, Benedikt Lennartz, 41 anos, conhecido por “Bené” que respondia pela paróquia de Craíbas.

O que pode ser ainda mais grave é que de acordo com a Cúria da diocese de Penedo, o padre não pode celebrar missas e Benedikt foi o sacerdote que celebrou a missa do último final de semana, no povoado Lagoa do Pau, desrespeitando as ordens da igreja Católica

Resultado da operação Turko, deflagrada em maio de 2009 pela Polícia Federal, as investigações na residência do padre revelaram a existência de um disco rígido de computador contendo 1,3 mil fotos com cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo adolescentes.

Também foram encontrados indícios de navegação em pelo menos 10 sites de conteúdo pornográfico infantil. A perícia demonstrou ainda que Benedikt Lennartz tinha uma conta em um dos sites e que o pagamento para o acesso ao mesmo fora feito pela própria rede.

Pelo crime, o padre pode cumprir pena de reclusão de até 4 anos, além de pagar multa, como prevê o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente.

"Considerando que a aquisição do material pornográfico pelo réu foi feita pela rede mundial de computadores, o qual acessou diversos sítios estrangeiros com tal conteúdo e manteve as imagens obtidas armazenadas em seu HD, consoante prova presente nos autos, clara está a internacionalidade da conduta delituosa", afirma a denúncia do Procurador da República Samir Cabus Nachef Junior.

Rede social- A Polícia Federal chegou ao padre a partir de uma denúncia acerca da publicação de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes em uma página do Orkut. A partir daí, a PF rastreou o usuário do perfil - um adolescente de 14 anos que usava o e-mail "queroummoleke_ativo@hotmail.com" -e realizou buscas na residência dele e no local de onde acessava a internet: a casa onde mora o pároco Benedikt Lennartz. As imagens foram encontradas apenas na casa do padre.

O padre não teve o processo julgado pela justiça por isso continua em liberdade. O Conselho Tutelar da cidade foi informado e deve ir ao povoado para comprovar a denuncia de mais abusos sexuais. Pelo primeiro crime o padre Benedikt deve cumprir penas de reclusão de até quatro anos, e multa de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Uma funcionaria da paróquia de Coruripe, confirmou que o padre reza missas no povoado. “Não tenho o telefone dele, para você falar com ele [Benedikt] tem que ir até o povoado”, falou Anna Lúcia.

A reportagem entrou em contato com o bispo Dom Valério Breda para saber como anda as investigações contra o padre que está celebrando missas, mesmo suspenso de ordem eclesiástica. Breda, não estava na diocese.

O padre Antônio Lopes Fonseca, responsável pela paróquia de Coruripe informou que o Benedikt Lennartz, nunca esteve autorizado em celebrar missas no povoado. Disse também que Lennartz está morando na Casas das Irmãs que fica na Logoa do Pau.

“Quem celebrou a missa no povoado às 6h30 foi eu. A população está de prova que o padre Bené, nunca celebrou uma minha em público”, disse padre Antônio.
cadaminuto.com.br
por Wadson Correia


Recomende para um amigo clicando aqui...               

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Papa pede desculpas às vítimas de pedofilia

publicado em 11/06/2010 às 07h17:

Esta é a primeira vez que Bento 16 pede perdão publicamente por casos de abusos
 R7
Giuseppe Giglia/EFE 
Foto por Giuseppe Giglia/EFE
O papa Bento 16 pediu desculpas publicamente nesta sexta-feira (11) por casos de pedofilia envolvendo padres da Igreja Católica em todo o mundo
O papa Bento 16 pediu nesta sexta-feira (11) perdão público a Deus e às vítimas de padres pedófilos, durante sermão na praça de São Pedro, no Vaticano. O líder máximo da Igreja Católica também disse que a instituição vai combater o problema e lutar para que padres pedófilos não voltem a cometer abusos.
- [Farei] tudo o que for possível para que abusos semelhantes não voltem a acontecer jamais.
O pedido de perdão foi feito diante de mais de 15 mil sacerdotes de todo o mundo, que compareceram ao encerramento do chamado Ano Sacerdotal, no Vaticano.
O papa afirmou, ainda, que os escândalos de pedofilia envolvendo padres católicos são um "chamado para a purificação da igreja".
Bento 16 também disse que a Igreja Católica vai trabalhar para garantir que os novos padres tenham real vocação para o sacerdócio.
O papa afirmou que a "a autenticidade da vocação" será examinada exaustivamente durante o processo de admissão ao ministério religioso e na formação dos futuros sacerdotes.

Esta é a primeira vez que Bento 16 fala de maneira tão pública sobre os casos de abusos de crianças por religiosos católicos. O escândalo de pedofilia ganhou força em 2010, com novas denúncias contra padres em todo o mundo, especialmente na Irlanda, nos Estados Unidos e na Alemanha.
O próprio papa chegou a ser acusado de negligência por não ter afastado sacerdotes pedófilos quando ainda era arcebispo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Secretário de Estado do Vaticano relaciona pedofilia à homossexualidade

Cardeal disse a uma rádio do Chile que este é 'o verdadeiro problema' dos casos de abuso
13 de abril de 2010 | 8h 54

Agência Estado e Associated Press

SANTIAGO - O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, disse na segunda-feira, 12, no Chile, que os múltiplos casos de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica estão vinculados à homossexualidade, e não ao celibato sacerdotal. No Chile, um dos casos mais famosos de pedofilia envolvia um sacerdote que mantinha relações sexuais com meninas adolescentes.

"Demonstraram muitos psicólogos, muitos psiquiatras, que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos demonstraram - e disseram isso recentemente - que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia", afirmou Bertone. "Isso é verdade, este é o problema", disse, em declarações transmitidas pela Rádio Cooperativa.

Em visita ao país sul-americano, Bertone abriu a Assembleia Plenária da Conferência Episcopal chilena. O religioso reiterou que a Igreja Católica nunca impediu investigações de pedofilia envolvendo padres e bispos.

Reações

A fala de Bertone levou a reações fortes por parte dos defensores dos direitos dos homossexuais no Chile. "Nem Bertone nem o Vaticano têm a autoridade moral" para oferecer lições de sexualidade, afirmou Rolando Jiménez, presidente do Movimento para a Integração e Liberação Homossexual no Chile.

Jiménez também notou que não há um estudo bem elaborado respaldando as declarações do cardeal. "É uma estratégia perversa do Vaticano para fugir de sua própria responsabilidade", afirmou ele.

Pelo menos um dos pedófilos mais famosos da Igreja Católica do Chile atacava meninas - uma das jovens ficou grávida. O arcebispo de Santiago recebeu muitas queixas sobre o sacerdote José Andrés Aguirre por parte de famílias preocupadas com suas filhas. Apesar disso, o sacerdote, conhecido por seus paroquianos como o padre Tato, manteve contato com um grupo de meninas católicas da cidade.

Depois, por causa das acusações, Aguirre foi enviado em duas ocasiões para fora do Chile, e acabou condenado a 12 anos de prisão por abusar de dez jovens. Uma delas, identificada como Paula, disse que começou a ter relações sexuais com o sacerdote aos 16 anos e continuou até os 20 anos.

Paula disse ao jornal chileno La Nación ter pensado que não havia problemas em fazer sexo com ele, porque quando relatou o caso a outros sacerdotes, na confissão, eles disseram para ela orar e que isso era tudo. A jovem afirmou que eles sabiam e alguns supunham que se tratava do padre Tato, mas nenhum a ajudou.

Renúncia

Um desses sacerdotes procurados por Paula foi o arcebispo Francisco José Cox, também envolvido em acusações de pedofilia. Arcebispo da cidade de La Serena, 470 quilômetros ao norte de Santiago, Cox foi obrigado a renunciar em 1997. Foi transferido para Santiago, depois para Roma, em seguida para a Colômbia e agora está recluso na Alemanha.

Em 2002, o cardeal arcebispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, confirmou que Cox foi transferido por "condutas impróprias" com menores.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vaticano divulga guia de conduta sobre abusos de padres

12 de abril de 2010 | 11h 19
AE - Agência Estado

O Vaticano publicou hoje um guia com normas da Santa Sé sobre como se deve lidar com casos de abuso sexual. O material é uma tentativa de rebater as críticas sobre a resposta do papa Bento XVI à crise na Igreja Católica, após o surgimento de vários casos de abusos cometidos por religiosos em diversos países.

O guia foi divulgado hoje no site do Vaticano. O texto afirma que os bispos locais devem investigar "toda alegação de abuso sexual de um menor por um clérigo". Além disso, o bispo deve informar sobre as alegações que tiverem "uma aparência de verdade" à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano.

O documento é baseado em uma revisão das leis do Vaticano sobre abusos sexuais, realizada em 2001 sob o comando do então cardeal Joseph Ratzinger, na época chefe da Congregação para a Doutrina da Fé e hoje, papa.

Ao longo do mês passado, os críticos acusaram o Vaticano de conduzir de modo vagaroso e ineficaz as investigações sobre supostos abusos sexuais cometidos por padres. Em alguns casos, a Santa Sé levou anos para afastar padres pedófilos, em meio a apelações internas da Igreja, segundo documentos internos. Funcionários do Vaticano, porém, afirmam que a revisão de 2001 ajudou a apressar esses processos.

Durante o estágio preliminar da investigação, os bispos podem impor "medidas de precaução" para salvaguardar suas dioceses, segundo o guia. O texto nota que os bispos podem restringir "as atividades de qualquer padre em suas dioceses".

O Vaticano lembra ainda que os bispos devem "sempre" seguir as leis civis, informando as autoridades responsáveis sobre abusos sexuais. Caso um padre confesse ter cometido abusos sexuais, ele pode ser afastado de suas funções públicas e "viver uma vida de oração e penitência".


Irrelevante

O guia não deve reduzir o descontentamento de algumas vítimas, segundo as quais o Vaticano não age como deveria diante desses casos. Algumas vítimas pedem que o Vaticano aja duramente contra bispos e cardeais que não informaram as autoridades civis sobre abusos sexuais.

"As políticas da Igreja, estejam na internet ou não, são em grande parte irrelevantes. Os bispos respondem a praticamente nenhuma delas e podem facilmente ignorá-las", afirmou Barbara Blaine, integrante da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres. "Nós temos que enfocar o comportamento, não as políticas, e as ações, não as palavras." As informações são da Dow Jones.

domingo, 11 de abril de 2010

Carta mostraria que Bento 16 resistiu a afastar padre acusado de abuso

11/4/2010 07:18:16

Jornalfeirahoje

Uma agência de notícias divulgou nesta sexta-feira uma carta, datada de 1985, supostamente assinada pelo papa Bento 16 que envolve o pontífice em mais um caso de abuso sexual cometido por padres católicos contra crianças.

O papa já tem se encontrado com vítimas de abusos.

A agência de notícias Associated Press afirmou que teve acesso à carta, assinada pelo então cardeal Joseph Ratzinger, posto ocupado por Bento 16 antes de ser papa. Na missiva, ele resiste à ideia de destituir das funções sacerdotais o padre americano Stephen Kiesle, acusado de abuso sexual.
A AP afirmou que o Vaticano confirmou a assinatura do cardeal na carta.

Segundo a agência, o então cardeal Ratzinger afirmou na carta que o "bem da Igreja universal" precisava ser levado em conta em um ato como a destituição das funções sacerdotais.

No entanto, a agência informou que o porta-voz da Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse que "não é estranho que existam documentos com a assinatura do cardeal Ratzinger".

"A assessoria de imprensa não acredita que seja necessário responder a cada um dos documentos tirados de contexto, referentes a situações legais particulares", afirmou.

A Igreja Católica vem sendo abalada por várias acusações de abuso vindas de diversos países europeus. As acusações são referentes a casos ocorridos há décadas na Alemanha (país natal do papa), Irlanda, Suíça, Holanda e Áustria.

Três anos

Segundo a AP o padre Kiesle foi sentenciado a três anos de liberdade condicional em 1978 por conduta indecente com dois meninos em San Francisco.

A AP informou que a diocese de Oakland recomendou a retirada de Kiesle em 1981 mas ele não deixou de ser sacerdote até o ano de 1987.

O cardeal Ratzinger assumiu a Congregação para a Doutrina da Fé, que lida com os casos de abuso sexual, em 1981.

A AP afirma que a carta, escrita em latim, mostra o cardeal Ratzinger afirmando que a destituição de Kiesle teria um "significado grave" e precisaria de uma análise cuidadosa.

Ratzinger ainda recomendaria na carta "o máximo de cuidado paternal possível" para Kiesle.

Kiesle foi sentenciado a seis anos de prisão em 2004 depois de admitir ter molestado uma menina em 1995. Ele atualmente tem 63 anos e está registrado na lista de criminosos da Califórnia.

Encontro com vítimas

O papa já tem se encontrado com vítimas de abusos

AInda nesta sexta-feira, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que o papa Bento 16 deseja se encontrar com vítimas de abusos sexuais cometidos por padres católicos.

Em uma entrevista à rádio do Vaticano, Lombardi afirmou que muitas vítimas estariam buscando ajuda moral, e não financeira.

"O papa escreveu para dizer que está disponível para novos encontros" com as vítimas, disse ele.

"Além da atenção que devemos dar às vítimas, precisamos buscar uma cooperação com as autoridades penais e judiciais relevantes, de acordo com as leis de cada país."

"A transparência e o rigor se impõem como necessidades urgentes", finalizou.

O papa Bento 16 já encontrou vítimas de abusos tanto no Vaticano como durante visitas aos Estados Unidos e à Austrália.

Em março, Bento 16 escreveu uma carta aos irlandeses pedindo perdão pelos abusos e dizendo que “erros sérios” foram cometidos por bispos.

Mas o Vaticano também tem tentado minimizar a crise, acusando a imprensa de exagerar o problema.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Vaticano encobriu padre pedófilo americano


Jornal de noticias

Cardeais católicos, entre os quais o futuro Papa Bento XVI, acolheram um padre que molestou mais de 200 rapazes surdos, apesar das repetidas advertências dos bispos norte-americanos.

Os ficheiros eclesiásticos agora tornados públicos devido a uma acção judicial contêm uma carta escrita pelo padre Lawrence C. Murphy, acusado de pedofilia, ao cardeal Joseph Ratzinger, em 1996, quando este presidia à Congregação para a Doutrina da Fé, antes de se tornar no Papa Bento XVI.

"Quero simplesmente viver o tempo que me resta na dignidade do meu sacerdócio", escreveu o reverendo Murphy ao cardeal Ratzinger. "Peço a sua ajuda neste assunto", acrescentou. Entre os documentos do processo, a que o "The New York Time" teve acesso, não consta qualquer resposta de Joseph Ratzinger. O padre Lawrence C. Murphy morreu dois anos mais tarde, em 1998, ainda como padre, acrescenta o jornal.

O caso de Wisconsin envolve um padre americano, o reverendo Lawrence C. Murphy, que trabalhou numa conceituada escola para crianças surdas, entre 1950 e 1974. Este será apenas um dos milhares de casos que os bispos fizeram chegar ao Vaticano e à Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo cardeal Ratzinger de 1981 a 2005, escreve o "The New York Times". Este organismo é o responsável por decidir se as acusações seguem para julgamento canónico ou se os padres devem ser despadrados.

Os documentos do Wisconsin mostram, ainda, que três arcebispos do Estado sabiam que Lawrence Murphy abusava de crianças mas essa situação nunca foi comunicada às autoridades civis.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse ao “New York Times” que este novo caso é "trágico", considerando que o reverendo Murphy abusava de crianças "particularmente vulneráveis", sublinhando a notificação tardia ao Vaticano e que inquéritos preliminares a este assunto foram afastados.

sábado, 20 de março de 2010

Em carta a católicos irlandeses, papa pede perdão por abusos sexuais

20/03/10 - 09h11

‘Abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos.’
Bento XVI ordenou ‘visita pastoral’ a dioceses e seminários na Irlanda.
Do G1, com agências internacionais

Foto: Andreas Solaro / AFP 17-03-2010

Papa Bento XVI ouve seu secretário particular Georg Gaenswein durante a audiência semanal na Praça de São Pedro (Foto: Andreas Solaro / AFP 17-03-2010)

O papa Bento XVI afirma em carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda que os bispos daquele país cometeram “graves erros de julgamento” no que diz respeito a casos de abuso sexual cometidos por religiosos e pediu ação decisiva, honestidade e transparência.

  • Aspas Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram"
O pontífice pediu perdão às vítimas e anunciou uma investigação formal das dioceses e seminários envolvidos em escândalos sexuais. Nas últimas semanas, o Vaticano tem sido obrigado a lidar com uma série de acusações não só na Irlanda, mas também na Alemanha, Áustria e Holanda.

“Vocês sofreram gravemente e eu verdadeiramente sinto muito... Eu abertamente expresso a vergonha e o remorso que todos nós sentimos”, afirma o papa na carta pastoral. “Eu só posso compartilhar a consternação e o sentimento de traição que tantos entre vocês vivenciaram ao tomar conhecimento desses atos pecaminosos e criminosos e da forma como as autoridades eclesiásticas na Irlanda lidaram com eles”, declarou Bento XVI.

Ele anunciou uma “visita apostólica” de algumas dioceses, seminários e ordens religiosas no país, mas não respondeu à pressão para que os bispos envolvidos sejam afastados.

Visitas apostólicas são espécies de inquéritos em que inspetores encontram-se com bispos, diretores de seminários e conventos e responsáveis por paróquias para revisar a forma como certos assuntos foram conduzidos no passado. O resultado são sugestões de mudança de conduta ou até mesmo ações disciplinares.

Foto: Alessandro Bianchi / Reuters

Carta pastoral enviada aos católicos da Irlanda (Foto: Alessandro Bianchi / Reuters)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Bispos portugueses vão debater questão da pedofilia na Conferência Episcopal

RTP
A Conferência Episcopal Portuguesa garante que não tem conhecimento oficial de qualquer caso de pedofilia envolvendo padres portugueses. O porta-voz Manuel Morujão garantiu que vão ser seguidas as recomendações do Papa, a propósito dos alegados casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero. A reacção surgiu, depois das notícias vindas a público sobre a existência de padres indiciados pelo Ministério Público.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cardeal irlandês pede perdão por esconder abusos contra menores

17/03 - 10:03 - iG São Paulo

O primaz da Igreja Católica irlandesa, o cardeal Sean Brady, pediu perdão nesta quarta-feira por ter escondido os abusos contra menores cometidos por um padre pedófilo nos anos 1970.


Familiares das vítimas exigiram o afastamento de Brady de suas funções desde que a Igreja Católica da Irlanda admitiu que este havia participado de duas reuniões em 1975 em que duas supostas vítimas de abusos sexuais prometeram manter silêncio sobre o caso.

"Quero dizer a todos os que sofreram por meus erros que peço desculpas com todo o meu coração", disse o cardeal Brady na homilia que pronunciou na catedral de Armagh (Irlanda do Norte) no Dia de São Patrício, santo padroeiro da Irlanda.

"Também queria pedir desculpas a todos os que se sentem abandonados por mim. Olhando para trás, estou envergonhado de nem sempre ter defendido os valores que prego e nos quais acredito", acrescentou, segundo um comunicado da Igreja Católica irlandesa divulgado em Dublin.

O primaz da Irlanda afirmou na segunda-feira que só renunciaria se o papa Bento 16 pedisse. Segundo a Igreja Católica, o hoje cardeal Brady participou das duas reuniões de 1975 quando era padre. Nessas reuniões, duas supostas vítimas "assinaram compromissos prometendo respeitar a confidencialidade das informações", confirmou a Igreja.

As autoridades eclesiásticas investigavam então o padre Brendan Smyth, considerado responsável por abusos sexuais cometidos contra centenas de crianças durante quatro décadas e que morreu na prisão após a sua detenção nos anos 90.

Em Roma, o Papa se declarou nesta quarta-feira "profundamente preocupado" com o escândalo de abusos sexuais cometidos por sacerdotes contra centenas de crianças e adolescentes durante décadas, que foram ocultados pela hierarquia eclesiástica na Irlanda, e anunciou que na sexta-feira "assinará" uma carta aos fiéis irlandeses.

Com AFP e EFE