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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Psicografia do político Eduardo Campos, ex Candidato a Presidente do BRASIL, morto em ACIDENTE DE AVIÃO ! Você acha que a mensagem é dele ?

É com profundo pesar e preocupação, embora a esperança que ainda acalenta-me, de certa forma, pela nova visão que adquiri neste plano de vida, que venho, hoje, expressar a indignação que abate a nós todos que passamos pela experiência de humanidade na área política da nação brasileira.

Não quero deixar para o final desta mensagem enviar o meu coração inteiro de amor e saudade à minha digna família, tão valorosa e nobre, que eu mesmo me comovi diante de suas provas de fortaleza espiritual, desde os primeiros momentos da minha passagem, após o choque havido pelo que lhes era inesperado...e, sem dúvida, terrível, para tão responsável companheira e dedicada mãe e esposa, e tão sensíveis e puros filhos, que tive a honra de conceber como pai. A esses mais caros seres que tive no planeta, e que podem chegar a ler esta mensagem, deixo o meu preito de gratidão por toda a felicidade que, afortunadamente, tive na convivência com vocês, como prêmio, sem merecer, talvez, de Deus...este ser incógnito de quem cada vez mais me aproximo, diante de tudo o que venho sabendo aqui, nessa outra vida, da qual eu não tinha a certeza de que existia e dela ainda viesse a falar com meus conterrâneos de Pátria, nessa minha mais recente encarnação.

Pelo oportuno alvitre de estar aqui, enfim, comunicando-me através da mensageira que, antes mesmo que houvesse se concretizado o meu assassinato, já me ouvia em entrevista na mídia, na noite anterior, e que, perplexa, soube pelos seus instrutores que este que todos conhecem por Eduardo Campos, viria a desencarnar.... agradeço, emocionado, a sua disponibilidade solidária de hoje.

Não sabia ela, porém, que tal desenlace, de meu espírito do corpo, daria-se na manhã seguinte, sendo que, pela imediata sintonia com meu espírito, dada a surpresa de ver acontecer o que soube na noite anterior, logo ao verificar noticiário, estabeleceu-se um elo de participação espiritual decisiva com o que somente hoje, após tantas vezes que lhe havia pedido para que redigisse minha voz lhe falando, concretiza-se.

Soube tudo quanto ocorreu nos bastidores de minha morte urdida, fato que não poderei detalhar nesta mensagem, a pedido dos espíritos que aqui me trouxeram, por várias vezes, e da própria médium, que não deseja estar envolvida com denúncia espiritual.

Passei largo tempo me corroendo de inconformação, de contrariedade mórbida, de uma raiva atroz, pois que não compreendia o porquê de tal inescrupulosa indigência moral do falso amigo de papos abertos, de nossa área de trabalho em comum, no cenário da política brasileira.

Após o impacto inicial, após ter sido rapidamente socorrido por membros de minha família portuguesa antiga, e também por Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e outros estuantes nomes de personalidades de escol, além de médicos espirituais, ainda na época das eleições pude visitar esta médium e relatar aos seus ouvidos uma saga antiga que os orientadores espirituais haviam me esclarecido, sobre o porquê da trágica conspiração para que fosse ceifada a minha possível eleição.

Contei-lhe sobre a inveja que era a marca daquele que me tiraria a vida, ainda nesse novo tempo em que nos fora permitida a reconciliação.

Estupefata, não quis até hoje, cogitar de comentar com ninguém o que ela tentou retirar de sua mente...mas que ainda hoje a faz ter repugnância de quem se faz de bom homem no palco do teatral convívio parlamentar, nos antros escuros e fétidos do Congresso Nacional.

Não tem provas...e nada pode fazer....Ninguém creria nela...
Esquece-se do que viu e ouviu de mim.... mas eu não... do que passei e senti.

Contudo, não é sobre isso o motivo de estar aqui, fazendo colidir uma montanha de indignação, que ainda tenho, com a placidez e suavidade dessa alma forte e aguerrida que usa sua mão para grafar o que lhe inspiro.

Após ter passado alguns períodos em sessões terapêuticas pós-traumáticas..(*não do corpo astral...que recuperou-se logo, dada a minha condição evolutiva, segundo me informaram espíritos de alto escalão aqui na Metrópole do Grande Coração, onde fico maior parte do tempo ) .....quando psicólogos de grande sabedoria mostravam-me os meandros e causas anteriores das situações de vida das criaturas humanas, para estarem nessa ou naquela condição de vida, evidenciaram que foi de grande valia, para futuros dirigentes da nação brasileira, a minha trágica passagem. Foi isso que me fez ir recobrando, paulatinamente, a paz interior que dantes nutria, nos meios terrenos, pela honestidade de minhas ações em tudo o que me fora dado como competências a serem administradas.

Como foi importante saber que existe um labirinto de experiências no mundo carnal, onde as portas só aparecem abertas quando e como convém aos sábios planejamentos divinos, apesar de todos os disparates que fazem parte dessa engendragem evolutiva, que permite que se aproveitem as capacidades de maldade dos homens para fazer reciclar-se o que é mais incipiente em mais produtivo, para o êxito de ajustes que devem ser feitos em cada alma humana, rumo a uma dita ascensão espiritual de uma coletividade social.

Aparentemente contraditório pode parecer o fato de eu ter compreendido, até um determinado ponto, ainda insatisfatório, os porquês de fatos humanos inconcebíveis....com a maneira como comecei eu esta missiva, dizendo que vinha com pesar e preocupação dirigir-me, aos que se dispuserem crer no que aqui está a acontecer, sobre o abatimento que nos causou, políticos brasileiros e internacionais desencarnados, juntos aqui no Parlamento Espiritual Planetário, em cidade acima do Planalto Central do Brasil . ( * refere-se à Metrópole do Grande Coração, de Mestre Ramatis )

Primeiramente... abatimento... por termos constatado a pobritude de espírito, se é que existe esse termo, ou então o crio agora, pois é mais do que pobreza....de algozes de uma país destinado a florescer em todos os seus rincões e em todos os seus mais subjetivos aspectos.

O labirinto divino existe sim... como aprendi, e aqui afirmei que me foi ensinado...mas o livre arbítrio humano e suas más inclinações fazem-no ser ainda mais complexo e prejudicial à evolução de todos os envolvidos nesse drama nacional.

A arbitrariedade de se mancomunar, com sordidez, em derredores interpretativos traiçoeiros de Leis ainda imperfeitas de Constituições de Nações, especialmente a do Brasil, cheia de embaraços teóricos e medidas que dão livre espaço de tempo para ações retardatárias, obstrutivas de justiça plena e depois, portanto, ineficazes... faz-nos, aqui das cadeiras legislativas da Novas Disposições Espirituais que regerão a sociedade brasileira, no Terceiro Milênio, ainda na nossa pequenez de sentimentos e emoções ( que não é mesmo comparável às luzes dos nobres seres que aqui se aglutinam ), quase desejar ''chutar o pau da barraca'' e voltar, de novo, em corpo humano, ao cenário político, para ajudarmos a esquartejar, de vez, os inimigos da nação brasileira.

Ruminavam seus planos, os quase já obituários, dentre vários que estão ou estavam na mira de gladiadores do passado, travestidos de líderes de movimentos sociais, os pérfidos traidores da Pátria na vossa contemporaneidade.

O cheiro do maquiavélico produto de mentes irresponsáveis e comprometidas diante da Lei Divina, agora, é como o de um mar podre, onde morrem os peixes pela inconsequência de seus poluidores voluntários, carrascos que se perpetuam nos poderes para dizimarem populações.

A ausência de princípios consistentes que fossem marcas de homens grandiosos, que se unissem em prol do soerguimento de uma tão promissora nação, de proporções continentais, pujante e magnânima, na sua fecunda condição de nutrir a prole nacional e até mesmo de povos refugiados, faz cair por terra, se não for Deus a tudo inspirar consertar em tempo, os sonhos dos que amam o Brasil, aí entre vossos pares, e aqui, dentre os nossos novos amigos verdadeiros, em lares hospitaleiros de espíritos que continuam se consagrando ao serviço social pelo planeta e pelos seus povos.

Regurgitaram de suas entranhas, de susto e de desgosto, os cidadãos brasileiros. Sim, pois pior que isso, haviam vomitado por sobre um povo esperançoso, o veneno dos bandidos, com suas mentes inconsequentes, que não cogitam sobre o desencadeamento de suas manobras em futuras repercussões ao seu próprio processo evolutivo.

Sim... agora falo como quem contemplou o que vem depois da morte ! Vivo o além vida ! E estou aqui, crendo ou não crendo os que, como eu, nada sabiam sobre a Vida que continua... e, portanto, que engulam o que tenho a dizer !

Os milhares que indignaram-se com a inspirada lembrança de Deus, daquela irmã cheia de luz, ainda verão a Sua Justiça !

Tentam vender a imagem da integridade os que, em verdade, são cúmplices de legiões de inimigos da terra da Vera Cruz. Mas ela se esfacelará, logo mais, num profundo abismo que haverão de conhecer os que são vândalos anônimos de baderna maior que a das ruas, pois que na surdina atearam fogo nos corações dos cidadãos brasileiros, quebrando as vidraças da transparência de seus mais acalentados desejos em prol do Brasil e de sua gente.

Da honradez que não existiu morrerão os que já são mortos em si mesmos, e encontrarão, além do mármore gelado do fatídico destino dos homens, o frialdade maior em suas consciências despidas de honestidade.

Falo não somente aos que tem conivência com acontecimentos recentes, mas a todos os que são réus diante de suas próprias almas e de diante da Justiça de Deus.

Não passarão.... não passarão... nos tribunais da eternidade, os que são tribunos da falácia...de boca cheia de vermes perniciosos que habitam seu interior, e que contaminam a alma quase ingênua do povo brasileiro... Ingênua, porque, a despeito do que pensam conceber sobre os antros da política, nada sabem, ante a lente que hoje tenho ao meu dispor para conhecer o tamanho da inescrupulosidade de meus antigos parceiros de embates políticos.

Nada se esconde do Altíssimo...e a falta de fé ou a falsa fé... essa que demonstram ao entrarem em igrejas para serem vistos como sérios combatentes em nome do povo.... haverá de os surpreender, caros e não caros verborrágicos senhores, muitos verdadeiros exemplos de probidade e retidão...convivendo com víboras, nos corredores pútridos de espaços que deveriam ser labirintos de justiça, complexos como afirmei ao iniciar esta mensagem, mas de portas morais abertas, por onde a verdade à sociedade faminta de progresso, de ordem e de paz, se proclamasse.

No anseio de que tenha conseguido expressar tudo o que me ia na garganta, desde que desengatei-me do meu querido corpo, por meio do qual podia abraçar os amores de minha vida, lanço um olhar de piedade aos meus falsos amigos, traidores que foram a mim e ao seu próprio futuro.

Que de mim possam se lembrar nos umbrais da Terra, pois ajudarei a resgatá-los da tenebrosa esfera de dor que os aguarda.

Não guardo ódio...mas sim, ainda, revolta....pois, sobre o que se afirma ser carma nos meios espíritas, a mim foi dito que nem sempre.... O libre arbítrio para matar faz parte da Lei Divina.

Muitas vezes podem ser evitados... ou permitidos... pois encontram-se os crimes como peças de um mosaico de sábias disposições divinas, como ainda estou tentando compreender, como lhes disse antes... participando, ainda, de sessões, não mais terapêuticas, mas de conhecimentos espirituais e universais.

Após certo padrão de consciência mais equilibrada, voltando ao enfoque de minha vida além túmulo, fui convidado a ocupar uma cadeira do Parlamento Espiritual Planetário, onde escrevo sobre projeto para coligações e convênios para educação de jovens do Brasil, o que já aspirava e fazia, aí, em outros moldes. O que pretendemos aqui é uma revolução na Educação, que saberão com o tempo, pelas iniciativas de novos ministros de governo, seja do atual ou de outros, que possam assimilar nossos ensinos durante as madrugadas, juntos em espírito, aqui onde atuamos, em favor dos estudantes da nossa grande e abençoada terra do Cruzeiro.

Aqui se trabalha, mas de verdade... com fins e metas muito bem estudados e perseguidos.

Aí muitos trabalham para outros enriquecerem... e, na área parlamentar, muitos enriquecem suas vidas de acertos ou de erros, sendo que caberá a cada um acertar suas contas no Placar aqui de cima.

Tentei atenuar meu discurso através dessas últimas linhas, em respeito ao coração da valente irmã, que se agitou ao sentir a minha ainda remanescente revolta com a podridão dos comparsas, que atualmente estão em efêmeras cadeiras de glórias fictícias.

O que se leva da Terra é só o que se é e o que se constrói, de fato.

Ninguém chegará num espaço ou forma de vida espiritual digna, de forma fácil como é a dos que promovem a corrupção... essa senda cruel onde se atiraram os que achincalharam a Pátria dos novos mandamentos do Cristo, e ainda zombam de todos os que estão se remoendo de desesperança, sem rumo e sem fé.

A esses, puros de coração, que tem suas formas distintas de ser, que tem fé, em suas distintas formas de falarem com Deus, aos que são ateus, mas justos, honestos, e perseverantes na honestidade, e aos que não falam a linguagem religiosa, mas são luminares pilastras do país, nos seus múltiplos âmbitos, pessoas cuja Ética admirável e responsável e exemplar condução de vida própria, como agentes de transformações sociopolíticas no país, lutam pelo Brasil, devo tentar acender, em seu interior, a chama da esperança naqueles que também trabalham aqui, numa outra dimensão de vida, em nome da Justiça e dos Planos Divinos para a Terra e, em especial, para nós, e vós, no Brasil.

Estamos juntos ! Tudo terá jeito, pois há estratégias traçadas por aqui, o plano espiritual.

Fez parte da história a malandragem do livre arbítrio constatada, mas, dentro de um painel de expectativas divinas quanto ao que é disposto ao ser humano, levará a uma nova consciência, pelo aprendizado que traz em seu bojo a toda a população e representantes do país.

Fiquei feliz por poder deixar ao Brasil as minhas impressões sobre o passageiro caos atual e sobre o que vivo e faço aqui onde estou... lindo espaço de moradia com excelsos ex-dirigentes da nação... na própria cidade astral onde se reúnem, em imenso salão parlamentar, os verdadeiros guardiães desta exuberante nação, políticos comprometidos com o Bem Estar, a Ordem e o Progresso da Pátria do Cruzeiro.

Estando nós aqui, de onde projetamos nossas ideias à médium, sendo orientados por Anjo Ismael, tutor espiritual do Brasil, concluímos dizendo que todos os brasileiros passam por uma encruzilhada dentro do labirinto de permissões divinas, mas que maioria optará pela luta sincera em favor do bem geral, de uma forma ou de outra.

Mesmo que não totalmente satisfeitos com medidas provisórias, coerentes, de certa forma, com o que é possível, no momento, que lembrem-se de que poderão ser fecundas.
Sejam legítimos os passos do atual presidente da terra de Santa Cruz! Isso esperamos.

Que toda a trilha a ser palmilhada pelo novo governante do país, seja esse ou aquele que ainda surja no panteão de possibilidades, que se desdobram em novas decisões, a cada dia, seja palmilhada com retidão e de forma visionária, honesta e frutuosa.

Que sejam os brasileiros envolvidos em clima de certeza de que não estão sozinhos... e que os mais violentos poderão ser contidos pelos trabalhadores da área de policiamento espiritual, mas que algo de mais preocupante pode lhes advir se não forem cautelosos, também, quanto aos que incitam pessoas radicais a se imporem ante o restante da população.

Abraço, afetuosamente, a irmã que me acolheu e dedico-lhe flores róseas daqui dos jardins de onde as pude colher.

Aos amados familiares, parentes, amigos de jornadas nas leiras políticas, e aos meus queridos servidores de tantas instâncias por onde pude transitar e agir, lealmente, conforme ditava a minha consciência, manifesto a minha gratidão por ter estado com todos vocês, mesmo que por tão pouco tempo. Mas o perfume das almas sinceras, que, graças a Deus, vem de maioria de todos que conheci nos grandes e sérios momentos de minha vida, ainda sinto... e dele me nutro espiritualmente, assim como ao ouvir suas preces e deferências em datas especiais. Muito obrigado por isso !

Brasil.... te quero bem. Conte comigo !

Com cordiais saudações a todos que me leram,

Eduardo Campos

por Benoni Martins
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sábado, 5 de maio de 2018

Mediunidade com saúde


Qual o motivo de muitos viverem adoentados, impossibilitados de levar uma vida normal, e o pior, ainda atrapalharem o cotidiano dos outros, principalmente de quem vive sob o mesmo teto?

Parece existir é um conjunto de fatores que levam as pessoas sentirem-se deprimidas e dai experimentarem mal estar rotineiro, sendo o principal o não seguir os conselhos do Mestre “vigiai”. Deixamos nossa mente sem a vigilância necessária, com pensamentos de amargura, orgulho, mágoa, maledicência, a se apoderarem de nós, e o psicossoma então, passa ser envolvido numa psicosfera que age como banho negativo, inibindo nossas energias salutares.

O sensitivo americano Edgar Cayse, certa ocasião disse que “somos aquilo que pensamos”, e Jesus na intenção de demonstrar a necessidade de estarmos com o pensamento elevado o maior tempo possível disse: “vigiai e orai”. Ora, se temos parâmetros para uma boa saúde, porque evitamos? Apenas orar não neutraliza o ingresso no organismo dos miasmas pairantes. É preciso também vigiar!

Por outro prisma, tem pessoas com pensamentos elevados e que praticam o bem a outrem, mas que também enfrentam mal estares, e que pela medicina são tidos como sem causa definida, sendo ministrados medicamentos que apenas combatem os sintomas, cuja medicação às vezes leva à dependência, por persistirem sintomas de insônia, angústia, depressão, dores de cabeça, palpitações, tremores, tonteiras, desmaios, visões, medos e outros.
Em verdade, muitos destes acometimentos relacionam-se com mediunidade que por ser desconhecida de muitas pessoas, passa a dar conotação de doença. Tal atividade existe desde os primórdios e está nos livros mais antigos. “Ser médium é servir de intercâmbio entre o plano carnal e o espiritual”, sendo, portanto, atributo que não está ligado à religião alguma, pois é inerente ao ser humano.

A mediunidade explicada por Chico Xavier, por exemplo, tem a finalidade de auxiliar, pois que por meio dela podemos desenvolver atividades de caridade das mais diversas, incluindo curas, interpretação de sonhos, visão do futuro e ajudar aos que partiram encontrar o caminho do esclarecimento no mundo espiritual. Mas se a pessoa que sente os sintomas não quer praticá-la, poderá estudando e se esclarecendo, experimentar melhora e voltar a ter uma atividade de vida normal, sem medicamentos, pois mediunidade não é doença. O que importa é procurar o esclarecimento para saber lidar com esta ciência, já que tudo que nos é desconhecido ou não sabemos lidar, nos causa medo, o que é normal.

Busquemos o conhecimento para que assim possamos ter uma vida com menos sofrimentos e conflitos mental.

Paz a todos.

por Nilton Moreira
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sábado, 16 de setembro de 2017

Descubra, aqui, como obter cura espiritual

A mediunidade de cura oferece ao médium a possibilidade de curar um ser doente, buscando fluidos em fontes energéticas da natureza. Mas será que doenças cármicas também podem ser curadas espiritualmente?
- Por Edvaldo Kulcheski -

A mediunidade de cura é a capacidade possuída por certos médiuns de curarem moléstias por si mesmos, provocando reacções reparadoras de tecidos e órgãos do corpo humano, inclusive as oriundas de influenciação espiritual. Assim como existem médiuns que emitem fluidos próprios para a produção de efeitos físicos concretos (ectoplasmia), temos igualmente os médiuns que emitem fluidos que operam todas as reparações acima referidas.

Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão.

A diferença entre os dois fenómenos é que no primeiro caso (ectoplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de formas ou produção de efeitos objectivos por condensação, ao passo que no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.

MÉDIUM CURADOR
Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.

O médium se coloca em contato com essas fontes ao orar é se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a lei do amor é a que preside todos os actos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as actividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem ao doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.

Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injectam nas células uma vitalidade mais intensa. Em consequência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.

DIFICULDADES PARA OS ESPÍRITOS CURADORES
Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles actuam outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, intrigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

A CURA NA MÃO DE TODOS
A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de acção sobre os fluídos.

O poder curativo está na razão directa da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da acção do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.

A mediunidade de cura, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da acção. O médium de cura age pelo simples contacto, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por acção fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.

CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS PARA A CURA
É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-Ia, pois ela dependerá da atracção e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá). No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.

Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo "Oração e Cura": "Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em carácter duradouro se corrigirmos nossas actuais condições materiais e espirituais.
A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais".

De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: "A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão directa da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito".
Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito da cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daquele que deseja se curar.

por Ana Maria Teodoro Massuci
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sábado, 17 de junho de 2017

Médicos de São Paulo estudam os efeitos benéficos do passe espírita


Um grupo de oito médicos da Associação Espírita de Médicos de Botucatu (SP) se reuniu para pesquisar a influência da terapêutica energética do “passe” espírita na redução da ansiedade. A técnica, originada das práticas de cura do cristianismo primitivo, consiste basicamente na imposição de mãos sobre uma pessoa, a fim de transferir boas energias e tratar o lado espiritual de quem recebe o “passe”.

A pesquisa teve início em 2014 e está em fase de desenvolvimento na Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB). De acordo com o médico infectologista Ricardo de Souza Cavalcante, a inspiração para a pesquisa surgiu de outro grupo de médicos, de São Paulo, que iniciou um estudo sobre a eficácia de uma técnica semelhante, o Reiki, de origem japonesa.

O estudo sobre o “passe” é feito com voluntários, não necessariamente espíritas ou praticantes de alguma religião, que não estejam fazendo nenhum tipo de tratamento psicológico ou psiquiátrico. “Primeiramente, nós fazemos uma avaliação médica para verificar se o voluntário tem realmente o diagnóstico de ansiedade. Se confirmado, o paciente passa a frequentar a sala de estudos uma vez por semana, durante oito semanas, para receber o 'passe' ”, explica Ricardo.

Ainda de acordo com o médico, antes de iniciar o tratamento, os participantes passam por um tempo de meditação e concentração. Música ambiente é utilizada para relaxar e, por 5 minutos, um terapeuta impõe as mãos sobre a cabeça, tórax e barriga do voluntário. São levados em conta, na análise, níveis de depressão, qualidade de vida e grau de espiritualidade do paciente.

Os voluntários respondem a um questionário ao final de cada sessão e, alguns deles, passam por exames de eletroencefalograma, para medir as variações das ondas cerebrais antes, durante e depois do procedimento.

Ciência e espiritualidade
Nas últimas décadas, muitos estudos científicos têm sido feitos a fim de demonstrar os benefícios de aliar o trabalho com a espiritualidade ao tratamento médico convencional.

“Houve uma separação histórica, mas eu acredito que essas coisas precisam caminhar juntas. O ser humano deve ser visto como um todo. Nós não somos só um amontoado de células. Temos, comprovadamente, um lado emocional, espiritual”, pontua Ricardo.

A dona de casa Silvia Helena Vieira da Silva, de 47 anos, é uma das voluntárias que participarão da pesquisa. Católica, ela acredita que as práticas espíritas podem colaborar para o bem-estar. “Nós estamos tão ansiosos, nos medicando tanto, que eu gostaria de experimentar algo que não fosse medicamento, até porque remédios atacam meu organismo. Se eu puder fugir, eu fujo”, declara Silvia, que sofre as consequências físicas da ansiedade.

“Nós que temos filhos, estamos sempre na expectativa de algo. É um convívio constante com a ansiedade. Quando ela aparece, meu intestino solta, sinto dores no estômago e na cabeça. Quero muito que esta iniciativa dê certo”, conta.

"Muitos voluntários estão participando da pesquisa. Eles precisaram demonstrar ter ansiedade e não esteja em tratamento psicológico pode participar. Nosso objetivo não é converter ninguém”, explica o médico.

Autor desconhecido
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quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Início do Planeta de Regeneração - Divaldo Franco



Entre essas estrelas que cintilam na abóbada azulada, quantas delas são mundos, como o vosso, designados pelo Senhor para expiação e provas! Mas há também entre elas mundos mais infelizes e melhores, como há mundos transitórios, que podemos chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, girando no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo mundos primitivos, de provas, de regeneração e de felicidade. Já ouvistes falar desses mundos em que a alma nascente é colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa marchar em direção a Deus, senhora de si mesma, na posse do seu livre-arbítrio. Já ouvistes falar das amplas faculdades de que a alma foi dotada, para praticar o bem. Mas ai!, existem as que sucumbem! Então Deus, que não quer aniquilá-las, permite-lhes ir a esses mundos em que, de encarnações em encarnações podem fazer-se novamente dignas da glória a que foram destinadas.

Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que os asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis.

Nesses mundos, contudo, ainda não existe a perfeita felicidade, mas a aurora da felicidade. O homem ainda é carnal, e por isso mesmo sujeito às vicissitudes de que só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda tem provas a sofrer, mas estas não se revestem das pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são mais felizes, e muito de vós gostariam de habitá-los, porque representa a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel. Menos absorvido pelas coisas materiais, o homem entrevê melhor o futuro do que vós, compreende que são outras as alegrias prometidas pelo Senhor aos que tornam dignos, quando a morte ceifar novamente os seus corpos, para lhes dar a verdadeira vida. É então que a alma liberta poderá pairar sobre os horizontes. Não mais os sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, aspirando às emanações de Deus, sob os aromas do amor e da caridade, que se expandem do seu seio.

Mas, ah!, nesses mundos o homem ainda é falível, e o Espírito do mal ainda não perdeu completamente o seu domínio sobre ele. Não avançar é recuar, e se ele não estiver firme no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação, onde o esperam novas e mais terríveis provas. Contemplai, pois, durante a noite, na hora do repouso e da prece, essa abóbada azulada, e entre as inumeráveis esferas que brilham sobre as vossas cabeças, procurai as que levam a Deus, e pedi que um mundo regenerador vos abrisse o seu seio, após a expiação na Terra.
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Sinais de mediunidade - Saiba reconhecê-los


Muitas pessoas possuem mediunidade apurada mas não querem desenvolvê-la por medo, por falta de informação, por insegurança. Mas é preciso saber que existem formas seguras, sem dogmas ou rigidez para desenvolver a mediunidade: através do estudo.

Através do conhecimento sobre essa faculdade do nosso espírito, podemos encontrar métodos leves, amorosos que fazem com que você se sinta bem e consiga trazer o bem para as pessoas ao seu redor através desse seu dom.

Quais são os sinais de mediunidade?

Os sinais de mediunidade são a sensibilidade ao extrafísico, é a capacidade que a nossa alma tem de captar energias de natureza não-física.

Intuição aflorada: você sente que deve ou não deve fazer algo, e depois do feito vê que a sua intuição estava certa. “Algo estava me dizendo para fazer/não fazer isso”.

Sonhos reveladores: você tem sonhos que indicam caminhos, apontam soluções ou mostram questões que você precisa levar em conta em sua vida.

Compaixão com o sentimento alheio: você se importa com as dores do mundo, o sofrimento dos outros mexe muito com você e você sente a necessidade de ajudar de alguma forma, tem vontade de mudar cenários negativos.

Aromas: você sente aromas que não existem no ambiente físico, sente aromas que as outras pessoas que estão junto de você não sentem.

Presenças: enxerga, sente ou pressente a presença ou vultos que aparecem e desaparecem num piscar de olhos.

Competência para falar em assuntos: você está falando sobre um assunto que nunca estudou e sabe com clareza e fluência falar sobre ele, fala com uma competência elevada, acima dos demais, sem nem mesmo saber por que.

Coincidências: percebe coincidências, que as outras pessoas não notam e quando você diz elas se surpreendem, na verdade as coincidências são chamadas de sincronicidades e vocês as percebe melhor que os outros.

Ombro amigo: você é conhecido como um ombro amigo, muitos vêm lhe pedir conselhos e até mesmo desconhecidos se sentem a vontade para desabafar com você.

Perdão: você tem o dom do perdão, tem facilidade em perdoar.

Ambientes/pessoas carregados: você sente quando um ambiente está carregado com energias negativas ou pessoas possuem energias negativas, o bocejo é um sinal disso.

Mudança de hábitos para o melhor: melhora na alimentação, no cuidado com o seu corpo físico e mental, afastamento de pessoas e hábitos tóxicos, diminuição da futilidade, vaidade e costumes mundanos, etc.

Mudança no ciclo de amizades: descobre que amizades antigas podem não ter mais tanto a ver com você e busca por pessoas que tenham o mesmo tipo de energia e percepção da vida que você.
Autor desconhecido

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Revelações sobre marte através de Chico Xavier


REVELAÇÕES SOBRE MARTE ATRAVÉS DE CHICO XAVIER -
Autor: Gerson Simões Monteiro

Há 50 anos o homem tenta captar sinais de vida inteligente fora da Terra; informações do Espírito Humberto de Campos por Chico Xavier sobre a vida no planeta Marte são comprovadas pela Ciência.
O jornal O GLOBO, em sua edição de 13 de março de 2010, publicou no caderno "Ciências" matéria assinada pela jornalista Roberta Jansen, fazendo um balanço de 50 anos da tentativa de astrônomos e outros cientistas provarem a existência de extraterrestres.
Ela começa citando o astrônomo Frank Drake, que no dia 8 de abril de 1950 apontou uma antena para uma estrela próxima, com o objetivo de captar sinais. Mas tudo o que ouviu, segundo ele, foi o silêncio. Porém, a astrônoma Duília de Melo, do Goddard Space Flight Center, da NASA, especialista no telescópio Hubble, sustenta que "o fato de nunca termos achado vida, não quer dizer que ela não exista".

REVELAÇÕES MEDIÚNICAS
De fato, a astrônoma Duília de Melo tem razão, pois as revelações feitas pelo Espírito Maria João de Deus através do médium Francisco Cândido Xavier, no livro Cartas de Uma Morta, lançado em 1935, ao descreverem uma excursão ao planeta Marte, falam da existência de seres humanos, como poderemos constatar nos seguintes trechos do seu relato: "Vi-me à frente de um lago maravilhoso, junto de uma cidade, formada de edificações profundamente análogas às da Terra. (...) Vi homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam diferenças apreciáveis. Além dos braços, tinham ao longo das espáduas ligeiras protuberâncias à guisa de asas, que lhes prodigalizavam interessantes faculdades volitivas. (...) Assegurou-me, ainda, o desvelado mentor espiritual, que a humanidade de Marte evoluiu mais rapidamente que a Terra e que desde os pródromos da formação dos seus núcleos sociais, nunca precisou destruir para viver, longe das concepções dos homens terrenos cuja vida não prossegue sem a morte e cujos estômagos estão sempre cheios de vísceras e de virtualhas de outros seres da criação". Além dessa revelação de Maria João de Deus, o Espírito Humberto de Campos, também realizando uma excursão ao planeta Marte, observou que as formas de vida nele existentes são bem superiores às da Terra. A Sociedade Marciana está moral e cientificamente alguns séculos mais adiantada que a do nosso planeta, porque lá não existem guerras nem conflitos. Observa-se, através desse relato, a perfeita concordância com os comentários do Espírito Maria João de Deus, inclusive sobre a superioridade dos habitantes de Marte. Os relatos do Espírito Humberto de Campos, por intermédio do médium Chico Xavier, estão no livro Novas Mensagens, editado pela Federação Espírita Brasileira em 1939. Nele, Humberto também revela a existência de água em Marte. Vale lembrar que somente em 2004, ou seja, 65 anos após a publicação dessa obra, a NASA apresentou as primeiras provas químicas e geológicas diretas da existência de água no passado de Marte, obtidas pelo robô Opportunity. Posteriormente, em 2007, os cientistas da NASA descobriram a existência de enormes depósitos de gelo no pólo sul de Marte, detectados pela sonda espacial Mars Express. No caso de tais depósitos se derreterem, eles podem se transformar numa reserva apreciável de água para Marte. Finalmente, no dia 31 de julho de 2008, a sonda Phoenix, que explora o solo de Marte, confirmou a existência de água no planeta. A descoberta ocorreu depois que a Phoenix colocou amostras do solo em um instrumento que identifica os gases produzidos por substâncias. Para os técnicos, é a primeira vez que a existência de água é provada quimicamente. O cientista William Boynton, da Universidade do Arizona, declarou que eles já tinham evidências de gelo em observações da sonda Mars Express, mas essa foi a primeira vez na qual a água em Marte foi tocada e provada.

JÁ NOS IDOS DE 1939 FORAM CAPTADOS SINAIS
Embora a matéria da jornalista diga que a pesquisa de vida inteligente fora da Terra teve inicio a partir de 1950, citando o astrônomo Frank Drake, a mesma ignorou as experiências realizadas pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, conforme a seguinte informação do Espírito Humberto de Campos, em seus relatos a respeito de Marte no livro Novas Mensagens, publicado em 1939: "Todos os grandes centros deste planeta, esclareceu o nosso amigo e mentor espiritual, sentem-se incomodados pelas influências nocivas da Terra, o único orbe de aura infeliz, nas suas vizinhanças mais próximas, e, desde muitos anos, enviam mensagens ao globo terráqueo através de ondas luminosas, as quais se confundem com os raios cósmicos cuja presença, no mundo, é registrada pela generalidade dos aparelhos radiofônicos. Ainda há pouco tempo, o Instituto de Tecnologia da Califórnia inaugurou um vasto período de experiências, para averiguar a procedência dessas mensagens misteriosas para o homem da Terra, anotadas com mais violência pelos balões estratosféricos, conforme as demonstrações obtidas pelo Dr. Robert Millikan, nas suas experiências científicas". Ora, se a mensagem recebida do Espírito Humberto de Campos por Chico Xavier se deu no dia 25 de julho de 1939, e se o mentor espiritual utiliza a expressão "ainda há pouco tempo", isto é, antes dessa data, logo podemos concluir que a ciência terrena se preocupa com esse assunto há mais de 65 anos, e não 50, como afirma a matéria da jornalista Roberta Jansen. A propósito, o Dr. Robert Millikan, citado na mensagem, foi um dos cientistas norte-americanos mais famosos dos anos vinte do século passado, sendo o segundo norte-americano a receber o Prêmio Nobel de Física, em 1923, pelo seu estudo sobre a carga eletrônica elementar e o efeito fotoelétrico. Ele não só foi um grande cientista: seu lado religioso e sua natureza filosófica eram evidentes tanto nas conferências que promovia sobre a reconciliação entre Ciência e Religião, quanto nos quatro livros de sua autoria publicados. Millikan via no Universo e nos eventos humanos a manifestação de uma inteligência superior. Afirmava que o único fundamento válido para o conhecimento racional consistia na combinação do espírito do físico com o do religioso.

OS CANAIS DE MARTE
Em determinado trecho da matéria "O silêncio dos ET's", existe o seguinte comentário a respeito da existência de canais em Marte: "A ideia da existência de ET's inteligentes começou a ganhar força e a povoar o imaginário da população em geral e de escritores de ficção científica em particular a partir de observações feitas pelo astrônomo Giovanni Schiaparelli, em 1877, de um telescópio recém-construído. Schiaparelli notou que a superfície do planeta vermelho era marcada por linhas e sulcos intrincados, que chamou de canais. Ainda no século XIX, o astrônomo americano Percival Lowell retomou a ideia dos canais marcianos retomou a idéia dos canais marcianos - ele chegou a criar um centro para estudá-los - popularizando-a. Tais canais, sustentava Lowell, só poderiam ter sido construídos por uma inteligência superior. A coisa chegou a tal ponto que ele chegou a localizar a região onde seria a capital de Marte, numa confluência de canais". A respeito da existência de canais condutores de água, vejamos o que diz o Espírito Humberto de Campos na mensagem sobre Marte, psicografada por Chico Xavier: "Na atmosfera ao longe, vagavam nuvens imensas, levemente azuladas, o que nos reclamara a atenção, explicando-nos o mentor da caravana fraterna que se tratava de espessas aglomerações de vapor d'água, criadas por máquinas poderosas da ciência marciana, a fim de que sejam supridas as deficiências do líquido nas regiões mais pobres e afastadas do largo sistema de canais, que ali coloca os grandes oceanos polares em contínua comunicação, uns com os outros". Ora, se lá existe água, e sabendo que ela é o elemento primordial para que haja vida como a nossa aqui na Terra, é lógico admitir-se, sem medo de errar, a existência de seres inteligentes habitando o planeta Marte, naturalmente em outra dimensão física. Afirma o astrofísico Mario Livio, do instituto responsável pelo Telescópio Hubble, que se os ET's existem, o mais provável é que sejam mais avançados do que nós por, talvez, um bilhão de anos (vale lembrar que nós somos uma civilização tecnológica por cerca de 100 anos apenas e a probabilidade de outra civilização estar no mesmo estágio é extremamente remota). Eles podem, inclusive, estar impedindo que nós os descubramos. Além do mais, a possibilidade de recebermos um sinal que consigamos entender também é muito baixa. Entretanto, nunca saberemos as respostas, se não fizermos a experiência.
Publicado no Jornal Correio Espírita em
abril 2010 / edição 58

por Nilza Garcia
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

90 anos de Divaldo Franco - Em entrevista inédita o médium conta um pouco sobre sua trajetória de vida


Divaldo Franco, reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade, completou 90 anos nesta sexta-feira (5). Com 70 anos dedicados ao Espiritismo, Divaldo, natural da cidade de Feira de Santana, publicou mais de 250 livros, de mais de 200 autores espirituais.

No dia 7 de setembro de 1947, ele fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção. Cinco anos mais tarde, em 1952, Divaldo Franco deu início ao seu maior trabalho: a fundação, ao lado de Nilson de Souza Pereira, da Mansão do Caminho, instituição localizada no bairro de Pau da Lima, em Salvador, que acolheu e educou crianças sob o regime de Lares Substitutos. A instituição já tirou mais de 160 mil pessoas da condição de miséria extrema.

Em vinte Casas Lares, educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída. Na década de 60, iniciou a construção de escolas, oficinas profissionalizantes e atendimento médico.

A Mansão do Caminho é uma das principais obras de Divaldo Franco.

Atualmente, a Mansão do Caminho é um complexo educacional com 83 mil metros quadrados e 52 edificações que atende a três mil crianças e jovens de famílias de baixa renda. O complexo atende a diversas atividades socioeducacionais como: enxovais, pré-natal, creche, escolas de ensino fundamental e médio, informática, cerâmica, panificação, bordado, reciclagem de papel, centro médico, laboratório de análises clínicas, atendimento fraterno, bibliotecas e outros. Mais de 35 mil crianças passaram, até hoje, pelos vários cursos e oficinas da Mansão do Caminho. A obra é basicamente mantida com a venda dos livros mediúnicos e das gravações de palestras, seminários, entrevistas e mensagens de Divaldo.


Ao longo da vida como palestrante e conferencista espírita, Divaldo recebeu homenagens em diversos países e cidades da América do Norte, Central, do Sul, Europa e África. Ao todo, foram 20 Comendas, 334 Placas de prata, douradas e bronze, 54 Medalhas, 49 Troféus, 43 Moções de Congratulações, 187 Diplomas e Certificados e 12 Títulos Honoríficos significativos.

Destacam-se entre as homenagens o Título Honoris Causa em Humanidades, pelo Colégio Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas, em Montreal, Canadá, em 1991; o Decreto de Ordem do Mérito Militar, em 1997, pelo Presidente da República do Brasil; a Medalha Chico Xavier, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2001; o Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, pela Universidade Federal da Bahia, em 2002; a homenagem da Universidade Estadual de Feira de Santana, em 2002; o Título de Embaixador da Paz no Mundo, junto com o amigo Nilson de Souza Pereira, recebido em Genebra, na Suíça, em 30 de dezembro de 2005, pela Ambassade Universalle Pour la Paix; e o título de Embaixador da Bondade no mundo, recebido em 2008, em Paigton, no Sudoeste da Inglaterra, dado pelo monge tibetano Kelsang Pawo, da Fundação Kelsang Pawo, que se dedica a proteção de crianças em perigo em todo o mundo.


fonte
por Benoni Martins
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Triunfo da Imortalidade

"O intercâmbio consciente entre os Espíritos e as criaturas humanas constitui um momento grandioso na evolução moral da sociedade. 

Estabelecido este vínculo, torna-se mais fácil compreender as leis morais que regem o Universo, de tal forma oportunas que se abrem as possibilidades de contribuição recíproca daqueles que, do Além, acompanham a marcha do progresso terrestre, e dos outros que, na indumentária carnal, têm limitada a visão das ocorrências e do futuro.

Ademais, estabelecem-se programas de socorro, tanto aos desencarnados em aflição como aos deambulantes materiais com problemas. A mediunidade dignificada torna-se a ponte de luz que faculta o intercâmbio entre as duas esferas da vida, proporcionando ao intermediário o júbilo infinito de ser instrumento da verdade a serviço do eterno Bem."

Espírito João Cléofas em “Triunfo da Imortalidade”, psicografia de Divaldo Franco
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O que é obsessão? Quem são os obsessores? Como agem? O que os atrai? Como afastá-los?

OBSESSORES

Quem são?
São espíritos maus que, consciente e voluntariamente, assediam encarnados (ou desencarnados), procurando exercer sobre eles ação insistente, dominadora, que os pode prejudicar.


O que os leva a agir assim?

São vários os motivos:

O desejo de vingança. Com a perturbação que causam, querem fazer sofrer quem os feriu, pessoalmente ou a seus entes queridos, nesta ou em outra encarnação. O agressor de hoje é aquele mesmo que foi traído, ofendido, arruinado, morto e que, desejando fazer justiça com as próprias mãos, pretende submeter o desafeto a sofrimentos mil vezes acentuados.
Vítima de ontem, verdugo de hoje.

Vítima de hoje, verdugo de ontem.

Para usufruir alguma situação, por meio do obsidiado.

Apegados a sensações materiais mas não dispondo mais de corpo físico para satisfaze-las, querem levar o encarnado a atos que lhes permitam usufruí-las; aproveitam e estimulam as tendências que o encarnado apresentar.

Ligação que mantêm com o obsidiado. São ligações profundas e desequilibrantes, que vêm desta ou de encarnações anteriores: paixões doentia, pacto, domínio de um e dependência de outro. Ex.: espírito querendo que o obsidiado retorne ao grupo religioso de que ambos participavam.
Por ser adversário do bem. Procuram agredir a pessoa ou grupo que se disponham a servir ao bem, ajudar ao próximo, divulgar a verdade.

As falanges obsessoras:
Constituem-se de espíritos inferiores e perversos que se organizam para revanche e domínio sobre encarnados e desencarnados, de um modo mais amplo e geral.

Hermínio C. Miranda, no seu livro Diálogo com as Sombras, indica alguns de seus participantes:

Dirigente das trevas. É aquele que comanda a ação de uma falange. Geralmente, fica oculto, embora exercendo a direção de tudo. Quando comparece à reunião de desobsessão é porque o trabalho do grupo desobsessivo está atingindo sua fase final. Então, como é de ação e comando, não tem paciência para dialogar, exige, ordena, ameaça, quer intimidar.
Planejador. Só planeja. Não expede ordens mas, sem ele, as trevas não teriam coordenação para as atividades.
Jurista. "Só" analisa o processo das vítimas e sentencia. Acha que distribui justiça.

Vingador. Não confia na justiça divina, ignora-a ou não tem paciência de esperar por ela; uniu-se à falange para tomar em suas mãos os instrumentos da justiça do "olho por olho, dente por dente".

Religioso. Apresenta-se falsamente como zeloso trabalhador de Cristo, empenhado na defesa da "sua" Igreja mas o que quer é continuar mantendo, mesmo no mundo espiritual, a posição de mando, destaque e privilégios, de que desfrutava na Terra, em nome da Igreja de Cristo. Às vezes, são meros fanáticos e, nesse caso, estão enganados e dominados pelas trevas.

Auxiliares da falange. Agem a mando dela e levados por diferentes motivos, tais como:

a) Estão subjugados e ameaçados de punição se não obedecerem;

b) Recebem algo em troca do que fazem (gozos, domínios, favores, privilégios dentro da falange e sobre os obsidiados);
c) Gostam do que fazem (maltratar, dominar), mesmo que não tenham nada de pessoal contra a vítima;

d) Pura inveja do bem-estar e felicidade dos obsidiados.
Magnetizadores e hipnotizadores. Dizem-se magos e feiticeiros. Agem com técnicas e recursos especiais, de sugestão e influenciação, de impregnação de substâncias e objetos. Basicamente, porém, os efeitos que possam causar serão sempre pela ação do pensamento e da vontade sobre os fluidos, efeitos que o pensamento e a vontade voltados para o bem podem evitar ou superar.

Como são, em verdade

Rancores, gritarias, desafios, violência, agressividade . . . São infelizes, a despeito de tudo que digam ou façam.

Querem o amor (que está sepultado em suas almas entre desesperanças e desenganos) mas temem confiar e novamente sofrer, e defendem-se na couraça do ódio, da agressão, da dureza de sentimentos.

No fundo, querem ser convencidos de seus erros para retomarem o caminho evolutivo que abandonaram há tempos, embora alguns receiem enfrentar as conseqüências do mal que já fizeram, enquanto outros não acreditam que possam ser perdoados e recomeçar.

Os Espíritos podem ver tudo que fazemos, porque estão constantemente nos rodeando. “Estamos cercados por uma nuvem de testemunha” como disse o apóstolo Paulo. Mas, só vêem aquilo que lhes interessa. Eles conhecem nossos mais secretos pensamentos, chegam a conhecer o que desejamos ocultar de nós mesmos. Os Espíritos levianos que nos rodeiam riem das pequenas peças que nos pregam e zombam das nossas falhas. Os Espíritos sérios se condoem dos nossos erros e procuram nos ajudar.

Os Espíritos influem em nossos pensamentos, de uma tal maneira, que, muitas vezes, são eles que nos dirigem.
Os nossos pensamentos chegam a se misturar com o pensamento dos Espíritos, nos causando uma incerteza, são duas idéias e se combaterem.

"Se um Espírito quiser agir sobre uma pessoa, dela se aproxima, envolve-a com o seu perispírito, como num manto; os fluidos se penetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem e, então, o Espírito pode servir-se daquele corpo como se fora o seu próprio, faze-lo agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, etc. assim são os médiuns. Se o Espírito for bom, sua ação será suave e benéfica e só fará boas coisas; se for mau, fará maldades; se for perverso e mau, ele o constrange, até paralisar a vontade e a razão, que abafa com seus fluidos, como se apaga o fogo sob um lençol d'água. Fá-lo pensar, falar e agir por ele; leva-o contra a vontade a atos extravagantes ou ridículos; numa palavra, o magnetiza e o cataleptiza moralmente e o indivíduo se torna um instrumento cego de sua vontade. Tal é a causa da obsessão, da fascinação e da subjugação, que se mostram em diversos graus de intensidade. O paroxismo da subjugação é geralmente chamado "possessão". Deve notar-se que, neste estado, muitas vezes, o indivíduo tem consciência do ridículo daquilo que faz, mas é constrangido a faze-lo, como se um homem mais vigoroso que ele o fizesse, contra a vontade, mover os braços, as pernas, a língua." A.K.

A influência ocorre também durante o sono. Sem a proteção da armadura de carne que inibe as percepções espirituais das criaturas humanas, os obsessores conversam, à vontade com elas. “Dize-me como és e te direi com quem andas.”

OBSESSÃO: "É o domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certos pessoas. Nunca é praticado senão por espíritos inferiores que procuram dominar" (Livro dos Médiuns, Cap. 23 item 237)

"É a ação persistente que um espírito mal exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais." (O Evangelho Segundo o Espiritismo - cap. 25, item 81).

Kardec classifica a obsessão em: obsessão simples, fascinação e subjugação.

Obsessão simples é a mais comum, freqüente, e que poucas pessoas estão livres. Nesse tipo de obsessão o obsidiado permanece no pleno uso de suas faculdades mentais, conservando o discernimento, ele sabe que está errado nos absurdos em que incorre. Reconhece que sua conduta é irregular, não raro ridícula, como lavar repetidamente as mãos ou verificar à exaustão se trancou a porta ou desligou um aparelho elétrico. Numa conta de 2+2 ele sabe que o resultado é 4, mas ele debruça-se sobre a possibilidade de não ser esse o resultado. Diante de idéias infelizes acabamos envolvidos por perseguidores invisíveis que acentuam nossa infelicidade.

A fascinação é mais envolvente. Ela é desenvolvida por hábeis obsessores, estes não se limitam ao bombardeio de idéias infelizes. Atuando com sutileza e inteligência, tratam de convencer o obsidiado das fantasias que lhe sugerem. É como se o obsessor colocasse no obsidiado óculos com lentes desajustadas, confundindo-lhe a visão. O obsidiado numa conta de 2+2 ele não tem dúvida que o resultado da operação é 5. A influência maior ocorre durante o sono.

A subjugação faz com que o obsidiado paralise a vontade e comece a agir segundo a vontade do obsessor. Impondo-lhe muitas vezes gemer, gritar, agoniar, desmaiar e desvarios absolutamente incontroláveis. Boa parcela dos alienados mentais que estagiam nos hospitais psiquiátricos são vítimas da subjugação. No Evangelho (Lucas, 9) tem uma passagem de um pai que roga a Jesus dizendo: “Mestre, suplico-te que vejas meu filho, porque é o único; um Espírito se apodera dele e, de repente, grita, e o atira por terra, convulsiona-o até espumar, e dificilmente o deixa, depois de o ter quebrantado.”

Jesus afasta o espírito, e o menino livra-se do problema. A subjugação pode ser moral ou corporal. Na subjugação moral, o obsidiado é colocado muitas vezes em situações comprometedoras. Na subjugação corporal, o espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários, podendo levar aos mais ridículos atos.

Na obsessão simples o indivíduo é perturbado por idéias infelizes.

Na fascinação o indivíduo se vê convencido delas.

Na subjugação pouco importa o que pensa. O obsessor controla seus movimentos, como uma marionete

A obsessão pode ser de:
Encarnado para encarnado: que são as pessoas carismáticas, que podem usar este carisma para o Bem, mas infelizmente podem também usar para o mau, como: Hitlher, casais ciumentos, filhos que se submetem aos pais, pais que se submetem aos filhos, oradores religiosos, etc.

Encarnado para desencarnado: as vezes vemos uma pessoa que bebe e dizemos que ele é um coitadinho porque ele é dominado pelo espírito, mas não é bem assim, ele atrai o espírito porque ele bebe, portanto, é ele o obsessor do desencarnado; ou então, aqueles que evocam os desencarnados quando falam neles com ódio, rancor, com saudades, etc.

Desencarnado para desencarnado: são os espíritos que dominam outros espíritos, obrigando-os a obsedar os encarnados, fazer favores constrangedores, etc.
Desencarnado para encarnado: ler página 66, item: "O que os leva a agir assim?"

Auto-Obsessão: o paciente apresenta estado mental doentio, idéia fixa em alguma coisa, manias, cacoetes, atitudes estranhas, recalques, complexos diversos, delírios e alucinações. Aqui, é o paciente o responsável por toda a sintomatologia e as causas residem nas dificuldades da vida, na educação mal conduzida, nas influências do meio ambiente, nos estados de desnutrição, nos distúrbios emocionais e, sobretudo, nas causas anteriores, de vidas passadas, gravadas no arquétipo do paciente, que se acha lesado ou dessintonizado.

O perispírito é o corpo do espírito, o que lhe dá a forma humana e que grava indelevelmente todos os atos e pensamentos do ser humano. Na união com o corpo, no processo da reencarnação, todas as falhas do perispírito tendem a exercer influência mais ou menos acentuada, tanto na área psíquica como física do paciente.

Comumente agem como fatores desencadeantes o remorso ou a falta de ambientação à nova vida e a não-aceitação da personalidade atual. Inconscientemente há retorno ao passado, cujos acontecimentos se acham arquivados no perispírito e a vivência deste passado, que se torna presente, leva com freqüência ao isolamento, ao autismo e a um tipo de vida em desacordo com o habitual do paciente. Várias entidades nosológicas (que classificam as doenças) da Psiquiatria atual se acham enquadradas nesse item.

"O homem não raramente é o obsessor de si mesmo" disse Allan Kardec - Obras Póstumas.

Tal coisa, porém, bem poucos admitem. A grande maioria prefere lançar toda a culpa de seus tormentos e aflições aos Espíritos, livrando-se segundo julgam, de maiores responsabilidades.

Kardec vai mais longe e explica: "Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo." Tais pessoas estão ao nosso redor. São doentes da alma. Percorrem os consultórios médicos em busca do diagnóstico impossível para a medicina terrena. São obsessores de si mesmos, vivendo em passado do qual não conseguem fugir. No porão de suas recordações estão vivos os fantasmas de suas vítimas, ou se reencontram com os a quem se acumpliciaram e que, quase sempre, os requisitam para a manutenção do conúbio degradante de outrora.

Esses, os auto-obsidiados graves e que se apresentam também subjugados por obsessões lamentáveis. São os inimigos, as vítimas ou os comparsas a lhes baterem às portas da alma.

Mas existe também aqueles que portam auto-obsessão sutil, mais difícil de ser detectada. É, no entanto, moléstia que está grassando em larga escala atualmente.

Um médico espírita disse-nos, certa vez, que é incalculável o número de pessoas que comparecem aos consultórios, queixando-se dos mais diversos males - para os quais não existem medicamentos eficazes - e que são tipicamente portadores de auto-obsessão. São cultivadores de "moléstias fantasmas".

Vivem voltados para si mesmos, preocupando-se em excesso com a própria saúde (ou se descuidando dela), descobrindo sintomas, dramatizando as ocorrências mais corriqueiras do dia-a-dia, sofrendo por antecipação situações que jamais chegarão a se realizar, flagelando-se com o ciúme, a inveja, o egoísmo, o orgulho, o despotismo (prepotência, opressão) e transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos.

Esse estado mental abre campo para os desencarnados menos felizes, que dele se aproveitam para se aproximarem, instalando-se aí sim, o desequilíbrio por obsessão.
(Do livro: Obsessão/Desobsessão, de Suely Caldas Schubert)

CONCLUSÃO: Os maus espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem a sua perversidade; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar: é preciso despojar de nós o que os atrai. Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpamos o corpo para evitar a bicheira, limpemos também a alma de suas impurezas para evitar os maus espíritos.

Jesus quando expulsava o “demônio” dizia: “Vá, e não peques mais”; ou seja, “vá e não erre mais”, para não atrair novamente estes “demônios.”

Nas sessões de descarrego, nas casas “Evangélicas”, o Espírito é afastado porque as pessoas erguem as mãos, dizendo: “sai demônio”. Não é pelo grito ou ordem que ele se afasta, mas sim porque das mãos das pessoas saem magnetismo, e o Espírito não consegue ficar ali. Só que este Espírito voltará, enquanto não limparmos a casa (mental) das coisas ruins.

Em Lucas cap. 11, v. 24 a 27 diz: “Quando um espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos à procura de repouso, e não encontra. Então diz: ‘Vou voltar para a casa de onde saí.’ Quando ele chega, encontra a casa vazia, varrida e arrumada. Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. Eles entram e moram aí; no fim, esse homem fica em condições pior do que antes. É o que vai acontecer com esta geração má.” Se limparmos da nossa casa as coisas boas, certamente ficarão as ruins. Assim, a casa estará de acordo com o gosto de certos Espíritos.

Um Espírito perverso, ignorante, numa sessão de descarrego, sendo xingado, imaginemos qual será a reação dele . . .

Geralmente ele irá querer revidar. Se nós discutirmos com o Espírito, nós estaremos entrando na sintonia dele. A autoridade que devemos ter é a autoridade moral. Temos que falar com energia, porém, com amor. Respeitando seus sentimentos. Quem nos garante que não fomos, ou não somos obsessores?

Na verdade, o obsessor não é nosso inimigo, ele é nosso amigo. Porque pede reforma, boa conduta, amor. Ele, indiretamente, nos leva a vigiar nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atos, “para não cairmos em tentação.”

Ele é como o médico que nos pede um regime, para que nos curemos ou controlemos uma doença. O regime é chato, duro, mas necessário para uma boa saúde. Ele é uma pessoa que de alguma forma está reivindicando amor, coisa que faltou no passado. Por isso, ele age como uma criança que bate o pé e quer ser amado.

O obsedado não é o coitadinho, ele é o culpado. O obsessor, evidentemente, é alguém que não conseguiu perdoar, e que deve ter sofrido muito nas mãos dessa pessoa. Então, ele vem com o propósito de se vingar. Emmanuel diz que não existem “coitados”, existem “culpados”.

Mas, este “demônio”, nada mais é que nosso irmão. Não é um arcanjo que se rebelou. Se fomos criados simples e ignorantes, como dizem os Espíritos, prova que todos nós temos a mesma criação. Allan Kardec fala que desde o átomo até o arcanjo, ou seja, todos nós passamos pela mesma fieira evolucionista. Ninguém foi criado para o mal, e nem perfeito como os anjos.

Nós, durante a caminhada erramos, uns mais outros menos. Podemos ficar um longo período dentro do erro, mas um dia teremos que sair dele.

Criar um Espírito com este poder tão grande que pode enfrentar Deus, será tirar todo poder de Deus, seria pôr um igual a Ele. Seria um combate eterno entre Deus e o Diabo, o que seria um absurdo.

Diabo é um símbolo, é uma luta entre o bem e o mal, simbolicamente falando.

Agora, “diabinho” somos todos, porque até alcançarmos uma evolução maior, temos uma ligeira tendência, uns mais outros menos. E através da reencarnação vamos nos depurando, e aprendendo que vale a pena ser Bom.

Compilação de Rudymara
GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC
por Ana Maria Teodoro Massuci
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Nos domínios da Mediunidade

“Vemos aqui o salão consagrado aos ensinamentos públicos. Todavia, o núcleo que buscamos jaz situado em reduto íntimo, assim como o coração dentro do corpo.

Nossos companheiros (...) fazem o serviço de harmonização preparatória. Quinze minutos de prece, quando não sejam de palestra ou leitura com elevadas bases morais. Sabem que não devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de atrair companhias edificantes...

Vemo-nos aqui na companhia de quatro irmãs e seis irmãos de boa-vontade. Naturalmente, são pessoas comuns. Comem, bebem, vestem-se e apresentam-se na Terra sob o aspecto vulgar de outras criaturas do ramerrão carnal; no entanto, trazem a mente voltada para os ideais superiores da fé ativa, a expressar-se em amor pelos semelhantes. Procuram disciplinar-se, exercitam a renúncia, cultivam a bondade constante e, por intermédio do esforço próprio no bem e no estudo nobremente conduzido, adquiriram elevado teor de radiação mental.”

Espírito Áulus, em “Nos Domínios da Mediunidade”, obra do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier
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