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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

MENSAGEM DE MÃE MARIA Através de Elsa Farrus


Amado Ser de Luz Eu Sou Mãe Maria, uma mais de todas as Miriams do Universo, a esposa de Deus - como me chamaram algumas culturas, de tantas, uma de milhares.

Todas as mulheres entregues à Vida, ao Amor, e a sustentar a Luz na adversidade, são esposas do Eterno, são a chave viva da Unidade em Gaia.
E todos os homens, que durante séculos têm mantido a fé na coerência, na Verdade e no Amor, são os irmãos na Luz de Gaia, por mais anônimos que todos vocês possam ser.

Amamos-lhes profundamente, por todos estes séculos de entrega anônima, e às vezes sacrificando sua própria vida, tudo isso faz sentido nestes momentos, ou instantes universais, tudo tem um sentido, restaurar a sua própria Luz, entrar nela e vibrar, simplesmente, completamente, nós sabemos.....
O compromisso com a Luz, segue, vida após vida, plano após plano, e sempre em uma grande busca interna, é assim simplesmente, e lindo a cada vez...

Têm sido muito esperados, muito amados e sustentados, embora em uma vida linear, tudo parecesse ser mais intenso ou difícil do que em um tempo universal.
O Caminho De Volta Para Casa está restaurado, sintam os seus tempos de descanso e reorganização, e como aumenta a energia nas próximas horas, conforme se abrem mais estradas da Consciência Universal durante o mês de maio de 2019.

Mas intensamente o processo começa com o eclipse parcial do dia 6.

Nota da Elsa Farrus: Não importa onde eu esteja, aí é o meu lugar, pois o meu templo de Luz é interno, está em Meu interior, junto a mim.

Todos vocês, todos e cada um dos seres do planeta fazem parte de um caminho sagrado para reencontrar-se com o seu coração. Estão abrindo esse templo de luz, que é o seu chakra coração, e reativando esse templo sagrado de sabedoria.

Foram muitos os desafios, as lágrimas e os séculos de escuridão, mas assim era pactuado, sustentar a chama do amor, nas mais turvas ondas de energia do pensamento, o medo e a dor.
E essa chama sagrada abre-se agora em plena união ao elevado Ser de Luz, que todos são, e que gradualmente está entrando no seu dia-a-dia.

Obrigada a todos

por Patrizia Gardona
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Psicografia do político Eduardo Campos, ex Candidato a Presidente do BRASIL, morto em ACIDENTE DE AVIÃO ! Você acha que a mensagem é dele ?

É com profundo pesar e preocupação, embora a esperança que ainda acalenta-me, de certa forma, pela nova visão que adquiri neste plano de vida, que venho, hoje, expressar a indignação que abate a nós todos que passamos pela experiência de humanidade na área política da nação brasileira.

Não quero deixar para o final desta mensagem enviar o meu coração inteiro de amor e saudade à minha digna família, tão valorosa e nobre, que eu mesmo me comovi diante de suas provas de fortaleza espiritual, desde os primeiros momentos da minha passagem, após o choque havido pelo que lhes era inesperado...e, sem dúvida, terrível, para tão responsável companheira e dedicada mãe e esposa, e tão sensíveis e puros filhos, que tive a honra de conceber como pai. A esses mais caros seres que tive no planeta, e que podem chegar a ler esta mensagem, deixo o meu preito de gratidão por toda a felicidade que, afortunadamente, tive na convivência com vocês, como prêmio, sem merecer, talvez, de Deus...este ser incógnito de quem cada vez mais me aproximo, diante de tudo o que venho sabendo aqui, nessa outra vida, da qual eu não tinha a certeza de que existia e dela ainda viesse a falar com meus conterrâneos de Pátria, nessa minha mais recente encarnação.

Pelo oportuno alvitre de estar aqui, enfim, comunicando-me através da mensageira que, antes mesmo que houvesse se concretizado o meu assassinato, já me ouvia em entrevista na mídia, na noite anterior, e que, perplexa, soube pelos seus instrutores que este que todos conhecem por Eduardo Campos, viria a desencarnar.... agradeço, emocionado, a sua disponibilidade solidária de hoje.

Não sabia ela, porém, que tal desenlace, de meu espírito do corpo, daria-se na manhã seguinte, sendo que, pela imediata sintonia com meu espírito, dada a surpresa de ver acontecer o que soube na noite anterior, logo ao verificar noticiário, estabeleceu-se um elo de participação espiritual decisiva com o que somente hoje, após tantas vezes que lhe havia pedido para que redigisse minha voz lhe falando, concretiza-se.

Soube tudo quanto ocorreu nos bastidores de minha morte urdida, fato que não poderei detalhar nesta mensagem, a pedido dos espíritos que aqui me trouxeram, por várias vezes, e da própria médium, que não deseja estar envolvida com denúncia espiritual.

Passei largo tempo me corroendo de inconformação, de contrariedade mórbida, de uma raiva atroz, pois que não compreendia o porquê de tal inescrupulosa indigência moral do falso amigo de papos abertos, de nossa área de trabalho em comum, no cenário da política brasileira.

Após o impacto inicial, após ter sido rapidamente socorrido por membros de minha família portuguesa antiga, e também por Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e outros estuantes nomes de personalidades de escol, além de médicos espirituais, ainda na época das eleições pude visitar esta médium e relatar aos seus ouvidos uma saga antiga que os orientadores espirituais haviam me esclarecido, sobre o porquê da trágica conspiração para que fosse ceifada a minha possível eleição.

Contei-lhe sobre a inveja que era a marca daquele que me tiraria a vida, ainda nesse novo tempo em que nos fora permitida a reconciliação.

Estupefata, não quis até hoje, cogitar de comentar com ninguém o que ela tentou retirar de sua mente...mas que ainda hoje a faz ter repugnância de quem se faz de bom homem no palco do teatral convívio parlamentar, nos antros escuros e fétidos do Congresso Nacional.

Não tem provas...e nada pode fazer....Ninguém creria nela...
Esquece-se do que viu e ouviu de mim.... mas eu não... do que passei e senti.

Contudo, não é sobre isso o motivo de estar aqui, fazendo colidir uma montanha de indignação, que ainda tenho, com a placidez e suavidade dessa alma forte e aguerrida que usa sua mão para grafar o que lhe inspiro.

Após ter passado alguns períodos em sessões terapêuticas pós-traumáticas..(*não do corpo astral...que recuperou-se logo, dada a minha condição evolutiva, segundo me informaram espíritos de alto escalão aqui na Metrópole do Grande Coração, onde fico maior parte do tempo ) .....quando psicólogos de grande sabedoria mostravam-me os meandros e causas anteriores das situações de vida das criaturas humanas, para estarem nessa ou naquela condição de vida, evidenciaram que foi de grande valia, para futuros dirigentes da nação brasileira, a minha trágica passagem. Foi isso que me fez ir recobrando, paulatinamente, a paz interior que dantes nutria, nos meios terrenos, pela honestidade de minhas ações em tudo o que me fora dado como competências a serem administradas.

Como foi importante saber que existe um labirinto de experiências no mundo carnal, onde as portas só aparecem abertas quando e como convém aos sábios planejamentos divinos, apesar de todos os disparates que fazem parte dessa engendragem evolutiva, que permite que se aproveitem as capacidades de maldade dos homens para fazer reciclar-se o que é mais incipiente em mais produtivo, para o êxito de ajustes que devem ser feitos em cada alma humana, rumo a uma dita ascensão espiritual de uma coletividade social.

Aparentemente contraditório pode parecer o fato de eu ter compreendido, até um determinado ponto, ainda insatisfatório, os porquês de fatos humanos inconcebíveis....com a maneira como comecei eu esta missiva, dizendo que vinha com pesar e preocupação dirigir-me, aos que se dispuserem crer no que aqui está a acontecer, sobre o abatimento que nos causou, políticos brasileiros e internacionais desencarnados, juntos aqui no Parlamento Espiritual Planetário, em cidade acima do Planalto Central do Brasil . ( * refere-se à Metrópole do Grande Coração, de Mestre Ramatis )

Primeiramente... abatimento... por termos constatado a pobritude de espírito, se é que existe esse termo, ou então o crio agora, pois é mais do que pobreza....de algozes de uma país destinado a florescer em todos os seus rincões e em todos os seus mais subjetivos aspectos.

O labirinto divino existe sim... como aprendi, e aqui afirmei que me foi ensinado...mas o livre arbítrio humano e suas más inclinações fazem-no ser ainda mais complexo e prejudicial à evolução de todos os envolvidos nesse drama nacional.

A arbitrariedade de se mancomunar, com sordidez, em derredores interpretativos traiçoeiros de Leis ainda imperfeitas de Constituições de Nações, especialmente a do Brasil, cheia de embaraços teóricos e medidas que dão livre espaço de tempo para ações retardatárias, obstrutivas de justiça plena e depois, portanto, ineficazes... faz-nos, aqui das cadeiras legislativas da Novas Disposições Espirituais que regerão a sociedade brasileira, no Terceiro Milênio, ainda na nossa pequenez de sentimentos e emoções ( que não é mesmo comparável às luzes dos nobres seres que aqui se aglutinam ), quase desejar ''chutar o pau da barraca'' e voltar, de novo, em corpo humano, ao cenário político, para ajudarmos a esquartejar, de vez, os inimigos da nação brasileira.

Ruminavam seus planos, os quase já obituários, dentre vários que estão ou estavam na mira de gladiadores do passado, travestidos de líderes de movimentos sociais, os pérfidos traidores da Pátria na vossa contemporaneidade.

O cheiro do maquiavélico produto de mentes irresponsáveis e comprometidas diante da Lei Divina, agora, é como o de um mar podre, onde morrem os peixes pela inconsequência de seus poluidores voluntários, carrascos que se perpetuam nos poderes para dizimarem populações.

A ausência de princípios consistentes que fossem marcas de homens grandiosos, que se unissem em prol do soerguimento de uma tão promissora nação, de proporções continentais, pujante e magnânima, na sua fecunda condição de nutrir a prole nacional e até mesmo de povos refugiados, faz cair por terra, se não for Deus a tudo inspirar consertar em tempo, os sonhos dos que amam o Brasil, aí entre vossos pares, e aqui, dentre os nossos novos amigos verdadeiros, em lares hospitaleiros de espíritos que continuam se consagrando ao serviço social pelo planeta e pelos seus povos.

Regurgitaram de suas entranhas, de susto e de desgosto, os cidadãos brasileiros. Sim, pois pior que isso, haviam vomitado por sobre um povo esperançoso, o veneno dos bandidos, com suas mentes inconsequentes, que não cogitam sobre o desencadeamento de suas manobras em futuras repercussões ao seu próprio processo evolutivo.

Sim... agora falo como quem contemplou o que vem depois da morte ! Vivo o além vida ! E estou aqui, crendo ou não crendo os que, como eu, nada sabiam sobre a Vida que continua... e, portanto, que engulam o que tenho a dizer !

Os milhares que indignaram-se com a inspirada lembrança de Deus, daquela irmã cheia de luz, ainda verão a Sua Justiça !

Tentam vender a imagem da integridade os que, em verdade, são cúmplices de legiões de inimigos da terra da Vera Cruz. Mas ela se esfacelará, logo mais, num profundo abismo que haverão de conhecer os que são vândalos anônimos de baderna maior que a das ruas, pois que na surdina atearam fogo nos corações dos cidadãos brasileiros, quebrando as vidraças da transparência de seus mais acalentados desejos em prol do Brasil e de sua gente.

Da honradez que não existiu morrerão os que já são mortos em si mesmos, e encontrarão, além do mármore gelado do fatídico destino dos homens, o frialdade maior em suas consciências despidas de honestidade.

Falo não somente aos que tem conivência com acontecimentos recentes, mas a todos os que são réus diante de suas próprias almas e de diante da Justiça de Deus.

Não passarão.... não passarão... nos tribunais da eternidade, os que são tribunos da falácia...de boca cheia de vermes perniciosos que habitam seu interior, e que contaminam a alma quase ingênua do povo brasileiro... Ingênua, porque, a despeito do que pensam conceber sobre os antros da política, nada sabem, ante a lente que hoje tenho ao meu dispor para conhecer o tamanho da inescrupulosidade de meus antigos parceiros de embates políticos.

Nada se esconde do Altíssimo...e a falta de fé ou a falsa fé... essa que demonstram ao entrarem em igrejas para serem vistos como sérios combatentes em nome do povo.... haverá de os surpreender, caros e não caros verborrágicos senhores, muitos verdadeiros exemplos de probidade e retidão...convivendo com víboras, nos corredores pútridos de espaços que deveriam ser labirintos de justiça, complexos como afirmei ao iniciar esta mensagem, mas de portas morais abertas, por onde a verdade à sociedade faminta de progresso, de ordem e de paz, se proclamasse.

No anseio de que tenha conseguido expressar tudo o que me ia na garganta, desde que desengatei-me do meu querido corpo, por meio do qual podia abraçar os amores de minha vida, lanço um olhar de piedade aos meus falsos amigos, traidores que foram a mim e ao seu próprio futuro.

Que de mim possam se lembrar nos umbrais da Terra, pois ajudarei a resgatá-los da tenebrosa esfera de dor que os aguarda.

Não guardo ódio...mas sim, ainda, revolta....pois, sobre o que se afirma ser carma nos meios espíritas, a mim foi dito que nem sempre.... O libre arbítrio para matar faz parte da Lei Divina.

Muitas vezes podem ser evitados... ou permitidos... pois encontram-se os crimes como peças de um mosaico de sábias disposições divinas, como ainda estou tentando compreender, como lhes disse antes... participando, ainda, de sessões, não mais terapêuticas, mas de conhecimentos espirituais e universais.

Após certo padrão de consciência mais equilibrada, voltando ao enfoque de minha vida além túmulo, fui convidado a ocupar uma cadeira do Parlamento Espiritual Planetário, onde escrevo sobre projeto para coligações e convênios para educação de jovens do Brasil, o que já aspirava e fazia, aí, em outros moldes. O que pretendemos aqui é uma revolução na Educação, que saberão com o tempo, pelas iniciativas de novos ministros de governo, seja do atual ou de outros, que possam assimilar nossos ensinos durante as madrugadas, juntos em espírito, aqui onde atuamos, em favor dos estudantes da nossa grande e abençoada terra do Cruzeiro.

Aqui se trabalha, mas de verdade... com fins e metas muito bem estudados e perseguidos.

Aí muitos trabalham para outros enriquecerem... e, na área parlamentar, muitos enriquecem suas vidas de acertos ou de erros, sendo que caberá a cada um acertar suas contas no Placar aqui de cima.

Tentei atenuar meu discurso através dessas últimas linhas, em respeito ao coração da valente irmã, que se agitou ao sentir a minha ainda remanescente revolta com a podridão dos comparsas, que atualmente estão em efêmeras cadeiras de glórias fictícias.

O que se leva da Terra é só o que se é e o que se constrói, de fato.

Ninguém chegará num espaço ou forma de vida espiritual digna, de forma fácil como é a dos que promovem a corrupção... essa senda cruel onde se atiraram os que achincalharam a Pátria dos novos mandamentos do Cristo, e ainda zombam de todos os que estão se remoendo de desesperança, sem rumo e sem fé.

A esses, puros de coração, que tem suas formas distintas de ser, que tem fé, em suas distintas formas de falarem com Deus, aos que são ateus, mas justos, honestos, e perseverantes na honestidade, e aos que não falam a linguagem religiosa, mas são luminares pilastras do país, nos seus múltiplos âmbitos, pessoas cuja Ética admirável e responsável e exemplar condução de vida própria, como agentes de transformações sociopolíticas no país, lutam pelo Brasil, devo tentar acender, em seu interior, a chama da esperança naqueles que também trabalham aqui, numa outra dimensão de vida, em nome da Justiça e dos Planos Divinos para a Terra e, em especial, para nós, e vós, no Brasil.

Estamos juntos ! Tudo terá jeito, pois há estratégias traçadas por aqui, o plano espiritual.

Fez parte da história a malandragem do livre arbítrio constatada, mas, dentro de um painel de expectativas divinas quanto ao que é disposto ao ser humano, levará a uma nova consciência, pelo aprendizado que traz em seu bojo a toda a população e representantes do país.

Fiquei feliz por poder deixar ao Brasil as minhas impressões sobre o passageiro caos atual e sobre o que vivo e faço aqui onde estou... lindo espaço de moradia com excelsos ex-dirigentes da nação... na própria cidade astral onde se reúnem, em imenso salão parlamentar, os verdadeiros guardiães desta exuberante nação, políticos comprometidos com o Bem Estar, a Ordem e o Progresso da Pátria do Cruzeiro.

Estando nós aqui, de onde projetamos nossas ideias à médium, sendo orientados por Anjo Ismael, tutor espiritual do Brasil, concluímos dizendo que todos os brasileiros passam por uma encruzilhada dentro do labirinto de permissões divinas, mas que maioria optará pela luta sincera em favor do bem geral, de uma forma ou de outra.

Mesmo que não totalmente satisfeitos com medidas provisórias, coerentes, de certa forma, com o que é possível, no momento, que lembrem-se de que poderão ser fecundas.
Sejam legítimos os passos do atual presidente da terra de Santa Cruz! Isso esperamos.

Que toda a trilha a ser palmilhada pelo novo governante do país, seja esse ou aquele que ainda surja no panteão de possibilidades, que se desdobram em novas decisões, a cada dia, seja palmilhada com retidão e de forma visionária, honesta e frutuosa.

Que sejam os brasileiros envolvidos em clima de certeza de que não estão sozinhos... e que os mais violentos poderão ser contidos pelos trabalhadores da área de policiamento espiritual, mas que algo de mais preocupante pode lhes advir se não forem cautelosos, também, quanto aos que incitam pessoas radicais a se imporem ante o restante da população.

Abraço, afetuosamente, a irmã que me acolheu e dedico-lhe flores róseas daqui dos jardins de onde as pude colher.

Aos amados familiares, parentes, amigos de jornadas nas leiras políticas, e aos meus queridos servidores de tantas instâncias por onde pude transitar e agir, lealmente, conforme ditava a minha consciência, manifesto a minha gratidão por ter estado com todos vocês, mesmo que por tão pouco tempo. Mas o perfume das almas sinceras, que, graças a Deus, vem de maioria de todos que conheci nos grandes e sérios momentos de minha vida, ainda sinto... e dele me nutro espiritualmente, assim como ao ouvir suas preces e deferências em datas especiais. Muito obrigado por isso !

Brasil.... te quero bem. Conte comigo !

Com cordiais saudações a todos que me leram,

Eduardo Campos

por Benoni Martins
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O sono e o desdobramento espiritual! O que acontece, como funciona o processo ?


Todos as noites de nossa vida em que conseguimos dormir, realizamos o que o espiritismo chama de desdobramento, ou seja, nosso espírito se liberta do corpo físico, que descansa, e nessa libertação “retorna” ao seu habitat natural. Esse desdobramento também acontece em outras situações como hipnose, meditação, traumas violentos, anestesia… mas nosso foco hoje é o desdobramento induzido pelo sono.

O que faz o espírito nesses momentos?

No livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, vemos no capítulo VIII, na parte que fala sobre a emancipação da alma essas duas questões:

O sono e os sonhos

400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?

“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.”

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. ”

Aliada a essas informações trazidas por Kardec, Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, são ricos em dados sobre o desdobramento. Durante esses momentos do sono obtemos o que procuramos durante o dia, ou seja, podemos aproveitar nossas noites em companhia dos mentores e amigos espirituais, assim como podemos nos transportar para regiões infelizes do astral inferior, onde nos localizamos por afinidade energética. Em uma ou outra ocasião colhemos os frutos de nossas ações, obtendo nessas regiões de ventura ou de sofrimento, o que procuramos.

Uma oração antes de dormir, com um pedido sincero de proteção, nos livraria de muitas dificuldades que nós mesmos criamos. A questão é que como pedirmos uma coisa a noite enquanto fazemos o oposto o dia inteiro ?
A nossa saída do corpo durante a noite pode ser direcionada pela ação da nossa vontade sincera, dessa forma podemos participar de aulas, cursos, tratamentos espirituais, aproveitando também nossas noites para nosso desenvolvimento espiritual.

É o nosso livre arbítrio operando novamente. Basta escolhermos o caminho mais curto.

por Ana Maria Teodoro Massuci
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Não pedi para nascer!


Já ouvimos essa frase ou mesmo já dissemos, especialmente num repente de rebeldia na adolescência: – Não pedi para nascer!!

Será mesmo?

O escritor espírita Richard Simonetti aduz com muita propriedade:

“Ledo engano. No Plano Espiritual não só pedimos como, não raro, imploramos a casais em disponibilidade que nos dêem a oportunidade de um retorno às experiências humanas, reconhecendo-as indispensáveis à nossa edificação e à solução de problemas cármicos.”

Nossa reencarnação se dá com vistas ao nosso adiantamento, nosso progresso e à reparação de erros cometidos no passado – que implicam em reconciliações com antigos desafetos (que prejudicamos), eis que é impossível avançar com segurança e liberdade deixando rastros de dores para trás: sem consciência limpa não adquirimos a “asa” da libertação.

Dessa forma, é muito frequente a reencarnação entre afetos e desafetos.

Qual o papel de cada um deles na nossa nova existência?

Nossos amados, espíritos com os quais possuímos laços de afetividade, serão o porto seguro, pessoas da família ou amigos que nos ajudarão a superar as dificuldades e a passar pelas provações, tornando a nossa vida mais leve e feliz.

E os adversários? Eles são os parentes difíceis, a exigir de nós constantes sacrifícios. Não sentiremos simpatia por eles e a convivência fraterna será um grande desafio. Mas será por meio dessa convivência que teremos a possibilidade de transformar os sentimentos de aversão, ressentimento, mágoa, em amor e perdão.

O palco da vida, dessa forma, é preparado para nos receber. E quando estamos desencarnados, no intervalo entre uma existência e outra, sentimos em profundidade a importância de estarmos todos reunidos novamente.

Assim, solicitamos aos benfeitores amigos que nos reúna novamente sob o mesmo teto para que possamos nos reajustar com os adversários, aprimorar o amor por aqueles com os quais já possuímos afinidade, desenvolver o amor genuíno por todos e avançar na senda do progresso, apoiando-nos naqueles que nos amam.

Sim, pedimos para nascer. E como desejamos estar exatamente nesse lar que muitas vezes negligenciamos na atualidade….

Reencarnar não é difícil não. Ocorrem 77 milhões de nascimentos por ano no mundo. Na Índia ocorrem 33 partos por minuto e deve ultrapassar a população da China em 2035.

Difícil mesmo é retornar nessas condições “ideais”: estar com as pessoas certas, na hora certa.

Juntar todos os envolvidos não é tarefa fácil. Quase sempre existem outros espíritos na fila, antes de nós, aguardando e necessitando da mesma oportunidade: reencarnar junto daqueles que serão seus pais, irmãos, avós, tios, amigos….

E aí, o que ocorre? Reencarna primeiro aquele que tiver mais preparado e estiver mais tempo aguardando a sua hora chegar.

Por isso, valorizemos a grande oportunidade que temos de conviver bem com aqueles que Deus nos ofereceu como familiares nessa existência, e façamos por merecer futuros empreendimentos ao lado de criaturas amadas, promotoras de bem-estar e alegria aos nossos corações.

Fernando Rossit
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O molho de pimenta


“Os Espíritos antipáticos entre si, quando se reencontram na família, unidos pela consanguinidade, expressam essa animosidade de muitas formas, o que gera transtornos cuja gravidade tem a dimensão dos problemas vivenciados.” – Joanna de Ângelis.


Um dia desses, por mero acaso, ouvi e vi a notícia em um canal de televisão sobre as mães que tiveram filhos microcéfalos devido ao zika vírus que contraíram durante a gestação.

Era de se admirar o amor com que essas mulheres, na maioria muito pobres, tratavam esses filhos marcados definitivamente pela enfermidade.

O que lançava tristeza sobre o fato era o abandono a que os seus companheiros tinham relegado a mãe e o filho devido à sequela produzida pela doença. Sumiram e abandonaram a companheira e o descendente à mercê da própria sorte ou da caridade alheia.

Imediatamente comecei a analisar à luz da reencarnação as consequências de tais atitudes por esses homens.

O mesmo raciocínio me surge à mente quando ouço ou leio ou escuto a notícia de que filhos arquitetam a morte dos próprios pais dentro do lar que deveria ser o local sagrado para eles.

Também não posso deixar de raciocinar da mesma forma quando a notícia é sobre pais que dão cabo da vida de seus filhos a quem deveriam cuidar com o maior dos zelos devido à responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros e é ignorada por eles, de que nossos filhos, na realidade, são criaturas de Deus entregues aos nossos cuidados e pelos quais prestaremos severas e duras contas.

Esses envolvidos se reencontrarão sem a menor dúvida ou discussão porque as Leis de Deus existem independentemente de acreditarmos nelas ou não.

Muitas pessoas dizem que não renascerão de novo porque não acreditam na reencarnação.

Se excluirmos a reencarnação para analisar as aparentes injustiças da vida, não conseguiremos explicar a Justiça e a Misericórdia do Criador. Posto isso, deduzimos sem nenhum raciocínio forçado que a reencarnação é uma Lei que harmoniza as aparentes injustiças da existência e valida a Justiça soberana que a tudo e a todos contempla, dando a cada um segundo as suas obras. Excluída essa possibilidade do retorno inapelável a um novo corpo onde cada um colhe da vida exatamente aquilo que nela semeou, a existência de Deus é posta em xeque-mate!

Xeque-mate e não apenas em xeque!

Relembremos alguns ensinamentos de Emmanuel encontrados no livro Ideal Espírita, capítulo 53:

Ninguém foge à lei da reencarnação.

Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.

Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva necessitada do nosso amor.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.

Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia.

Irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhes o Espírito a punhaladas de ingratidão.

Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinhos e fidelidade.

E não adianta dizer que não acredita em nada disso porque as Leis de Deus existem e pairam acima de qualquer religião e até mesmo do mais convicto dos materialistas! Por acaso Deus precisa de nossa crença Nele para existir? Coitado Dele se precisasse!...

Diante dessa realidade irrevogável, fico pensando, como disse no início, em como ficará o tempero desse molho nesses futuros lares onde esses Espíritos, endividados pelo exercício do livre-arbítrio, violentaram as Leis de Amor do Universo, tendo que se reencontrar com quem injuriaram de maneira grave para a devida reparação!

Se Deus fosse colocar a quantidade de pimenta que merecemos para a devida quitação da consciência endividada, não suportaríamos.

A misericórdia Divina tempera o molho colocando Espíritos que são nossos afetos de existências anteriores para atenuar a pimenta representada pelos Espíritos perante os quais somos devedores pelos desatinos do passado.

Ficamos com Joanna de Ângelis quando ela nos ensina que a família, a mais valiosa célula do organismo social, é nela que se encontram os Espíritos necessitados de entendimento, de intercâmbio de sentimentos e de experiências, de forma que no lar se faz sempre a escola na qual os hábitos irão definir todo o rumo existencial do ser humano.

Portanto, convém não semearmos muita pimenta em nosso relacionamento do presente para que o tempero do futuro lar seja mais ameno.

Ricardo Orestes Forni
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A família universal unificada

A FAMÍLIA UNIVERSAL UNIFICADA - MÃE MARIA - Através de Gabriel RL

Gabriel: Por favor, queridos, leiam na sintonia dessa música abaixo. Eu particularmente recomendo que coloquem a música em uma altura agradável e leiam em seguida a mensagem em voz alta. Poderão sentir maravilhosas vibrações de luz em seus corpos.

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Amados Filhos!

Que as bênçãos do Amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

O mundo está a se renovar, filhos, ainda que os gemidos constantes dos seus egos tentem abafar as transformações inevitáveis. Grita a alma pela sua nova vida! Vida esta mais cheia de aventuras, edificantes aventuras! Aquelas que virão com um sorriso, com serenidade, com paz, pois chegou a hora de sorrirdes sem culpa, medo ou vergonha destes feitos.

Quanto tempo, amados, desejastes ser livres para ser, ir e vir em todas as direções? Quanto tempo, amados, palmilhastes nos caminhos dolorosos guiados pelos vossos egos, sedentos por controle e mesmices? E eis que bate a vossa porta o anjo da mudança, o anjo que vos entrega uma chave, e ela abrirá todas as portas trancadas dos vossos corações.

Queridos do meu coração, lembro-me do meu lado, Jeshua, nos seus 11 anos, quando carinhosamente pediu-me para brincar com os seus amigos, vizinhos nossos. Eu olhei para ele, mergulhei na serenidade daqueles olhos de suavidade. Perguntei-lhe se ele não queria ir um pouco mais tarde, pois aquela era a hora natural em que ele orava.

Ele sorriu-me e falou “Mãe, em verdade, sei que não queres me dizer isso, mas falas porque teu coração agoniza por saber já, o que me passará em anos vindouros…”

E, de fato, amados filhos, eu temia e queria tê-lo junto a mim o máximo de tempo que pudesse. Oh, amados, ainda que meu coração de Mãe o amasse e o quisesse proteger com todo meu ser, o ego saltava-me inquieto e temeroso, mas sabia que a mudança temida viria, e não havia nada que eu pudesse fazer senão harmoniza-me com ela.

Filhos, lembrai-vos de que tudo está em constante mudança e transformação, e não podeis impedir isso. Tenteis o que tenteis, é em vão.

Aos pais, mães e cuidadores, a vós me dirijo agora, queridos meus: não cerceeis vossos filhos e filhas, não os diminuais, de nenhuma maneira. Quantos dos vossos filhos tiraram suas próprias vidas na angústia de não serem ouvidos por quem mais amavam? Quantos buscaram apoio nos braços dos seus entes queridos e foram massacrados por condutas morais ultrapassadas e distorcidas?

Oh, amados!… É tempo de dissolverdes esses velhos padrões sociais construídos para separardes-vos. “Amai-vos uns aos outros, sem distinção”, disse meu amado, Jeshua, e nessa máxima frase - como “é uma tradição a ser seguida pelo bem da família” – dissolve-se na luz do não preconceito, pois a família chamada tradicional será desmantelada para que emirja a Família Universal.

Amados, bem disse também meu amado Jeshua, quando questionado sobre sua família:

“Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.” - E ele respondeu, dizendo: “Quem é minha, e quem são meus irmãos?” - E olhando para os que estavam sentados à roda de si: “Eis aqui” - disse-lhes - “minha mãe e meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”

Entendam essa máxima, filhos queridos do meu coração. Jeshua diz que não há distinção entre os povos. O tempo chega e anuncia que os laços sanguíneos não diferem dos demais, pois quantos corpos já tivestes, quantos tipos de sangue correram em vossas veias? Logo, a Alma é Eterna e o Laço Imutável - o que a morte física não traga.

Deixai, amados filhos, que a Luz vos dê esse entendimento, banhe os vossos corações, abrindo-vos para essa unidade, pois muito mais filhos, filhas, irmãos, pais e mães aguardam pelo vosso amparo e Amor. Eis que eles clamam nas ruas, nos albergues, nos presídios, nos hospícios, nos hospitais por Amor e atenção. Lembrai-vos também: “EU E DEUS SOMOS UM”.

Compreendais, amados do meu coração, que vossa família sanguínea não está sendo convidada a desmanchar-se, muito pelo contrário, mas unificar-se à universal.

Amados, que diríeis se um familiar vosso, das Estrelas, se apresentasse a vós com um aspecto diferente do vosso simplesmente dizendo que é “vosso irmão”? Que diríeis se aquele que considerais o vosso maior inimigo dissesse o mesmo? Não importa a situação, amados! Sois todos irmãos e aí está mais algo que não podereis mudar, tenteis o que tenteis.

Queridos, não há mais nada que venha a sustentar os velhos padrões, ainda que os gemidos do velho teimem e tentem fazer-se ouvir. Acalmai-vos, e honrai-os nos seus suspiros finais, abençoando-os em sua ida e agradecendo-os por todos os ensinamentos trazidos por forças de resgates comportamentais de passados transmutáveis.

A soberania do Amor e unidade brilhará, inevitavelmente brilhará, e sustentar-se-á nos corações das novas gerações já manifestadas na Terra. Cabe a vós, os Povos das Estrelas conscientes e em experiência na fisicalidade terrestre, que prepareis o terreno para isso.

Sois aqueles que cavais os grandes alicerces profundos e seguros, para que a nova geração venha a fincar os pilares da mais alta ética, verdade, Amor, sabedoria e justiça. Depois, retornareis a este palco novamente, quantas vezes mais forem precisas, pois é a vontade mais profunda do vosso ser que assim seja.

Aproveiteis estes tempos intensos de grandes Ondas de Energias Transformacionais para que possais firmar-vos com os vossos novos Eus, assegurados em verdades internas tão profundas e inabaláveis, que nada nem ninguém, mesmo assegurado com protocolos da velha ordem, tenham qualquer argumento destrutivo contra vós, pois não podem suster-se diante da vossa Luz.

Lembrai-vos, filhos amados do meu coração, que estou sempre à vossa disposição, para que possais me chamar. Chamai-me, chamai-me, chamai-me! E eu vos atenderei.

Bem-amados, eu vos deixo agora, derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos em meu manto de proteção, porque...

Eu Sou Maria, a Vossa Mãe.

Gabriel RL: Gratidão sempre, amada Mãe!

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Formatação - DE CORAÇÃO A CORAÇÃO
por Patrizia Gardona
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Os samaritanos: Resgate de almas perdidas


Os samaritanos que também são chamados de missionários, socorristas e emissários são trabalhadores dos postos de socorro que saem em caravanas pelo Umbral e pela crosta do Planeta Terra a procura de pessoas que socorrem os que pedem auxilio.

Se vestem com capas e gorros de cor bege ou marrom-claro e botas altas. Desta forma peregrinam pelo Umbral sem serem percebidos. Muitas vezes são invisíveis aos sentidos de espíritos de baixa vibração.

Existem relatos onde os samaritanos contam com a ajuda de cavalos para percorrer distâncias maiores e cães que são utilizados como proteção. Outros relatos falam sobre a existência de veículos especiais chamados de Aerobus.

Raras são as excursões em que não ocorrem ataques aos samaritanos. São atacados por espíritos maldosos que podem se transfigurar em criaturas horrendas com o intuito de intimidar e amedrontar as caravanas. Os que atacam jogam pedras, paus, lama, matéria podre e alguns chegam a construir armas que não fazem qualquer efeito aos samaritanos. Para defesa utilizam ainda redes de proteção e armas que emitem eletricidade. Ao serem atingidos por este tipo de raio o espírito entra em um processo semelhante ao da morte pois lhe faz relembrar todo sofrimento que passou em sua mais recente desencarnação. Com medo muitos espíritos só tentam intimidar, e muitas vezes se afastam em desespero.

Existem situações em que os Samaritanos precisam resgatar pessoas dentro das populosas cidades do Umbral. A forma como fazem isto depende do tipo de cidade. Existem casos em que pedem autorização aos lideres da região. Em outros a pessoa a ser resgatada não é de interesse dos moradores da cidade e neste caso não existe problema algum em entrar e levar estas pessoas. Existem ainda situações em que precisam utilizar disfarces ou entrarem sem serem vistos pelos habitantes do local. Em situações de perigo podem mudar de vibração se tornando invisíveis. Desta forma não podem ser capturados pelos espíritos trevosos do Umbral. Muitos do Umbral sabem quem são e o que podem fazer e mantém um ar de respeito quando estão presentes.

Ao resgatarem algumas dezenas de espíritos, os samaritanos retornam ao seu posto de socorro. São verdadeiros farrapos humanos, alguns seminus, outros com suas roupas em trapos e corpo imundo e ferido. No posto os espíritos são tratados e orientados. O tratamento pode levar alguns dias ou alguns meses. Continuam livres e podem optar por retornar ao Umbral ou seguir para uma Colônia onde terminarão seu tratamento e passarão a frequentar aulas e cursos para que se informem sobre sua atual situação após a morte.

Um espírito só pode ser ajudado pelos samaritanos quando deseja com sinceridade ser ajudado. Não se pode ajudar ninguém a força. Não se perde tempo resgatando espíritos revoltados pois se não querem mudar, não poderão mudar a força. Sua revolta ainda poderá atrapalhar os trabalhos e a recuperação de outros espíritos dentro dos postos e hospitais.

Existem casos em que os espíritos se encontram em níveis tão baixos de vibração que não conseguem ver e se comunicar com os samaritanos. Desta forma não podem ser ajudados.

Relatos mostram que em determinados casos os samaritanos podem convencer o espírito a ter vontade de melhorar, de ser socorrido e ajudado. É possível mostrar a estes espíritos imagens das colônias e da felicidade e paz que poderá ter. Este trabalho de convencimento pode passar pelo uso da força. É o caso de fazer o espírito se recordar do sofrimento, dor e angústia que passou no passado, fazendo o mesmo desejar sair daquela situação.

São muitos os espíritos que mesmo em estado deplorável no Umbral preferem continuar na vida em que estão. Isto não é muito diferente do que existem aqui na Terra. Uma parcela dos moradores de rua, mendigos, idosos e crianças continuam nas ruas por opção. Não suportam os abrigos, a limpeza, a organização, a necessidade de obedecer a alguém. Preferem viver livres de qualquer lei, norma, organização, junto da miséria. Infelizmente só se pode ajudar alguém quando este alguém quer realmente ser ajudado.
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É Bom Lembrar que no livro "Nosso Lar", o espírito de André Luiz cita os trabalhadores do Umbral, e continua a relatar em livros como "Missionários de luz", dentre outras obras de diversos espíritos que vem nos trazer um pouquinho do que é realizado no plano espiritual.

- Temas abordados sob a ótica espírita respeitando a todas as filosofias e crenças.

GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER
por Ana Maria Teodoro Massuci
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

As colônias de espíritos no além


Não existem muitas diferenças entre os mundos do além e os lugares que encontramos aqui na Terra. Da mesma forma que aqui na Terra, lá você encontra lugares bonitos e lugares feios, lugares agradáveis povoados por gente boa e lugares desagradáveis povoados pela pior espécie de pessoas.

Lá do outro lado as pessoas se reúnem de acordo com suas afinidades ou vibrações. Pessoas positivas, alegres, de boas vibrações viverão em uma colônia repleta de pessoas semelhantes . Uma pessoa má, negativa e pessimista se sentirá melhor em companhia de pessoas iguais e será levada a viver numa colônia construída e administrada por pessoas semelhantes. Existem casos em que os seus sentidos só funcionam diante de pessoas que vibram igual a você. Um espírito bom e de vibrações elevadas pode ser invisível aos olhos de espíritos de baixa vibração.

E isso faz a diferença entre as diversas colônias e regiões do mundo espiritual. Não é difícil imaginar que deve haver diferenças entre um lugar criado e administrado por pessoas boas e por espírito elevado e um local administrado por pessoas ruins de espírito baixo.

Sobre todas as cidades do planeta Terra existem universos paralelos, regiões espirituais invisíveis para nossos sentidos limitados, indetectáveis a partir dos instrumentos e tecnologias que possuímos hoje. Sobre a cidade onde você mora certamente existem uma ou mais colônias habitadas por pessoas que não se encontram mais nesta dimensão onde vivemos.

As colônias são verdadeiras cidades de grande, médio ou pequeno porte. Não existe nada mágico, não é um mundo de fadas cheio de efeitos especiais. Tudo que temos aqui na Terra temos lá. Afinal de contas as cidades da Terra e as cidades do além foram construídas por nós mesmos. Desta forma são semelhantes. Lá você encontra casas, prédios, escolas, hospitais, praças, jardins, lagoas, rios, animais, fábricas, alimentos, máquinas, veículos para transporte, instituições governamentais, hierarquia. As colônias ocupam um área delimitada cercada por muralhas e sistema de proteção para evitar a invasão de espíritos vindos das regiões sombrias.

Sobre a cidade do Rio de Janeiro encontramos uma colônia chamada NOSSO LAR, a primeira descrita por um espírito chamado André Luiz. Na época em que o livro (na década de 30) existiam mais de 1 milhão de almas que lá habitavam. Sobre a Cidade de São Paulo encontramos 3 grandes colônias. Existem referências sobre colônias localizadas na região de Brasília e Ribeirão Preto/SP devido a sua beleza.

As colônias espirituais do Brasil foram criadas a pouco tempo tendo início com a colonização do país. Antes já existiam núcleos menores ocupados por indígenas. Existem colônias no oriente com milhares de anos de existência. As maiores e mais belas se localizam sobre a Índia e o Tibet. As colônias possuem intenso intercâmbio entre si e com os postos de socorro que são locais subordinados a elas que se encontram em planos espirituais mais baixos (inclusive na Terra) para ajudar e resgatar almas perdidas nas regiões de sombra (Umbral).

Algumas colônias possuem Escolas de Regeneração e grandes Hospitais para onde são levados os espíritos resgatados em regiões do Umbral. Estas pessoas passam por ensinamentos e tratamento para se recuperarem dos problemas morais e sentimentos negativos que ainda as prendem em níveis mais baixos.
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Algumas das imagens ao lado são pinturas mediúnicas, seguindo relatos de pessoas que se lembraram de dormirem e ao acordar lembravam de tudo o que se passou no outro plano (desdobramento).

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por Ana Maria Teodoro Massuci
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Apoios esquecidos


Charles Plumb era piloto e, certa vez, seu avião foi derrubado, durante uma missão de combate.

Ele saltou de paraquedas, salvando a vida. Caiu em campo inimigo, foi capturado e passou seis anos como prisioneiro.

Sobreviveu e ao retornar ao seu país, começou a fazer palestras, relatando a sua odisseia e o que a prisão lhe ensinara.

Certo dia, em um restaurante, foi saudado por um homem:

Olá, você é Charles Plumb, o piloto que teve seu avião derrubado, não é mesmo?

Sim, respondeu. Como você sabe?

Ora, era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?

O piloto ficou boquiaberto. Muito grato, afirmou:

Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.

Naquela noite, ele não conseguiu dormir, pensando e pensando.

Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse “Bom dia”? Eu era um piloto arrogante e ele, um simples marinheiro.

Pensou nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, em meio a tantos outros pilotos, tão senhores de si, como ele próprio se considerava.

Pensou que o marinheiro teve em suas mãos habilidosas, que enrolavam os fios de seda dos paraquedas, as vidas de tantos que nem conhecia.

Mas a sua tarefa bem realizada era a responsável por vários deles continuarem a viver.

Todos os que haviam precisado de um paraquedas, um dia.

Hoje, quando Plumb inicia as suas palestras, o faz perguntando à plateia:

Quem dobrou o seu paraquedas hoje?

Porque a vida é assim. Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante.

Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: físicos, emocionais, mentais, espirituais.

Precisamos do coletivo e o motorista nos conduz, tendo nas suas mãos as nossas vidas. Mas nem o olhamos.

Na repartição, aguardamos o cafezinho com quase ansiedade, desejando realizar a pausa entre as tarefas e saboreá-lo, com calma.

No entanto, nos esquecemos de olhar nos olhos da funcionária que o serve, de a cumprimentar, de perguntar se está bem. Sequer lhe sabemos o nome.

Entramos no elevador, dizemos o andar que desejamos, sem desejar um Bom dia ao ascensorista que passa horas, dentro daquela caixa, que sobe e desce, sem parar.

Por vezes, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante.

Esquecemos das pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Dos que nos suportam, dos que nos oferecem o ombro amigo para chorar. Dos que ouvem as nossas lamurias e as nossas alegrias.

Deixamos de saudar, de agradecer, de dizer algo amável, de sorrir.

E que dizer dos amigos espirituais? Nosso anjo de guarda que se desvela em cuidados?

Deus, que todos os dias, pinta quadros novos de beleza para nosso deleite?

Deus, cujo amor nos sustenta, cuja misericórdia nos alcança.

Lembremos de mostrar nossa gratidão.

Um telefonema, um sorriso às pessoas. Um pequeno cartão. Um mimo inesperado em invólucro delicado.

Um instante de reflexão. Uma prece. Uma oração de gratidão.

Obrigado, Senhor, por tudo que eu tenho. Por tudo que me dás. Pelo pão, pelo ar, pela paz. Por minha vida. Pela vida dos meus amores.

Pelo dia de hoje, obrigado, Senhor.

Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Divaldo Pereira Franco.
Em 17.10.2018.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ainda a humildade


A fôrça da humildade!

Grandiosa, passa na maioria das vêzes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.

Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.

Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.

A humildade é muito ignorada.

Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.

Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta.

Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma.

Adiante é perdão a serviço da paz de todos.

Além é bondade discreta, produzindo esperança.

Hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade.

Amanhã é beneficência para manter a misericórdia.

É sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita de luz.

A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade.

Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.

Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendü a necessidade de aproveitar as horas.

Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.

A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.

*

No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito.

Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concêrto das coisas consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.

Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interêsse e do teu zêlo.

Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.

Cultiva a humildade.

A humildade pela força da sua fraqueza nunca vai ser atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.

Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrêlas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.

*

Conquanto Jesus fôsse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade. Tão igual se fêz aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fôsse Ele "o escolhido".

No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno. sem abandonar os a quem veio amar.

Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!

*

"Aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo". Mateus: capítulo 20º, versículo 27.

*

"A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidas são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo?" Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 7º - Item 11, parágrafo 3.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 31.
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O orgulho e a humildade


Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.

Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!

A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.

O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são deferidas; pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram.

Ó rico! Enquanto dormes sob dourados tetos, ao abrigo do frio, ignoras que jazem sobre a palha milhares de irmãos teus, que valem tanto quanto tu? Não é teu igual o infeliz que passa fome? Ao ouvires isso, bem o sei, revolta-se o teu orgulho. Concordarás em dar-lhe uma esmola, mas em lhe apertar fraternalmente a mão, nunca. "Pois quê! dirás, eu, de sangue nobre, grande da Terra, igual a este miserável coberto de andrajos! Vã utopia de pseudofilósofos! Se fôssemos iguais, por que o teria Deus colocado tão baixo e a mim tão alto?" E exato que as vossas vestes não se assemelham; mas, despi-vos ambos: que diferença haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás; a química, porém, ainda nenhuma diferença descobriu entre o sangue de um grão-senhor e o de um plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também tu já não tenhas sido miserável e desgraçado como ele? Que também não hajas pedido esmola? Que não a pedirás um dia a esse mesmo a quem hoje desprezas? São eternas as riquezas? Não desaparecem quando se extingue o corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Ah! lança sobre ti um pouco de humildade! Põe os olhos, afinal, na realidade das coisas deste mundo, sobre o que dá lugar ao engrandecimento e ao rebaixamento no outro; lembra-te de que a morte não te poupará, como a nenhum homem; que os teus títulos não te preservarão do seu golpe; que ela te poderá ferir amanhã, hoje, a qualquer hora. Se te enterras no teu orgulho, oh! quanto então te lamento, pois bem digno de compaixão serás.

Orgulhosos! Que éreis antes de serdes nobres e poderosos? Talvez estivésseis abaixo do último dos vossos criados. Curvai, portanto, as vossas frontes altaneiras, que Deus pode fazer se abaixem, justo no momento em que mais as elevardes. Na balança divina, são iguais todos os homens; só as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. São da mesma essência todos os Espíritos e formados de igual massa todos os corpos. Em nada os modificam os vossos títulos e os vossos nomes. Eles permanecerão no túmulo e de modo nenhum contribuirão para que gozeis da ventura dos eleitos. Estes, na caridade e na humildade é que tem seus títulos de nobreza.

Pobre criatura! és mãe, teus filhos sofrem; sentem frio; tem fome, e tu vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te, para lhes conseguires um pedaço de pão! Oh! inclino-me diante de ti. Quão nobremente santa és e quão grande aos meus olhos! Espera e ora; a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que nele confiam, concede Deus o reino dos céus.

E tu, donzela, pobre criança lançada ao trabalho, às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que choras? Dirige a Deus, piedoso e sereno, o teu olhar: ele dá alimento aos passarinhos; tem-lhe confiança: ele não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres do mundo, faz bater-te o coração; também desejaras adornar de flores os teus cabelos e misturarte com os venturosos da Terra. Dizes de ti para contigo que, como essas mulheres que vês passar, despreocupadas e risonhas, também poderias ser rica. Oh! caia-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores inomináveis se ocultam sob esses vestidos recamados, quantos soluços são abafados pelos sons dessa orquestra rumorosa, preferirias o teu humilde retiro e a tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo guardião para o seu seio volte, cobrindo o semblante com as suas brancas asas e deixando-te com os teus remorsos, sem guia, sem amparo, neste mundo, onde ficarias perdida, a aguardar a punição no outro.

Todos vós que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente humildade. Se sofreis pelas calúnias, abaixai a cabeça sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se é puro o vosso proceder, não pode Deus vo-las compensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.

Oh! meu Deus, será preciso que o Cristo volte segunda vez à Terra para ensinar aos homens as tuas leis, que eles olvidam? Terá que de novo expulsar do templo os vendedores que conspurcam a tua casa, casa que é unicamente de oração? E, quem sabe? ó homens! se o não renegaríeis como outrora, caso Deus vos concedesse essa graça! Chamar-lhe-íeis blasfemador, porque abateria o orgulho dos modernos fariseus. E bem possível que o fizésseis perlustrar novamente o caminho do Gólgota.

Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as jóias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sanguinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas idéias.

Despertai, meus irmãos, meus amigos. Que a voz dos Espíritos ecoe nos vossos corações. Sede generosos e caridosos, sem ostentação, isto é, fazei o bem com humildade. Que cada um proceda pouco a pouco à demolição dos altares que todos ergueram ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não continueis a duvidar da bondade de Deus, quando dela vos dá ele tantas provas. Vimos preparar os caminhos para que as profecias se cumpram. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais retumbante da sua clemência, que o enviado celeste já vos encontre formando uma grande família; que os vossos corações, mansos e humildes, sejam dignos de ouvir a palavra divina que ele vos vem trazer; que ao eleito somente se deparem em seu caminho as palmas que aí tenhais deposto, volvendo ao bem, à caridade, à fraternidade. Então, o vosso mundo se tornará o paraíso terrestre. Mas, se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para depurar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica de ciências, mas, no entanto, tão pobre de bons sentimentos, ah! então não nos restará senão chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não será. Voltai para Deus, vosso pai, e todos nós que houvermos contribuído para o cumprimento da sua vontade entoaremos o cântico de ação de graças, agradecendo-lhe a inesgotável bondade e glorificando-o por todos os séculos dos séculos. Assim seja. Lacordaire. (Constantina, 1863.)

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 7. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aquele que se eleva será rebaixado


Por essa ocasião, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: "Quem é o maior no reino dos céus?" - Jesus, chamando a si um menino, o colocou no meio deles e respondeu: "Digo-vos, em verdade, que, se não vos converterdes e tornardes quais crianças, não entrareis no reino dos céus. - Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus - e aquele que recebe em meu nome a uma criança, tal como acabo de dizer, é a mim mesmo que recebe." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 1 a 5.)

Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. - Disse-lhe ele: "Que queres?" "Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda." - Mas, Jesus respondeu, "Não sabes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos." - Jesus lhes replicou: "É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado." - Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. - Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: "Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. - Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; - e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; - do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos." (S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)

Jesus entrou em dia de sábado na casa de um dos principais fariseus para aí fazer a sua refeição. Os que lá estavam o observaram. - Então, notando que os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola, dizendo: "Quando fordes convidados para bodas, não tomeis o primeiro lugar, para que não suceda que, havendo entre os convidados uma pessoa mais considerada do que vós, aquele que vos haja convidado venha a dizer-vos: dai o vosso lugar a este, e vos vejais constrangidos a ocupar, cheios de vergonha, o último lugar. - Quando fordes convidados, ide colocar-vos no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos convidou chegar, vos diga: meu amigo, venha mais para cima. Isso então será para vós um motivo de glória, diante de todos os que estiverem convosco à mesa; - porquanto todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado." (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 1 e 7 a 11.)

Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: "Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence." Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: "Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.

A mesma idéia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.

O Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.

O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 7. Itens 3 a 6. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.
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