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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Agindo em favor do próximo


“Acende, meu irmão, nova chama de estímulo, no centro da tua alma, e segue além... Sê o anjo da fraternidade para os que te seguem dominados de aflição, ignorância e padecimento. (Emmanuel, no Livro “Fonte Viva”, item 73, psicografia de Francisco C. Xavier.)

Instantes existem, em nossas vidas, que nossas forças parecem diminuídas, como um enorme peso ferindo os nossos ombros. Esses momentos, até naturais na vida daqueles que trabalham por um mundo melhor, não podem perdurar por muito tempo.
Paulo de Tarso, em carta aos Filipenses 4:19, afirmou categoricamente: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades”, informando àquela comunidade iniciante no Cristianismo e a todos nós, que não estamos sozinhos no ideal de construir uma sociedade mais condizente com os padrões da dignidade, sublimidade e honradez.

A força que, momentaneamente, está deficiente devemos buscá-la na fé em Deus e na oração junto aos benfeitores espirituais da humanidade, para que voltemos, o mais breve possível ao equilíbrio, uma vez que as tarefas precisam ser realizadas e o serviço não pode ficar para trás.
Estando na condição de servir, em momento algum podemos perder qualquer oportunidade de prestar alívio aos que sofrem, seja quem for, quando for e onde for.
Crianças vivendo na indiferença clamam por mãos amigas que possam acalentar-lhes os anseios de afetividades, criando oportunidades de conhecerem exemplos dignos e nobres, como referenciais para seus dias futuros.
Mães desesperadas observam o fogão sem lume e a panela fazia, com os corações apertados pelo choro dos filhinhos a solicitarem alimento.
Pais desempregados perambulam pelas ruas da cidade procurando por uma ocupação que possa lhes garantir o pão de cada dia.
Jovens aturdidos seguem pela vida sem rumo e sem esperança, ante as poucas perspectivas de frequentarem bancos escolares de nível superior e diante da escassez de trabalho.

Enfermos desprovidos de recursos financeiros se lançam a implorar socorro na saúde pública, nem sempre equipada para atender-lhes as rogativas urgentes.
Desequilibrados mentais, confusos e vacilantes sofrem as consequências da impossibilidade de se manterem por si sós.
Famílias numerosas, muitas vezes, conhecem o desconforto da desarmonia entre seus membros, vivendo num clima de conflitos, agressões e violência grave.
Entidades assistenciais, revestidas dos melhores propósitos, lutam com extremas dificuldades financeiras e de recursos humanos para atenderem aos propósitos desejados.

O mundo em que vivemos, no estágio em que se encontra, como podemos perceber sem muitos esforços, ainda tem muito serviço a ser feito, muitas conquistas a serem realizadas e muitos obstáculos a serem vencidos. Assim, dentro das nossas possibilidades, estudemos o potencial que temos e ofereçamos a nossa quota de contribuição, mesmo que seja pequena, mas não mantenhamos os nossos braços cruzados.
O trabalho, em realidade, é tarefa de todos nós, desde a mais humilde das criaturas até aquela que detém a maior importância, pois que o sonho de paz e felicidade também é um desejo e uma busca geral.
Façamos, então, a nossa parte, agindo em favor do próximo, e a Providência Divina que tudo vê e sabe, no momento certo, agirá em nosso favor, aumentando as nossas forças, elevando o nosso ânimo e improvisando a nossa ventura.

Waldenir A. Cuin
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sábado, 25 de novembro de 2017

5 maneiras de evitar a energia negativa dos outros!


Independente de religião ou doutrina, você é o autor de seu próprio estado energético. Sabemos que empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia, sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.

1) Lembre-se, você não pode agradar a todos
Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.

2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida
Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você  não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.

3) Parar de prestar atenção
Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora. Não economize em rejeitar sua energia tóxica.

4) Inspire natureza
Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil.

Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.

5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções
Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade. O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós.

Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você.

Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias.

Esta pessoa faz com que você se sinta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem?

Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso! Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio.

Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético.
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Fonte: Alegria Sempre
Mensagem Espírita.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Construindo a felicidade


O desânimo lhe pesava aos ombros, como nunca antes.

Embora tentasse ser otimista, buscar o melhor de cada situação, para ela, aqueles dias se mostravam desafiadores.

Dentro do lar encontrava a incompreensão a julgar todas as suas ações.

No trabalho, as exigências desmedidas de um chefe intolerante, a pedir mais e mais.

E as dificuldades financeiras habituais, equilibrando-se no orçamento entre lá e cá das dívidas e compromissos assumidos.

Naquele dia, as aflições pareciam tomar um volume mais intenso, a extravasar-lhe do coração.

Foi assim que encontrou velho amigo, que sempre fora seu conselheiro nas horas mais cruciais.

Reconhecendo-lhe na face as dores que a alma passava, convidou-a para uma conversa fraterna.

Parece que este mundo não é para a felicidade. – Desabafou ela, logo de início.

Será que somos condenados às dores, suplícios, dificuldades? Não temos direito de sermos felizes? – Questionou, com a voz embargada pelas lágrimas que insistiam em inundar seus olhos.

O amigo, profundo conhecedor da natureza humana, falou, com tranquilidade:

Não sei do que você está falando. Vejo você mesma, neste instante, construindo sua felicidade!

Você deve estar brincando, só pode... Não vê meu estado, não percebe o que estou passando?

Mesmo assim insisto, você está construindo sua felicidade. Muitas pessoas chamam de felicidade o sorriso fácil das festas sociais, ou o dinheiro gasto para amealhar bens, ou a quantidade de posses em seu nome.

Essa é uma felicidade que logo se esvai... Logo que o dinheiro mude de mãos, a saúde não permita mais as extravagâncias, e as ilusões se encerrem em um golpe de dor.

Existem, sim, aqueles que trafegam por estradas estreitas, em desafiadoras provas. Porém, toda prova bem entendida, corretamente vivenciada, constrói virtudes em nossa intimidade.

E as virtudes que vamos conquistando serão a fonte permanente da felicidade que poderemos usufruir sem medo, quando se implantarem, em definitivo, em nós.

Hoje você passa pela incompreensão no lar. Mas é lá que você está desenvolvendo a paciência.

No trabalho, enfrenta a intolerância do chefe desmedido. Mas é lá que você se faz aprendiz da humildade e da compreensão.

As dificuldades financeiras que lhe surgem lhe dão o ensejo de ser comedida, paciente, resignada perante a vida.

Nos dias mais atribulados, nas dificuldades mais intensas, estamos realizando os esforços necessários para cultivarmos as virtudes e valores nobres de que ainda não dispomos.

Imaginar que ser feliz é ter dinheiro, comprar tudo que se deseja, ou dar vazão a todas as nossas extravagâncias é tolice de nossa imaturidade emocional.

Para concluir a conversa, ponderou o velho amigo:

Lembre-se de que as dores e dificuldades pelas quais está passando, logo mais deixarão de existir.

Entretanto, as virtudes, insculpidas a duros golpes nestes dias difíceis, acompanharão você para sempre.

Um breve silêncio se fez entre ambos. Ela olhou o amigo, abraçou-o e, aconchegando-se a ele, como alguém que sente ter encontrado um porto seguro, agradeceu.

Estava renovada para prosseguir nas lutas, enfrentando as dificuldades.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.11.2017.
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

11 hábitos que você precisa eliminar para ter sucesso na vida


Uma pessoa bem-sucedida precisa ter um comportamento diferenciado. Foi pensando nisso que trouxemos uma lista de hábitos que devem ser seguidos, a fim de garantir a integridade moral e um bom relacionamento com as pessoas. Entendemos que o significado do sucesso é muito subjetivo. Para alguns, é sinônimo de riqueza material. Para outros, uma pessoa bem-sucedida é aquela que tem uma vida espiritual elevada. Há ainda quem se importa simplesmente com uma rotina cercada de amigos e parentes. O fato é que alguns comportamentos nos afastam desses objetivos.

Confira nossas dicas:

1. Pensar antes de falar
Quando o que você tem para falar não é relevante, não fale, principalmente em momentos inoportunos. Pense bem antes de dizer o que pensa, palavras ditas não voltam atrás. Por outro lado, se sua consciência aprovar o que você tem a dizer, então diga. Abrir a boca em certos momentos pode ser fundamental para trabalhar em nome da justiça e da verdade. Reflita e toma a decisão certa.

2. Cumpra horários
É muita falta de educação marcar uma hora e deixar alguém esperando. Isso mostra desrespeito e a pessoa deixa de confiar em você. Se você demora muito para se arrumar, então comece a se preparar mais cedo, mas seja pontual. Afinal de contas, quem gosta de esperar? Um estudo realizado na Universidade de San Francisco, Estados Unidos, revelou que pessoas que vivem atrasadas têm outros problemas, como ansiedade e autoestima baixa. Se for o seu caso, cuide-se.

3. Deixe o ressentimento
Para ser bem-sucedido, você deve ser uma pessoa simpática, grata e generosa. Manter a raiva acumulada só nos adoece.

4. Não se acomode
Você pode ter chegado numa posição muito alta, mas sempre há como subir mais – em todos os sentidos. Talvez o seu crescimento ajude outras pessoas. Então não pare no tempo e invista em você.

5. Não desperdice dinheiro
A preocupação não é só com as finanças, mas com seu autocontrole. Pessoas descontroladas com dinheiro acabam gerando muitos problemas, até nos relacionamentos. Compre apenas o que precisa e se dê o direito de se presentear de vez em quando - isso também faz bem.

6. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje
Todo mundo escuta isso o tempo todo, mas é verdade. Deixar tudo para última hora só causa desorganização. Não seja uma pessoa preguiçosa!

7. Coloque a honestidade em primeiro lugar
Quem não sabe que mais cedo ou mais tarde a verdade vem a tona? Não existe sucesso baseado na mentira e nas fraudes, pense nisso. O melhor de tudo é deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

8. Reclame menos
As queixas nos impede de avançarmos. Ou seja, serve como distração negativa. Se você puder mudar o ponto crítico, mude. Caso contrário, deixe estar.

9. Junte-se com pessoas de confiança
Isso é muito bom para nossa segurança e saúde emocional. 10. Cuide da sua saúde. Lembra-se da Escolinha do professor Raimundo, “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”? Pois é exatamente isso!

11. Cuide da sua linguagem corporal
Observe como seu corpo se comporta quando alguém está falando com você. Mostrar impaciência ou não olhar nos olhos é muito ruim para sua imagem.

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Morrer lentamente


Morre lentamente quem não sorri para uma nova manhã, quem esqueceu de olhar as estrelas na noite anterior e quem não se encanta com a grandiosidade da natureza à sua volta.

Morre lentamente quem não encontra graça em si mesmo, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão seu guru, ou sua única companhia.

Morre lentamente quem não toma iniciativa alguma quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca nem um pouco que seja, para ir atrás de um sonho.

Morre lentamente quem passa os dias se queixando de sua má sorte ou da chuva incessante ou do sol intenso.

Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, quem não pergunta sobre um assunto que desconhece, ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente quem não mais agradece a Deus pelos filhos que lhe deu, ou pelos pais que o receberam neste mundo.

Morre lentamente quem não retribui o sorriso de um bebezinho, e quem não acha fascinante a forma pela qual chegamos todos a este mundo.

Morre lentamente quem não abraça, quem não beija, quem não expressa carinho de alguma forma – mesmo que através de um olhar.

Morre lentamente quem é adepto de expressões como este mundo não tem jeito mesmo, ou a coisa está cada dia pior.

Morre lentamente quem se desespera com a perda de um amor, e não consegue perceber que há muitos que podem ser amados por nós, e muitos que podem nos amar profundamente.

Morre, sem perceber, dia após dia, quem não se dedica à felicidade de alguém, quem não se doa, quem não divide o que tem - material e espiritualmente – com outras pessoas.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

Estar vivo pressupõe agir, e não apenas reagir. Toda reação é perigosa, pois comumente não passa pelo processamento seguro da razão.

Estar vivo implica em fazer avaliações constantes, não avaliações dos outros, mas de nós mesmos e de nosso viver.

Quem não se avalia perde grandes chances de se aprimorar, de poder mudar de rumo quando percebe que a direção poderia ser outra.

Estar vivo significa: entusiasmo - carregar Deus em nossa alma, levar a certeza de Sua presença em nossas vidas e a vontade de conquistar os altos páramos da felicidade.

Vivo para que o sol tenha sentido, e é minha luminescência que ele espelha e devolve ao orbe, agradecido.

Vivo para que a chuva lave o ar, e leve volte ao éter com meu perfume elegante, de árvore vigorosa de seiva sã.

Vivo para que o amor tenha vazão, e não deseje razão – pois de condição o amar não precisa.

Vivo para florescer outros jardins, e sem perceber o meu se abarrota de lírios, ciclames, girassóis...

Vivo cada dia como se fosse cada dia. Nem o último nem o primeiro - o único.

Redação do Momento Espírita, com base no
texto Quem morre, de Martha Medeiros.
Em 27.10.2017.
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Assim é a vida...Se não deu certo, recomece!


”E se não deu certo, recomece. Se te enganou, esquece. Se te fez sorrir, agarre. Se te fez chorar, desamarre. Se não te ligou, não ligue. Se mentiu, duvide. Se te chamou, faça parte. Se te esqueceu, descarte. Se te deixou pra trás, siga em frente e se deu medo, enfrente.”

Não sei de quem é a autoria, porém bastante verdadeiro.
Talvez a vida seja bem simples e nós conseguimos complicar.
Se algo não deu certo, recomece, faça de novo ou ao menos faça diferente, ou mesmo tente pensar que não deu certo porque talvez venha coisa melhor pela frente ou simplesmente porque não deu… Não tinha que dar.

Se alguém te enganou, esqueça, vai fazer de novo, não merece sua confiança e muito menos seu tempo desperdiçado com alguém que não tem a mínima pretensão de estabelecer uma relação verdadeira!

Se te fez sorrir, fique! Se agarre! Momentos felizes nem sempre estão à nossa mão e muito menos à nossa disposição! Então aproveite recarregue as baterias com quem te faz sorrir! Ah! Faça alguém sorrir também! Te garanto que vale a pena!
Se não te ligou! Ligue… Essa máxima vou contradizer um pouco, porque às vezes aquela pessoa que não te ligou passa por um momento difícil e um simples telefonema seu pode lhe fazer um bem danado (ou mesmo arrancar aquele sorriso sobre o qual falamos acima).
Mas se você ligar e te desprezar, esquece! Bola pra frente, te garanto que tem muita gente por aí esperando um telefonema seu!

Se mentiu, duvide sempre! Há sempre mais mentira atrás da outra, não vale a pena pagar pra ver!
Se te chamou, vá! Aproveite! Faça parte de todos os momentos, provavelmente existe um motivo verdadeiro para a pessoa te querer por perto! E como é bom ser querido, não?
Se te esqueceu, esqueça também! Pode ser doloroso cair no esquecimento de alguém, principalmente aquele alguém que nos é tão precioso e amado, mas amor, ah! Amor precisa de retorno, de calor, de carinho, de amizade e parceria, provavelmente quem te esqueceu já não quer mais ser lembrado por você! Vale a pena?

Se te deixou pra trás, caminhe, ande, corra, mas siga em frente! Lindo mesmo são aquelas pessoas que te dão a mão e que seguem ao seu lado!

E se deu medo, vai com medo mesmo! Enfrente! Amizade, felicidade, amor, lealdade, parceria, companheirismo, foram feitos pra quem tem coragem!
Não coloque a tua vida nas mãos de ninguém! A sua felicidade depende de você!
Namastê!

por Vladia Soares
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tudo passa



fonte
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

O viajor e as florestas

Imaginemos uma estrada longa, em cuja extensão se encontram enormes florestas que é preciso atravessar. À entrada de cada uma, a estrada, larga e magnífica, se interrompe, para só continuar na saída.

O viajor, que segue por essa estrada, penetra na primeira floresta. Porém, não encontra caminho aberto, somente um emaranhado complexo em que se perde.

A claridade do sol desaparece sob a espessa ramagem das árvores. Ele vagueia, sem saber para onde se dirige.

Afinal, consegue chegar ao fim da floresta. Está cansado, dilacerado pelos espinhos, machucado pelas pedras.

Ali está novamente a estrada e ele prossegue a sua jornada, procurando curar-se das feridas.

Mais adiante, uma segunda floresta se apresenta, na qual o esperam as mesmas dificuldades. Mas, como ele já possui um pouco de experiência, sai dela menos ferido.

Noutra, encontra com um lenhador que lhe indica a direção que deve seguir para não se transviar.

A cada nova travessia, aumenta a sua habilidade, de maneira que transpõe cada vez mais facilmente os obstáculos.

A estrada finaliza no alto de uma montanha, donde ele enxerga todo o caminho que percorreu desde o ponto de partida.

Vê as diferentes florestas que atravessou e se lembra dos contratempos que passou. Mas, essa lembrança não lhe é penosa, porque chegou ao termo da caminhada.

É como um velho soldado que, na calma do lar doméstico, recorda as batalhas a que assistiu.

Aquelas florestas lhe parecem pontos negros sobre uma fita branca e diz para si mesmo: Quando eu estava naquelas florestas, nas primeiras, sobretudo, como me pareciam longas de atravessar!

Tudo ao meu derredor me parecia gigantesco e intransponível e que nunca eu chegaria ao fim.

Penso que, sem aquele bondoso lenhador que me pôs no bom caminho, talvez eu ainda estivesse por lá!

Agora, que contemplo essas mesmas florestas do ponto onde me acho, me parecem pequenas!

Tenho a impressão de que eu teria podido atravessá-las, com um passo. A minha vista as penetra e lhes distingo os menores detalhes. Percebo até os passos em falso que dei.

Encontrando um sábio, lhe pergunta:

Por que não há uma estrada direta do ponto de partida até aqui? Isso pouparia aos viajantes o terem de atravessar aquelas terríveis florestas.

Meu filho, responde o ancião, olha bem e verás que muitos evitam a travessia de algumas delas: são os que, tendo adquirido mais rapidamente a experiência necessária, sabem tomar um caminho mais direto e mais curto para chegarem aqui.

Essa experiência, porém, é fruto do trabalho que as primeiras travessias lhes impuseram, de modo que eles aqui chegam em virtude do mérito próprio.

No entanto, o que saberias, se não houvesses passado por elas?

A atividade que tiveste de desenvolver, os recursos de imaginação que precisaste empregar para abrir caminho aumentaram os teus conhecimentos e desenvolveram a tua inteligência.

Somos o viajor. A estrada é a imagem da nossa vida. O lenhador é Jesus. As florestas são as existências corpóreas que nos levam ao alto da montanha da perfeição.

Estamos a caminho. Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
O caminho da vida, do livro Obras Póstumas,
de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 16.10.2017.
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Daqui a 10 anos você terá se arrependido dessas 10 escolhas.


“Se ao menos …” O uso dessas palavras talvez seja uma das coisas mais tristes que você fará em 10 anos.

Aqui estão dez escolhas que que podem te conduzir a frases de arrependimento como essa.

Identifique se está fazendo algo que não gostará no futuro e mude seus caminhos:

1. Ter vestido uma máscara para impressionar aos outros.
Se a cara que você sempre mostra ao mundo é uma máscara, um dia não haverá nada por baixo. Quando você gasta muito tempo concentrando-se na percepção que os outros têm de você, ou no que todo mundo quer que você seja, você acaba se esquecendo de quem você realmente é. Portanto, não tema os julgamentos dos outros; você sabe em seu coração quem é e quais são as suas verdades. Você não tem que ser perfeito para impressionar e inspirar as pessoas . Deixe-os ficar impressionados e inspirados pela forma como você lida com suas imperfeições.

2. Deixar que outra pessoas tenha sonhos por você.
O maior desafio na vida é descobrir quem você é; o segundo maior é ser feliz com o que você encontra. Uma grande parte disso é a sua decisão de permanecer fiel a seus próprios objetivos e sonhos. Existem pessoas que discordam de você? Boa. Isso significa que você está de pés no chão e escolheu seu próprio caminho. Às vezes você vai fazer coisas e ser considerado louco, mas quando você se pegar animadamente perdendo a noção do tempo….aí você saberá que fez a escolha certa.

3. Mantendo companhias negativas.
Não deixe que alguém que tem uma atitude te influencie. Não deixe quem cheguem em você. Eles não podem puxar o gatilho, se você não lhes entregar a arma. Quando você se lembrar que, na maioria das vezes, manter a companhia de pessoas negativas é uma escolha, em vez de uma obrigação, você se libertará para sentimentos de compaixão ao invés e raiva, generosidade em vez de ganância, e paciência em vez de ansiedade.

4. Ser egoísta.
Uma vida repleta de atos de amor e bom caráter é a melhor lápide que alguém pode deixar. Aqueles que te inspiraram e com quem você compartilhou seu amor sempre se lembrarão de como você os fez sentir. Então esculpa seu nome em corações da maneira mais positiva possível. O que você tem feito para si mesmo sozinho morre com você; o que você tem feito para os outros e para o mundo permanece.

5. Evitar mudanças e crescimento.
Você deve deixar o passado ir e abrir caminho para o novo; as velhas formas de agir e pensar podem não ser mais as melhores maneiras de viver. Se você reconhecer isso agora e tomar medidas para continuar e se adaptar, as suas chances de sucesso serão muito maiores.

6. Desistir quando as coisas ficam difíceis.
Não existe fracasso, apenas resultados. Mesmo se as coisas não aconteceram do jeito que você esperava, não desanime ou desista. Lembre-se do que você é capaz e siga em frente. Aquele que continua a avançar um passo de cada vez vai ganhar no final. A vitória é um processo que ocorre com pequenos passos, decisões e ações que gradualmente constroem uma realidade diferente.

7. Deixe de tentar gerenciar cada pequena coisa.
A vida deve ser tocada, não estrangulada. Às vezes você tem que relaxar e deixar a vida acontecer sem preocupações excessivas. Aprenda a deixar que algumas coisas sigam sem o seu domínio. Respire fundo e, quando a poeira baixar e você voltar, dê o próximo passo. Nem sempre você tem que saber exatamente onde vai.

8. Se contentar com menos do que você merece.
Seja forte o suficiente para deixar o que não é bom ir e sábio o suficiente para esperar o que você merece. Às vezes você tem que ser derrubado para se levantar mais forte do que jamais foi antes. Às vezes, os olhos precisam ser lavados por suas lágrimas para que você possa ver as possibilidades diante de você com uma visão mais clara e renovada. Apenas não se acomode.

9. Esquecer que tempo é finito.
O problema é que você sempre acha que tem mais tempo do que você realmente tem. Um dia você vai acordar e não haverá mais tempo para trabalhar nas coisas que você sempre quis fazer. E é nesse ponto que você se arrependerá por não ter alcançado os objetivos que você definiu para si mesmo.

10. Ser preguiçoso e passivo.
O mundo não lhe deve nada, mas você deve ao mundo alguma coisa. Então pare de sonhar e começar a fazer. Assuma total responsabilidade por sua vida – assuma o controle. É tarde demais para sentar e esperar por alguém que fará alguma coisa algum dia. Um dia é hoje; e esse alguém que o mundo precisa é VOCÊ .

Marc and Angel Hack Life
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Vozes amigas


Pedro e Ana se conheceram no colégio. De início, não simpatizaram muito um com o outro, mas reconheceram a inteligência e a integridade mútuas e se tornaram amigos.

A amizade foi se consolidando e, em pouco tempo, evoluiu para algo mais forte, mais intenso.

Eram companheiros de ideias e ideais. Um até sabia o que o outro estava pensando.

Casaram-se, tiveram filhos, alguns cachorros, gatos, peixes.

Fizeram amigos, viajaram, trabalharam em parceria.

A vida nem sempre foi fácil, mas encararam unidos as dificuldades. O amor crescia, amadurecia e se fortalecia.

Entraram na meia idade planejando a aposentadoria e as viagens que fariam.

Os filhos, criados, não precisavam mais de dedicação integral. Estavam batendo asas, independentes e autônomos.

Em meio a planos resgatados do fundo do baú e o nascimento de novos sonhos, Ana começou a sentir que algo não estava bem. Evitou alarmar o marido e foi ao médico.

Para sua surpresa, foi diagnosticada com um tipo de câncer raro e agressivo.

Passado o choque inicial, ela não se rendeu. Buscou informações, médicos e tratamentos alternativos.

As perspectivas, no entanto, eram bastante sombrias.

A família se uniu e Ana decidiu seguir a vida até o momento em que não seria possível fazer mais nada.

Foram anos de batalha com quimioterapia, cirurgias para a retirada de tumores, testes com novos medicamentos.

Uma noite, internada na Unidade de Terapia Intensiva e desenganada pelos médicos, pediu ao marido para conversar com familiares e amigos distantes.

Como seria possível, contudo, se a entrada na UTI era restrita e nem todos conseguiriam chegar a tempo?

Além disso, conversar com todos lhe seria exaustivo e desgastante.

Pedro teve uma ideia. Conversou com o médico de plantão e obteve autorização para permanecer ao lado dela e usar o celular.

Fez contato com quase toda a sua lista de amigos e familiares, solicitando que gravassem, num dos aplicativos do celular, mensagens de afeto para Ana.

Muitos não conseguiram gravar, por conta da emoção.

Mas vieram mensagens de todos os cantos, com palavras entoadas, cantadas, sussurradas.

Todas carregavam carinho, respeito e a esperança de um reencontro.

Ana passou a noite ouvindo as mensagens, que Pedro tocava de tempos em tempos, em seu celular.

Lágrimas escorriam dos olhos de ambos. Lágrimas escorriam também dos olhos de enfermeiros e médicos.

Aquela UTI estava cheia de pessoas, não fisicamente, mas em espírito, em boas energias, em luz.

Ana atravessou aquela noite, acordou na manhã seguinte e permaneceu por mais uma semana, tranquila e serena, até a sua morte.

Nesse período, pedia para ouvir as vozes amigas que tanto bem lhe haviam feito, que tanto carinho lhe haviam transmitido.

Partiu em paz, sabendo que não estava só. As vozes amigas a ladeavam, amparavam e a preparavam para retornar à pátria espiritual, onde iria se encontrar com outras vozes amigas, igualmente cheias de amor e saudade, ansiosas por aquele tão esperado reencontro.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.9.2017.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Deus está no controle


O navio não afunda pela água que está ao seu redor. O que pode afundar um navio é a água que invade o seu interior. Portanto, não importam as coisas que estão acontecendo ao seu redor, em torno da sua vida. O que importa é você não permitir que, o que está acontecendo invada o seu interior e te coloque pra baixo e faça com que sua vida naufrague. Conduza o "Barco" da sua vida com Coragem, Determinação e Fé em Deus.

ACREDITE SEMPRE QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE.

lmagem
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segunda-feira, 31 de julho de 2017

A grandeza da humildade


Certa vez um jovem procurou um sábio para receber alguma orientação sobre como agir diante das circunstâncias que se apresentavam. Ao encontrar o mestre, fez sua saudação e expôs o problema:
– Mestre, eu gostaria de entender o que há de errado comigo. Desde criança eu sou o mais esforçado de minha família. Comecei a trabalhar desde muito cedo, ao contrário dos meus irmãos, que nunca precisaram fazer nada. Na escola, apesar de minhas notas sempre estarem entre as melhores, nunca ganhei nenhum elogio de meus professores, diferente de alguns colegas que eram mais populares e frequentemente recebiam ajuda para passar nas provas. Ontem, na empresa onde trabalho, meu colega foi promovido a supervisor, mas é a mim que todos os colegas – inclusive o recém-nomeado supervisor – recorrem quando querem tirar as suas dúvidas. Por que o meu valor nunca é reconhecido?
Em resposta, o mestre deu um sorriso suave, olhou nos olhos do rapaz e disse, em um tom sereno e cheio de compreensão:
– Eu entendo que essas situações abalem você. Mas observe o livro da natureza e você compreenderá o sentido disso tudo. Na floresta, as maiores árvores são aquelas que foram desprezadas pelos lenhadores e só por isso puderam crescer até o limite de suas capacidades. Já aquelas árvores tidas como de madeira nobre tiveram seu curso interrompido muito antes.
– Na vida, todo aquele que é exaltado pelas capacidades que ainda não tem, se assemelha à árvore nobre que é honrada pelo machado do lenhador e ali estanca seu crescimento. Todo homem que é honrado pelo pouco que possui, toma esse pouco como uma grande fortuna e se esquece de adquirir algo mais. Ao contrário, aqueles que ainda não foram descobertos por seus tesouros, seguem livres em seu crescimento, até que um dia, assim como as mais altas árvores, não poderão mais ocultar sua majestade e sua grandeza.
– Chegará o dia em que você encontrará seu lugar e nele, seu trono. Isso tem que ser assim para que você não se acomode como um simples hóspede na jornada da vida e resolva ali permanecer, confortável e seguro. E enquanto o seu momento não chegar, siga aprimorando suas capacidades e busque dar o melhor de si em tudo que faz. Ao ouvir essas palavras, o jovem acenou com a cabeça, demonstrando haver entendido o valor daqueles conselhos e, com um leve sorriso no rosto, agradeceu e partiu.

(Autoria: Roger Alves)
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domingo, 2 de julho de 2017

Aprendi e Decidi...


E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...

Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.

Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.

Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.

Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.

Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.

Naquele dia, descobri, que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.

Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.

Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo".

Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria tênue luz deste presente.

Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.

Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.

E desde aquele dia já não durmo para descansar... Agora simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Depressão – uma visão espírita


“A depressão é hoje um dos maiores fatores de ausência no trabalho no mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê para 2025 que ela seja a terceira maior causa de morbidade e mortalidade entre as patologias, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares e os cânceres, onde a própria depressão tem importante ação nos seus surgimentos”.

A constatação é do psiquiatra e vice-presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil (Ame-Brasil), Dr. Roberto Lúcio V. de Souza. Ele explica que não há sintomas que caracterizem claramente se existe alguma predisposição biológica para o surgimento do quadro depressivo, embora já se tenha percebido que filhos de pais (ou parentes diretos) deprimidos ou portadores de Transtorno Bipolar têm maior propensão para a depressão.

Em entrevista, o psiquiatra explica quais são as causas verificadas da depressão, a sua relação com o estresse e a diferença entre depressão e tristeza.
A depressão é uma doença de caráter primário biológico ou psicológico?

ROBERTO LÚCIO V DE SOUZA – A depressão, como qualquer patologia, tem sua origem no desrespeito às leis divinas, causando alterações nas estruturas perispirituais do espírito. Ao buscar a reencarnação, o espírito se liga energeticamente a um óvulo e a um espermatozoide que carreia uma carga genética compatível com as suas necessidades de aprendizado e reparação. Sendo assim, grande parte dos quadros psiquiátricos que apresentam os sintomas depressivos de maneira mais acentuada são, para a ciência oficial, de caráter hereditário. Os quadros depressivos mais graves apresentam alterações anatômicas cerebrais e comprometimento neuroquímico importante; no entanto, o comportamento da criatura, a sua aceitação ou não das dificuldades da vida e a sua imaturidade espiritual podem gerar, diante de determinadas situações – pela permanência da culpa e da mágoa – sintomas depressivos, os quais podem ter um caráter emocional, não necessitando do uso de medicamentos.

Quais são as causas conhecidas da depressão, de acordo com a ciência?

Para a ciência oficial, a depressão tem sua origem em alterações dos níveis de determinados neurotransmissores, em especial, a serotonina e a adrenalina, causados por alterações na recaptação destas substâncias pelos neurônios. Hoje, estudos já consideram alterações de algumas áreas cerebrais, mas estas hipóteses necessitam de outros estudos. São considerados também os fatores sócio-familiares e emocionais como desencadeadores ou agravadores desses quadros. Para a maioria dos estudiosos, em especial, nos quadros de Depressão Maior e da depressão no Transtorno Afetivo Bipolar, o componente genético é de fundamental importância.

E do ponto de vista espiritual?

Do ponto de vista espiritual, amigos espirituais, que orientam os trabalhos do Grupo de Estudos de Espiritismo e Psiquiatria da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, são enfáticos em dizer que a principal causa da depressão é a rebeldia. Que a depressão, em sua sintomatologia, é como uma resposta do espírito à ‘vida de não vida’, com uma recusa de viver quaisquer aspectos da sua caminhada na crosta. É como se o espírito dissesse: ‘Se eu não tenho a vida que quero, eu não quero a vida que tenho’. No meio religioso e dentro do campo espírita, não é diferente. Muitos preferem responsabilizar um terceiro por suas dificuldades e adoecimento.

Existe alguma relação entre estresse e depressão?

As condições de estresse nas quais a população em geral vem se submetendo são grandes fatores do surgimento das doenças e não seria diferente com a depressão. Em especial, nos quadros sem aparente componente biológico e para os quais os medicamentos praticamente não fazem efeito, as condições de pressão e sofrimento às quais o homem moderno é submetido são fatores, com a persistência no tempo, do surgimento da depressão.

Qual a diferença entre depressão e tristeza?

É importante diferenciar tristeza e depressão. Tristeza é uma emoção natural, presente na vida do homem, diante de determinados sofrimentos, que busca levar o indivíduo para dentro de si mesmo, para refletir sobre como vem agindo diante da vida e a sua necessidade de renovação e aprimoramento. Tristeza não é doença e não responde aos tratamentos farmacológicos e biológicos utilizados pela medicina.

Sendo enfermidade da alma (depressão), como o Espiritismo – e os centros espiritas – pode colaborar para que os casos de depressão sejam sanados, controlados ou até mesmo evitados?

O Espiritismo tem todos os recursos para atuar na causa básica da doença, auxiliando o indivíduo em sua reforma íntima. O tratamento através da fluidoterapia é auxiliar e de grande benefício para o doente. No entanto, esta terapia deve ser complementar ao tratamento clínico e psicológico, pois a criatura já apresenta lesões nas estruturas cerebrais que necessitam da intervenção medicamentosa, biológica e/ou psicológica. O Movimento Médico-Espírita reconhece na reforma íntima o verdadeiro caminho da cura do espírito, mas não prescinde dos recursos já conquistados pela ciência oficial para o tratamento dos doentes, entendendo que estes são instrumentos de alívio e auxílio até que o ser consiga alcançar um patamar evolutivo que o livre do adoecimento. No estágio atual em que se encontra a humanidade, precisamos de inúmeras ‘muletas’ para conseguirmos continuar a nossa estrada evolutiva.

A partir da Revista SER Espírita (Ed. 19 – Junho/2012)
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Abnegação

A evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases.

No começo, predomina a natureza corpórea.

Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades comezinhas.

Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações.

Nesse período, o egoísmo é marcante.

Os instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.

Com o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem.

A inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha.

As invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência.

Viver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material.

Em compensação, começam os dilemas morais.

Com a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.

O que antes era admissível passa a ser um escândalo.

A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.

Essa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.

Gradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens.

Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial.

Uma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução.

Contudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.

Séculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões.

As encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender.

O maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas.

Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.

O Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias.

Apenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.

Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria.

O melhor meio para isso é praticar a abnegação.

Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.

A ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente.

Age-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.

Certamente não é uma virtude que se adquire a brincar.

Apenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter.

Mas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.

Comece, pois, a praticar a abnegação.

Esforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo.

Esqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.

Esse esforço inicial não tardará a dar frutos.

O gosto pelo transitório lentamente o abandonará.

Ele será substituído pelos prazeres espirituais.

Você descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes.

Esses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.6.2013.

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Rabi da Galileia

A cidade de Jerusalém se estendia magnífica nas montanhas, entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto. Era primavera e os muros que a protegiam estavam tomados por flores multicoloridas.

Nas ruas, o povo ocupava-se de seus afazeres. O burburinho incessante da população contrastava com o silêncio bucólico do deserto que a rodeava.

Contudo, naquele dia, algo estava dissonante da rotina da cidade. Um aglomerado de pessoas reunia-se em torno de uma figura peculiar, que pregava nas escadarias do templo.

Sua fala era grave. Logo se via que ele tratava de assuntos de suma importância. Porém, Seus olhos eram ternos e transmitiam uma serenidade capaz de apaziguar os mais revoltos corações.

Aqueles que O escutavam, facilmente nEle reconheciam uma admirável fortaleza: Vinde a mim vós que estais cansados e eu vos aliviarei.

NEle encontravam respostas para as questões profundas: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E também esperanças de dias melhores: Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.

Alguns O chamavam Rabi, palavra judaica cujo significado é professor, mestre. Outros O consideravam um agitador público, cujas ideias revolucionárias deveriam ser combatidas.

A verdade era que Esse Galileu, filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, era ciente, desde a mais tenra idade, de Sua missão para com o nosso planeta.

Em torno dos trinta anos, conforme os relatos evangélicos, convocou doze companheiros para que, junto dEle, pudessem levar a mensagem consoladora de Seu Pai.

Falou com simplicidade, levou esperança aos aflitos, curou os doentes. Estendeu a mão para os marginalizados, secou lágrimas, saciou a fome do corpo e, principalmente, da alma.

Ensinou a orar de maneira a conjugarmos menos o verbo pedir e mais o agradecer: Pai nosso que estais no céu...

Aconchegou as crianças em Seu colo e orientou a que tornássemos nossos corações semelhantes aos delas, pois que, se agíssemos com a pureza e a simplicidade das criancinhas, conheceríamos o Reino dos Céus.

Ensinou a importância de não julgar. Antes, a de agir de acordo com a lei de caridade: O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.

Recomendou, ainda, a vigilância, para que não acabemos por sucumbir através das tentações oriundas dos vícios morais que ainda trazemos em nosso íntimo.

Doou-se inteiramente à Humanidade. Entretanto, vítima inocente do orgulho e da mesquinhez humana, foi-lhe destinado o madeiro da cruz, que aceitou resignadamente.

Antes, todavia, deixou-nos a maior lição acerca do perdão, quando, num gesto de total doação, perdoou Seus algozes: Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.

Seu nome é Jesus Cristo. Filho de Maria e de José, filho de Deus Pai. Irmão de toda a Humanidade e de cada um em particular.

É Ele o Mestre Divino, o melhor amigo, aquele que permanece ao nosso lado, auxiliando-nos na caminhada que nos conduz a Deus, à luz, à eterna felicidade.

Mais de dois mil anos depois, o convite se repete: Eis que estou à porta e bato.

Teremos coragem para abrir as portas de nossos corações e permitir que nele o bondoso Amigo faça morada?

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita.
Em 19.12.2012.

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Última viagem


Era tarde da noite, quando o taxista recebeu o chamado. Dirigiu-se para a rua e número indicados.

Tratava-se de um prédio simples, com uma única luz acesa no andar térreo.

Ele pensou, logo, em buzinar e aguardar. Mas também pensou que alguém que chamasse o táxi, tão tarde, poderia estar com alguma dificuldade.

Por isso, saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Ele ouviu som como de algo se arrastando, uma voz débil dizer:

Estou indo. Um momento, por favor.

Uma senhora idosa, pequena, franzina, com um vestido estampado, abriu a porta.

Equilibrava-se em uma bengala, e, na outra mão, trazia uma pequena valise.

Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis.

Pode me ajudar com a mala? Disse a senhora.

Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu o endereço e pediu:

Podemos ir pelo centro da cidade?

Mas o caminho que a senhora sugere é o mais longo, observou o taxista.

Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho pressa. Desejo olhar a cidade, pela última vez.

Estou indo para um asilo, porque não tenho mais família e o médico me disse que morrerei breve.

O taxista, que começara a dar partida, desligou o taxímetro, sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou:

Aonde mesmo a senhora gostaria de ir?

E ele a levou até um prédio, na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora ascensorista, quando era ainda mocinha.

Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou, mais adiante, o clube onde dançou, com seu amor, muitas vezes.

De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício.

Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava.

Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço:

Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo.

Era uma casa cercada de arvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada, de forma cordial por dois atendentes.

Logo mais, já numa cadeira de rodas, ela se despediu do taxista.

Quanto lhe devo?

Nada, disse ele. É uma cortesia.

Você tem que ganhar a vida, meu rapaz!

Há outros passageiros, respondeu ele.

E, sensibilizado, inclinou-se e a envolveu em um abraço afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão:

Você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe.

Naquela madrugada, o taxista resolveu não mais trabalhar. Ficou a cismar: E se ele, como muitos, apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora?

E se tivesse recusado a corrida, pelo adiantado da hora?

E se tivesse querido encerrar o turno, de forma apressada, para ir para casa?

Deu-se conta da riqueza que é ser gentil, dedicar-se a alguém.

Dois dias depois, retornou à casa de repouso. Desejava saber como estava a sua passageira.

Ela havia morrido, na noite anterior.

Por vezes pensamos que grandes momentos são motivados por grandes feitos.

Contudo, existem coisas mínimas que representam muito para uma vida.

O importante é estar atento, a fim de não perder essas ricas oportunidades de dar felicidade a alguém.

Mesmo que seja um simples passeio pela cidade, uma ida ao cinema, uma volta pelo jardim, um bate-papo num final de tarde, atender um telefonema na calada da noite.

Pense nisso! E esteja atento para as coisas mínimas, os gestos quase insignificantes.

Eles podem representar, para alguém, toda a felicidade.

Redação do Momento Espírita com base em mensagem do site
www.rico.com.br, assinada por Don Rico, e datada de 26.7.2005.
Em 29.05.2009.
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