sábado, 6 de setembro de 2008

QUEM É O MEU PRÓXIMO? Lc 10.25-37

Padre Bantu Mendonça K. Sayla
06/10/2008

Uma das mais conhecidas parábolas de Jesus foi contada em resposta a um encontro que ele teve com um doutor da lei. Alguém que estudara completamente a lei de Deus e estava preparado para discutir seus pormenores. Em outras palavras, não era suficiente recitar a lei de Deus, mas vivê-la de maneira a agradar a Deus! Para isso, a pessoa tem que colocar em ação o que a lei de Deus requer, sendo a essência desta o amor: amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, com todas as forças e de todo o entendimento, e ao próximo como a si mesmo.

Esta parábola descreve a bondade e o amor que nosso Salvador tem para com o homem caído e infeliz. Nós éramos como esse pobre, aflito viajante. Satanás, nosso inimigo, havia nos assaltado, despojado, ferido. Estávamos por natureza mais que semimortos em nossos delitos e pecados; completamente incapazes de nos salvar, pois não tínhamos forças. A lei de Moisés, como o sacerdote e o levita, não tem compaixão de nós, não nos oferece alívio, passa ao largo, não tendo piedade nem poder para nos ajudar. Mas eis que veio o abençoado Jesus, o Bom Samaritano. Ele teve compaixão de nós; Ele cuidou das nossas feridas; Ele derramou sobre elas não azeite e vinho, mas o Seu próprio sangue.

As pessoas que se relacionaram com o homem ferido podem ser classificadas em três grupos, de acordo com a sua filosofia de vida: Assaltantes ( Salteadores ), os indiferentes ( o sacerdote e Levita) e os misericordiosos ( o bom Samaritano).

Muitos são os que vivem na cobina, assaltando e tirando vidas, procurando ampliando cada vez mais o que têm acusta do sangue dos outros: o que é meu, é meu; e o que é seu, será meu, se eu conseguir tomar de você. E então arranjam mil e uma maneira de o conseguirem. Essa é a filosofia de muita gente. Milhões vivem uma vida de egoísmo e ganância.

Vivemos num mundo de indiferenças, onde se diz: o que é meu, é meu; e o que é seu continuará a ser seu, se você puder defendê-lo. Essa é a filosofia de alguns religiosos que são indiferentes à dor e ao sofrimento alheios.

Mas Jesus nos ensina e prova o contrário através do bom samaritano: O que é seu, é seu; e o que é meu será seu, se você precisar. O meu vinho, o meu azeite, o meu animal, o meu dinheiro, a minha energia e o meu tempo serão seus, se você precisar. As oportunidades de ajudar aos outros geralmente são inesperadas e inconvenientes.

Qual tem sido a nossa filosofia de vida? A dos assaltantes, a do sacerdote e do levita, ou a do bom samaritano? O que caracteriza o nosso relacionamento com o próximo? A cobiça, a indiferença ou o amor?

A narração de Jesus ensina que viver agora, e sempre, como povo de Deus, significa demonstrar compaixão, mesmo quando nos incomoda, mesmo quando isso faça nossa vida impura, mesmo quando desafia nossa compreensão tradicional e, até mesmo, quando nos custa algo pessoalmente. Isso é o que Jesus nos está dizendo: Vá e faça o mesmo.

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