terça-feira, 18 de julho de 2017

Adiante


Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala cinco atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América.

Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram duzentos e oitenta quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans.

Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas.

Um dos furacões mais destrutivos, a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.

Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de sessenta e cinco anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado.

Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada.

Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível.

O sr J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada.

Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans.

A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis um metro e noventa centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia.

Escapando de seus braços, sua amada morre submersa.

Como seguir adiante depois de acontecimentos como esse?

Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?

Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas, possivelmente, todos eles passem, mesmo sem perceber, por um maior: a confiança em Deus.

Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança.

Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias...

Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.

Referimo-nos ao Deus das leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém.

E nesse amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos, que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.

Essa Inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.

Deus não se esquece, nada deixa de lado, não privilegia.

Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade.

Seus desígnios, por vezes, ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos Suas razões logo adiante.

Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo esse ainda não compreendendo Suas ações.

Adiante... É forçoso seguir adiante.

Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar.

Não esmoreças... Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores...

Confia... E segue sempre... adiante.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.7.2017.
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