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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Considerações sobre o Egoísmo
Antônio Moris Cury
"O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um, para vencer-se a si mesmo, do que vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens"
(trecho extraído do livro "O Evangelho segundo o Espiritismo", 109ª edição, FEB, 1994, página 191).
É importantíssimo, verdadeiro e deveras atual o ensinamento contido no texto acima reproduzido.
Com efeito, o orgulho e, um de seus filhos, o egoísmo continuam sendo as maiores chagas da Humanidade.
É impressionante como somos egoístas e, sobretudo, como agimos com egoísmo, mesmo nas pequenas coisas ou nos acontecimentos triviais do dia-a-dia, como, por exemplo, quando se estaciona o automóvel em largo espaço público, colocando-o no meio sob o pretexto de melhor preservá-lo, sem cogitação de que ali poderia também caber com folga outro veículo, de outra pessoa; também quando, diante de uma fila formada, procura-se o atendimento rápido, na frente dos outros, que antes chegaram, sob o equivocado entendimento de que o nosso tempo é mais importante do que o tempo daqueles que ali se encontram, expressando-se assim, misturados, o orgulho e o egoísmo, que lamentavelmente ainda portamos, em abundância.
E são essas chagas, características do homem-velho que insiste em habitar o corpo que possuímos na presente existência física, que vão nos conduzindo ao terrível engano de querer levar vantagem em tudo, e sempre.
E, assim, a fim de satisfazer à ambição desmedida e à ganância incontrolável, vai-se passando por cima de valores imperecíveis, como a honestidade, a seriedade, a honradez, a ética, a correção de conduta enfim, construindo, por exemplo, edifícios sem condições elementares de solidez, seja porque o material neles empregado é de qualidade inferior à cobrada dos adquirentes das unidades autônomas, seja porque a sua quantidade é inferior à mínima exigida por padrões técnicos de segurança, mas que, assim aplicados, por sua vez, proporcionam maiores lucros.
É o egoísmo também que faz com que o pão de 50 gramas nem sempre tenha o mínimo de 50 gramas, não obstante seja vendido como se esse fosse o peso; é o egoísmo, por igual, que faz com que laboratórios tantas vezes vendam antibióticos em embalagem que contém oito comprimidos, quando se sabe que a tomada mínima diária é de dois comprimidos, durante cinco dias pelo menos, obrigando o usuário a comprar mais de uma caixa, mesmo que tenha que jogar fora a sobra, procedimento que, como é evidente, gera lucros maiores.
Não se tem levado em consideração, nesses casos, as conseqüências que daí decorram, mesmo que provoquem a morte do corpo físico dos outros, que são, a rigor, seus irmãos, uma vez que Deus é o Pai Celestial de todos nós.
São inúmeros os exemplos que estão a demonstrar, de modo inequívoco, a conduta egoísta do ser humano na face da Terra, esse planeta de provas e expiações e, portanto, de categoria inferior no Universo.
É necessário, pois, que cada um de nós possa vencer-se a si mesmo, combatendo e preferencialmente eliminando o egoísmo que insiste em prevalecer em nossos pensamentos e em nossas atitudes, na certeza de que ele é o causador de todas as misérias do mundo terreno, porque é a negação da caridade e, por conseqüência, o maior obstáculo à felicidade dos homens.
Com efeito, cumpre não perder de vista que "Os homens, quando se houverem despojado do egoísmo que os domina, viverão como irmãos, sem se fazerem mal algum, auxiliando-se reciprocamente, impelidos pelo sentimento mútuo da solidariedade. Então, o forte será o amparo e não o opressor do fraco e não mais serão vistos homens a quem falte o indispensável, porque todos praticarão a lei de justiça.", assim como convém não esquecer que "O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material" (trechos encontráveis nas respostas dadas às questões números 916 e 917 de "O Livro dos Espíritos", a obra basilar do Espiritismo, 75ª edição, FEB, 1994, página 420).
Sendo assim, empenhemo-nos por substituir, com determinação e vontade, com urgência e enquanto estamos a caminho, o egoísmo pela caridade, que, na inspirada definição do apóstolo Paulo de Tarso, "é o amor em ação"
(Jornal Mundo Espírita de Março de 1998)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Oração da Filha de Deus
04.02.2011
Meu Deus, deponho aos teus pés
Meu vestido de noivado,
Meus pesares do passado
E as rosas do meu jardim...
Pois, agora, Pai Querido,
Somente vibra, em meu peito,
Teu Amor Santo e Perfeito,
Teu Amor puro e sem fim.
Ah! Meu Pai, guarda contigo
Meu cofre de arminho e ouro,
Onde eu guardava o tesouro
Que me deste ao coração.
Entrego-te as minhas horas
Meus sonhos e meus castelos,
Meus anseios mais singelos,
Minhas capas de ilusão!...
Pai dos Céus, guarda a coroa
Das flores de laranjeira
Que eu teci a vida inteira
Como pássaro a cantar!
Oh! Meu Senhor, como é doce
Partir os grilhões do mundo
E esperar-te o amor profundo
Nas bênçãos do Eterno Lar.
Em troca, Meu Pai, concede,
Agora que me levanto,
Que a Lã do Cordeiro santo
Me agasalha o coração!
Que eu calce a sandália pobre
Para a grande caminhada,
Que me conduzirá à Morada
Da Paz e da Redenção.
Meu Deus, deponho aos teus pés
Meu vestido de noivado,
Meus pesares do passado
E as rosas do meu jardim...
Pois, agora, Pai Querido,
Somente vibra, em meu peito,
Teu Amor Santo e Perfeito,
Teu Amor puro e sem fim.
Ah! Meu Pai, guarda contigo
Meu cofre de arminho e ouro,
Onde eu guardava o tesouro
Que me deste ao coração.
Entrego-te as minhas horas
Meus sonhos e meus castelos,
Meus anseios mais singelos,
Minhas capas de ilusão!...
Pai dos Céus, guarda a coroa
Das flores de laranjeira
Que eu teci a vida inteira
Como pássaro a cantar!
Oh! Meu Senhor, como é doce
Partir os grilhões do mundo
E esperar-te o amor profundo
Nas bênçãos do Eterno Lar.
Em troca, Meu Pai, concede,
Agora que me levanto,
Que a Lã do Cordeiro santo
Me agasalha o coração!
Que eu calce a sandália pobre
Para a grande caminhada,
Que me conduzirá à Morada
Da Paz e da Redenção.
(*) Estes versos foram ditados para uma jovem moribunda, recém casada, que desencarnou alguns dias depois.
Livro: Cartas do Coração...
O homem que não se irritava
imagem:ciadainformacao.arteblog.com.br
Em cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas.
Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testa-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.
Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provoca-lo, desmentindo-o: servi, sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...
Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.
Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.
Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério.
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.
Pense nisso!
A pessoa que se irrita aspira o tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si mesma.
www.reflexao.com.br quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O Vaso Divino
03.02.2011
O coração é o vaso de amor com que vamos à fonte da vida, espalhando o bem e recebendo-o, dando de nós mesmos e aproveitando o concurso dos que nos cercam.
Atende às sugestões da bondade e avança sempre.
Nunca digas estou fatigado.
Não exclames não posso.
Não afirmes é impossível.
Não penses nada sou.
Não clames sou fraco.
Não asseveres nada tenho.
Ajuda sem descansar, porque, no cântaro da fraternidade os recursos do Senhor se multiplicam, em doce milagre de luz para a glorificação da vida.
Segue, pois, adiante, com o vaso de tua alma inclinado ao Eterno Bem e a Graça do Alto se encarregará de provê-lo a fim de que a tua cooperação se dilate ao Infinito Divino na solução da infinita necessidade humana.
O coração é o vaso de amor com que vamos à fonte da vida, espalhando o bem e recebendo-o, dando de nós mesmos e aproveitando o concurso dos que nos cercam.
Atende às sugestões da bondade e avança sempre.
Nunca digas estou fatigado.
Não exclames não posso.
Não afirmes é impossível.
Não penses nada sou.
Não clames sou fraco.
Não asseveres nada tenho.
Ajuda sem descansar, porque, no cântaro da fraternidade os recursos do Senhor se multiplicam, em doce milagre de luz para a glorificação da vida.
Segue, pois, adiante, com o vaso de tua alma inclinado ao Eterno Bem e a Graça do Alto se encarregará de provê-lo a fim de que a tua cooperação se dilate ao Infinito Divino na solução da infinita necessidade humana.
Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Garoto brasileiro quebra protocolo durante audiência do papa
Qua, 02 Fev, 12h36
CIDADE DO VATICANO (AFP) - Um pequeno brasileiro atrapalhou o protocolo das cerimônias papais nesta quarta-feira, ao correr subitamente na direção de Bento XVI em sua tribuna durante uma audiência semanal.
A criança de 6 anos, de origem brasileira, segundo testemunhas, se apresentou diante do pontífice quando as delegações de peregrinos de língua portuguesa que assistiam à cerimônia na sala Paulo VI eram anunciadas.
Cerca de 3.000 pessoas participavam da audiência, segundo o Vaticano.
Bento XVI sorriu para o menino, vestido com um casaco de listras amarelas e negras, e trocou algumas palavras com ele antes de dar-lhe a bênção.
A cena provocou risos e aplausos dos peregrinos, que viram quando o monsenhor Georg Gänswein, secretário do papa, percebeu a movimentação e com um gesto discreto para as forças de segurança permitiu que ele fosse até Bento XVI.
CIDADE DO VATICANO (AFP) - Um pequeno brasileiro atrapalhou o protocolo das cerimônias papais nesta quarta-feira, ao correr subitamente na direção de Bento XVI em sua tribuna durante uma audiência semanal.
A criança de 6 anos, de origem brasileira, segundo testemunhas, se apresentou diante do pontífice quando as delegações de peregrinos de língua portuguesa que assistiam à cerimônia na sala Paulo VI eram anunciadas.
Cerca de 3.000 pessoas participavam da audiência, segundo o Vaticano.
Bento XVI sorriu para o menino, vestido com um casaco de listras amarelas e negras, e trocou algumas palavras com ele antes de dar-lhe a bênção.
A cena provocou risos e aplausos dos peregrinos, que viram quando o monsenhor Georg Gänswein, secretário do papa, percebeu a movimentação e com um gesto discreto para as forças de segurança permitiu que ele fosse até Bento XVI.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Arquidiocese de Cuiabá suspende frei suspeito de pedofilia em MT
02/02/2011 09h43
Religioso foi preso ao deixar motel com adolescente, em Várzea Grande.
Frei foi destituído da função de pároco em Cuiabá, diz arquidiocese.
Em nota oficial divulgada na terça-feira (1º), a Arquidiocese de Cuiabá afirmou ter suspendido a atuação do frei suspeito de pedofilia. O religioso foi preso na segunda-feira (31), em Várzea Grande (MT), quando deixava um motel acompanhado de uma adolescente de 16 anos. Ele era pároco de duas paróquias em Cuiabá.
“Manifestamos nossa consternação e repulsa pelo fato ocorrido com uma jovem de 16 anos. No tocante à Arquidiocese de Cuiabá, já notificamos de imediato ao interessado a suspensão do exercício do ministério sacerdotal e a destituição de pároco das paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe”, diz a nota, assinada pelo arcebispo Dom Milton Santos.
Ainda segundo a Arquidiocese, os demais encaminhamentos serão conduzidos pelos Superiores da Ordem/Congregação à qual pertence o frei.
De acordo com a delegada Juliana Palhares, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande, o religioso começou a ser investigado após uma denúncia.
"Nós recebemos uma denúncia, no ano passado, de que ele teria um relacionamento com essa adolescente. Começamos a investigação e em janeiro tivemos a confirmação. Ele frequentava motéis com a menor e usava o carro da paróquia para ir aos locais com ela”, disse ao G1.
O frei, ainda segundo Juliana, tinha um relacionamento próximo com a família da adolescente.
Religioso foi preso ao deixar motel com adolescente, em Várzea Grande.
Frei foi destituído da função de pároco em Cuiabá, diz arquidiocese.
Do G1, em São Paulo
Mapa mostra localização de Várzea Grande (MT)Mapa mostra localização de Várzea Grande (MT)
(Foto: Arte/G1)
Em nota oficial divulgada na terça-feira (1º), a Arquidiocese de Cuiabá afirmou ter suspendido a atuação do frei suspeito de pedofilia. O religioso foi preso na segunda-feira (31), em Várzea Grande (MT), quando deixava um motel acompanhado de uma adolescente de 16 anos. Ele era pároco de duas paróquias em Cuiabá.
“Manifestamos nossa consternação e repulsa pelo fato ocorrido com uma jovem de 16 anos. No tocante à Arquidiocese de Cuiabá, já notificamos de imediato ao interessado a suspensão do exercício do ministério sacerdotal e a destituição de pároco das paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe”, diz a nota, assinada pelo arcebispo Dom Milton Santos.
Ainda segundo a Arquidiocese, os demais encaminhamentos serão conduzidos pelos Superiores da Ordem/Congregação à qual pertence o frei.
De acordo com a delegada Juliana Palhares, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande, o religioso começou a ser investigado após uma denúncia.
"Nós recebemos uma denúncia, no ano passado, de que ele teria um relacionamento com essa adolescente. Começamos a investigação e em janeiro tivemos a confirmação. Ele frequentava motéis com a menor e usava o carro da paróquia para ir aos locais com ela”, disse ao G1.
O frei, ainda segundo Juliana, tinha um relacionamento próximo com a família da adolescente.
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