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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Desça do pedestal


“Eu sou a luz do mundo” (João 8:12).

Ao longo da História, muitos têm distorcido o caráter de Deus em nome do cristianismo. Um camponês egípcio foi considerado santo por viver quase 90 anos sozinho no deserto. Simon Stylites levou a negação do corpo às últimas consequências. Viver só no deserto não foi o suficiente. Ele construiu uma plataforma a 20 metros de altura, e ali viveu por 37 anos, vestindo peles de animais. Um ermitão chamado Makarios de Alexandria também tornou-se uma lenda. Durante um jejum, permaneceu em um canto de sua cela sem falar ou mover-se por 40 dias.

A ideia de que um cristão não deve ter contato com o mundo, para não ser contaminado pelo mal, é uma perversão; uma compreensão errônea da missão de Cristo. Afinal, Ele mesmo veio até o fosso de serpentes deste mundo para nos salvar do veneno do seu pecado. E pediu ao Pai: “Não peço que os tire do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo 17:15).

Alguém disse que os cristãos são como um barco. Não há problema se o barco estiver na água, desde que não haja água dentro do barco. Não há problema estar no mundo enquanto o mundo estiver fora do cristão. A vontade de Deus é que os cristãos transformem o mundo. Temos que ser como a “luz” e o “sal”, causando impacto ao nosso redor.

Deus nos chama para iluminar a escuridão, para dar um sabor positivo ao nosso ambiente. Ele nos chama para ser moldadores do mundo, e não para ser moldados pelo mundo. Cheio do Espírito de Cristo, motivado por Seu amor, vá até o seu mundo e faça a diferença. Não fique encarapitado em seu pedestal de beatice, como Simon Stylites, vendo o mundo marchar para o lago de fogo. Desça e envolva-se com as pessoas. Fale do amor de Cristo e observe como Deus pode operar milagrosamente em favor delas.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Abre meus olhos


“O Senhor abre os olhos aos cegos” (Salmo 146:8).

Uma noite, no ano de 1849, J. Hudson Taylor, um adolescente inglês, ajoelhou-se ao lado de sua cama e orou por mais profunda consagração a Deus. Antes de levantar-se, Hudson ouviu o chamado divino e decidiu: iria para China, por amor a Cristo.

A partir desse dia, Hudson Taylor comprometeu-se com sua missão. Agências missionárias tentaram desanimá-lo. Sua saúde não era muito boa, não tinha educação religiosa formal, nem tinha dinheiro suficiente para pagar o curso de medicina. Mas o maior obstáculo era a indiferença das pessoas com relação à China. As necessidades de milhões de chineses eram um ponto cego para a maioria dos cristãos. A China era algo remoto e intangível, não para Hudson Taylor.

Depois de muita insistência, uma agência o enviou para a terra dos seus sonhos. Taylor estabeleceu a Missão do Interior da China, trabalhando em áreas onde nenhum estrangeiro jamais estivera. Foi dele a primeira missão interdenominacional que abriu caminho para o evangelismo mundial, no século 19.

Hudson Taylor desempenhou um importante papel na origem do movimento missionário moderno. Ele abriu muitos olhos que estavam cegos às necessidades de milhões de pessoas que viviam e morriam sem Cristo. O segredo de sua visão missionária é que, ainda jovem, aprendeu a dar respostas para Deus. E assim sua consciência tornou-se sensível.

Quando Deus o impressionou a dar sua última moeda de meia-coroa para uma família necessitada, ele a deu. Quando Deus sugeriu que ele falasse sobre Cristo para um colega cínico, Hudson falou. Ele sentia mais de perto e via mais claramente do que seus contemporâneos, porque deixava que Deus o iluminasse passo a passo.

Existe alguma coisa que não deixa você ouvir a voz de Deus? Sugiro que faça esta oração: “Senhor, abre meus olhos para que eu veja meu pecado e a Tua graça purificadora. Ajuda-me a ver os pontos cegos ou os meus defeitos de caráter. Dá-me um coração disposto a entregar tudo a Ti. Em nome de Jesus, amém.”

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O amor espera



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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Tempo de refletir - 11 de abril de 2018


Pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus” (Hebreus 7:19).

Em um lindo dia de verão, um homem e sua filha de nove anos estavam na praia. Eles brincavam alegremente com as ondas, até que, de repente, a maré recuou com muita força, levando a menina para longe. Em vez de entrar em pânico, o pai gritou: “Procure boiar e nadar calmamente; não tenha medo. Eu voltarei para busca-la”. Saiu, então, em busca de ajuda. Ao voltar, com um barco e alguns salva-vidas, seu coração estremeceu. A menina fora levada para alto-mar. Os minutos, agora, pareciam horas. Quando eles a alcançaram, ela estava boiando, calmamente, como o pai havia instruído.

Mais tarde, interrogada sobre como conseguiu manter-se calma, sozinha e tão distante da praia, ela respondeu: “Eu só fiz o que o meu pai me mandou. Sabia que ia voltar e, por isso, não fiquei com medo”. Foi a esperança que preservou-lhe a vida enquanto esperava o resgate. Alguém disse: “É possível viver alguns dias sem comida, algumas horas sem água, alguns minutos sem ar, mas apenas poucos segundos sem esperança”.

É por esperança que nosso coração anela. Por isso, nos perguntamos: “Ainda há esperança para este planeta poluído, superpovoado, desgastado, açoitado pelas guerras? Esperança para nossos filhos ameaçados pelos caos e confusão? Esperança para um mundo temeroso e faminto?”

A esperança da volta de Cristo nos permite flutuar neste mar de incertezas. Paulo fala sobre a “esperança em Deus” (Atos 24:15) e declara: “A esperança não confunde” (Rm 5:5). Afirma que “na esperança, fomos salvos” (Rm 8:24). Colossenses 1:5 fala da “esperança que vos está preservada”. Nossa grande esperança é a segunda vinda do Senhor (1Te 4:13). Em Tito 2:13, ela é chamada de “bendita esperança”. Em Hebreus 7:19, o sacrifício de Cristo nos dá uma “esperança superior” de vida eterna. Jesus está voltando em breve para levar-nos ao Lar.

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Luta com Deus



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Resistir o mal?


“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39).

“Não resistais ao mal”. Aí está uma declaração revolucionária. É também uma das mais controvertidas do Novo Testamento.

Alguns acham que essa declaração se aplica ao governo. Assim, “não resistir ao mal” sugere que está errado ter polícia ou exército.

“Não resistais ao mal”. Será que essa frase quer dizer que é errado resistir a pessoas como Hitler, Stalin ou criminosos secretos? Será que devemos deixar as pessoas cruéis fazer o que quiserem? Alguns acreditam ser assim. Mas é isso que a Bíblia ensina?

Para responder a essas perguntas precisamos examinar o contexto de Mateus 5:39. A quem Jesus está falando? A quem Ele está ordenando que não resista ao mal?

A resposta é que Ele está falando a pessoas cristãs, que estão vivendo de acordo com as bem-aventuranças, e que, portanto, são mansas e pacificadoras. Ele está falando a pessoas convertidas, que por definição não são como o mundo e o que Paulo chama de “homem natural”. Jesus está falando àquelas pessoas cuja justiça deve exceder a dos escribas e fariseus.

Ele não está falando a governos nacionais ou indivíduos não convertidos que não vivem de acordo com as bem-aventuranças. Para tais pessoas, a ordem de resistir ao mal seria loucura. Viver a vida cristã é um assunto do espírito.

Os governos, em suas funções legais e policiais, estão ainda debaixo da lei de talião. Isso está claro em Romanos 13, onde lemos que os governos não trazem a espada sem motivo. Eles devem “castigar o que pratica o mal” (v. 4.) O exército, a polícia e os tribunais de justiça são necessários em um mundo de pecado. E, de acordo com Romanos 13, Deus Se utiliza dos governos para manter a ordem e resistir ao mal.

Mas esse não é o papel de cristãos individualmente. Não devemos impor a lei com as próprias mãos. Não devemos viver uma vida de retaliação. Devemos viver de acordo com as bem-aventuranças; devemos ser pacificadores e amar nossos inimigos.

Amilton Menezes
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Considere todos os fatos


“Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra” (Provérbios 24:29).

É sempre perigoso pegar um verso aqui, outro ali, e dizer que isso é o que a Bíblia ensina sobre o assunto. É importante conseguir o quadro completo.

Ontem consideramos alguns versos nos quais a lei de talião ou do “olho por olho” era ensinada. Percebemos que aquilo que parecia ser uma lei brutal, era, na verdade, um aspecto de misericórdia da legislação, no sentido de que ela limitava o grau da vingança.

Mas o ideal de misericórdia divina é muito mais amplo do que isso no Antigo Testamento. Esse pode ter sido o limite legal da vingança, mas o verdadeiro ideal de Deus para Seu povo era um ideal de graça. Por isso, como vemos no texto bíblico de hoje, as pessoas são aconselhadas a não dar o troco aos outros pelo que eles lhes fizeram, não desforrar-se à moda da lei de talião. Em Levítico 19:18, lemos: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. E em Provérbios 25:21: “Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer”.

Assim sendo, mesmo no Antigo Testamento, o ideal de Deus para Seu povo individualmente era de misericórdia e não de justiça estrita. Graça é a nota tônica em ambos os testamentos. Deus a concede a nós. Nosso dever é passá-la adiante.

Prejuízos não imagináveis sobrevieram ao povo de Deus por meio daqueles que estavam em seu meio escolhendo as mais fortes declarações da Bíblia para impô-las sobre outras pessoas, sem levar em consideração o contexto ou o equilíbrio dos fatores.

Por isso, considere todos os fatos a respeito de determinado assunto.

por Amilton Menezes
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Leia a palavra inteira



“Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do maligno (Mateus 5:37, NVI).

Como devemos ler os mandamentos de Jesus a respeito dos juramentos? Devemos ler o texto literalmente pelo que, à primeira vista, parece dizer? Ou devemos interpretá-los à luz do Novo Testamento inteiro?

Essa pergunta é importante por duas razões. Primeiro, porque a muitos de nós será pedido, mais cedo ou mais tarde, que juremos dizer a verdade num tribunal de justiça, e muitos de nós já confirmamos os votos matrimoniais. Por isso, estamos lidando com algo bem prático em nossa vida diária.
A segunda implicação também é bastante prática. Tem a ver com a maneira como lemos as Escrituras. A lição que aprendemos da leitura de Mateus 5:33-37, bem como da sugestão de arrancar o olho no verso 29 do mesmo capítulo, é que a leitura absolutamente literal não concorda com o desígnio de Jesus.

O significado totalmente literal dos ensinos de Jesus acerca do juramento é que nunca devemos jurar. Muitos grupos religiosos adotam essa posição.

Mas essa interpretação literal não é apoiada pelo restante do Novo Testamento. “O próprio Jesus em Seu julgamento… não Se recusou a testificar sob juramento” (Ver Mt 26:63 e 64). “Houvesse Cristo no Sermão do Monte condenado o juramento judicial, em Seu julgamento haveria reprovado o sumo sacerdote, reforçando assim, para benefício de Seus seguidores, Seus próprios ensinos” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 67).

Jesus não Se opôs ao juramento governamental, pelo contrário, notamos que os apóstolos fizeram juramento, e o próprio Deus jurou por Si mesmo, “visto que não tinha ninguém superior por quem jurar”.

A vida cristã é muito mais complexa do que simplesmente pegarmos uma prova de pré-impressão e a considerarmos como se fosse tudo o que Deus tivesse a dizer sobre o assunto. É preciso que tenhamos uma percepção equilibrada dos ensinos da Bíblia sobre determinado assunto, para que realmente compreendamos a vontade de Deus.
Ajuda-nos, Senhor, a nos tornarmos melhores estudantes da Tua Palavra, e intérpretes mais exatos da Tua vontade.

por Amilton Menezes
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domingo, 2 de julho de 2017

A solução do evangelho


“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1:16 e 17).

Houve um tremendo clarão no horizonte. A princípio não pude compreender do que se tratava. Mas quando vi uma quantidade enorme de terra sendo lançada ao ar, em poucos momentos pude ouvir e sentir a força da explosão à medida que o som seguiu a luz e me alcançou a uma distância de 25 a 30 quilômetros da explosão. Só então compreendi que testemunhara uma poderosa explosão de dinamite. Enquanto continuei olhando através do limpo ar do deserto, pude ver que a explosão mudara a aparência de uma montanha.

Deus quer usar dinamite para mudar nossa vida. Há poucos dias consideramos a cirurgia para o problema do pecado, conforme é descrito em Mateus 5:29 e 30. Pudemos notar seus pontos fracos. A solução que Deus oferece é muito mais radical do que uma cirurgia. É poder sobrenatural.
O texto de hoje nos diz que o evangelho (boas novas) “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Essa palavra “poder” me fascina porque, em grego, ela tem a mesma raiz da palavra dinamite.

Paulo está dizendo que o evangelho funciona como dinamite em nossa vida quando permitimos a entrada de Deus, quando Lhe damos autorização para reformar nossa vida, tornando-a semelhante à de Jesus.

Deus não entra e simplesmente poda este ou aquele problema. Não, Ele está interessado em chegar à raiz do problema, destruí-lo com uma explosão e então recriar nossa vida, tornando-a muito mais bela.

Essa é realmente uma boa nova. A verdade é que a solução de Deus para o problema do pecado não só oferece perdão, mas também a possibilidade de uma nova vida nEle.

Você já permitiu que a dinamite de Deus opere em sua vida? Ou teme as mudanças que Ele poderá fazer, se você permitir que o Seu poder assuma o controle?

por Amilton Menezes
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