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terça-feira, 24 de maio de 2011

Com beatificação de Irmã Dulce, Brasil tem 38 candidatos a santo

24/05/2011 - 08h35


NATÁLIA CANCIAN
PEDRO LEAL FONSECA
DE SÃO PAULO

Com a beatificação da baiana Irmã Dulce, celebrada com uma missa no último domingo em Salvador (BA), o Brasil tem 38 candidatos a santo que estão no último degrau do processo de canonização do Vaticano.

O levantamento é da freira Célia Cadorin, responsável pelas "causas" dos únicos santos brasileiros: Frei Galvão e Madre Paulina (que nasceu na Itália e viveu no Brasil). A CNBB não tem um registro oficial do número de processos.

Além dos 38 beatos, há ainda os servos de deus e os veneráveis, categorias anteriores à beatificação. Somando todos, são mais de 70 os possíveis santos brasileiros.

Mas o número pode ser maior. "Há muitos outros casos que só Deus conhece", diz Dom Hugo Cavalcante, presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas.

Segundo ele, o processo pode ser oneroso, devido à tradução de termos e investigação de documentos.

Ele diz, porém, que a tecnologia facilita o processo. "Vivemos em uma aldeia global. É muito mais fácil ter acesso a essas histórias."

O caminho para a santidade, porém, é longo: os candidatos têm que ser reconhecidos como venerável, depois como beatos e só então após a comprovação de um segundo milagre se tornam santos.

Para a irmã Cadorin, todos os 38 beatos têm potencial para se tornar santos. Em alguns casos, porém, pode ser mais difícil.

Trinta mártires do Rio Grande do Norte, por exemplo, foram beatificados em conjunto pelo Vaticano. Isso torna mais difícil que algum fiel peça que eles intercedam em seu favor para a realização de um milagre.

Conforme a doutrina da Igreja Católica, os santos intercedem junto a Deus para a realização de milagres.

Cadorin afirma que o processo de canonização é lento e detalhado.

No último dia 13, os teólogos da Congregação da Causa dos Santos, no Vaticano, aprovaram parecer favorável ao reconhecimento das virtudes do padre Francisco de Paula Victor, da cidade de Três Pontas (MG).

Ela estima que o padre Victor deve "subir mais um degrau" no segundo semestre desse ano, tornando-se venerável.

"Eu torço tanto, meu Deus!", diz a freira, para quem as causas dos candidatos a santo são "o pão nosso de cada dia" desde 1982.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Beatificação de Irmã Maria Clara

 Portugal prepara-se para mais uma beatificação no próximo sábado dia 21 de Maio, da Irmã Maria Clara, mais conhecida por «Mãe Clara», que viveu no século XIX.

Irmã Clara do Menino Jesus

A celebração vai decorrer no Estádio do Restelo em Belém e terá inicio às 10h30, sob a presidência do Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo.

O ritual da beatificação inclui a leitura da Carta Apostólica e a “chamada procissão das relíquias”, que neste caso será “um osso da Madre Maria Clara”.

«Maria Clara, um rosto de ternura e da misericórdia de Deus» é o slogan escolhido para a celebração.

A irmã Clara foi a fundadora das irmãs Franciscanas e, espera-se muitos peregrinos de vários países.

Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles de Albuquerque, mais conhecida por «Mãe Clara», nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de Junho de 1843 e morreu em Lisboa no dia 1 de Dezembro de 1899 e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

Esta beatificação acontece quando Bento XVI assinou o decreto de aprovação do milagre a 10 de Dezembro de 2010 relativo a uma cidadã espanhola Georgina Troncoso Monteagudo, afectada por um grave problema de pele, e ao qual ficou curada, quando ela se deslocou ao túmulo no dia 12 de Novembro de 2003 e pediu a sua intercessão. A cidadã espanhola deve estar presente na celebração da beatificação.

Recebeu o hábito de Capuchinha, em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A futura beata foi enviada a Calais, França, a 10 de Fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação.

Abriu a primeira comunidade da CONFHIC em S. Patrício - Lisboa, no dia 3 de Maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de Março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

Irmã Clara, vai assim juntar-se a cinco outros santos portugueses que foram beatificados recentemente como: Os Pastorinhos Jacinta e Francisco 13.05.2000, Frei Bartolomeu dos Mártires 4.11.2001, Alexandrina de Balazar 25.04.2004, Rita Amada de Jesus 28.05.2006 e Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável a 26.04.2009.

Portugal tem sido abençoado por Deus.

A beatificação, que antecede a canonização (declaração de santidade), é o rito através do qual a Igreja Católica propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus, ao mesmo tempo que autoriza o seu culto público, normalmente em âmbito restrito (diocese ou família religiosa).
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Irmã Dulce, a madre Teresa de Calcutá brasileira, será beatificada

EFE
Waldheim García Montoya.

São Paulo, 18 mai (EFE).- A Igreja Católica beatificará no próximo domingo na cidade de Salvador a Irmã Dulce, uma freira brasileira que, como a também beata madre Teresa de Calcutá, dedicou sua vida aos doentes e aos mais pobres.

Nascida em 26 de maio de 1914 em Salvador, capital do estado da Bahia (nordeste) e batizada como Maria Rita Lopes Pontes, a religiosa, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, pode se transformar na primeira santa nascida no Brasil, o país com o maior número de católicos do mundo.

A cerimônia será no Parque de Exposições de Salvador e presidida pelo arcebispo da cidade e cardeal primaz do Brasil, Murilo Krieger, em um ato no qual participarão as autoridades civis e religiosas, e 70 mil fiéis, pelos cálculos dos organizadores.

Segundo o cardeal, a beatificação da Irmã Dulce recai sobre uma pessoa "frágil, pequena e delicada", que "conseguiu ajudar sempre" os doentes que cuidava.

Da mesma forma que a madre Teresa de Calcutá, a Irmã Dulce entregou sua vida ao serviço dos necessitados e desenvolveu uma obra social em seu natal, a Bahia, onde fundou hospitais de caridade e uma rede de apoio social que dirigiu até sua morte, em 13 de março de 1992, aos 77 anos.

Por sua obra, em 1988 foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz e, em outubro de 1991, cinco meses antes de sua morte, recebeu em seu leito a visita do também beato papa João Paulo II, durante a segunda visita do pontífice ao Brasil.

"Durante muito tempo pensava-se que a santidade era algo que só ocorria na Europa", ressaltou Krieger, quem em 2002 participou da canonização da freira italiana Amabile Visintainer (1865-1942), que passou a ser chamada Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

O processo de beatificação da Irmã Dulce começou em 1999 e quatro anos depois, em 2003, dez médicos brasileiros e três italianos certificaram o "caso extraordinário de um padre", milagre que foi reconhecido por unanimidade pela Congregação para as Causas dos Santos.

O milagre ocorreu em janeiro de 2001 quando Claudia Santos de Araújo, do vizinho estado de Sergipe e devota a Irmã Dulce, sofreu uma grave hemorragia durante o parto e ficou em estado de coma. A gravidade da situação era tanta que os médicos deram a ela poucas horas de vida.

Um sacerdote amigo dela que sabia da sua fé em Irmã Dulce orou pedindo por sua saúde e em questão de horas a parturiente estava plenamente recuperada. Dois dias depois, ela recebeu alta do hospital com seu bebê, sem que os médicos tenham conseguido explicar o que havia ocorrido.

A Irmã Dulce foi declarada venerável pelo Vaticano em 2009 e no ano passado, quando seu corpo foi exumado e transferido à catedral de Salvador, estava intacto, mumificado naturalmente, o que foi interpretado pela igreja como um sinal de santidade da freira.

"Sua caridade foi maternal. Sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do alto trouxe energias e meios para colocar em prática uma assombrosa atividade de serviço aos mais pobres", consignou em seu voto um dos teólogos favoráveis à abertura da causa de beatificação.

As Obras Sociais Irmã Dulce, legado da freira, incluem o Complexo Roma, uma rede de hospitais e centros de saúde para os mais pobres que atende na Bahia a 5 milhões de pessoas ao ano e o Centro Educacional Santo Antônio. Adicionalmente, a organização administra vários centros de saúde de Salvador.

Se depois da beatificação for comprovado o segundo milagre por sua intercessão, a Irmã Dulce pode se transformar na primeira santa nascida no Brasil, país que até agora só tem no mais alto dos altares Frei Antonio de Sant'Anna Galvão (1739-1822), canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil.

A Igreja Católica tem santos que desenvolveram sua missão evangelizadora e social no Brasil, mas nasceram em outros países, como o jesuíta paraguaio São Roque González e a italiana Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus. EFE
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mulher fala pela primeira vez do milagre recebido de Irmã Dulce

Cláudia guardava o segredo a sete chaves, a pedido da Igreja Católica. Ela ficou entre a vida e a morte, depois de dar a luz ao filho. Mas ela resistiu após a foto de Irmã Dulce ser colocada no soro.
O Fantástico conta a história da mulher que guardou um segredo precioso durante dez anos, a pedido da Igreja Católica.

A uma semana da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, na Bahia, uma funcionária pública sergipana fala - pela primeira vez - do milagre que teria recebido da freira baiana.

Dez anos já se passaram. Gabriel tinha acabado de nascer. Cláudia, a mãe dele, até hoje não sabe como conseguiu escapar.

“A enfermeira entrou na sala em que eu estava e eu, com a visão muito turva, perguntei se eu já tinha tido neném. Foi quando ala falou: ‘Você já teve neném, seu filho é lindo’”, lembra Claudia Cristiane Araújo, funcionária pública.

Era um segredo que Cláudia guardava a sete chaves a pedido da Igreja Católica. Todos os personagens dessa história foram investigados por uma comissão eclesiástica do Vaticano, formada por médicos, religiosos e pesquisadores especializados em processos de canonização. Um desses personagens mora em Nossa Senhora das Dores, a 70 quilômetros de Aracaju. É o padre da cidade, José Almi de Menezes.

O padre Almi foi o responsável pelo pedido de socorro. Devoto de Irmã Dulce, quando soube que sua amiga Claudia estava desenganada no hospital, o padre foi visitá-la.

“Peguei a foto de Irmã Dulce, coloquei na haste do soro e disse: ‘Você olha para ela e deixe ela olhar para você. Ela balançou a cabeça. Eu disse: ‘Fique em paz e confia’”, contou o padre Almi.

Claudia diz que tem uma lembrança muito vaga daquele momento. “Eu me lembro da santinha, mas não me lembro do que ele me falou”, comenta.

Na madrugada de 13 de janeiro de 2001, Claudia foi levada da cidade de Malhador, onde mora no interior de Sergipe, para a vizinha Itabaiana. Lá, deu à luz Gabriel, seu segundo filho. Mas depois do parto, com uma hemorragia muito grave, ela ficou entre a vida e a morte.

Foram 28 horas em coma profundo. Todos os recursos disponíveis na maternidade foram utilizados para salvar a vida de Cláudia. E mesmo depois de três cirurgias, os médicos não conseguiram controlar a hemorragia.

O obstetra, chefe da equipe, diz que depois da última cirurgia perdeu a esperança. “Quando eu terminei a cirurgia, eu falei para a família que eu não tinha mais nada a fazer”, disse o obstetra Antonio Cardoso.

O coração chegou a parar de bater. Os rins não funcionavam. A família e os amigos já se preparavam para o pior. “Houve muita corrente de oração. Como é um lugar pequeno, a cidade parou naquela expectativa, só esperando a notícia: ‘Morreu’. De repente, o quadro mudou”, relata Cláudia.

Os médicos custaram a acreditar. “A enfermeira me chamou e eu achei que era para assinar o atestado de óbito. Aí ela me disse: ‘Não, doutor, ela quer ver o filho’, lembra o médico Antonio Cardoso.

O cirurgião Sandro Barral, que participou das investigações a convite do Vaticano, diz que, do ponto de vista médico, não haveria solução: “O paciente que se recupera em uma hora de um quadro daquele, que dois dias depois vai para casa, não tem uma explicação”, reconhece.
Um fábrica em Salvador trabalha para entregar 20 mil imagens em gesso. São as primeiras da Beata Dulce. Na antiga cidade de São Cristovão (SE), o Convento do Carmo está em festa. Foi lá que Irmã Dulce começou sua formação religiosa, em 1933.

“Aqui ficam as bases da sua espiritualidade, para depois ela se dedicar ao serviço aos pobres ”, conta o frei Sormane José Lima, do Convento do Carmo.

São 150 mil atendimentos por mês nas obras sociais de Irmã Dulce. Só um hospital faz uma média de 30 cirurgias por dia e sobrevive de doações e repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A obra até hoje nunca deixou de pagar os fornecedores, nunca deixou de pagar a folha, e isso eu acho que é um milagre da Irmã Dulce”, acredita Maria Rita Pontes, diretora da Obras Irmã Dulce.

Ela passou a vida cuidando dos pobres. Acolhia em casa os doentes que viviam abandonados nas ruas. E eram tantos que chegou a transformar o mercado em enfermaria.

Irmã Dulce morreu em 1992, aos 78 anos. Quando já estava muito doente, recebeu a visita do Papa João Paulo II. Talvez seja esta a única imagem do encontro em vida de dois fortes candidatos a santo. A canonização deles depende da comprovação de um segundo milagre. O primeiro, atribuído à freira baiana, Claudia não se cansa de agradecer.

“Eu não era para estar aqui nesse mundo. Não era para ter criado meus filhos. Quando eu me lembro disso, só agradeço”, se emociona Claudia.
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

João Paulo II já repousa na capela de São Sebastião




3 maio 2011
Féretro foi colocado em cerimônia privada

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Os restos mortais do beato João Paulo II já descansam sob o altar da capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro; informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

A partir de agora, os fiéis poderão venerar o papa beato na capela da basílica, e não mais na cripta vaticana, como antes.

O féretro com os restos do novo beato foi transferido nessa segunda-feira, após o fechamento da basílica, deixando o altar da Confissão, onde tinha ficado exposto para a veneração de centenas de milhares de fiéis desde a manhã de domingo, depois da cerimônia da beatificação.

A procissão foi presidida pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste da basílica, e formada pelo Colégio de Penitenciários, pelo Capítulo da Basílica e por nove cardeais e vários bispos e arcebispos. Entre eles, os cardeais Sodano, decano do Colégio, Bertone, secretário de Estado, Amato, Coppa, Lajolo, Re, Sandri, Macharski e Dziwisz, os arcebispos Filoni, Mamberti e Mokrzycki, o postulador, monsenhor Oder, e a irmã Tobiana, junto com outras freiras que fizeram parte do domicílio pontifício durante o papado de João Paulo II.

A procissão parou para rezar diante do altar da Confissão e seguiu até o altar da capela, cantando as ladainhas dos santos pontífices.

Depois da invocação Beate Ioanne Paule, repetida três vezes, rezou-se a oração do novo beato e o féretro foi incensado. Os trabalhadores da Fábrica de São Pedro depositaram então a grande lápide de mármore branco, que traz a inscrição Beatus Ioannes Paulus PP. II.

O comunicado vaticano termina informando que vários dos presentes fizeram o gesto devocional de beijar a lápide, enquanto a assembleia “se dissolvia com serena comoção”.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Papa Bento XVI proclama João Paulo II beato e juntos fazem história




Esta manhã (hora local) o Papa Bento XVI proclamou como beato o seu predecessor, o Papa João Paulo II, ao início de uma histórica e multitudinária Eucaristia à qual se estima que assistiram mais de um milhão de pessoas de todas as partes do mundo.

Neste evento pela primeira vez em dez séculos um Pontífice eleva aos altares o seu predecessor imediato.

Em meio de um grande ambiente de festa, ante a multidão que lotou a Praça de São Pedro, a via da Conciliação e as ruas adjacentes onde se apreciava bandeiras de muitos países de todo o globo, o Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, leu ante o Papa uma biografia de João Paulo II, interrompido em diversas ocasiões pelos aplausos dos presentes.

Os aplausos invadiram a Praça de São Pedro quando se recordou, por exemplo, a data da eleição como Pontífice, em 16 de outubro de 1978, sua especial predileção pelos jovens a quem se dirigiu de maneira particular nas Jornadas Mundiais da Juventude.

Depois da leitura da biografia, o Papa Bento XVI declarou beato a João Paulo II e disse que a festa do Papa peregrino será celebrada no dia 22 de outubro de cada ano, depois do qual descobriu a imagem com o rosto de Karol Wojtyla e se entoou o hino da beatificação, ante os incessantes aplausos e vivas dos presentes, em meio de muitas bandeiras que se agitavam em sinal de alegria.

Logo depois da leitura do decreto de beatificação, foi apresentada ao Papa Bento XVI uma ampola com o sangue do novo Beato que foi trazida, entre outros, pela protagonista do milagre que permitiu a beatificação, a religiosa francesa Marie Simon Pierre.

Esta relíquia poderá ser venerada pelos fiéis chegados de todo o mundo a Roma.
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domingo, 1 de maio de 2011

Mais de 1,5 mil celebram beatificação




MILENA CRESTANI E ANAHI ZURUTUZA 01/05/2011 09h25

Cerca de 1,5 mil pessoas acompanham a missa comemorativa da beatificação de João Paulo II, que teve início hoje pela manhã, às 8 horas. O ato religioso acontece no local conhecido como Área do Papa, palco de uma celebração realizada por João Paulo II no dia 16 de outubro de 1991, quando ele visitou Campo Grande.

A missa é celebrada pelo arcebispo Dom Vitório Pavanello. Os católicos seguram bandeiras amarelas remetendo a cor do Vaticano. A maioria das pessoas acompanha a celebração sentada. Segundo a equipe de organização da Igreja Católica, foram colocadas mais de mil cadeiras e todas estão ocupadas. Alguns fieis acompanham a missa em pé.

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, acompanha a celebração nesta manhã e afirmou que vai articular com a Câmara de Vereadores a aprovação de emendas para atender pedido dos religiosos de construção de uma capela para os católicos que visitam a Praça do Papa.


O papa Bento 16 proclamou beato seu antecessor, João Paulo 2º, em uma solene cerimônia com a presença de mais de 1 milhão de pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano neste domingo, informou a polícia de Roma.

A cerimônia teve início às 10 horas no horário local (5h de Brasília), pelo papa e outros 800 sacerdotes presentes. Com um cálice e mitra que foram usados nos últimos anos de pontificado de João Paulo II e com uma vestimenta que também pertenceu a seu antecessor, Bento XVI abriu a cerimônia com uma saudação em latim, que foi traduzida simultaneamente em espanhol, francês, português, francês, inglês, alemão e polonês pela Rádio Vaticano.

O milagre atribuído ao Papa é a recuperação da saúde da Irmã Marie Simon Pierre, religiosa francesa, de forma considerada inexplicável pela Igreja Católica, a cura do Mal de Parkinson, tida como peça chave para a beatificação.

Segundo a Folha de São Paulo, o Vaticano já procura, entre 1.500 relatos de outros milagres atribuídos ao papa, mais um para que ele seja transformado em santo.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Irmã Dulce será beatificada em maio

Seg, 27 Dez, 11h39

A Arquidiocese de Salvador confirmou a data para a realização da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce. A missa que tornará oficialmente a freira beata será celebrada em 22 de maio, dia do aniversário de nascimento de Irmã Dulce e data dedicada à Santa Rita de Cássia, que deu nome à baiana. O local escolhido é o Parque de Exposição, em Salvador.


Para coordenar o evento, o cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, d. Geraldo Majella Agnelo, designou o padre Manoel Filho. O padre também esteve à frente do evento que beatificou Irmã Lindalva, em 2007. A expectativa da superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, é de que cerca de 50 mil pessoas assistam à cerimônia.

O decreto que formalizou a condição de beata de Irmã Dulce foi assinado pelo papa Bento XVI em 10 de dezembro. A religiosa se tornará a primeira beata baiana, ficando a um passo da canonização, quando um beato passa a ser considerado santo. Para isso, será necessária a comprovação de mais dois milagres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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