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domingo, 13 de janeiro de 2019

Gratidão pelo Livro Espírita


Senhor Jesus!

Outorgaste-nos a inteligência, a fim de que pudéssemos entender a grandeza da vida e avançar no rumo da verdade.

Concedeste-nos a visão, de modo a nos deslumbrarmos ante a grandeza da Criação.

Facultaste-nos a voz, para que a melodia vibrante nos ensejasse intercâmbio, e as maviosas combinações musicais cantassem em nossa garganta.

Doaste-nos os ouvidos, com os quais participamos dos murmúrios e das canções vivas da Natureza, para que entesourássemos belezas.

Enriqueceste-nos com as mãos, a fim de que se transformassem em estrelas após o trabalho edificante e redentor.

Favoreceste-nos com os pés humildes e submissos, que servem de veículos para a glória da locomoção.

Multiplicaste os sentimentos em nosso mundo íntimo, de forma que a caridade suplantasse a seiva de manutenção, libertando-nos do egoísmo e da impiedade...

Legaste-nos o livro espírita, a fim de que em hora alguma estivéssemos sem o valioso auxiliar para compreender a razão da existência, os percalços das lutas, as necessárias provações, e pudéssemos converter os tesouros transitórios do mundo em fortunas indestrutíveis da imortalidade.

Nele, Senhor, perpassem as Tuas Lições Superiores e Eternas quais de raras belezas que insculpem em nosso espírito as claridades libertadoras que nos apontam rumos felizes...

Depositário das belezas que se refletem de Mais Alto, é o companheiro abençoado da soledade e o mestre discreto, sempre às ordens para ajudar.

Agradecendo-Te todas as doações com que nos armastes para a vitória sobre nós mesmos, reconhecemos que no livro espírita encontramos o pão da vida e a água lustral para a total manutenção em nossa reencarnação salvadora.

Por tudo, louvado sejas sempre, Senhor!

FRANCO, Divaldo Pereira. Celeiro de Bênçãos. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. IDEAL. Capítulo 60.
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sábado, 12 de janeiro de 2019

Vida Feliz CXXIII


O teu serviço, aparentemente humilhante, que outras pessoas menosprezam, é o teu tesouro, o ganha-pão que te concede honradez.

Realiza-o consciente da sua importância, desincumbindo-te dele com nobreza.

O diamante que fulgura veio da entranha da terra onde confraternizava com os vermes, e o pão saboroso, que enriquece a mesa, nasceu do trigo que se desenvolveu no charco...

Trabalhar, constitui desafio para todos.

Enquanto o homem produz, a marcha do progresso não se interrompe.

Dignifica as tuas atividades, sendo-lhes fiel servidor.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 123.
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Resignação


Na atual conjuntura intelectual do planeta e considerando-se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.

Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-afirmam pelos desmandos, quando convidados às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, gerando males muito mais danosos do que aqueles dos quais pretendem fugir - Porque os seus planos colimam resultados diversos aos que aguardavam, atiram-se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo.

Se as enfermidades chegam, exasperam-Se, bandeando para a revolta, intoxicando-se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarram-se para os "sonhos róseos" dos estupefacientes e barbitúricos.

Diante das necessárias provações que os colocariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam. Suas resistências são todas comandadas pelos impulsos da ira ou da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz.

A resignação para eles é cobardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarnação os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, encetando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.

*

Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna-te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio.

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.

Resignação significa coragem e fôrça na voragem do desespero. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes de resignar-se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos desvãos da anarquia, dizendo-se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta.

Se te convidam ao revide - resigna-te e ora.

Se te convocam ao ódio - resigna-te e confia.

Se te afrontam com agressões - resigna-te e agradece a Deus.

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na claridade forte e pujante do tempo a manifestação - resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos.

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.

*

"Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei." Mateus: capítulo 11º, versículo 28.

*

"O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito". - O ESPÍRITO DE VERDADE. (Havre, 1863). Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 6º - Item 8.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 30.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Vida Feliz CXXII


Em qualquer circunstância, mantém-te tu mesmo.

Não te apresentes superior ao que és, nem te subestimes, a ponto de parecer o que não sejas.

Anelando por uma posição melhor, empenha-te para lográ-la.

Descobrindo imperfeições, luta por te aprimorares.

Mente todo aquele que exibe dotes que não possui, quanto o indivíduo que os esconde e os nega.

Ser autêntico é forma de adquirir dignidade.

A ascensão é lenta para todos.

Quem hoje triunfa, começou a batalha antes.

Quem está combatendo, logrará a vitória depois.

Não te constranjas por seres um Espírito em provação.

Os amigos de hoje atravessaram, oportunamente, o caminho por onde agora seguem os teus pés.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 122.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Vida Feliz CXIV


A juventude do teu corpo é breve.

Utiliza-a para armazenar valores eternos.

O verdor dos anos passa com celeridade, porém, os compromissos firmados se alongam por toda a existência.

Tem cuidado com eles.

Os bons serão sentinelas da tua jornada, abençoando-te as horas, e os maus se transformarão em cobradores impiedosos, perturbando-te a paz.

Coloca sinais de luz pela senda, significando conquistas do terreno percorrido.

Mantém-te jovem em todas as idades, através de uma consciência sem remorsos e de uma conduta reta.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 114.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Vida Feliz CXIII


Nunca percas a esperança.

Haja o que houver, permanece confiando.

Se tudo estiver contra, e o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a divina ajuda.

Somente nos acontece o que será de melhor para nós.

A lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.

Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

Quem se desespera já perdeu parte da luta que irá travar, avançando prejudicado.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 113.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Apoios esquecidos


Charles Plumb era piloto e, certa vez, seu avião foi derrubado, durante uma missão de combate.

Ele saltou de paraquedas, salvando a vida. Caiu em campo inimigo, foi capturado e passou seis anos como prisioneiro.

Sobreviveu e ao retornar ao seu país, começou a fazer palestras, relatando a sua odisseia e o que a prisão lhe ensinara.

Certo dia, em um restaurante, foi saudado por um homem:

Olá, você é Charles Plumb, o piloto que teve seu avião derrubado, não é mesmo?

Sim, respondeu. Como você sabe?

Ora, era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?

O piloto ficou boquiaberto. Muito grato, afirmou:

Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.

Naquela noite, ele não conseguiu dormir, pensando e pensando.

Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse “Bom dia”? Eu era um piloto arrogante e ele, um simples marinheiro.

Pensou nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, em meio a tantos outros pilotos, tão senhores de si, como ele próprio se considerava.

Pensou que o marinheiro teve em suas mãos habilidosas, que enrolavam os fios de seda dos paraquedas, as vidas de tantos que nem conhecia.

Mas a sua tarefa bem realizada era a responsável por vários deles continuarem a viver.

Todos os que haviam precisado de um paraquedas, um dia.

Hoje, quando Plumb inicia as suas palestras, o faz perguntando à plateia:

Quem dobrou o seu paraquedas hoje?

Porque a vida é assim. Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante.

Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: físicos, emocionais, mentais, espirituais.

Precisamos do coletivo e o motorista nos conduz, tendo nas suas mãos as nossas vidas. Mas nem o olhamos.

Na repartição, aguardamos o cafezinho com quase ansiedade, desejando realizar a pausa entre as tarefas e saboreá-lo, com calma.

No entanto, nos esquecemos de olhar nos olhos da funcionária que o serve, de a cumprimentar, de perguntar se está bem. Sequer lhe sabemos o nome.

Entramos no elevador, dizemos o andar que desejamos, sem desejar um Bom dia ao ascensorista que passa horas, dentro daquela caixa, que sobe e desce, sem parar.

Por vezes, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante.

Esquecemos das pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.

Dos que nos suportam, dos que nos oferecem o ombro amigo para chorar. Dos que ouvem as nossas lamurias e as nossas alegrias.

Deixamos de saudar, de agradecer, de dizer algo amável, de sorrir.

E que dizer dos amigos espirituais? Nosso anjo de guarda que se desvela em cuidados?

Deus, que todos os dias, pinta quadros novos de beleza para nosso deleite?

Deus, cujo amor nos sustenta, cuja misericórdia nos alcança.

Lembremos de mostrar nossa gratidão.

Um telefonema, um sorriso às pessoas. Um pequeno cartão. Um mimo inesperado em invólucro delicado.

Um instante de reflexão. Uma prece. Uma oração de gratidão.

Obrigado, Senhor, por tudo que eu tenho. Por tudo que me dás. Pelo pão, pelo ar, pela paz. Por minha vida. Pela vida dos meus amores.

Pelo dia de hoje, obrigado, Senhor.

Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Divaldo Pereira Franco.
Em 17.10.2018.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

A última bem-aventurança


É muito conhecida a passagem bíblica nominada de Sermão da montanha.

Nela, Jesus anuncia as bem-aventuranças.

Ele enaltece a conduta dos mansos, dos humildes e dos sedentos de justiça, dentre outros, afirmando que são bem-aventurados.

Entretanto, o Cristo anunciou mais uma bem-aventurança, que costuma passar despercebida.

Após sua ressurreição, Ele apareceu a várias pessoas, mas o discípulo Tomé não estava entre elas.

Ao saber do evento, Tomé afirmou que somente acreditaria se visse os sinais do martírio em Jesus e neles pudesse colocar a mão.

A oportunidade não se fez tardar e o Mestre logo lhe apareceu.

Após se mostrar, Jesus sentenciou:

Porque me viste, Tomé, creste. Bem-aventurados os que não viram e creram.

É interessante observar que se tratava do momento em que os testemunhos dos apóstolos principiariam.

Estava finda a época do aprendizado direto junto ao Messias divino.

Ocorre que na luta pela implantação de um ideal nem sempre tudo corre à maravilha.

Costuma haver resistências e vários incomodados se fazem adversários da obra.

Para perseverar, nos momentos de dificuldade, é preciso ter fé.

Sem uma crença firme de que o bem vencerá torna-se fácil desistir no meio do caminho.

É necessário crer na efetivação do ideal antes de vê-lo concluído.

Feliz de quem possui a força íntima necessária para lutar sem esmorecer.

De quem acredita no bem, mesmo quando o mal aparentemente vence.

Quem precisa ver para crer hesita e desfalece com frequência.

Porque a corrupção parece crescer, duvida da vitória final da honestidade.

Porque são muitos os cruéis, acha que a compaixão talvez nunca vença.

Se o bem demora a se instalar, acredita que não compensa lutar por ele.

Bem se vê o quanto a fé é necessária em um projeto de longo prazo.

Sem essa certeza das coisas esperadas, a força esmorece e a luta é abandonada.

Nesses tempos turbulentos, convém refletir a respeito da firmeza da própria fé.

Acreditar firmemente na vitória do bem ajuda a jamais corromper a própria essência.

Sem essa convicção, pode-se ficar tentado a levar vantagem e a dar um jeitinho, em prejuízo da própria dignidade.

Ocorre que a dignidade e a fidelidade aos próprios valores são extremamente preciosas.

Elas propiciam paz de consciência e tornam possível andar de cabeça erguida em qualquer ambiente.

Bem-aventurado quem crê antes de ver e por isso tem a força de viver e construir o bem.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXI, do livro A mensagem do Amor Imortal, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.
Em 16.10.2018.
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Vida Feliz


Lê uma pequena página, cada dia, na qual encontres alento e inspiração.

Incorpora este dever aos teus hábitos.

Ela te enriquecerá de júbilo, clareando as nuvens que possam envolver-te nas horas seguintes e arrimando-te ao bem-estar, caso suceda alguma surpresa desagradável.

Todas as pessoas necessitam de um bom conselheiro, e, nessa página, que extrairás do Evangelho, terás a diretriz de segurança e a palavra de sabedoria para qualquer ocorrência.

Se os homens reflexionassem um pouco mais antes de agirem, evitariam males incontáveis.

Já que outros não o fazem, realiza-o tu.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 112.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ainda a humildade


A fôrça da humildade!

Grandiosa, passa na maioria das vêzes como fraqueza, ante os conceitos gastos da falsa moral. Tão nobre que se desconhece a si mesma.

Atravessa uma existência sem despertar atenção, e nisso reside a essência do seu valor.

Serva fiel do dever, não malbarata o tempo nas frivolidades habituais que exaltam os ouropéis. Avança sempre, produzindo com objetividade na direção dos fins que busca colimar.

A humildade é muito ignorada.

Virtude excelente é precioso aroma de sutil característica que vitaliza os que a conduzem.

Toma diversas aparências conforme as necessidades das circunstâncias em que se manifesta.

Aqui é renúncia, cedendo a benefício geral, esquecida de si mesma.

Adiante é perdão a serviço da paz de todos.

Além é bondade discreta, produzindo esperança.

Hoje é indulgência para oferecer nova oportunidade.

Amanhã é beneficência para manter a misericórdia.

É sempre a presença de Jesus edificando a felicidade onde quer que escasseie a colheita de luz.

A humildade, porém, somente é possível quando inspirada nos ideais da verdade.

Enquanto o homem não se abrasa da certeza da vida superior, a humildade não lhe encontra guarida.

Sabendo que a Terra é uma escola de experiências e ensaios da vida para a verdade, do mundo somente lhe vê as oportunidades de progresso, compreendendü a necessidade de aproveitar as horas.

Todos os grandes heróis do pensamento, os mártires da fé e os santos da renúncia para lobrigarem o êxito dos objetivos a que ligaram a existência, se firmaram na humildade por saberem do pouco valor que representavam ante as grandes diretrizes da vida.

A humildade em última análise representa submissão à vontade de Deus, doação plena e total às Suas mãos, deixando-se conduzir pela Sua Diretriz segura que governa o Universo.

*

No culto da humildade não tenhas a presunção de resolver todos os problemas que te chegam. Preocupa-te em desincumbir-te fielmente dos deveres que te dizem respeito.

Qualquer tarefa, por mais insignificante que te pareça, é de alta importância no conjunto geral. Faze, portanto, a tua função no concêrto das coisas consciente de que tua colaboração é preciosa e deve ser doada.

Não ambiciones a tarefa que te não diz respeito. Aprende a considerar o labor alheio e produze o teu serviço cônscio da significação do que realizas, adornando de belezas o que passe pelo crivo do teu interêsse e do teu zêlo.

Responderás diante da vida não pelo que gostarias de ter proporcionado, mas pelo que tiveste diante das possibilidades e de como te comportaste ante a ensancha.

Cultiva a humildade.

A humildade pela força da sua fraqueza nunca vai ser atingida: a lisonja não a envaidece, e a zombaria não a humilha. É inatingível pelo mal em qualquer expressão como se apresente.

Olha o firmamento e faze um paralelo: as estrêlas faiscantes e tu! Compreenderás o valor da humildade.

*

Conquanto Jesus fôsse o Arquiteto Sublime da Terra, não desconsiderou a carpintaria singela de José; caminhou imensos trechos descampados de solos agrestes a serviço do amor; conviveu com os mais difíceis caracteres sem melindres, sem falsa superioridade. Tão igual se fêz aos infelizes que o acompanhavam que nem todos acreditaram fôsse Ele "o escolhido".

No entanto, ainda aí não usou a presunção de convencer a ninguém, fazendo tudo aquilo para quanto veio e depois retornou, sereno. sem abandonar os a quem veio amar.

Lição viva e desafiadora, a Sua vida é convite para que meditemos e vivamos, incorporando à nossa existência essa pérola sublime da redenção espiritual: a humildade!

*

"Aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo". Mateus: capítulo 20º, versículo 27.

*

"A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidas são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo?" Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 7º - Item 11, parágrafo 3.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 31.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Convite à Humildade


"Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração." (Mateus: capítulo 11º, versículo 28.)

Os que são incapazes de consegui-la identificam-na como fraqueza.

Os pessimistas que chafurdam no poço do orgulho ferido e não se dispôem à luta, detestam-na, porque se sentem incapazes de possuí-la.

Os derrotistas utilizam-se da subestima para denegri-la.

Os fracos, falsamente investidos de força, falselam-lhe o significado, deturpando-lhe a soberana realidade.

Porque muitos não lograram vivê-la e derraparam em plenos exercícios, desconsideram-na..

Ela, no entanto, fulgura e prossegue.

Sustenta no cansaço, acalenta nas dores, robustece na luta, encoraja no insucesso, levanta na queda... Louva a dor que corrige, abençoa a dificuldade que ensina, agradece a soledade que exercita a reflexão, ampara o trabalho que disciplina e é reconhecida a todos, inclusive aos que passam por maus, por ensinarem, embora inconscientemente, o valor dos bons e a excelência do bem.

Chega e dulcifica a amargura, balsamizando qualquer ferida exposta, mesmo em chaga repelente.

Identifica-se pela meiguice, e, sutil, agrada, oferecendo plenitude, quando tudo conspira contra a paz de que se faz instrumento.

Escudo dos verdadeiros heróis, tem sido a coroa dos mártires, o sinal dos santos e a característica dos sábios.

Com ela o homem adquire grandeza interior, e considerando a majestade da Criação, como membro atuante da vida, que é, eleva-se e, assim, eleva a humanidade inteira.

Conquistá-la, ao fim das pelejas exaustivas, é lograr paz.

No diálogo entre Jesus e Pilatos, esteve presente no silêncio do Amigo Divino e ausente no enganado fâmub de César...

Seu nome é humildade.

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 28.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Vida Feliz


Concede uma nova oportunidade ao teu desafeto, facilitando-lhe a aproximação.

Mantém-te receptivo.

É possível que ele tenha mudado de opinião, reconhecido o erro, e esteja aguardando o ensejo.

Todos nos enganamos, e desejamos ocasião para nos reabilitarmos.

Se te encerras na mágoa e nada mais queres com ele, a tua é uma postura igual ou mais censurável que a dele.

Não deixes que um capricho do amor-próprio ou do orgulho ferido te roube uma excelente ensancha de ser vencedor em ti mesmo.

FRANCO, Divaldo Pereira. Vida Feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 18.ed. LEAL, 2015. Capítulo 110.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Resignação


Na atual conjuntura intelectual do planeta e considerando-se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.

Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-afirmam pelos desmandos, quando convidados às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, gerando males muito mais danosos do que aquêles dos quais pretendem fugir - Porque os seus planos colimam resultados diversos aos que aguardavam, atiram-se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo.

Se as enfermidades chegam, exasperam-Se, bandeando para a revolta, intoxicando-se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarram se para os "sonhos róseos" dos estupefacientes e barbitúricos.

Diante das necessárias provações que os colocariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam. Suas resistências são todas comandadas pelos impulsos da ira ou da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz.

A resignação para êles é cobardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarnação os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, encetando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.

*

Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna-te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio.

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.

Resignação significa coragem e fôrça na voragem do desespero. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes de resignar-se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos desvãos da anarquia, dizendo-se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta.

Se te convidam ao revide - resigna-te e ora.

Se te convocam ao ódio - resigna-te e confia.

Se te afrontam com agressões - resigna-te e agradece a Deus.

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na claridade forte e pujante do tempo a manifestação - resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos.

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.

*

"Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei." Mateus: capítulo 11º, versículo 28.

*

"O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito". - O ESPÍRITO DE VERDADE. (Havre, 1863). Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo 6º - Item 8.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 30.
Este site não produz e não tem fins lucrativos sobre qualquer uma das informações nele publicadas, funcionando apenas como mecanismo automático que "ecoa" notícias já existentes. Não nos responsabilizamos por qualquer texto aqui veiculado.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Solidão


Espectro cruel que se origina nas paisagens do medo, a solidão é , na atualidade, um dos mais graves problemas que desafiam a cultura e o homem.

A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamento, nas pessoas tímidas, nos indivíduos sensíveis e em todos quantos enfrentam problemas para um intercâmbio de idéias, uma abertura emocional, uma convivência saudável.

Enxameiam, por isso mesmo, na sociedade, os solitários por livre opção e aqueloutros que se consideram marginalizados ou são deixados à distância pelas conveniências dos grupos.

A sociedade competitiva dispõe de pouco tempo para a cordialidade desinteressada, para deter-se em labores a benefício de outrem.

O atropelamento pela oportunidade do triunfo impede que o indivíduo, como unidade essencial do grupo, receba consideração e respeito ou conceda ao próximo este apoio, que gostaria de fruir.

A mídia exalta os triunfadores de agora, fazendo o panegírico dos grupos vitoriosos e esquecendo com facilidade os heróis de ontem, ao mesmo tempo que sepultam os valores do idealismo, sob a retumbante cobertura da insensatez e do oportunismo.

O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira.

O sucesso social não exige, necessariamente, os valores intelecto-morais, nem o vitalismo das idéias superiores, antes cobra os louros das circunstâncias favoráveis e se apóia na bem urdida promoção de mercado, para vender imagens e ilusões breves, continuamente substituídas, graças à rapidez com que devora as suas estrelas.

Quem, portanto, não se vê projetado no caleidoscópio mágico do mundo fantástico, considera-se fracassado e recua para a solidão, em atitude de fuga de uma realidade mentirosa, trabalhada em estúdios artificiais.

Parece muito importante, no comportamento social, receber e ser recebido, como forma de triunfo, e o medo de não ser lembrado nas rodas bem sucedidas, leva o homem a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.

O homem faz questão de ser visto, de estar cercado de bulha, de sorrisos embora sem profundidade afetiva, sem o calor sincero das amizades, nessas áreas, sempre superficiais e interesseiras. O medo de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, significaria ser desconsiderado. atirado à solidão.

Há uma terrível preocupacão para ser visto, fotografado, comentado, vendendo saúde, felicidade, mesmo que fictícia.

A conquista desse triunfo e a falta dele produzem solidão.

O irreal, que esconde o caráter legítimo e as lídimas aspiracões do ser, conduz à psiconeurose de auto-destruicao.

A ausência do aplauso amargura, face ao conceito falso em torno do que se considera, habitualmente como triunfo.

Há terrível ânsia para ser-se amado, não para conquistar o amor e amar, porém para ser objeto de prazer, mascarado de afetividade. Dessa forma, no entanto, a pessoa se desama, nao se torna amável nem amada realmente.

Campeia, assim, o "medo da solidão", numa demonstração caótica de instabilidade emocional do homem, que parece haver perdido o rumo, o equilibrio.

O silêncio, o isolamento espontâneo, são muito saudáveis para o indivíduo, podendo permitir-lhe reflexão, estudo, auto-aprimoramento, revisão de conceitos perante a vida e a paz interior.

O sucesso, decantado como forma de felicidade, é, talvez, um dos maiores responsáveis pela solidão profunda.

Os campeões de bilheteira nos shows, nas rádios, televisões e cinemas, os astros invejados, os reis dos esportes, dos negócios, cercam-se de fanáticos e apaixonados, sem que se vejam livres da solidão.

Suicídios espetaculares, quedas escabrosas nos porões dos vícios e dos tóxicos comprovam quanto eles são tristes e solitários. Eles sabem que o amor, com que os cercam, traz, apenas, apelos de promoção pessoal dos mesmos que os envolvem, e receiam os novos competidores que lhes ameaçam os tronos, impondo-lhes terríveis ansiedades e inseguranças, que procuram esconder no álcool, nos estimulantes e nos derivativos que os mantêm sorridentes, quando gostariam de chorar, quão inatingidos, quanto se sentem fracos e humanos.

A neurose da solidão é doença contemporânea, que ameaça o homem distraído pela conquista dos valores de pequena monta, porque transitórios.

Resolvendo-se por afeiçoar-se aos ideais de engrandecimento humano, por contribuir com a hora vazia em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais, sua vida adquiriria cor e utilidade, enriquecendo-se de um companheirismo digno, em cujo interesse alargar-se-ia a esfera dos objetivos que motivam as experiências vivenciais e inoculam coragem para enfrentar-se, aceitando os desafios naturais.

O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado.

A velha conceituação de que todo aquele que tem amigos não passa necessidades, constitui uma forma desonesta de estimar, ocultando o utilitarismo sub-reptício, quando o prazer da afeição em si mesma deve ser a meta a alcançar-se no inter-relacionamento humano, com vista à satisfação de amar.

O medo da solidão, portanto, deve ceder lugar, à confiança nos próprios valores, mesmo que de pequenos conteúdos, porém significativos para quem os possui.

Jesus, o Psicoterapeuta Excelente, ao sugerir o "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus" como a mais importante conquista do homem, conclama-o a amar-se, a valorizar-se, a conhecer-se, de modo a plenificar-se com o que é e tem, multiplicando esses recursos em implementos de vida eterna, em saudável companheirismo, sem a preocupação de receber resposta equivalente.

O homem solidário, jamais se encontra solitário.

O egoísta, em contrapartida, nunca está solícito, por isto, sempre atormentado.

Possivelmente, o homem que caminha a sós se encontre mais sem solidão, do que outros que, no tumulto, inseguros, estão cercados, mimados, padecendo disputas, todavia sem paz nem fé interior.

A fé no futuro, a luta por conseguir a paz íntima - eis os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão, saindo do arcabouço egoísta e ambicioso para a realização edificante onde quer que se esteja.

FRANCO, Divaldo Pereira. O Homem Integral. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.
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terça-feira, 3 de julho de 2018

A Psicologia da Oração


Convencionou-se, ao longo do tempo, que a oração é um recurso emocional e psíquico para rogar e receber benefícios da Divindade, transformando-a em instrumento de ambição pessoal, realmente distante do seu alto significado psicológico.

A oração é um precioso recurso que faculta a aquisição da autoconsciência, da reflexão, do exame dos valores emocionais e espirituais que dizem respeito à criatura humana.

Tornando-se delicado campo de vibrações especiais, faculta a sintonia com as forças vivas do Universo, constitui veículo de excelente qualidade para a vinculação da criatura com o seu Criador.

Todos os seres transitam vibratoriamente em faixas especiais que correspondem ao seu nível evolutivo, ao estágio intelecto-moral em que se encontram, às suas aspirações e aos seus atos, nos quais se alimentam e constroem a existência.

A oração é o mecanismo sublime que permite a mudança de onda para campos mais sensíveis e elevados do Cosmo.

Orar é ascender na escala vibratória da sinfonia cósmica.

Em face desse mecanismo, torna-se indispensável que se compreenda o significado da prece, sua finalidade e a maneira mais eficaz pela qual se pode alcançar o objetivo desejado.

Inicialmente, orar é abrir-se ao amor, ampliar o círculo de pensamentos e de emoções, liberando-se dos hábitos e vícios, a fim de criar-se novos campos de harmonia interior, de forma que todo o ser beneficie-se das energias hauridas durante o momento especial.

A melhor maneira de alcançar esse parâmetro é racionalmente louvar a Divindade, considerando a grandeza da Criação, permitindo-se vibrar no seu conjunto, como seu filho, assimilando as incomparáveis concessões que constituem a existência.

Considerar-se membro da família universal, tendo em vista a magnanimidade do Pai e Sua inefável misericórdia, enseja àquele que ora o bem-estar que propicia a captação das energias saudáveis da vida.

Logo depois, ampliar o campo do raciocínio em torno dos próprios limites e necessidades imensas, predispondo-se a aceitar todas as ocorrências que dizem respeito ao seu processo evolutivo, mas rogando compaixão e ajuda, a fim de errar menos, acertar mais, e de maneira edificante, o passo com o bem.

Nesse clima emocional, evitar a queixa doentia, a morbidez dos conflitos e exterioridades ante a magnitude das bênçãos que são hauridas, apresentando-se desnudado das aparências e circunlóquios da personalidade convencional.

Não é necessário relacionar sofrimentos, nem explicitar anseios da mente e do coração, porque o Senhor conhece a todos os Seus filhos, que são autores dos próprios destinos e ocorrências, mediante o comportamento mantido nas multifárias experiências da evolução.

Por fim, iluminado pelo conhecimento da própria pequenez ante a grandeza do Amor, externar o sentimento de gratidão, a submissão jubilosa às leis que mantêm o arquipélago de astros e a infinitude de vidas.

*

Tudo ora no Cosmo, desde a sinfonia intérmina dos astros em sua órbita, mantendo a harmonia das galáxias, até os seres infinitesimais no mecanismo automático de reprodução, fazendo parte do conjunto e da ordem estabelecidos.

Em toda parte vibra a vida nos aspectos mais complexos e simples, variados e uniformes.

Sem qualquer esforço da consciência, circula o sangue por mais de 150 mil quilômetros de veias, vasos, artérias, em ritmo próprio para a manutenção do organismo humano tanto quanto de todos os animais.

Funções outras mantidas pelo sistema nervoso autônomo obedecem a equilibrado ritmo que as preserva em atividade harmônica.

As estações do tempo alternam-se facultando as variadas manifestações dos organismos vivos dentro de delicadas ondas de luz e de calor que lhes possibilitam a existência, a manifestação, o desabrochar, o adormecimento, a espera.

O ser humano, enriquecido pela faculdade de pensar e dotado do livre-arbítrio, que lhe propicia escolher, atado às heranças do primarismo da escala animal ancestral pela qual transitou, experiencia mais as sensações do imediato do que as emoções da beleza, da harmonia, da paz, da saúde integral,

Reconhece o valor incalculável do equilíbrio, no entanto, estigmatizado pela herança do prazer hedonista, entrega-se-lhe à exorbitância pela revolta nos transtornos de conduta, como forma de imposição grotesca.

Ao descobrir a oração, logo se permite exaltar falsas ou reais necessidades, desejando respostas imediatas, soluções mágicas para atendê-las, distantes do esforço pessoal de crescimento e de reabilitação.

É claro que aquele que assim procede não alcança as metas propostas, pois que elas ainda não podem apresentar-se por nele faltarem os requisitos básicos para o estabelecimento da harmonia interior.

A oração é campo no qual se expande a consciência e o Espírito eleva-se aos páramos da luz imarcescível do amor inefável.

Quem ora ilumina-se de dentro para fora, tornando-se uma onda de superior vibração em perfeita consonância com a ordem universal.

O egoísmo, os sentimentos perversos não encontram lugar na partitura da oração.

Torna-se necessário desfazer-se desses acordes perturbadores, para que haja sincronização do pensamento com as dúlcidas notas da musicalidade divina.

A psicologia da oração é o vasto campo dos sentimentos que se engrandecem ao compasso das aspirações dignificadoras, que dão sentido e significado à existência na Terra.

Inutilmente, gritará a alma em desespero, rogando soluções para os problemas que lhe compete equacionar, mesmo que atraindo os numes tutelares sempre compadecidos da pequenez humana.

Desde que não ocorre sintonia entre o orante e a Fonte exuberante de vida, as respostas, mesmo quando oferecidas, não são captadas pelo transtorno da mente exacerbada.

*

Quando desejares orar, acalma o coração e suas nascentes, assumindo uma atitude de humildade e de aceitação, a fim de que possas falar àquele que é o Pai de misericórdia, que sempre providencia todos os recursos necessários à aquisição humana da sua plenitude.

Convidado a ensinar aos seus discípulos a melhor maneira de expressar a oração, Jesus foi taxativo e gentil, propondo a exaltação ao Pai em primeiro lugar, logo após as rogativas e a gratidão, dizendo:

- Pai Nosso, que estais nos Céus...

Entrega-te, pois, a Deus, e nada te faltará, pelo menos tudo aquilo que seja importante à conquista da harmonia mediante a aquisição da saúde integral.

Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 29 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália. Fonte: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=322.
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domingo, 3 de junho de 2018

Vida: Desafios e Soluções


“São realidades inalienáveis as ocorrências do nascimento e da morte, da velhice e das doenças, porque fazem parte dos mecanismos da vida física. Tornar mais aprazíveis os dias vividos no corpo, eliminar os fatores de perturbação que tornam a existência insuportável, às vezes, fundamentar o conhecimento por meio das experiências são opções ao alcance de toda pessoa lúcida, que pode conseguir o desejado através do esforço empregado para tanto.

Prolongar a existência física é factível, não, porém, indefinidamente, por motivos óbvios. Sendo inevitável a morte própria ou dos seres amados, enfrentá-la com serenidade é um sentido de vida normal, que não deve surpreender, nem magoar.

Aceitar os indivíduos como são, eliminando a hipótese de que são perfeitos, deuses ou semideuses do panteão da ilusão, funciona como termômetro para o equilíbrio da emoção em torno da realidade da vida humana. Nem paixão, nem abandono diante da vida, mas consciência de como bem viver no relativo tempo terrestre.”

Espírito Joanna de Ângelis, na obra “Vida: Desafios e Soluções”, psicografia de Divaldo Franco.
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terça-feira, 22 de maio de 2018

Santificação maternal


Quando percebeste as sublimes vibrações da maternidade no teu seio, foste tomada pela aflição, considerando-se a magnitude do evento para o qual não te sentias preparada.

Não desejavas um filho, nem esperavas que o incidente sexual de que participaste, resultasse na concepção...

De imediato surgiu-te a ideia infeliz do aborto criminoso como solução para o que se te apresentava como problema desafiador.

Anelavas por um futuro rico de oportunidades e de triunfos, o que então se tornaria difícil em razão da presença do filhinho não programado e que nasceria em circunstâncias desfavoráveis.

Quando comunicaste ao companheiro responsável pela tua gravidez, de maneira cruel e cínica, ele escusou-se a qualquer responsabilidade, informando que eras adulta e conhecias os métodos impeditivos da concepção, havendo-te permitido a fecundação com intenções secundárias e infamantes...

A seguir, desapareceu da tua existência, deixando-te abatida e insegura, dominada pelo medo de enfrentar a família e a sociedade que te não compreenderiam a conduta.

Felizmente, na circunstância aflitiva, resolveste buscar refúgio na oração em que leniste a alma sofrida, tomando a decisão de prosseguir corajosamente.

Aqueles eram dias de muita hipocrisia e intolerância.

Nada obstante, aceitaste o desafio, pagando o preço da atitude impensada, quando te facultaste a comunhão sexual irresponsável, e enfrentaste todos os empecilhos que se te apresentaram...

...E renasceu nos teus braços o anjo filial que santificou a tua maternidade.

Embora as dificuldades que advieram, os sacrifícios que te impuseste na condição de mãe solteira e solitária, conseguiste avançar com decisão, amparando o filhinho amado que se transformou na razão mais nobre da tua atual existência.

Transformaste as noites insones ao seu lado febril em experiências de iluminação, entregue ao desvelo e à meditação.

Acompanhaste todos os teus passos inseguros e tentativas de crescimento, oferecendo-lhe ternura, autoconfiança e amor.

O tempo transcorreu lento, mas feliz.

Hoje, quando recordas a jornada vivenciada, emocionas-te e agradeces a Deus haver-te concedido a bênção da maternidade, que soubeste santificar através do amor e da abnegação.

Nunca te arrependeste da decisão de tornar-te mãe.

Aureolada pelos júbilos do dever cumprido, sorris, jubilosamente, e, ditosa, bendizes o filhinho que se transformou em cidadão e ao teu lado está construindo o mundo novo de esperanças e realizações edificantes pelo qual todos lutamos.

Deus te abençoe, mãe abnegada e feliz!

*

A maternidade, em qualquer circunstância em que se apresente, é dádiva sublime do amor de Deus para todas as criaturas.

Por mais perversa apresente-se a situação em que se concebeu, jamais se permita o aborto criminoso, ceifando a vida do ser inocente que necessita experienciar a oportunidade de crescimento para Deus e para si mesmo.

Ser mãe é tornar-se cocriadora com a Divindade, em sublime oportunidade de santificação.

Viver, portanto, a maternidade em todas as suas expressões, é conquista sublime da criatura humana no seu processo antropopsicológico da evolução.

Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Amélia Rodrigues. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 4 de março de 2011, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, BA. Fonte: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=226.
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sábado, 19 de maio de 2018

Uma paga de amor


Quando a chispa do ódio lavrou o Incêndio da malquerença, deixaste-te carbonizar pelas chamas do desespero...

Quando o veneno da intriga te visitou a casa do coração, permitiste-te a revolta que se converteu em injustificada aflição...

Quando o chicote da calúnia estrugiu nas tuas intenções nobres, concedeste-te a insensatez do desânimo que se transformou em enfermidade difícil...

Quando a nuvem da discórdia sombreou o grupo feliz das tuas amizades, julgaste-te abandonado, destroçando os planos superiores da edificação da alegria, onde armazenavas sonhos para o futuro...

Quando o fel do ciúme tisnou o sol do amor que te iluminava, resvalaste na alucinação morbífica que te aniquilou as mais belas expressões de amparo pelo caminho redentor...

Quando o ácido da irritabilidade alheia te foi atirado à face, foste dominado pela fúria da reação desvairada, fazendo-te perder abençoada ocasião de ajudar...

*

Tudo porque esqueceste da justa e necessária dose de amor.

Uma baga apenas teria sido suficiente.

Se amasses, todavia, com legítima qualidade de amor, o ódio cederia lugar à expectativa do bem, a intriga se desagregaria, a calúnia seria dissipada, a discórdia se apaziguaria, o ciúme se teria anulado, a irritabilidade se dulcificaria e a vida, então, adquiriria a sua santificante finalidade.

Com a moeda do amor se adquirem todos os bens da Terra e os incomparáveis tesouros do Céu.

O amor persevera - insistindo nos propósitos superiores que o vitalizam. Convence - produzindo pela fôrça da sua magnitude a excelência dos seus propósitos.

Transforma - pela natureza dulcificadora de que se constitui.

Dignifica - em razão do conteúdo de que se faz mensageiro.

Liberta - por ser o poder da vida de Deus transladada para tôda a Criação.

O amor - alma da vida e vida da alma -é a canção de felicidade que vibra do Céu na direção da Terra, sem encontrar, por enquanto, ouvidos atentos que lhe registrem a incomparável melodia, de modo a se transformar em harmonia envolvente que penetra até onde cheguem as suas ressonâncias...

*

Ele se misturou às massas sofridas, e era a Saúde por Excelência; se submeteu a arbitrário interrogatório, e era Juiz Supremo; se permitiu martírio infamante, e era o Embaixador Sublime de Deus; se deixou assassinar, e era a Vida Abundante - por amor. E pelo amor retornou aos que o não amaram para ensinar a supremacia da Verdade sobre a ignorância e do bem sobre o mal, oferecendo-se pelos séculos porvindouros, porque o amor é a manifestação de Deus penetrando tudo e tudo sublimando.

*

"Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem". Lucas: capítulo 6º, versículo 31.

*

"Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, êle, a seu mau grado, cede. É um Imã a que não lhe é possível resistir". Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 11º - Item 9, parágrafo 5.

FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 40.
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mensagem de encorajamento


Companheiro, ponha-se de pé e siga os corações que rumam confiantes.

Doe as aflições ao tempo, cubra-se com o manto da esperança e avance intimorato.

A multidão chora e sorri. Misturam-se lágrimas e sorrisos, abafados pelo retinir das taças finas que contêm os vapores da morte e os fluidos da loucura.

Possivelmente, os anseios atormentam-lhe o coração ansioso... Mas os que buscaram a enganosa liberdade demoram-se nas prisões que a própria delinqüência ergueu, inquietados pelo tigrino clamor das multidões desvairadas e o zurzir impiedoso da consciência em desalinho.

Alçando o pensamento ao Grande Bem, você pode chegar à paz íntima, embora carregue as cicatrizes do sentimento, porfiando na conduta reta.

O tempo é mestre: benfeitor e justiceiro. Tudo refaz, tudo apaga, tudo corrige.

Com o tempo, o grão de areia se transforma em valiosa pérola aprisionada no íntimo da ostra, até um dia...

Com o tempo, o carvão humilde transforma-se em diamante precioso encastelado na montanha poderosa, até um dia...

Com o tempo, a semente pequenina incha no seio da terra, transformando-se, até um dia...

Com o tempo, o débil embrião da vida desenvolve-se modificando a própria estrutura, até um dia...

Com o tempo, o regato humilde atinge o mar, vencendo distância e obstáculo.

Com o tempo, a Mensagem do Cristo se espalhou sobre a Terra, convidando o homem à tecelagem do manto nupcial para o matrimônio da Humanidade com a Vida, um dia...

Enxugue o suor da ansiedade.

Guarde as lágrimas da inquietação.

Amanhã, talvez, o trabalho exija suor e lágrimas em honra à felicidade de ser feliz.

Escude-se na dor dos outros e avance.

Lembre-se dos que caíram somente para os ajudar.

Olhe os vitoriosos da luta e siga com eles.

Não se preocupe por você ter tombado ontem, na escuridão. Agora brilha a luz da verdade em seu caminho.

Vença a tristeza nascida na recordação da própria fraqueza. Encha a alma com a alegria de tudo poder em Cristo.

Todas as coisas passam, na Terra, à semelhança das belas flores e dos espinheiros no mesmo jardim.

No Grande Além, no entanto, há sempre luz.

Não se aflija com as necessidades imperiosas de abandonar as flores da ilusão, sofrendo os espinhos que conduzem à reflexão.

Aceite hoje os acúleos, coroando-lhe a cabeça para que um braseiro de remorsos não lhe arda na consciência mais tarde.

Atenda e socorra o próximo, atendido e socorrido pelo Céu.

Sem desfalecer nem recear, repita: Com Jesus vencerei!, e mais fácil lhe parecerá a redenção.

Amigo do Cristo, ponha-se de pé e siga arrimado ao espírito de luta dos que se alçam à Vida, carregando, como você mesmo, sofrimentos e aflições.

Pelo Espírito Scheilla

FRANCO, Divaldo Pereira. Crestomatia da Imortalidade. Espíritos Diversos. LEAL.
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