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quarta-feira, 4 de maio de 2011

João Paulo II já repousa na capela de São Sebastião




3 maio 2011
Féretro foi colocado em cerimônia privada

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de maio de 2011 (ZENIT.org) – Os restos mortais do beato João Paulo II já descansam sob o altar da capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro; informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

A partir de agora, os fiéis poderão venerar o papa beato na capela da basílica, e não mais na cripta vaticana, como antes.

O féretro com os restos do novo beato foi transferido nessa segunda-feira, após o fechamento da basílica, deixando o altar da Confissão, onde tinha ficado exposto para a veneração de centenas de milhares de fiéis desde a manhã de domingo, depois da cerimônia da beatificação.

A procissão foi presidida pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste da basílica, e formada pelo Colégio de Penitenciários, pelo Capítulo da Basílica e por nove cardeais e vários bispos e arcebispos. Entre eles, os cardeais Sodano, decano do Colégio, Bertone, secretário de Estado, Amato, Coppa, Lajolo, Re, Sandri, Macharski e Dziwisz, os arcebispos Filoni, Mamberti e Mokrzycki, o postulador, monsenhor Oder, e a irmã Tobiana, junto com outras freiras que fizeram parte do domicílio pontifício durante o papado de João Paulo II.

A procissão parou para rezar diante do altar da Confissão e seguiu até o altar da capela, cantando as ladainhas dos santos pontífices.

Depois da invocação Beate Ioanne Paule, repetida três vezes, rezou-se a oração do novo beato e o féretro foi incensado. Os trabalhadores da Fábrica de São Pedro depositaram então a grande lápide de mármore branco, que traz a inscrição Beatus Ioannes Paulus PP. II.

O comunicado vaticano termina informando que vários dos presentes fizeram o gesto devocional de beijar a lápide, enquanto a assembleia “se dissolvia com serena comoção”.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Papa Bento XVI proclama João Paulo II beato e juntos fazem história




Esta manhã (hora local) o Papa Bento XVI proclamou como beato o seu predecessor, o Papa João Paulo II, ao início de uma histórica e multitudinária Eucaristia à qual se estima que assistiram mais de um milhão de pessoas de todas as partes do mundo.

Neste evento pela primeira vez em dez séculos um Pontífice eleva aos altares o seu predecessor imediato.

Em meio de um grande ambiente de festa, ante a multidão que lotou a Praça de São Pedro, a via da Conciliação e as ruas adjacentes onde se apreciava bandeiras de muitos países de todo o globo, o Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, leu ante o Papa uma biografia de João Paulo II, interrompido em diversas ocasiões pelos aplausos dos presentes.

Os aplausos invadiram a Praça de São Pedro quando se recordou, por exemplo, a data da eleição como Pontífice, em 16 de outubro de 1978, sua especial predileção pelos jovens a quem se dirigiu de maneira particular nas Jornadas Mundiais da Juventude.

Depois da leitura da biografia, o Papa Bento XVI declarou beato a João Paulo II e disse que a festa do Papa peregrino será celebrada no dia 22 de outubro de cada ano, depois do qual descobriu a imagem com o rosto de Karol Wojtyla e se entoou o hino da beatificação, ante os incessantes aplausos e vivas dos presentes, em meio de muitas bandeiras que se agitavam em sinal de alegria.

Logo depois da leitura do decreto de beatificação, foi apresentada ao Papa Bento XVI uma ampola com o sangue do novo Beato que foi trazida, entre outros, pela protagonista do milagre que permitiu a beatificação, a religiosa francesa Marie Simon Pierre.

Esta relíquia poderá ser venerada pelos fiéis chegados de todo o mundo a Roma.
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domingo, 1 de maio de 2011

Mais de 1,5 mil celebram beatificação




MILENA CRESTANI E ANAHI ZURUTUZA 01/05/2011 09h25

Cerca de 1,5 mil pessoas acompanham a missa comemorativa da beatificação de João Paulo II, que teve início hoje pela manhã, às 8 horas. O ato religioso acontece no local conhecido como Área do Papa, palco de uma celebração realizada por João Paulo II no dia 16 de outubro de 1991, quando ele visitou Campo Grande.

A missa é celebrada pelo arcebispo Dom Vitório Pavanello. Os católicos seguram bandeiras amarelas remetendo a cor do Vaticano. A maioria das pessoas acompanha a celebração sentada. Segundo a equipe de organização da Igreja Católica, foram colocadas mais de mil cadeiras e todas estão ocupadas. Alguns fieis acompanham a missa em pé.

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, acompanha a celebração nesta manhã e afirmou que vai articular com a Câmara de Vereadores a aprovação de emendas para atender pedido dos religiosos de construção de uma capela para os católicos que visitam a Praça do Papa.


O papa Bento 16 proclamou beato seu antecessor, João Paulo 2º, em uma solene cerimônia com a presença de mais de 1 milhão de pessoas que lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano neste domingo, informou a polícia de Roma.

A cerimônia teve início às 10 horas no horário local (5h de Brasília), pelo papa e outros 800 sacerdotes presentes. Com um cálice e mitra que foram usados nos últimos anos de pontificado de João Paulo II e com uma vestimenta que também pertenceu a seu antecessor, Bento XVI abriu a cerimônia com uma saudação em latim, que foi traduzida simultaneamente em espanhol, francês, português, francês, inglês, alemão e polonês pela Rádio Vaticano.

O milagre atribuído ao Papa é a recuperação da saúde da Irmã Marie Simon Pierre, religiosa francesa, de forma considerada inexplicável pela Igreja Católica, a cura do Mal de Parkinson, tida como peça chave para a beatificação.

Segundo a Folha de São Paulo, o Vaticano já procura, entre 1.500 relatos de outros milagres atribuídos ao papa, mais um para que ele seja transformado em santo.
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João Paulo II: o conservador que revolucionou a Igreja




CIDADE DO VATICANO — O Papa João Paulo II (1920-2005), beatificado neste domingo pelo sucessor Bento XVI, foi um líder religioso muito reverenciado como um dos responsáveis pela ruína do comunismo no Leste Europeu, mas há quem afirme que tenha afastado muitos católicos, com uma visão social conservadora.

Primeiro Papa não italiano em mais de 400 anos, e primeiro do Leste Europeu, o polonês Karol Wojtyla era muito popular, evitando a pompa que cercou seus antecessores e buscando contato com pessoas comuns.

A partir deste domingo ele é o mais novo beato dos mais de 1,1 bilhão de católicos em todo o mundo, posto que o coloca no caminho da santificação.

Suas viagens o levaram a 129 países, onde defendeu a paz, denunciou o desrespeito aos direitos humanos e lamentou a decadência do mundo moderno.

Ele deixou um de seus atos mais memoráveis para o ocaso de seu pontificado - uma tentativa de purificar a alma da Igreja Católica Romana com um pedido de desculpas para varrer os pecados e erros cometidos durante seus 2.000 anos de existência, evocando implicitamente as Cruzadas, a Inquisição e o Holocausto.

João Paulo II nasceu em uma pequena cidade perto da Cracóvia, no sul da Polônia, em 18 de maio de 1920. Sua mãe morreu quando ele tinha oito anos e seu pai o criou, dando aulas de alemão e ensinando o filho a jogar futebol.

Ele estudou na Universidade Jaguelônica, na Cracóvia, onde ficou fascinado por teatro e escreveu algumas peças.

João Paulo nunca foi membro da resistência polonesa, mas a experiência da guerra levou-o a optar pela vida religiosa.

Ele se tornou pároco e ascendeu rapidamente na hierarquia da Igreja, chegando a cardeal.

Quando foi eleito Papa, em outubro de 1978, João Paulo tinha 58 anos; era um homem de porte atlético que não estava entre os maiores nomes da vasta burocracia da Santa Sé.

Sua primeira visita ao exterior foi à Polônia natal, inaugurando uma era de viagens pelo mundo que durou 27 anos com sua marca registrada de se ajoelhar para beijar o chão na chegada a cada novo destino.

Apesar das advertências dos soviéticos, as autoridades comunistas não foram capazes de impedir a visita do Papa em 1979, quando apareceu diante de mais de um milhão de pessoas que clamavam respeito aos direitos humanos.

O valor simbólico da visita foi imenso, revigorando o movimento anticomunista e levando ao nascimento do sindicato Solidariedade, um movimento de trabalhadores de oposição, dentro da Cortina de Ferro que se estendia na Europa Central e no Leste Europeu.

Com sua imensa popularidade, o Papa afastou muitos católicos por meio de seus ensinamentos morais - principalmente relacionados aos valores familiares, ao sexo fora do casamento, à homossexualidade, ao controle de natalidade, à eutanásia e ao aborto.

Reformistas, congregações jovens e do Terceiro Mundo, que enfrentava a propagação devastadora da Aids, ficaram cada vez mais desapontados com sua recusa em ceder na questão dos métodos contraceptivos. Na América Latina também provocou polêmica sua campanha contra a Teologia da Libertação.

Afetada pelo escândalo de padres pedófilos, o Papa, a pedido dos bispos americanos, aprovou novas medidas para punir padres que cometessem abusos sexuais.

Em 1981, ele esteve perto da morte quando o extremista turco Mehmet Ali Agca tentou matá-lo, com um tiro à queima-roupa na Praça São Pedro. Uma bala entrou em seu abdômen e outra quase acertou seu coração.

Os motivos por trás da tentativa de assassinato nunca ficaram claros: teorias da conspiração incluindo o serviço secreto búlgaro so

b as ordens da KGB e uma tentativa de radicais islâmicos de matar o mais proeminente líder cristão foram citadas.

O Papa disse que a Virgem Maria salvou sua vida e inseriu uma das balas em uma coroa cravejada de diamantes da Virgem de Fátima, em Portugal.

Ele se reuniu com cada grande líder de Estado ou Governo.

Os Estados Unidos, a União Soviética e, depois, a Rússia, os países do antigo bloco soviético, o México, Israel, a Jordânia e a Organização pela Libertação da Palestina estabeleceram relações diplomáticas com o Vaticano durante o seu pontificado.

João Paulo foi o primeiro Papa a rezar em uma sinagoga, em Roma; o primeiro a entrar em uma mesquita em um país islâmico, em Damasco, Síria; e o primeiro a presidir um encontro de líderes das maiores religiões mundiais, em 1986.

João Paulo II sofreu com vários problemas de saúde nos anos 1990, incluindo uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno intestinal, um ombro fraturado, uma fratura no fêmur e o Mal de Parkinson, que o deixou muito debilitado.

Karol Wojtyla morreu aos 84 anos, em 2 de abril de 2005.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cura imediata e inexplicável

Comissão Médica aprova milagre
Foto:blog.bibliacatolica.com.br

A Comissão Médica consultada pelo Vaticano aprovou um milagre atribuído a João Paulo II, e assim a causa de beatificação do pontífice polonês, falecido em 2005, avança significativamente, informaram os meios de comunicação italianos ontem, 4.

Os médicos e teólogos consultados pela Congregação para as Causas dos Santos, reunidos no mais estrito sigilo, estimaram que a cura da freira francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de mal de Parkinson, foi “imediata e inexplicável”. A comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca, aprovou o milagre apresentado.

A freira francesa, que era enfermeira, curou-se inexplicavelmente após suas orações e pedidos a João Paulo II poucos meses depois de sua morte, em abril de 2005.

A aprovação dos especialistas deverá ser ratificada por uma comissão de cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos.

A beatificação é o primeiro passo no caminho para a canonização, que exige a prova de intercessão em dois milagres.

No dia 19 de dezembro de 2009, o papa Bento XVI aprovou as “virtudes heróicas” do papa polonês João Paulo II venerado já em vida.

Com elas, iniciou-se a investigação do “milagre” atribuído, que deve ser examinado por várias comissões.

O processo de beatificação de João Paulo II foi iniciado por Bento XVI dois meses após a morte, no dia 2 de abril de 2005, de seu predecessor.

Fonte: http://www.cnbb.org.br.


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domingo, 20 de dezembro de 2009

Bento XVI surpreende ao proclamar Pio XII "venerável"

por SUSANA SALVADORHoje
Bento XVI surpreende ao proclamar Pio XII "venerável"
Pensava-se que só João Paulo II ficaria mais perto da beatificação, mas a medida acabou por envolver também o Papa mais polémico. Foi ainda beatificado o padre polaco Jerzy Popieluszko, assassinado em 1984.
Tal como era esperado, o Papa Bento XVI proclamou ontem "venerável" o seu antecessor, o popular João Paulo II, naquele que é o último passo antes da beatificação - que deve ocorrer já no próximo ano. Mas, de surpresa, fez o mesmo com o controverso Pio XII, criticado por ter mantido o silêncio durante o Holocausto. Uma decisão que irá certamente ser condenada por Israel e pelos judeus.
O Papa assinou ontem o decreto sobre as "virtudes heróicas" do italiano Eugenio Pacelli, que esteve à frente dos destinos da Igreja Católica entre 1939 e 1958. Isto depois de ter sido núncio apostólico em Berlim e de ter assinado, em 1933, a concordata com a Alemanha de Hitler. Eleito Papa meses antes do início da II Guerra, não condenou o massacre de judeus.
O processo de beatificação de Pio XII foi aberto em Outubro de 1967, quase dez anos depois da sua morte, mas tornou-se um dossiê incómodo por causa da sua atitude face ao Holocausto. Contudo, desde o início do seu pontificado, em 2005, que Bento XVI defende a sua beatificação. Baseando-se nos arquivos do Vaticano, diz que Pio XII salvou vários judeus na Europa, especialmente em Roma, escondendo-os em instituições religiosas e que manteve o silêncio para não piorar as coisas.
O anúncio de Joseph Ratzinger surge em pleno Sabbath, o dia santo dos judeus, razão pela qual não se terão para já ouvido os protestos por esta decisão. Segundo John Allen, um especialista em assuntos do Vaticano contactado pela AFP, o Papa fez um "controlo de danos" ao proclamar Pio XII "venerável" junto com João Paulo II. Apesar de tudo, colocar Pacelli no caminho da beatificação "vai certamente criar problemas com os judeus".
Em relação a João Paulo II, ninguém parece ter críticas a apontar. Logo desde as cerimónias fúnebres do polaco Karol Wojtyla, em Abril de 2005, que numerosos fiéis gritaram "Santo Súbito", reclamando a sua canonização imediata. O processo de beatificação foi iniciado dois meses depois. Em Novembro, a Congregação para a Causa dos Santos tinha validado as "virtudes heróicas" do Papa polaco.
O processo deve estar concluído no próximo ano. A imprensa italiana avança com duas possíveis datas para a cerimónia: 2 de Abril, cinco anos depois da sua morte; ou em Outubro, para assinalar o 32.º aniversário da sua eleição.
Nascido a 16 de Outubro de 1978, Karol Wojtyla sucedeu a João Paulo I (que foi Papa durante um mês) a 16 de Outubro de 1978. O seu pontificado ficou marcado pelas viagens apostólicas aos cinco continentes e pela defesa dos direitos humanos. O Papa teve ainda um papel fundamental na queda dos regimes comunistas no Leste da Europa, nos anos 1980, graças às suas acções na Polónia.
Ontem, no mesmo dia em que foi declarado "venerável", foi beatificado o padre polaco Jerzy Popieluszko, assassinado pelo regime comunista em Outubro de 1984 (ver texto secundário). O processo de beatificação deste mártir foi desencadeado por João Paulo II, em 1997. O antecessor de Bento XVI foi o maior 'fazedor' de santos e beatos, com 482 canonizações e 1338 beatificações