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domingo, 6 de maio de 2018

Perguntas e respostas - Livro dos Espíritos


N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

421. Como se explica que duas pessoas, perfeitamente acordadas, tenham instantaneamente a mesma ideia?

“São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e veem reciprocamente seus pensamentos, embora sem estarem adormecidos os corpos.”

Há, entre os Espíritos que se encontram, uma comunicação de pensamento, que dá causa a que duas pessoas se vejam e compreendam sem precisarem dos sinais ostensivos da linguagem. Poder-se-ia dizer que falam entre si a linguagem dos Espíritos.

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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sábado, 31 de março de 2018

Algo mais sobre Allan Kardec


Na época de Jesus, esse irmão que conhecemos hoje por Allan Kardec, era um sacerdote druída.
O druidismo é uma seita muito antiga, eles centralizavam nos poderes de observação, apercebendo-se dos efeitos que a natureza surtia sobre a vida e a matéria. "Uma visão global do mundo, integrado à natureza".

Em 1369 na época da inquisição, ele reencarna sendo Jon Hun, teólogo importante para sua época, que questionou a igreja sobre como a Doutrina Cristã estava desviada dos princípios de seu Mestre Jesus, e por isso morreu queimado na fogueira.

Em 1804 reencarna como Hippolyte Léon Denizard Rivail, com a missão de codificar as informações trazidas pela espiritualidade.
Ele tinha que resgatar a espiritualidade do mundo através da Doutrina Espírita, pois o materialismo e o antropocentrimo eram firmes pensamentos em voga.
E foi exatamente o que fez para codificar as informações trazidas pelo Espírito da Verdade. "observação e estudo da causa e efeito".

Extraído pág. 147/148/149 do livro O Evangelho dos Animais por Sandra Denise Calado (médium) / Asseama
Imagem Google

ALLAN KARDEC, O MISSIONÁRIO DOS NOSSOS DIAS*
Desde que a Humanidade existe, Deus envia à Terra mensageiros diversos para instruir o homem sobre as Verdades Eternas.
No século 19 antes de Cristo, Abraão, o patriarca dos Hebreus, levou ao povo à conscientização do Deus único.
No século 13 antes de Cristo, Moisés recebeu no Monte Sinai os Dez Mandamentos, que estão registrados no cap. 20, v 2 a 17 do livro Êxodo e no cap. 5, v 6 a 21 do livro Deuteronômio. Além disso, Moisés criou as leis civis ou disciplinares, para orientar o povo da época.
Aproximadamente 1.300 anos depois de Moisés, quando a Humanidade estava apta a usar mais a razão, Jesus simplificou os Dez Mandamentos em dois mandamentos principais: amar a Deus e ao próximo. E as leis civis e disciplinares, que eram baseadas no olho por olho, dente por dente, Jesus as modificou em leis baseadas na caridade, na humildade e no amor ao próximo.
Eis que chega o século 19, século das conquistas científicas, das grandes transformações, mas também de grande vazio no coração do homem.
É nesse panorama que reencarna em Lyon, França, no dia 03/10/1804, aquele que viria codificar uma nova Doutrina, o Espiritismo, que traria as luzes definitivas aos ensinamentos de Jesus. Nascia Hippolyte Léon Denizard Rivail, filho de Jean Baptiste Antonie Rivail, um magistrado e Jeanne Duhamel.
Hippolute foi educado em Yverdun, Suiça, na escola de João Henrique Pestalozzi, o fundador da educação popular moderna e da pedagogia social. Era um aluno tão brilhante, que substituía Pestalozzi nos seus impedimentos.
Numa outra cidade, Pestalozzi recolheu das ruas 150 crianças totalmente desamparadas e deu-lhes a educação. Mais tarde, ele confessou: "Vivi, durante anos inteiros, rodeado de crianças mendigas; dividi com elas o meu pão; vivi, por minha vez, como um mendigo, par ensinar os mendigos a viver como homens".
De volta a Paris, Hipplyte dedica-se à educação. Aos 51 anos, era um educador consagrado na França e autor de diversos livros sobre educação, bacharel em ciências e letras, sabendo falar e escrever o alemão, o inglês, o espanhol, o italiano e o holandês. Foi grandemente auxiliado pela sua esposa, Amélie Gabriele Boudet, professora de Belas Artes, que desencarnou em 21/01/1883.
Dedicou-se à observação e ao estudo das chamadas mesas girantes, ou falantes, fato comum na época. As mesas respondiam, mediante um número estabelecido de pancadas, "sim"ou "não", a perguntas formuladas. Hippolyte concluiu: "Se uma mesa que não tem boca para falar, cérebro para pensar e nervos para sentir dá respostas inteligentes, é porque atrás dela tem algo inteligente" .
A partir daí, ele adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que teve em uma reencarnação como sacerdote duida, nas Gálias.
Surgiram, então, as Obras Básicas da Codificação Espírita:
O Livro dos Espíritos, em 18/04/1857, primeira edição, com 501 perguntas de Kardec e as respostas dos Espíritos às questões importantes do conhecimento humano e em algumas questões, em negrito, a explicação de Allan Kardec. Em 16/03/1860, surgiu a segunda (e definitiva) edição,com 1.019 questões;
O Livro dos Médiuns, em 15/01/1861;
O Evangelho Segundo o Espiritismo, em 04/1864;
O Céu e o Inferno, 08/1865;
A Gênese, em 01/1868.
Em 01/04/1858, Allan kardec funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, considerada o primeiro Centro Espírita do mundo. De 1858 a 1869, também fundou e dirigiu a Revista Espírita que circulou de 1958 a 1869.
Em 1890, 21 anos após a desencarnação de Allan Kardec (31/03/1869 em París, pela ruptura de um aneurisma da aorta), surgiu o Livro Obras Póstumas, com escritos que ele não teve a oportunidade de editar.
Os pilares em que se assentam a Doutrina Espírita são: a existência de Deus, a reencarnação ou pluralidade das existência, a pluralidade dos mundos habitados, a intercomunicação entre os dois planos da vida, o código de Moral do Evangelho do Cristo.

por Altamirando Carneiro

PORQUE ALLAN KARDEC POUCO FALOU SOBRE OS ANIMAIS?
Na fase da Codificação, tinha, como primeiro e importante passo, combater o materialismo cravado na sociedade e elucidar sobre as verdades em relação a própria alma humana. Somente depois seria possível falar sobre os animais.

Humildade cietífica do pesquisador, requisito fundamental para quem deseja fazer ciência.**

O Espiritismo nasceu da pesquisa. Empírica, é verdade, pois partiu da curiosidade de um homem de ciências, Hippolyte Léon Denizard Rivail (depois, Allan Kardec, por pseudônimo), que observou criteriosamente o(s) fenômenos(s) e buscou-lhes, depois, atribuir-lhe(s) causas e explicações à luz da racionalidade cartesiana. Enorme dificuldade, pois, uma vez que os chamados fenômenos paranormais ou extrafísicos não podiam (e não podem, até hoje) serem balizados pelas normas e regras do cartesianismo. Veja-se, a propósito, muito liminarmente, quatro pontuais afirmações de Kardec, já no chamado momento maduro e final de sua produção espiritista: "Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até então, o método experimental"; "nunca elaborei teorias preconcebidas"; e "observava cuidadosamente, comparava, deduzia consequências"; e, "dos efeitos procurava remontar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão".

Bibliografia:
Extraído pág. 147/148/149 e 166 do livro O Evangelho dos Animais por Sandra Denise Calado (médium) / Asseama
Imagem Google
*http://www.oconsolador.com.br/ano6/296/altamirando_carneiro.html
por Nilza Garcia
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domingo, 11 de março de 2018

Guerra na visão espírita


Como está na questão 742 do O Livro dos Espíritos: "O que leva o homem à guerra é a predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade."

Como vemos, agimos assim porque saímos recentemente da selvageria, ainda usamos a brutalidade, a força ao invés da inteligência, da conversa, da diplomacia. Ainda queremos conquistar território com violência, como fazem os animais. Nossas atitudes mostram nossa evolução ou a falta dela. A ganância e o egoísmo ainda predominam em nossos sentimentos. Conforme evoluirmos, deixaremos de brigar e matar por coisas banais como: orgulho ferido, ciúmes, interesses materiais como dinheiro, herança, terras, petróleo, e outros. Um dia, nós evitaremos conflitos que levarão à guerra e, não nos orgulharemos de "ganhar" uma disputa as custas de mortes e penúrias alheias.

Como está na questão 743 do O livro dos Espíritos: "A guerra desaparecerá um dia da face da Terra quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos." Neste dia, estaremos seguindo a lei ensinada pelo Cristo que é: "Façamos ao próximo o que queremos que o próximo nos faça", ou seja, estaremos nos colocando no lugar do outro antes de tomarmos uma atitude.

A única guerra que Deus e Jesus são favoráveis é a guerra que devemos travar com nós mesmos. A guerra íntima que extermina os sentimentos que atrapalham nossa evolução e, consequentemente, a evolução do planeta. Como disse Joanna de Angelis: "Se não podes implantar a paz, vence a tua violência íntima." Como vemos há outras guerras e lutas que devem ser travadas e que estão esquecidas. Pensemos nisso!

Rudymara
fonte
por Ana Maria Teodoro Massuci
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

406. Quando em sonho vemos pessoas vivas, muito nossas conhecidas, praticarem atos de que absolutamente não cogitam, não é isso puro efeito de imaginação?

“De que absolutamente não cogitam? Que sabes a tal respeito? Os Espíritos dessas pessoas vêm visitar o teu, como o teu pode visitar os deles, e nem sempre sabes aquilo em que eles pensam. Além disso, não é raro atribuirdes, de acordo com o que desejais, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“Em o que chamas sono, só há o repouso do corpo, visto que o Espírito está constantemente em atividade. Recobra, durante o sono, um pouco da sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros. Mas, como é pesada e grosseira a matéria que o compõe, o corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“...O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis. É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes, apenas vos fica a lembrança da perturbação que o vosso Espírito experimenta à sua partida ou no seu regresso, acrescida da que resulta do que fizestes ou do que vos preocupa quando despertos. A não ser assim, como explicaríeis os sonhos absurdos, que tanto os sábios, quanto as mais humildes e simples criaturas têm? Acontece também que os maus Espíritos se aproveitam dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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sábado, 20 de janeiro de 2018

Ressurreição e Reencarnação


1 - Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?" - Eles lhe responderam: "Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas." - Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (S. Mateus, cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30.)

2 - Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que uns dos antigos profetas ressuscitara. - Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?" E ardia por vê-lo. (S. Marcos, cap. VI, vv. 14 a 16; S. Lucas, cap. IX, vv. 7 a 9.)

3 - (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogam desta forma: "Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?" - Jesus lhes respondeu: "É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: - mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem." - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.)

4 - A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.

5 - Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"

Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

6 - A idéia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas (nº 1, nº 2, nº 3). Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.

7 - Estas palavras: Se um homem não renasce do água e do Espírito foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. O texto primitivo, porém, rezava simplesmente: não renasce da água e do Espírito, ao passo que nalgumas traduções as palavras - do Espírito - foram substituídas pelas seguintes: do Santo Espírito, o que já não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários a que os Evangelhos deram lugar, como se comprovará um dia, sem equívoco possível. (1)

8 - Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na significação do termo água que ali não fora empregado na acepção que lhe é própria.

Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre as águas; - Que o firmamento seja feito no meio das águas; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido; -Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento."

Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.

Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras: O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.

9 - O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - "não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.

10 - Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 12 a 15.)

11 - Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos he-breus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

12 - Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes. (ISAÍAS, cap. XXVI, v. 19.)

13 - E também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão.

14 - Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação. (JOB, cap. XIV, v. 10,14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)

Quando o homem morre, perde toda a sua força. expira. Depois, onde está ele? -Se o homem morre, viverá de novo? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação? (ID. Tradução protestante de Osterwald.)

Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)

15 - Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que Job haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei."

"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a minha mutação." Job, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei." Job como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.

16 - Não há, pois, duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, suas palavras, quando forem meditadas sem idéias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.

17 - A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita, do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente à Humanidade; numa palavra: como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia, de modo, por assim dizer, material, da mesma forma que o motor oculto se revela pelo movimento. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta. (2)

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Está nesse princípio a chave que lhes restituirá o sentido verdadeiro.

Nota de Rodapé (1): A tradução de Osterwald está conforme o texto primitivo. Diz: "Não renasce da água e do Espírito"; a de Sacy diz: do Santo Espírito; a de Lamennais: do Espírito Santo. À nota de Allan Kardec, podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o texto primitivo, pois que só imprimem "Espírito" e não Espírito Santo. Examinamos a tradução brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e todas elas está somente "Espírito". Além dessas modernas, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642, que diz: "...genitus ex aqua et Spiritu..." "...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est." É fora de dúvida que a palavra "Santo" foi interpolada, como diz Kardec. - A Editora da FEB, 1947.

Nota de Rodapé (2) Veja-se, para os desenvolvimentos do dogma da reencarnação, O Livro dos Espíritos, caps. IV e V; O que é o Espiritismo, cap. II, por Allan Kardec; Pluralidade das Existências, por PEZZANI.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 4. Itens 1 a 17. Livro
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“...Graças ao sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. Por isso é que os Espíritos superiores assentem, sem grande repugnância, em encarnar entre vós. Quis Deus que, tendo de estar em contato com o vício, pudessem eles ir retemperar-se na fonte do bem, a fim de igualmente não falirem, quando se propõem a instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para que possam ir ter com seus amigos do céu; é o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final, que os restituirá ao meio que lhes é próprio...”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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domingo, 14 de janeiro de 2018

Perguntas e respostas


N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“...O sono liberta a alma parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha por algum tempo no estado em que fica permanentemente depois que morre. Tiveram sonos inteligentes os Espíritos que, desencarnando, logo se desligam da matéria. Esses Espíritos, quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem. Trabalham mesmo em obras que se lhes deparam concluídas, quando volvem, morrendo na Terra, ao mundo espiritual. Ainda esta circunstância é de molde a vos ensinar que não deveis temer a morte, pois que todos os dias morreis, como disse um santo.

Isto, pelo que concerne aos Espíritos elevados. Pelo que respeita ao grande número de homens que, morrendo, têm que passar longas horas na perturbação, na incerteza de que tantos já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam. Vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais funestas do que as que professam entre vós. E o que gera a simpatia na Terra é o fato de sentir-se o homem, ao despertar, ligado pelo coração àqueles com quem acaba de passar oito ou nove horas de ventura ou de prazer. Também as antipatias invencíveis se explicam pelo fato de sentirmos em nosso íntimo que os entes com quem antipatizamos têm uma consciência diversa da nossa. Conhecemo-los sem nunca os termos visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença de muitos homens. Não cuidam de conquistar novos amigos, por saberem que muitos têm que os amam e lhes querem. Numa palavra: o sono influi mais do que supondes na vossa vida...”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode entrar em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. Dizes frequentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. Enganas-te. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião. Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro.

Pobres homens, que mal conheceis os mais vulgares fenômenos da vida! Julgai-vos muito sábios e as coisas mais comezinhas vos confundem. Nada sabeis responder a estas perguntas que todas as crianças formulam: Que fazemos quando dormimos? Que são os sonhos?...”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Resposta do livro dos Espíritos

399. A natureza das vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei. Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Perguntas e respostas

399. As vicissitudes da vida corporal são, ao mesmo tempo, expiação das faltas passadas e provas para o futuro. Elas nos purificam e nos elevam, se as suportamos com resignação e sem murmurar.

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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domingo, 10 de dezembro de 2017

Orar, assim como ser grato, faz bem a todos

A gratidão é citada no Espiritismo como um dos objetivos das orações que todos nós fazemos – ou deveríamos fazer – diariamente.
Segundo a questão 659 d´O Livro dos Espíritos, três coisas podemos fazer por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
Louvar é reconhecer e enaltecer a Deus por tudo o que Ele criou. Significa aceitar com alegria tudo o que nos rodeia, o que, no tocante à participação do Senhor em nossa vida, é sempre justo, equilibrado e perfeito.

Exemplo de prece de louvor é o conhecido Salmo 23 de Davi:

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias. (Salmos, 23:1-6.)

Pedir é o que mais fazemos em nossas preces. São do tipo robusto os cadernos em que anotamos, na Casa Espírita, os nomes das pessoas que recorrem aos Benfeitores Espirituais. E eles logo ficam cheios, requerendo pronta substituição.
O terceiro tipo – preces de agradecimento – é, no entanto, pouco lembrado pelas pessoas, que perdem com isso ótima oportunidade de exercitar o sentimento de gratidão, por ignorar, certamente, seus imensos benefícios.

Ocorre aqui algo que, até bem pouco tempo, se verificava com relação ao perdão e seus positivos resultados, que não são apenas de natureza moral, mas também de natureza física, porquanto a pessoa que perdoa vive melhor e é mais resistente às enfermidades.
As preces são muito mais importantes em nossa vida do que possamos imaginar, seja qual for a sua finalidade – louvar, pedir ou agradecer.

Nas questões 658 a 666 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, os instrutores da espiritualidade fizeram revelações importantes a respeito da prece.
Eis, de modo resumido, o que eles nos ensinam:

a.) A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração. É, assim, preferível ao Senhor a prece vinda do íntimo à oração lida, por mais bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração.

b.) A prece é um ato de adoração, com o qual podemos propor-nos três coisas: louvar, pedir, agradecer.

c.) A prece torna melhor o homem, porque aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo.

d.) O essencial não é orar muito, mas orar bem. Existem, porém, pessoas que supõem, de modo equivocado, que todo o mérito está na longura da prece e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Tais criaturas fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca um estudo de si mesmas.

e.) Podemos pedir a Deus que nos perdoe as faltas, mas só obteremos o perdão mudando de proceder, porquanto as boas ações são a melhor prece e os atos valem mais que as palavras.

f.) As provas por que passamos estão nas mãos de Deus e há algumas que têm de ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação. A prece traz para junto de nós os bons Espíritos, que nos dão a força de suportá-las corajosamente.

g.) A prece nunca é inútil quando bem feita, porque fortalece aquele que ora. Claro que a prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus, mas a alma por quem oramos experimenta alívio e sente sempre um refrigério quando encontra pessoas caridosas que se compadecem de suas dores.
Joanna de Ângelis, que é, segundo pensamos, quem melhor tratou do tema até hoje, afirma que o ato de orar com fervor, com confiança e fé, é importante por si mesmo, independentemente da resposta que a oração terá. Ao orar, diz Joanna, a pessoa se põe em contato com as forças superiores que regem a vida e com isso se vitaliza.

Esse é certamente o motivo pelo qual pesquisas recentes na área médica vêm comprovando o valor da prece e da religião nos processos terapêuticos e imunológicos.

Editorial-O Consolador
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sábado, 25 de novembro de 2017

Perguntas e respostas

399. Chegado ao termo marcado pela Providência para sua vida na erraticidade, o próprio Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe o gênero de existência que julga mais apropriado a fornecer-lhe os meios de adiantar-se, e tais provas estão sempre em relação com as faltas que deve expiar. Se delas triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem de recomeçar.

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

399. Sendo as vicissitudes da vida corporal expiação das faltas do passado e, ao mesmo tempo, provas com vistas ao futuro, seguir-se-á que da natureza de tais vicissitudes se possa deduzir de que gênero foi a existência anterior?

Muito amiúde é isso possível, pois que cada um é punido naquilo por onde pecou. Entretanto, não há que tirar daí uma regra absoluta. As tendências instintivas constituem indício mais seguro, visto que as provas por que passa o Espírito o são, tanto pelo que respeita ao passado, quanto pelo que toca ao futuro.”

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domingo, 5 de novembro de 2017

Perguntas e respostas

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

396. Algumas pessoas julgam ter vaga recordação de um passado desconhecido, que se lhes apresenta como a imagem fugitiva de um sonho, que em vão se tenta reter. Não há nisso simples ilusão?

“Algumas vezes, é uma impressão real; mas também, frequentemente, não passa de mera ilusão, contra a qual precisa o homem pôr-se em guarda, porquanto pode ser efeito de superexcitada imaginação.”

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Perguntas e respostas dos espíritos.

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.
315. Aquele que pela morte deixou trabalhos de arte ou de literatura, conserva pelas suas obras o amor que lhes tinha quando vivo?

“De acordo com a sua elevação, aprecia-as de outro ponto de vista e não é raro condene o que maior admiração lhe causava.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Comentários do Livro dos Espíritos

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.
308. O Espírito se recorda de todas as existências que precederam a que acaba de ter?

Todo o seu passado se lhe desdobra à vista, quais a um viajor os trechos do caminho que percorreu. Mas, como já dissemos, não se recorda, de modo absoluto, de todos os seus atos. Lembra-se destes em razão da influência que tiveram na criação do seu estado atual. Quanto às primeiras existências, as que se podem considerar como a infância do Espírito, essas se perdem no vago e desaparecem na noite do esquecimento.”

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Nossos parentes e amigos vêm ao nosso encontro quando deixamos a Terra?

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.
289. Nossos parentes e amigos vêm ao nosso encontro quando deixamos a Terra?
“Sim, os Espíritos vão ao encontro da alma a quem são afeiçoados. Felicitam-na, como se regressasse de uma viagem, por haver escapado aos perigos da estrada, e ajudam-na a desprender-se dos liames corporais. É uma graça concedida aos bons Espíritos o lhes virem ao encontro os que os amam, ao passo que aquele que se acha maculado permanece em insulamento, ou só tem a rodeá-lo os que lhe são semelhantes. É uma punição.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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