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terça-feira, 12 de junho de 2018

Abre meus olhos


“O Senhor abre os olhos aos cegos” (Salmo 146:8).

Uma noite, no ano de 1849, J. Hudson Taylor, um adolescente inglês, ajoelhou-se ao lado de sua cama e orou por mais profunda consagração a Deus. Antes de levantar-se, Hudson ouviu o chamado divino e decidiu: iria para China, por amor a Cristo.

A partir desse dia, Hudson Taylor comprometeu-se com sua missão. Agências missionárias tentaram desanimá-lo. Sua saúde não era muito boa, não tinha educação religiosa formal, nem tinha dinheiro suficiente para pagar o curso de medicina. Mas o maior obstáculo era a indiferença das pessoas com relação à China. As necessidades de milhões de chineses eram um ponto cego para a maioria dos cristãos. A China era algo remoto e intangível, não para Hudson Taylor.

Depois de muita insistência, uma agência o enviou para a terra dos seus sonhos. Taylor estabeleceu a Missão do Interior da China, trabalhando em áreas onde nenhum estrangeiro jamais estivera. Foi dele a primeira missão interdenominacional que abriu caminho para o evangelismo mundial, no século 19.

Hudson Taylor desempenhou um importante papel na origem do movimento missionário moderno. Ele abriu muitos olhos que estavam cegos às necessidades de milhões de pessoas que viviam e morriam sem Cristo. O segredo de sua visão missionária é que, ainda jovem, aprendeu a dar respostas para Deus. E assim sua consciência tornou-se sensível.

Quando Deus o impressionou a dar sua última moeda de meia-coroa para uma família necessitada, ele a deu. Quando Deus sugeriu que ele falasse sobre Cristo para um colega cínico, Hudson falou. Ele sentia mais de perto e via mais claramente do que seus contemporâneos, porque deixava que Deus o iluminasse passo a passo.

Existe alguma coisa que não deixa você ouvir a voz de Deus? Sugiro que faça esta oração: “Senhor, abre meus olhos para que eu veja meu pecado e a Tua graça purificadora. Ajuda-me a ver os pontos cegos ou os meus defeitos de caráter. Dá-me um coração disposto a entregar tudo a Ti. Em nome de Jesus, amém.”

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sexta-feira, 30 de março de 2018

O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

© Cícero Moraes/BBC Brasil Concepção artística do designer gráfico especialista em reconstituição facial forense Cícero Moraes mosta que judeus que viviam no Oriente Médio no século 1 tinham a pele, o cabelo e os olhos escuros

Foram séculos e séculos de eurocentrismo - tanto na arte quanto na religião - para que se sedimentasse a imagem mais conhecida de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve ter tido a ver com a realidade.

O Jesus histórico, apontam especialistas, muito provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os outros judeus de sua época.

A dificuldade para se saber como era a aparência de Jesus vem da própria base do cristianismo: a Bíblia, conjunto de livros sagrados cujo Novo Testamento narra a vida de Jesus - e os primeiros desdobramentos de sua doutrina - não faz qualquer menção que indique como era sua aparência.

"Nos evangelhos ele não é descrito fisicamente. Nem se era alto ou baixo, bem-apessoado ou forte. A única coisa que se diz é sua idade aproximada, cerca de 30 anos", comenta a historiadora neozelandesa Joan E. Taylor, autora do recém-lançado livro What Did Jesus Look Like? e professora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do King's College de Londres.

"Essa ausência de dados é muito significativa. Parece indicar que os primeiros seguidores de Jesus não se preocupavam com tal informação. Que para eles era mais importante registrar as ideias e os papos desse cara do que dizer como ele era fisicamente", afirma o historiador André Leonardo Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus Histórico - Uma Brevíssima Introdução.

Em 2001, para um documentário produzido pela BBC, o especialista forense em reconstruções faciais britânico Richard Neave utilizou conhecimentos científicos para chegar a uma imagem que pode ser considerada próxima da realidade. A partir de três crânios do século 1, de antigos habitantes da mesma região onde Jesus teria vivido, ele e sua equipe recriaram, utilizando modelagem 3D, como seria um rosto típico que pode muito bem ter sido o de Jesus.

© BBC Ilustração feita por especialista Richard Neave para documentário da BBC em 2001

Esqueletos de judeus dessa época mostram que a altura média era de 1,60 m e que a grande maioria deles pesava pouco mais de 50 quilos. A cor da pele é uma estimativa.

Taylor chegou a conclusões semelhantes sobre a fisionomia de Jesus. "Os judeus da época eram biologicamente semelhantes aos judeus iraquianos de hoje em dia. Assim, acredito que ele tinha cabelos de castanho-escuros a pretos, olhos castanhos, pele morena. Um homem típico do Oriente Médio", afirma.

"Certamente ele era moreno, considerando a tez de pessoas daquela região e, principalmente, analisando a fisionomia de homens do deserto, gente que vive sob o sol intenso", comenta o designer gráfico brasileiro Cícero Moraes, especialista em reconstituição facial forense com trabalhos realizados para universidades estrangeiras. Ele já fez reconstituição facial de 11 santos católicos - e criou uma imagem científica de Jesus Cristo a pedido da reportagem.

"O melhor caminho para imaginar a face de Jesus seria olhar para algum beduíno daquelas terras desérticas, andarilho nômade daquelas terras castigadas pelo sol inclemente", diz o teólogo Pedro Lima Vasconcellos, professor da Universidade Federal de Alagoas e autor do livro O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos.

Outra questão interessante é a cabeleira. Na Epístola aos Coríntios, Paulo escreve que "é uma desonra para o homem ter cabelo comprido". O que indica que o próprio Jesus não tivesse tido madeixas longas, como costuma ser retratado.

"Para o mundo romano, a aparência aceitável para um homem eram barbas feitas e cabelos curtos. Um filósofo da antiguidade provavelmente tinha cabelo curto e, talvez, deixasse a barba por fazer", afirma a historiadora Joan E. Taylor.

Chevitarese diz que as primeiras iconografias conhecidas de Jesus, que datam do século 3, traziam-no como um jovem imberbe e de cabelos curtos. "Era muito mais a representação de um jovem filósofo, um professor, do que um deus barbudo", pontua ele.

"No centro da iconografia paleocristã, Cristo aparece sob diversas angulações: com o rosto barbado, como um filósofo ou mestre; ou imberbe, com o rosto apolíneo; com o pálio ou a túnica; com o semblante do deus Sol ou de humilde pastor", contextualiza a pesquisadora Wilma Steagall De Tommaso, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e do Museu de Arte Sacra de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião.

Imagens
Joan acredita que as imagens que se consolidaram ao longo dos séculos sempre procuraram retratar o Cristo, ou seja, a figura divina, de filho de Deus - e não o Jesus humano. "E esse é um assunto que sempre me fascinou. Eu queria ver Jesus claramente", diz.

A representação de Jesus barbudo e cabeludo surgiu na Idade Média, durante o auge do Império Bizantino. Como lembra o professor Chevitarese, eles começaram a retratar a figura de Cristo como um ser invencível, semelhante fisicamente aos reis e imperadores da época.

"Ao longo da história, as representações artísticas de Jesus e de sua face raras vezes se preocuparam em apresentar o ser humano concreto que habitou a Palestina no início da era cristã", diz o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

"Nas Igrejas Católicas do Oriente, o ícone de Cristo deve seguir uma série de regras para que a imagem transmita essa outra percepção da realidade de Cristo. Por exemplo, a testa é alta, com rugas que normalmente se agrupam entre os olhos, sugerindo a sabedoria e a capacidade de ver além do mundo material, nas cenas com várias pessoas ele é sempre representado maior, indicando sua ascendência sobre o ser humano normal, e na cruz é representado vivo e na glória, indicando, desde aí, a sua ressurreição."

Como a Igreja ocidental não criou tais normas, os artistas que representaram Cristo ao longo dos séculos criaram-no a seu modo. "Pode ser uma figura doce ou até fofa em muitas imagens barrocas ou um Cristo sofrido e martirizado como nas obras de Caravaggio ou Goya", pontua Ribeiro Neto.

"O problema da representação fiel ao personagem histórico é uma questão do nosso tempo, quando a reflexão crítica mostrou as formas de dominação cultural associadas às representações artísticas", prossegue o sociólogo. "Nesse sentido, o problema não é termos um Cristo loiro de olhos azuis. É termos fiéis negros ou mulatos, com feições caboclas, imaginando que a divindade deve se apresentar com feições europeias porque essas representam aqueles que estão 'por cima' na escala social."


Essa distância entre o Jesus "europeu" e os novos fiéis de países distantes foi reduzida na busca por uma representação bem mais aproximada, um "Jesus étnico", segundo o historiador Chevitarese. "Retratos de Jesus em Macau, antiga colônia portuguesa na China, mostram-no de olhos puxados, com a forma de se vestir própria de um chinês. Na Etiópia, há registros de um Jesus com feições negras."

No Brasil, o Jesus "europeu" convive hoje com imagens de um Cristo mais próximo dos fiéis, como nas obras de Cláudio Pastro (1948-2016), considerado o artista sacro mais importante do país desde Aleijadinho. Responsável por painéis, vitrais e pinturas do interior do Santuário Nacional de Aparecida, Pastro sempre pintou Cristo com rostos populares brasileiros.

Para quem acredita nas mensagens de Jesus, entretanto, suas feições reais pouco importam. "Nunca me ocupei diretamente da aparência física de Jesus. Na verdade, a fisionomia física de Jesus não tem tanta importância quanto o ar que transfigurava de seu olhar e gestos, irradiando a misericórdia de Deus, face humana do Espírito que o habitava em plenitude. Fisionomia bem conhecida do coração dos que nele creem", diz o teólogo Francisco Catão, autor do livro Catecismo e Catequese, entre outros.

fonte
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Primeira pesquisa mundial sobre religião e ciência tem resultados surpreendentes


Será que todos os cientistas são ateus? Eles acreditam que religião e ciência podem coexistir? Ou acham que as duas coisas são conflitantes?
Enquanto existem muitas assunções e sensos comuns sobre o tema, uma nova pesquisa resolveu tirar esse assunto a limpo, e seus resultados foram surpreendentes.

O método para estudar religião e ciência
Esse foi o primeiro estudo mundial – e o maior – sobre como os cientistas veem a religião, conduzido pela Universidade Rice, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores recolheram informações de 9.422 entrevistados em oito regiões do mundo: França, Hong Kong, Índia, Itália, Taiwan, Turquia, Reino Unido e EUA. Eles também viajaram a estas regiões para realizar entrevistas em profundidade com 609 cientistas.

Ao entrevistar cientistas em várias fases da carreira, nas aéreas de biologia e física, em instituições de elite e não de elite, os pesquisadores esperavam ter uma visão representante dos cientistas sobre religião, ética e como ambas se cruzam com seu trabalho científico.

Os resultados desafiam os pressupostos de longa data sobre a dupla ciência-fé. Enquanto é comumente assumido que a maioria dos cientistas são ateus, a perspectiva global do estudo mostra que esse simplesmente não é o caso.

Descobertas
“Mais da metade dos cientistas na Índia, Itália, Taiwan e Turquia se identificaram como religiosos”, disse a principal autora do estudo, Elaine Howard Ecklund, diretora do Programa de Religião e Vida Pública da Universidade Rice. “E é impressionante que existem aproximadamente o dobro de ‘ateus convictos’ na população geral de Hong Kong (55%), por exemplo, em comparação com a comunidade científica nesta região (26%)”.

Os pesquisadores descobriram que os cientistas geralmente são menos religiosos do que uma dada população em geral. No entanto, houve exceções: 39% dos cientistas em Hong Kong se identificam como religiosos em comparação com 20% da população geral de Hong Kong. Além disso, 54% dos cientistas em Taiwan se identificam como religiosos em comparação com 44% da população geral de Taiwan.

Quando perguntados sobre os conflitos entre religião e ciência, apenas uma minoria dos cientistas em cada contexto regional disse acreditar que ciência e religião estejam em conflito.
No Reino Unido – um dos países mais seculares do estudo -, apenas 32% dos cientistas caracterizaram a intersecção entre ciência e fé como conflituosa. Nos EUA, este número foi de apenas 29%.

Por fim, 25% dos cientistas de Hong Kong, 27% dos cientistas da Índia e 23% dos cientistas de Taiwan acreditam que ciência e religião podem coexistir e ser usadas para ajudar uma a outra.

Nuances
Além dos resultados quantitativos do estudo, os pesquisadores descobriram nuances nas respostas dos cientistas durante as entrevistas em profundidade.

Por exemplo, numerosos cientistas expressaram que a religião pode fornecer uma “base” em áreas eticamente cinzentas. “Religião fornece uma base naquelas ocasiões em que você pode ficar tentado a tomar um atalho porque deseja ter algo publicado e pensa: ‘Oh, essa experiência não foi boa o suficiente, mas se eu retratá-la desta forma, vai parecer que sim’”, exemplifica um professor de biologia do Reino Unido.
Outro cientista disse que o ateísmo tem vertentes, algumas das quais incluem tradições religiosas. “Eu não tenho nenhum problema de ir à missa, é uma coisa cultural”, disse um físico do Reino Unido que por vezes frequenta a igreja porque sua filha canta no coral. “Não tenho fé religiosa, mas não me preocupa que a religião ainda exista”.

Finalmente, muitos cientistas mencionaram que convivem com visões religiosas de colegas ou alunos. “Questões religiosas são muito comuns aqui, todo mundo fala que templo frequenta, a qual igreja costuma ir. Portanto, não é realmente um problema que precisa ser escondido”, disse um professor de biologia de Taiwan.


Aplicações

Ecklund disse que o estudo tem muitas implicações importantes que podem ser aplicadas a processos de contratação de universidades, na estruturação de salas de aula e laboratórios e em políticas públicas gerais.

“A ciência é um empreendimento global”, afirma a pesquisadora. “E enquanto a ciência for global, então temos de reconhecer que as fronteiras entre ciência e religião são mais permeáveis do que a maioria das pessoas pensa”. [Phys]

por Natasha Romanzoti
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Estudo: pensar em Deus pode fazer as pessoas suarem de nervoso, mesmo se não forem religiosas


A religião é algo profundamente enraizado na mente das pessoas.
Por exemplo, um estudo realizado na Finlândia sugere que até mesmo ateístas ficam ansiosos ou nervosos quando pensam em Deus.

Esse comportamento aparentemente contraditório, ao lado de outras descobertas de diversas pesquisas que mostram efeitos sociais e de saúde da religião, aponta para uma tendência inconsciente da crença em Deus nos seres humanos.

O estudo
A pesquisa da Universidade de Helsinque (Finlândia) explorou como pessoas religiosas e não religiosas respondem à ideia de Deus.

Os pesquisadores mediram o suor produzido quando os participantes leram declarações como “Eu desafio Deus a fazer meus pais se afogarem” ou “Eu desafio Deus a me fazer morrer de câncer”.

Inesperadamente, quando não crentes leram as declarações, produziram tanto suor quanto os crentes, sugerindo que estavam igualmente preocupados com as consequências de seus “desafios”.

Uma explicação possível é de que os não crentes simplesmente ficaram ansiosos ao ler as declarações porque não queriam prejudicar os outros. Porém, um estudo complementar mostrou que desafios semelhantes que não envolviam Deus (como “Desejo que meus pais se afoguem”) não produziram aumentos comparáveis nos níveis de suor.

Juntas, essas descobertas sugerem que, apesar de negar a existência de um Deus, não crentes podem se comportar inconscientemente como se Deus existisse.

A religião permeia a sociedade
Enquanto a religião está em declínio em muitos países ao redor do mundo, a crença em algum Deus ainda pode ser uma força poderosa.

Os cultos, além de afetarem o psicológico, moldam a cultura e a política de várias sociedades, desde feriados até valores oficialmente defendidos pelos governos.

A palavra-chave, no âmbito dos resultados deste novo estudo, é “inconscientemente”: as descobertas não significam que os ateístas estão mentindo quando dizem que rejeitam Deus, apenas que esses comportamentos contraditórios provavelmente surgem, em parte, devido ao fato de que eles vivem em uma cultura teísta que martela constantemente a ideia de que Deus existe.

Isso pode levar os não crentes a formar atitudes “implícitas” que estão em desacordo com suas atitudes “explícitas”.

Dissonância cognitiva
Atitudes explícitas são aquelas que afirmamos de forma consciente, por exemplo, “cenouras são boas para a saúde”. Em contraste, as pessoas têm pouca ou nenhuma consciência de suas atitudes implícitas – as associações aprendidas entre ideias em suas mentes, como a facilidade com que o conceito “cenoura” traz à mente um outro conceito como “sem graça”.
Logo, é comum que atitudes implícitas e explícitas entrem em conflito. É possível que uma pessoa diga que “adora cenouras”, mas faça inconscientemente associações negativas com cenouras.

Essa “contradição” entre atitudes explícitas e implícitas é consistente com a teoria da dissonância cognitiva e pode, pelo menos em partes, explicar porque ateístas ficam nervosos com o pensamento de ousar Deus a fazer mal a alguém.

Contradição mental e suas consequências negativas
O fenômeno psicológico da dissonância cognitiva já foi estudado por pesquisadores anteriormente.

Algumas pessoas possuem conflitos entre o comportamento que exibem e sua própria percepção de quem são. Por exemplo, uma mulher pode se comportar de maneira a satisfazer as expectativas dos seus pais de ser uma filha submissa, mas ter uma própria ideia de si como uma mulher independente.

Essa “dissonância” é associada a instabilidade emocional (tendência para experimentar emoções negativas, como raiva e ansiedade) e depressão, bem como baixa autoestima. O mesmo não é visto em pessoas cujos comportamentos e autopercepções se alinham melhor.

Ou seja, de maneira geral, pessoas cujas atitudes implícitas e explícitas estão desalinhadas podem sofrer diversas consequências negativas. E os pesquisadores acreditam que a dissonância cognitiva também pode desempenhar um papel no contexto da religião.

Religião e saúde
A dissonância cognitiva e o grau de alinhamento das crenças implícitas e explícitas podem nos ajudar a entender as relações entre religião e saúde.

Vários estudos mostraram consequências positivas da crença religiosa na saúde. Por exemplo, um estudo com mais de 400 homens americanos brancos mostrou que aqueles que frequentavam a igreja tinham pressão arterial mais baixa. Outra pesquisa descobriu que ter uma afiliação religiosa está associado a uma maior sensação de bem-estar.

A “quantidade de fé” parece importar, entretanto. Pessoas com crenças religiosas “moderadas” relatam menor bem-estar do que pessoas com crenças muito fortes ou muito fracas.

De acordo com os cientistas, vários fatores podem estar em jogo nessa associação, mas é preciso considerar que os “crentes moderados” são mais propensos a ter atitudes implícitas e explícitas conflitantes.

Ateu, mas…
“Crentes moderados” podem ser, por exemplo, pessoas que foram criadas em ambientes religiosos, tendo desenvolvido fortes elos entre Deus e conceitos de existência durante sua educação, mas que começaram a duvidar explicitamente dessas ideias mais tarde.

Se você é um não crente, você pode ter, ao mesmo tempo, crenças persistentes em Deus que inconscientemente o colocam em risco de autocontradições e até pior saúde.

Como os vínculos entre crenças religiosas e bem-estar ainda não são tão bem compreendidos pela ciência, os pesquisadores não sabem o que as pessoas podem fazer para diminuir tais riscos. [ScienceAlert]

por Natasha Romanzoti
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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Como Deus nos avalia


“Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão” (Lucas 19:9).

Essas palavras foram ditas a Zaqueu, o publicano. Mas, aos olhos dos perplexos habitantes de Jericó, Jesus estava dando atenção a um homem que não merecia nada senão desprezo. Era como jogar pérolas aos porcos. O gesto de Cristo, entretanto, foi uma mostra de como Deus nos trata.

Um beduíno caminhava sedento pelo deserto. De acordo com a lenda, ele avistou, ao longe, uma fonte d`água, e correu em sua direção. E permaneceu ali até matar a sede. Parecia que jamais havia tomado água tão cristalina e preciosa. Naquele instante, lembrou-se de seu rei e imaginou que este ficaria feliz se pudesse experimentar um pouco daquela água. Encheu seu velho cantil e voltou para sua terra. Sem demora, dirigiu-se ao palácio real. Mas o beduíno não estava ciente de que o pobre estado do cantil de couro dera à água um sabor rançoso. Indo à presença do soberano, ofereceu-lhe a água, exaltando suas qualidades. O rei tomou do cantil e dele bebeu na presença de seus conselheiros. E confirmou a preciosidade da água.

Feliz da vida, o beduíno retornou a sua casa. Impressionados com a atitude do rei, seus conselheiros manifestaram o desejo de experimentar a água. Esta, porém, tinha um gosto horrível. Então, quiseram saber como o rei achara boa aquela água. E ouviram a seguinte explicação: “O que experimentei, e achei maravilhoso, não foi a água, mas sim o amor do súdito”.

Jesus deu atenção a Zaqueu, mas não por causa de sua riqueza. Além do mais, o publicano não tinha boa reputação. O Mestre, contudo, achou precioso o amor que estava brotando naquele coração outrora egoísta. “Zaqueu ficou abismado, num deslumbramento, e silencioso em face do amor e da condescendência de Cristo em rebaixar-Se até ele, tão indigno. Então o amor e a lealdade para com o Mestre que acabava de achar, lhe descerraram os lábios. Resolveu fazer pública sua confissão e arrependimento” (DTN, p. 554).

Não há nada em nosso caráter que nos recomende a Deus. Nossa justiça é comparada a trapos imundos e repelentes. Deus, no entanto, não olha para os nossos defeitos, mas para nossa resposta de amor, que é muito preciosa à Sua vista. Maria Madalena, quando ungiu os pés de Jesus, estava dizendo que O amava profundamente. Não foi o precioso perfume que cativou o Mestre, mas o amor que havia brotado num coração que, outrora fora habitado por demônios.

por Amilton Menezes
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Toda dor é resultado de pecado?

“Seus discípulos lhe perguntaram: Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?” (João 9.2)

“Alguém pecou, para que este homem nascesse cego!” Esta era a certeza que fundamentava a pergunta dos discípulos. A questão era apenas “quem?”. Ele mesmo ou seus pais? Ainda hoje há, em muitas comunidades de fé, uma crença estabelecida de que todo problema, dor, enfermidade ou perda é uma punição divina contra o pecado humano. Essa crença gera uma outra: a de que, se forem seguidas certas regras e algumas precauções forem tomadas, tudo ficará bem e estaremos livres de problemas. É a lei da semeadura e da colheita! De certa forma, há uma busca por uma vida previsível, controlável. Mas não é assim a vida, graças a Deus.

Sem dúvida que, de alguma forma, todo problema, dor, enfermidade ou perda, decorre do pecado, mas não no simplismo da relação de causa e efeito: se estou sofrendo é porque pequei! Somos pecadores e o nosso mundo está afetado pelo pecado de todos nós. Isso torna a vida perigosa! Deus não nos entregou um mundo desequilibrado e nem nos criou para o sofrimento. A morte, em última análise, e todos os males que possam antecedê-la, tem sua causa no pecado (Rm 5.12). Dessa forma, de maneira geral, é sim o pecado que alimenta o desequilíbrio, a injustiça e todo mal que há nessa terra. Mas pecado num sentido muito mais amplo: pecado com um desalinhamento humano com a vontade divina.

Graças a Deus, apesar do pecado que marca todos nós e define nossa vida aqui, sujeitando-a a limites e riscos, somos beneficiados diariamente pela misericórdia divina. A misericórdia é justamente o livramento que recebemos das dores que merecemos. Deus não está atuando na história para punir o ser humano. Não está à caça de pecadores para castigar. Suas misericórdias são a causa de não sermos consumidos. Ele nos enviou Jesus como prova disso: “…o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (Lc 9.55) A dor humana não é sinal da ira divina, mas um sintoma de que precisamos voltar para Deus. Esta é a cosmovisão promovida pelo Evangelho de Cristo. “Quem pecou: este homem ou seus pais?” Amanhã refletiremos sobre essa pergunta.

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Agenor Duque ameaça pastores que estão roubando dízimos e ofertas

O apóstolo Agenor Duque, líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus, acredita que alguns de seus pastores podem estar desviando dízimos ou ofertas feitas à igreja por fiéis. Em recente vídeo que circula nas redes, Agenor declarou que irá enviar pastores disfarçados para descobrir os possíveis traidores.

Após confidenciar que a igreja atualmente está com muitas dívidas, Duque fica pasmo ao saber que existem pastores adquirindo automóveis. “Eu não consigo entender, como (tem) pastor que tá comprando carro? Com esse salário (de pastor) que ele recebe? Nem eu tenho dinheiro pra comprar carro”, afirmou.

Na gravação o bispo anuncia que os pastores vão ser investigados por seus enviados. “Eu vou ressaltar que eu tenho três pessoas enviadas por mim, e pela bispa (Ingrid Duque, sua mulher), que vão ‘rodar’ as igrejas, disfarçadas de membros. E vão entregar o voto na sua mão”. Ele ainda ameaçou que ao flagrar algum de seus liderados roubando a igreja, esse não ficará impune.

Um assistente alerta que as cédulas que serão utilizadas na falsa doação serão marcadas, para que haja uma prova do desvio. “Você não vai ser só excluído, não, você vai pra delegacia, ser processado como estelionatário, como ladrão”, advertiu.

Duque (indignado) determina que a fraude vai ser revelada. “Você sabe que eu tô na tua cola e o próprio espírito de Deus, mesmo que ele já se apartou de ti, ele avisou que tua casa ia cair.”

Crise financeira afeta igrejas
Com menos fiéis empregados, há menos doações e pagamentos de dízimo. A mudança de membros para outras denominações religiosas agrava a situação. Com a queda na arrecadação, muitas igrejas, como a Plenitude, estão tendo dificuldades em manter sua programação em TV e nas rádios.

A Plenitude do Trono de Deus foi fundada em 2006, por Duque e sua mulher, Ingrid. Ele é dissidente da Igreja Mundial, de Valdemiro. Que por sua vez é dissidente da Igreja Universal, de Edir Macedo.

Com informações do Gospel Prime
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sábado, 10 de junho de 2017

Removendo montanhas


TEMPO DE REFLETIR
Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível (Mateus 17:20).

Uma senhora tinha de subir e descer um monte todos os dias, a fim de buscar água. Era muito cansativo. Então, ao ler essas palavras de Jesus, acreditou que, através de fervorosa oração, poderia remover aquele monte e tornar sua vida mais fácil. Todos os dias ela orava e, pela manhã bem cedo, a primeira coisa que fazia era olhar pela janela para ver se o monte havia se mudado dali. Mas ele continuava firme, no mesmo lugar, e deve estar lá até hoje, a menos que tratores o tenham removido.
Quando Cristo falou sobre remoção de montanhas, talvez tenha apontado para o monte onde havia ocorrido a Transfiguração. Ele não estava sugerindo aos discípulos utilizar a oração para realizar trabalhos de terraplenagem, removendo montes de um lado para outro. Em Seu tempo, “os judeus apelidavam qualquer rabino que se destacasse por sua grande inteligência, intuição ou caráter, de removedor de montanhas. Provavelmente Jesus tinha essa ideia em mente, quando Se referiu ao poder de remover montanhas” (Champlin).

Vemos aqui, mais uma vez, o problema de se interpretar literalmente o que é figurado. Jesus estava falando dos grandes obstáculos que Seus discípulos encontrariam ao se envolverem na pregação do evangelho. Em outras palavras, o que Ele queria dizer era: “Se vocês tiverem fé suficiente, todas as dificuldades serão resolvidas, e mesmo a tarefa mais difícil será cumprida”. Fé em Deus é o instrumento que capacita as pessoas a remover os obstáculos que bloqueiam o caminho delas.

Os discípulos haviam fracassado na tentativa de curar o jovem lunático, que, na verdade, era endemoninhado. “Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino” (Mt 17:18). Então os discípulos perguntaram a Jesus por que não haviam conseguido expulsá-lo. E a resposta foi: “Por causa da pequenez da vossa fé”.

Os discípulos não tinham, em si mesmos, tal poder. Precisaram fracassar para aprender a não se gloriar na própria força.

Muitas pessoas têm religiosidade, mas não fé. A fé surge quando colocamos em prática o que cremos.
Qual é o tamanho da sua fé?

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O tempo de Deus é perfeito


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1)

Quando se trata de oração, pensamos sobre o tempo de resposta de Deus. Quando a resposta não é imediata, imaginamos, ansiosos, a razão. Eclesiastes, porém, nos diz: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu” (3:1). O tempo de Deus difere do nosso. Seus caminhos não são os nossos. Vivemos segundo o tempo terreno. Deus vê sob a perspectiva eterna. Viver num mundo cujo tempo é cronometrado e esperar pelo tempo de Deus é difícil.

Ainda que oremos e tenhamos fé, temos de lembrar que o resultado e o tempo estão nas mãos DE DEUS. Ele diz que há “tempo de curar” (Ec 3:3). Portanto, se você orou por cura e não a obteve, não se culpe nem tenha raiva de Deus. Ele às vezes permite males físicos para obter nossa atenção, a fim de poder conversar conosco. Então, continue a orar e não perca a esperança.

O mesmo se aplica quando oramos a Deus para que salve a vida de alguém. A Bíblia diz que há “tempo de morrer” (Ec 3:2). A decisão, porém, cabe a Deus, e não a nós. E devemos aceita-la. Podemos orar, mas ELE determina o resultado. Precisamos aceitar o que Deus faz sem ressentimentos contra Ele.

O tempo do Senhor é perfeito. Quando nos rendemos, nos sentimos livres. Ainda que você possa não entender exatamente o que Deus está fazendo, pode confiar: Ele está agindo.
Vamos orar? “Senhor, quero todas as respostas às minhas orações neste exato momento, mas Tu queres que eu seja paciente e que espere em Ti. Entrego a Ti as minhas preocupações e deixo o resultado nas Tuas mãos. Ajuda-me a descansar ciente de que o Teu tempo é perfeito e justo. Em nome de Jesus, amém!”

Texto: Escrito por Stormie Omartian
Música: Eclair, “Uma oração”
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pastor diz que câncer de Marcelo Rezende é castigo de Deus

O líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), Valdemiro Santiago, fez comentários acerca do tumor no pâncreas que o apresentador do Cidade Alerta, Marcelo Rezende, da TV Record, tem tratado.

Durante um dos cultos no templo da igreja, Valdemiro resolveu comentar a situação de Marcelo e relembrou um episódio que o envolveu durante um período turbulento na trajetória do líder.

“Uma vez um malfeitor me maltratou tanto, que me deixou tão transtornado, tão triste. Toda hora chegava uma notícia: ‘Olha tão falando mal de você. Põe lá’. Eu botava lá e ele tava falando”, disse o pastor, em referência às matérias veiculadas sobre escândalos envolvendo Valdomiro em 2012.

“Ele tava falando: ‘Corta pra mim, o Valdemiro e pá pá pá, e pé pé pé e pi pi pi’. Valdemiro perdeu a paciência e falou: ‘A mão de Deus te pesa hoje’. Vocês sabiam o que está acontecendo com ele hoje?”, questionou o líder religioso aos fiéis.

“E como eles reproduziam tudo o que eu falava aqui, […] ele disse: ‘O fazendeiro está me amaldiçoando’. Tem que ter cuidado”, disse Valdemiro, com um riso contido. “Deus tem misericórdia”, completou.

“Deixa o malfeitor que ele vai murchar como uma erva verde”, concluiu Santiago, em referência a um versículo bíblico. Em seguida, disse aos fiéis para não praticar o mal, com o risco de maldições lhe ocorrerem.

Assista ao vídeo:



Gospel Prime
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Pai espanca filha por se recusar a negar Jesus



Uma menina cega que mora em Lombok, Indonésia e que se converteu ao cristianismo graças ao testemunho de um missionário local se recusou a renunciar ao nome de Jesus Cristo, apesar de contínuos espancamentos e ameaças realizados por sua família hindu. Andria têm 26 anos e perdeu a visão com 17 anos devido ao glaucoma. Ela chegou a entrar em profunda depressão. “Eu senti que Deus não estava sendo justo comigo”, disse a jovem ao site do Ministério Portas Abertas, explicando que seu diagnóstico a forçou a abandonar seu sonho de se tornar escritora. "Eu era uma fiel hindu, meu pai era um sacerdote e eu ia para o templo mais do que qualquer outra pessoa. Eu fiz todos os rituais e passei a odiar todas as outras religiões. Foi por isso que fiquei tão zangada com Deus, por me deixar ficar cega". Durante quatro anos, Andria viveu em desespero e chorava o tempo todo. No entanto, tudo isso mudou em 2008, quando ela conheceu um vendedor de vegetais que lhe disse que "alguém" a amava. Andria ficou surpresa com essas palavras, e ela perguntou sobre esse "alguém" que o vendedor mencionou. À tarde, ele veio com um missionário local que compartilhou o Evangelho com ela. Transformação Pela primeira vez em sua vida, Andria se sentiu amada, e pouco depois foi batizada. Após sua conversão, a jovem passou a se encontrar regularmente com o missionário local, leu a Bíblia e aprendeu sobre Jesus. À medida que aprendia mais sobre seu amor de Cristo, sua vida mudava. "Jesus me ama, não importa o que aconteça comigo. Se Ele permitiu que eu ficasse cega, Ele tem um propósito para isso. Eu não orei para que Ele me curasse, porque Ele deve ter um grande plano por trás disso", disse Andria. Embora cheia de alegria, ela era incapaz de compartilhar sua fé recém-descoberta com sua família. O Portas Abertas observou que que os hindus têm regras rígidas que punem aqueles que deixam a religião por outra. Os crentes acabam perdendo suas famílias, herança e seu lugar na aldeia por seguir a Jesus Cristo. "Eu não contei a ninguém sobre minha conversão", lembrou Andria. "Meu pai era um sacerdote hindu e meu tio também era, só meu irmãozinho sabia disso, e ele também se tornou cristão, antes de ir começar a trabalhar em outra ilha. Eu não contei a minha mãe, porque ela tinha se separado De meu pai", explicou. Espancamento Ficou claro que Andria tinha mudado, embora ela não falasse de sua conversão. Depois de descobrir que tinha feito amizade com cristãos e lido a Bíblia, sua família passou a espancá-la. "Meu pai me batia quando ele ficava estressado ou quando ele não tinha dinheiro", disse ela. "Eu costumava gritar de raiva, mas agora eu mudei, mesmo que ele ainda me bata às vezes, eu posso mostrar meu respeito e amor como uma filha. Acho que ele também percebe a mudança em mim". Todos os dias, Andria ouvia um programa cristãos via rádio para ajudá-la a crescer espiritualmente. As visitas regulares do missionário também a ajudaram a aprender mais sobre a Bíblia. Andria compartilhou que está determinada a compartilhar o Evangelho com os outros. Muitos de seus amigos começaram a abrir seus corações a Jesus depois que ouviram sobre seu testemunho. Ela também compartilha com seu pai sempre que pode, apesar dos riscos. Ide A jovem disse que ela deseja levar mais hindus para Jesus, e acima de tudo, ela sonha com seu pai se convertendo a Cristo um dia. "Eu amo meu pai mesmo que ele me bata", disse Andria em lágrimas. "Eu não posso deixá-lo sozinho, ele é velho agora e pode ficar doente. Quem vai cuidar dele? Eu nunca vou deixá-lo, não importa o quão difícil seja”, disse. Os hindus representam apenas 1,7 % da população da Indonésia, onde 87,2 % das pessoas são muçulmanas e menos de 10 % são cristãs. O país ocupa o 46º lugar na lista de 50 países onde os crentes enfrentam mais perseguição.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Pessoas-dom e dons pessoais


“E a cada um de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo. Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’.” (Efésios 4.7-8)

Ser parte da Igreja, das pessoas que pela fé em Cristo são incluídas no Reino de Deus, encaminha-nos para viver de forma significativa e relevante no mundo. O que uma igreja, seja a nossa ou qualquer outra, pode fazer, tem limites. Mas o que a Igreja, a comunidade dos redimidos, pode fazer, não tem limites. Por isso o verdadeiro papel de uma igreja é tornar aqueles que nela congregam pessoas produtivas e operantes como parte da Igreja de Cristo. Como cidadãos do Reino de Deus. Um cristão deve ser desafiado e envolvido numa igreja, mas, sobretudo, na Igreja!

Ser parte da Igreja de Cristo torna-nos dons e leva-nos a dar sentido aos nossos dons e a receber outros! Uma pessoa-dom é alguém cuja presença por si só manifesta o Reino de Deus. Isso é possível a todos que creem, pois Deus nos sela com o Seu Espírito (Ef 1.13-14). E por meio de uma pessoa influenciada pelo Espírito Santo de Deus, Deus pode manifestar-se! Algumas vezes ela terá plena consciência disso e outras não. Mas pessoas estarão sendo despertadas para o amor de Deus e a graça de Cristo por meio dela! Pessoas se sentirão lembradas por Deus por meio dela! É nossa vocação sermos pessoas-dom! Nossas limitações não são impedimento. Nossa falta de submissão sim!

Nossos dons, nossas habilidades, recursos e posição, devem ser parte dos recursos de Deus na terra. Devemos de tal forma crer e nos relacionar com Deus que Ele possa nos colocar em missão por meio do que sabemos ou podemos fazer. Ele nos permite contribuir com Seus propósitos a partir de onde estamos e da influência que temos. É isso que caracteriza uma vida consagrada! O texto de hoje, em sua escrita original, não nos permite definir se está dizendo “deu dons aos homens” ou “deu homens como dons”. Pois certamente as duas ideias são necessárias! Portanto, seja um dom de Deus e que seus dons sejam para Ele! Amém!

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sábado, 13 de maio de 2017

Estudo encontra ligação entre fundamentalismo religioso e dano cerebral


Um novo estudo da Universidade Northwestern, nos EUA, descobriu que o dano em uma certa região do cérebro está ligado a um aumento no fundamentalismo religioso.

Em particular, lesões no córtex pré-frontal dorsolateral reduziram a flexibilidade cognitiva dos indivíduos, ou seja, a capacidade de desafiar as crenças com base em novas evidências.

Os pesquisadores deixaram claro que não estão afirmando que pessoas religiosas em geral são mentalmente inflexíveis, ou que crenças religiosas são causadas por danos cerebrais.
Segundo eles, existem muitos processos cognitivos envolvidos na formação de crenças. No entanto, em algumas pessoas, o sistema de “revisão” dessas crenças pode ser suprimido devido a danos cerebrais.

Fundamentalismo religioso poderá ser considerado doença mental

O método
Os pesquisadores, liderados por Jordan Grafman, utilizaram dados coletados sobre veteranos americanos da Guerra do Vietnã. Eles compararam os níveis de fundamentalismo religioso entre 119 veteranos que tiveram lesões cerebrais, e 30 veteranos que não tiveram lesões.

“A variação na natureza das crenças religiosas é governada por áreas cerebrais específicas nas partes anteriores do cérebro humano, e essas áreas estão entre as mais recentemente evoluídas”, disse Grafman.

Danos nessas regiões, em particular no córtex pré-frontal dorsolateral, podem determinar a abertura mental de uma pessoa. Tal abertura é necessária para apreciar a “diversidade do pensamento religioso”.

Em outros estudos, os cientistas já tinham descoberto uma função cognitiva do córtex pré-frontal em experiências espirituais.


Fundamentalismo

Os pesquisadores definem o fundamentalismo como uma abordagem cognitiva que “encarna a adesão a um conjunto de firmes crenças religiosas defendendo verdades inatacáveis sobre a existência humana”.

Em seu artigo, eles escrevem que o apelo do fundamentalismo – ou seja, o motivo pelo qual algumas pessoas se envolvem com essa maneira tão rígida de pensar – está na promoção de um senso de “coerência e previsibilidade” dentro de um grupo religioso.

Carl Sagan – Contra a força das superstições e fundamentalismo
As pessoas em grupos fundamentalistas tendem a valorizar o forte compromisso com sua comunidade e a rejeição de outras crenças, muitas vezes combinadas com a negação da ciência e a violência.


Limitações

Os próprios cientistas reconhecem as limitações de seu estudo e pedem que mais pesquisas sejam feitas sobre o assunto. Grafman observa, por exemplo, que a amostra de indivíduos – formada apenas por homens adultos veteranos de guerra – certamente não é representativa de todos os grupos demográficos e culturais.

No entanto, o estudo contribui para um crescente corpo de conhecimento sobre como as experiências religiosas são formadas no cérebro.
“Precisamos entender como as crenças religiosas são distintas das crenças morais, legais, políticas e econômicas em suas representações no cérebro, a natureza da conversão de um sistema de crenças para outro, a diferença entre crença e agência e a natureza da profundidade de conhecimento que os indivíduos usam para acessar e relatar suas crenças”, acrescentou.

O estudo foi publicado na revista Neuropsychologia. [BigThink]

por Natasha Romanzoti
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“Na volta de Jesus muitos cristãos não o reconhecerão”, diz teólogo


“Quando o Messias judeu veio ao mundo, a grande maioria dos judeus que deveriam segui-lo não o reconheceu. E quando Ele voltar, os cristãos que dizem segui-lo cometerão o mesmo erro?”, esse é o questionamento de Joseph Farah, teólogo especialista em escatologia.

O site fundado por ele, World News Daily, é um dos canais de informação com enfoque cristão mais acessados do mundo, com média de 8 milhões de visitantes mensais. Além disso, ele comanda uma editora que produz uma revista, livros e DVDs focados no estudo do Final dos Tempos e no Apocalipse.

Durante uma entrevista para Paul McGuire na rede cristã GodTV, o estudioso fez uma série de considerações de como a volta de Jesus será muito diferente do que a maioria das igrejas prega.

“Quem é Jesus e como ele vai voltar?”, perguntou Farah. “A maioria dos judeus não o reconheceu como seu Messias por que tinham uma expectativa diferente sobre a vinda do seu Messias. Eles estavam muito focados no ensinamento dos homens, ao invés de olhar para as Escrituras. Acredito que muitas pessoas que vão à Igreja também não irão entender as coisas quando ele voltar”.

Falando sobre seu novo livro, “A Restituição de Todas as Coisas”, o teólogo diz que decidiu escrever sobre um dos grandes mistérios das Escrituras: o Reino Milenar. O autor acredita que os crentes precisam ser melhor ensinados sobre como tudo isso está ligado a Israel, para que não sejam enganados.

“Esse judeu vai voltar, sobre o Monte das Oliveiras, como foi profetizado. Ele estabelecerá seu reino em Israel. O mundo inteiro terá como centro a Terra Prometida”, destaca. E vai mais longe: “Qual é a base de nossa fé em Jesus? São as profecias hebraicas que anunciavam como Ele viria, quando viria, onde viria e tudo mais. Mas acho que muitos cristãos sequer compreendem por que quando Jesus voltar ele reinará a partir de Israel”.

Para Farah, escatologia e profecia são questões muito importantes, pois têm destaque nas Escrituras. Segundo o especialista, todos os crentes deveriam reexaminar suas convicções de fé. “Mais de um bilhão de pessoas no mundo afirmam ser cristãos. Quantos desses são cristãos autênticos?”, questiona.

Teologia da Substituição
Sua compreensão é que a profecia não trata apenas do futuro. Trata-se também de estudar as Escrituras para compreender o que acontecia antes do cristianismo. O teólogo diz que, como nossas raízes são hebraicas, a Igreja jamais poderia ter aceito a “teologia de substituição”, segundo a qual Deus “trocou” Israel pela Igreja e tudo agora é espiritual, perdendo seu aspecto histórico e geográfico.

Seu pedido é que a Igreja volte a olhar para Israel pelas “lentes” da Palavra e parem de rejeitá-lo e ir contra ele. Afinal, os profetas foram bem específicos quanto ao que há de acontecer em Israel nos últimos dias e só existe um lugar na terra com esse nome.

Portanto, não deveríamos deixar questões políticas ou de “interpretação” se tornarem mais importantes do que aquilo que a Bíblia diz. Em seu entendimento, nenhum cristão deveria ser contra os judeus ou contra o Estado de Israel.

“Sinto o Espírito Santo me levando a reconectar cristãos com suas raízes hebraicas, porque fomos enxertados nas promessas concedidas à Casa de Israel através de nossa fé em Jesus”, lembrou.

“É algo tão simples e importante para os cristãos entenderem. Jesus não veio para começar uma nova religião. Ele pregou apenas à Casa de Israel durante seu ministério terreno. Os gentios reconheceram que podiam fazer parte disso e é uma bênção para nós até hoje”, assevera.

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por que o ateísmo apavora tanta gente: estudo


Quando pensam no ateísmo, uma das primeiras reações que as pessoas têm é sobre a morte (ou sobre o medo de ir para o inferno).

Um novo estudo realizado por Corey Cook, psicólogo social da Universidade de Washington, nos EUA, lança alguma luz sobre esse fenômeno.

O estudo de Cook estabelece uma hipótese que ele chama de “teoria da gestão do terror”. A ideia é que a consciência da morte pode deixar as pessoas aterrorizadas, mas esses medos são atenuados pelo sentido cultural de que cada um de nós é uma parte significativa do universo. O anti-ateísmo, logo, parte da “ameaça existencial representada por crenças de visão de mundo conflitantes”.
“O que descobrimos [no estudo] é que, quando os participantes pensavam sobre o ateísmo, isso realmente ativava a preocupação com a morte na mesma medida em que pensar sobre a própria morte”, disse Cook.

Os experimentos
A pesquisa focou no lado inconsciente de considerar a morte. Os pesquisadores realizaram dois experimentos diferentes conduzidos com estudantes no College of Staten Island, escolhido em parte devido à composição diversa de sua população estudantil.

Na primeira experiência, composta por 236 alunos (172 mulheres e 64 homens, a maioria cristãos), os participantes foram convidados a escrever “o que eles achavam que iria acontecer fisicamente quando morressem” e, em seguida, a descrever as emoções que o pensamento de sua própria morte despertava neles.

Em seguida, também responderam quais eram seus sentimentos sobre ateus, incluindo uma classificação sobre sua confiabilidade.

O segundo experimento pediu que 174 alunos descrevessem as emoções que sentiam em relação à sua própria morte ou “anote, o mais especificamente possível, o que o ateísmo significa para você”. Em seguida, os alunos completaram um conjunto de fragmentos de palavras, que poderiam ser preenchidas como palavras neutras (por exemplo, “skill” que significa “habilidade”) ou como palavras relacionadas com a morte (“skull” que significa “crânio”).

Ateísmo e vida após a morte
As experiências de Cook eram mais específicas do que apenas falar sobre a morte. De acordo com a teoria da gestão do terror, pensar nisso faz as pessoas começarem a se preocupar com quem apoia ou não sua visão de mundo, se tornando contra os que acreditam de forma diferente. Isso é inconsciente: você não percebe que tal coisa importa mais do que fazia alguns minutos atrás.

Curiosamente, os ateus no estudo não estavam imunes a isso. Eles também têm que enfrentar a ideia sobre o que vai acontecer com eles – logo, o ateísmo aumenta os pensamentos de morte mesmo para ateus.

Conforme o estudo de Cook destaca, ainda há muita atitude defensiva em torno da noção secular de que a morte é o fim. Muitas pessoas desejam uma vida após a morte, daí a repulsa ao ateísmo. [Vice]

por Natasha Romanzoti
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terça-feira, 11 de abril de 2017

O Deus dos novos começos


Eis que faço coisa NOVA, que está saindo à LUZ; porventura, não o percebeste?
Isaías 43:19

Sim, nosso DEUS é o DEUS DOS NOVOS COMEÇOS. Quando estamos ao lado de DEUS os NOVOS COMEÇOS são possíveis. DEUS dá NOVOS COMEÇOS quando nos aproximamos ainda mais dEle. Por intermédio do profeta Isaías DEUS encorajou os exulados judeus a terem uma perspectiva de um NOVO COMEÇO. 

DEUS disse: "Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas". DEUS lhes disse para deixarem de viver lembrando da punição que sofreram até mesmo da demonstração do poder divino quando houve o ÊXODO do Egito. Isaías queria que a atenção do povo estivesse focada em DEUS, que com certeza lhes daria um NOVO COMEÇO, levando-os da Babilônia para casa, em um NOVO ÊXODO. Com DEUS ao nosso lado os NOVOS COMEÇOS são possíveis em nosso CORAÇÃO. 

Só com ajuda de DEUS nós podemos abrir mão do passado e começarmos a nos apegar a Ele. Um relacionamento íntimo e pessoal com DEUS nos proporcionará um NOVO COMEÇO repleto de ESPERANÇA. Nós só precisamos CONFIAR em DEUS.

Acabei de ORAR por você

Pr. Jadson Rocha

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sábado, 18 de março de 2017

Religiosidade e espiritualidade na saúde humana

A espiritualidade/religiosidade causa uma grande impacto sobre a saúde física e mental de uma pessoa, mas é necessário viver em coerência com essas crenças

Respect and praying on nature background (iStockphoto/Getty Images)

A espiritualidade/religiosidade é uma necessidade do ser humano. Segundo dados do Censo (2010), 99,7% dos brasileiros declaram acreditar em Deus. A grande maioria da população segue uma religião cristã (87%), e destes, a religião católica predomina (65%).

Existe um crescente acúmulo de evidências sobre o impacto que a espiritualidade/religiosidade causa sobre a qualidade de vida e na saúde física do indivíduo, pois as crenças espirituais/religiosas podem influenciar, e muito, nas decisões dos pacientes com relação a tratamentos médicos e orientações propostos. Mas nem sempre a religião/crença espiritual promove relacionamentos satisfatórios com estilos de vida saudáveis.

Tomando como base a maioria da população, sabemos que na visão cristã, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Só por este motivo já deveríamos encontrar pessoas um tanto mais compromissadas em cuidar desse espaço humano onde Deus habita – o nosso corpo. No entanto, o que vemos diariamente são pessoas em constante agressão contra seu organismo, seja através da péssima escolha alimentar, seja pelo uso abusivo de álcool ou cigarro, sega pela ausência quase que total da prática física. Ou seja, o ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, que vai a missa ou ao culto uma vez por semana, que “sabe de cor” trechos imensos de seu livro sagrado, que brada sobre a palavra de Deus, que julga e condena todos os seus semelhantes acaba sendo a própria realidade de um mundo sem lei, sem Deus, sem sentido de vida, sem responsabilidade alguma com a mais bela Criação Divina.

Portanto, se você pensa que acredita em Deus, então seja coerente: habite-se como se vivesse num templo sagrado. Seja digno de ser chamado de filho de Deus e honre isso cuidando impecavelmente de sua saúde.


Por Ana Claudia Arantes
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Curiosidades sobre a Bíblia.


A Paz! Tudo bem com você hoje?

Nos dias de hoje, com tantos afazeres, se torna cada vez mais difícil dedicarmos mais tempo para conhecer melhor a Bíblia, não é verdade?

Pensando nisso, dediquei um tempo para te escrever esse e-mail com algumas curiosidades porque acredito que você vai gostar.
Vamos lá:

1- Qual é o livro bíblico mais traduzido?

A Bíblia foi traduzida e publicada mais do que qualquer outro livro na história. O livro da Bíblia mais traduzido é o Evangelho de Marcos, talvez por ser o mais curto dos quatro Evangelhos e por trazer um relato cheio de ação a respeito da vida e dos ensinamentos de Jesus. Marcos está disponível em cerca de 900 línguas.

2 - Qual era a fruta que Adão e Eva comeram?
A Bíblia não menciona qual era a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, que não devia ser comida por Adão e Eva. Uma tradição européia associa essa fruta com a maçã. Em latim, a palavra malum significa tanto “maçã” como “mal”, o que pode ter originado essa tradição.

3 - Quanto tempo a Bíblia levou pra ser escrita?
A Bíblia inteira foi escrita num período que abrange mais de 1600 anos.

4 - Quantos autores escreveram a Bíblia?
É uma obra de cerca de 40 autores, das mais variadas profissões: de humildes agricultores, pescadores até renomados reis.

5 - Em quais línguas a Bíblia foi escrita?
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção de algumas passagens em Esdras, Jeremias e Daniel que foram escritas em aramaico. O Novo Testamento foi escrito em grego.

6 - Há algum livro da Bíblia em que a palavra “Deus” não aparece?
A palavra “Deus” aparece em todos os livros da Bíblia, exceto em Ester e Cântico dos Cânticos. Esse fato levou muitos judeus e cristãos a argumentarem que Ester e Cântico dos Cânticos não faziam parte da Bíblia. Outros argumentaram que Deus está presente também nesses livros. Eles viram o Cântico dos Cânticos como um símbolo poético do amor de Deus pelo seu povo. E, em Ester, eles viram Deus agindo nos bastidores, criando uma série de impressionantes “coincidências” que livraram os judeus de um holocausto na Pérsia.

7 - Qual o maior capitulo e o maior versículo da Bíblia?
O Salmo 119 é o mais longo da Bíblia, é um acróstico. Os 176 versículos acham-se divididos em 22 seções de oito versos cada uma, correspondendo a cada uma das letras do alfabeto hebraico.
E Ester 8:9 é o maior versículo da Bíblia (Leia aqui).

Curiosidades Bônus!
- Quem subiu ao céu num redemoinho?
Elias.
"E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho." ~ 2 Reis 2:1

- Quantas promessas encontramos na Bíblia?
Há 3573 promessas na Bíblia.
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E então, gostou dessas curiosidades? Eu acredito que você talvez já conhecia algumas ou mesmo todas, mas é sempre bom relembrar.
Eu acredito que quanto mais lemos sobre a Bíblia, mais vontade teremos de estudá-la. E você concorda que isso é importante para nosso crescimento como cristãos?

Um grande abraço!
Jonathan e Equipe Gospel +
Gospel+: Servir ao Pai, servindo seus filhos
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Papa Francisco proíbe cinzas de cremação - Opinião em tópicos - Dezembro 2016


Confesso que me surpreendi. Tenho notado nas declarações e atitudes do Papa Francisco um sentido de modernidade que vai ao encontro de grande parte dos costumes e aspirações de nosso tempo, a maioria dos quais ainda ontem combatidos pela Igreja.

Mas essa de proibir se espalhem as cinzas da cremação do corpo de um ente querido na natureza, ou mesmo de guardá-las respeitosamente em casa, como lembrança material daqueles que partiram, contraria uma saudável tendência ecológica e, penso, muito saudável. Em vez disso, o Vaticano recomenda que “as cinzas do defunto devem ser mantidas em um lugar sacro, ou seja, nos cemitérios”.

O pó que (não) somos
Não vejo nada mais “sagrado” do que a Natureza. E isso não significa necessariamente uma adesão ao que a Santa Sé classificou como “equívoco panteísta” ou “niilista”. Nosso corpo, segundo a própria tradição cristã, é parte intrínseca da natureza, pó ao qual retornará, quando dele tiver que se separar o espírito: “Memento, homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris” (Lembra-te, homem, que és pó e em pó te hás de tornar), dizia o padre no meu tempo de seminarista, fazendo uma cruz com cinzas em nossas testas, na quarta-feira que se sucedia ao carnaval.

Nesse mesmo sentido, numa perspectiva espiritualista, em que se tem o espírito como sendo nosso próprio “eu” e o corpo como sua roupagem provisória, jogar nossas cinzas ao mar, espalhá-las entre as árvores de um bosque ou, mesmo, guardá-las em aprazível recanto da casa que nos serviu de morada, são manifestações de carinho e reconhecimento à matéria que instrumentalizou o espírito na jornada finda.

A “capsula mudi”
Rubem Alves, escritor e educador, que nos deixou há cerca de dois anos, antes de morrer, pediu que cremassem seu corpo e jogassem as cinzas junto a um ipê roxo que ele havia plantado. Um jeito gostoso de mantê-lo fisicamente entre seus queridos.

Mas, agora surgiu algo bem mais interessante. Li, esses tempos, sobre o projeto “capsula mundi”. Um italiano bolou uma cápsula orgânica e biodegradável projetada para transformar um corpo em decomposição em nutrientes para uma árvore. A ideia é de que o sujeito escolha a árvore em que deseja transformar seus restos mortais.

Sina-sina ou araucária?
Gostei da ideia. Se a moda pegar, fico na dúvida se opto por ser uma modesta sina-sina, arbusto humilde que povoou o cenário de minha infância, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, ou uma majestosa araucária, tão abundantes foram elas no lugar, então ainda rico em matas, em que passei parte de minha juventude, na Serra Gaúcha.

O que, decididamente, não quero – e tenho repetido com insistência isso a meus familiares - é que meu corpo se decomponha na fria tumba de um cemitério. Não vejo nada de sagrado nisso. Se existe algo de “sacro” na vida, é a própria vida, que transcende à morte e nos perpetua como seres inteligentes da natureza que integramos.

(Coluna publicada nas edições de dezembro/2015, dos jornais OPINIÃO, do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre, e ABERTURA, do Instituto Cultural Kardecista de Santos)

por Milton Rubens Medran Moreira
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