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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Casamento e Divórcio

Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.

A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.

Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas.

Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.

Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.

Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa.

Sogro e sogra, cunhados e tutores consangüíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício.

O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito.

Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas.

Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.

Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam.

Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.

VIEIRA, Waldo. Sol nas Almas. Pelo Espírito André Luiz. CEC. Capítulo 10.
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sábado, 8 de julho de 2017

O abraço


Estudos têm revelado que a necessidade de ser tocado é inata no homem. O contato nos deixa mais confortáveis e em paz.

O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas, disse: O abraço é o melhor tratamento para a depressão.
Objetivamente, ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado.
Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que você se sinta mais jovem e mais vibrante.
No lar, um abraço todos os dias reforçará os relacionamentos e reduzirá significativamente os atritos.

Helen Colton reforça este pensamento: Quando a pessoa é tocada, a quantidade de hemoglobina no sangue aumenta significativamente. Hemoglobina é a parte do sangue que leva o suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro.
O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo, no caso de alguma enfermidade.
É interessante notar que reservamos nossos abraços para ocasiões de grande alegria, tragédias ou catástrofes.
Refugiamo-nos na segurança dos abraços alheios depois de terremotos, enchentes e acidentes.
Homens, que jamais fariam isso em outras ocasiões, se abraçam e se acariciam com entusiasmado afeto, depois de vencerem um jogo ou de realizarem um importante feito atlético.

Membros de uma família, reunidos em um enterro, encontram consolo e ternura uns nos braços dos outros, embora não tenham o hábito dessas demonstrações de afeição.
O abraço é um ato de encontro de si mesmo e do outro. Para abraçar é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro.
Por isso, é fácil abraçar uma pessoa estimada e querida. Mas se torna difícil abraçar um estranho.
Sentimos dificuldade em abraçar um mendigo ou um desconhecido. E cada pessoa acaba por descobrir, em sua capacidade de abraçar, seu nível de humanização, seu grau de evolução afetiva.

É natural no ser humano o desejo de demonstrar afeição. Contudo, por alguma razão misteriosa, ligamos ternura com sentimentalidade, fraqueza e vulnerabilidade. Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem.
O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e de ter valor.
É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. É saudável para quem dá e quem recebe.

Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho?

Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais?
Quando você encontra um amigo, costuma cumprimentá-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal?
A emoção do abraço tem uma qualidade especial. Experimente abraçar mais.
Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva.

Que tal experimentar a terapia do abraço?

Redação do Momento Espírita, a partir de adaptação do texto
A importância do abraço, do Prof. Jorge Luiz Brand e Rolando
Toro Araneda, Biodança, coletânea de textos.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.
Em 05.12.2011.
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A importância de nossas palavras


Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos” (Mateus 5:33).

Nos últimos poucos versos de Mateus 5, Jesus vem explicando sobre a profundidade e extensão dos Dez Mandamentos. Nos versos 21 a 26, Ele destaca o sexto mandamento (“Não matarás”), e nos versos 27 a 32 discute as implicações do sétimo mandamento (“Não adulterarás”). Agora, nos versos 33 a 37, Jesus Se concentra no nono mandamento (“Não dirás falso testemunho”) e no terceiro (“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”). Estamos tendo uma exposição sobre aspectos do significado da lei pelo próprio Doador da Lei.

À primeira vista, o mandamento de Jesus contra juramentos parece ser de menor importância e de menos relevância do que todos os Seus mandamentos. Afinal, como comparar um juramento com o ato de tirar uma vida ou ser infiel no casamento?

Mas pense mais uma vez! Nossas palavras estão no centro de tudo o que fazemos como seres humanos. São a base dos negócios, das relações familiares, do governo e das relações internacionais. Quando as palavras não são honestas, tudo o mais começa a desmoronar. Quando um esposo não pode confiar na esposa, quando a mãe não pode confiar em seus filhos, como pode a família funcionar de maneira eficiente?

E que dizer do mundo em geral? Quando os sócios de uma empresa comercial mentem um ao outro, seu negócio está em perigo. Da mesma forma, os clientes precisam ser capazes de confiar que os profissionais falam sempre a verdade.

Sem dúvida, um dos maiores problemas de nosso mundo é que falar a verdade se tornou uma virtude muito rara. E os efeitos dessa raridade são evidentes demais em famílias desfeitas, na abundância de tribunais e na desconfiança internacional. Vivemos em um mundo de pecado, e a raiz de muitos deles é fruto da desonestidade. O pai da mentira teve muito êxito.

Mas, como cristãos, queremos fazer parte da solução e não do problema. Ajuda-nos neste dia, querido Pai, a renovarmos nosso compromisso com a importância da palavra verdadeira.

fonte
por Amilton Menezes
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