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sábado, 9 de dezembro de 2017

O berço de Jesus


Ao se estudar as origens de alguns símbolos do Natal, referimo-nos a Francisco de Assis como o criador do presépio.

Antes dele, o presépio fazia parte dos hábitos da época de festas natalinas nas catedrais romanas e em outras localidades.

Contudo, o pobrezinho de Assis fez algo muito especial naquele dezembro de 1223.

Ele foi a um lugar de retiro, distante cinquenta quilômetros de Assis, perto de Greccio. Ali se hospedou com alguns frades.

Pedindo o auxílio de um nobre da cidade, preparou um significativo memorial de Natal.

Reportando-se ao Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, que narra o nascimento de Jesus em uma manjedoura e a um versículo do Velho Testamento, que se refere a que o boi conhece seu dono, e o jumento conhece a manjedoura de seu patrão, ele idealizou a cena.

Pediu que fossem trazidos animais e os amarrou próximos a um casal local com seu filhinho. Eles representavam José, Maria e o Menino Jesus.

Como os Evangelhos se referem a magos e pastores, Francisco pediu a alguns frades que os representassem.

E, assim, naquela véspera de Natal do ano de 1223, Greccio se tornou uma nova Belém.

A pregação de Francisco, na noite iluminada por velas e tochas, foi sobre a humildade e a pobreza de Jesus.

Ao contrário da tônica severa das pregações medievais, ele falou da doçura de Jesus.

Era a mensagem de que Ele se oferece para nascer no coração de cada homem, a cada dia.

Era a grande evocação ao nascimento do Ser mais perfeito que a Terra já conheceu.

Jesus não era o remoto fundador de uma grande religião. Ele viera para lecionar o amor, amando aos Seus irmãos, vivendo com eles, sofrendo-os e auxiliando-os.

Trazia Francisco, com aquela dramatização, a mensagem de uma nova forma de oração que se concentrava no nascimento de Jesus, Sua vida e Sua morte.

Findo o culto religioso da noite, Francisco ajudou o nobre a servir um banquete a todos os convidados. Para os animais, uma porção dupla de feno e aveia. Para os pássaros, do lado de fora, grãos foram lançados.

O amor de Jesus, personificado no Seu arauto de Assis, não esquecia criatura alguma. Todos eram irmãos. Todos criaturas de Deus, modeladas pelo amor do Pai.

Aquela comemoração, para Francisco, não era uma peça sentimental de teatro, mas a representação simbólica de algo que pode e deve ocorrer todos os dias: o nascimento de Jesus nos corações daqueles que o desejarem.

Ele trouxe o acontecimento do passado para o presente. Usou pessoas comuns em lugares comuns, com suas próprias roupas, para a dramatização.

Tudo isso para dizer que Jesus não era uma personalidade distante, nascida em um local distante. Era o amor presente na vida de cada um dos seres para os quais Ele viera.

Foi a partir dessa noite que a tradição do berço de Natal, da manjedoura, passou a ser uma das imagens religiosas mais conhecidas em todo o mundo, sendo reproduzida em telas, esculturas, impressa ou gravada, sempre com talento e emotividade.

Pensemos nisso e ofertemos o nosso coração a Jesus como a manjedoura mais doce e mais terna para o Seu nascimento em nós.

Porque... é Natal outra vez!

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Quatorze (1223 – 1224), do livro Francisco de Assis, o santo relutante, de Donald Spoto, ed. Objetiva. Em 8.12.2017.
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sábado, 12 de agosto de 2017

Evangelho do dia



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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Evangelho do dia



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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Evangelho do dia



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domingo, 6 de agosto de 2017

Evangelho do dia



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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Leia a palavra inteira



“Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do maligno (Mateus 5:37, NVI).

Como devemos ler os mandamentos de Jesus a respeito dos juramentos? Devemos ler o texto literalmente pelo que, à primeira vista, parece dizer? Ou devemos interpretá-los à luz do Novo Testamento inteiro?

Essa pergunta é importante por duas razões. Primeiro, porque a muitos de nós será pedido, mais cedo ou mais tarde, que juremos dizer a verdade num tribunal de justiça, e muitos de nós já confirmamos os votos matrimoniais. Por isso, estamos lidando com algo bem prático em nossa vida diária.
A segunda implicação também é bastante prática. Tem a ver com a maneira como lemos as Escrituras. A lição que aprendemos da leitura de Mateus 5:33-37, bem como da sugestão de arrancar o olho no verso 29 do mesmo capítulo, é que a leitura absolutamente literal não concorda com o desígnio de Jesus.

O significado totalmente literal dos ensinos de Jesus acerca do juramento é que nunca devemos jurar. Muitos grupos religiosos adotam essa posição.

Mas essa interpretação literal não é apoiada pelo restante do Novo Testamento. “O próprio Jesus em Seu julgamento… não Se recusou a testificar sob juramento” (Ver Mt 26:63 e 64). “Houvesse Cristo no Sermão do Monte condenado o juramento judicial, em Seu julgamento haveria reprovado o sumo sacerdote, reforçando assim, para benefício de Seus seguidores, Seus próprios ensinos” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 67).

Jesus não Se opôs ao juramento governamental, pelo contrário, notamos que os apóstolos fizeram juramento, e o próprio Deus jurou por Si mesmo, “visto que não tinha ninguém superior por quem jurar”.

A vida cristã é muito mais complexa do que simplesmente pegarmos uma prova de pré-impressão e a considerarmos como se fosse tudo o que Deus tivesse a dizer sobre o assunto. É preciso que tenhamos uma percepção equilibrada dos ensinos da Bíblia sobre determinado assunto, para que realmente compreendamos a vontade de Deus.
Ajuda-nos, Senhor, a nos tornarmos melhores estudantes da Tua Palavra, e intérpretes mais exatos da Tua vontade.

por Amilton Menezes
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Juramento farisaico (II)


Todo aquele que pratica o pecado transgride a lei; de fato, o pecado é a transgressão da lei (I João 3:4, NVI).
“O pecado é a transgressão da lei”. Mas o que é a lei?

Os escribas e fariseus, no capítulo 5 de Mateus, nos diriam que lei se refere às palavras exteriores da lei, e que pecado é praticar atos ou manter uma conduta que transgrida a lei.

Essa é exatamente a interpretação que Jesus está condenando em Mateus 5. Para Jesus (ver Mt 22:35-40) e para Paulo (ver Rm 13:8- 10 e Gl 5:14), a essência da lei não é tanto a exposição específica dos Dez Mandamentos, mas o imperativo moral para amar a Deus e aos nossos semelhantes.

Isso significa que tudo que é destituído de amor é pecado. Quer dizer que esquivar-se da verdade por meio de um juramento é pecado. A segunda parte da divina lei de amor abrange muito mais do que os legalistas antigos ou modernos são capazes de compreender. Ela abrange nossa vida inteira.
Mas a mente farisaica fica satisfeita enquanto puder persuadir a si mesma de estar guardando a letra da lei. Por exemplo: enquanto a pessoa não for culpada de adultério físico, do próprio divórcio em si, ou de homicídio físico, ela acredita que está no caminho certo.

A mente farisaica interpreta o significado da lei de tal modo e a define de forma tão legalística que se sente livre para fazer muitas coisas que contradizem totalmente o espírito da lei de amor, e ainda as- sim permanece sem culpa.

A mente dos fariseus mantém a seguinte posição: “Praticar um ato proibido é pecado, mas enquanto eu não estiver praticando o específico ato em si, tudo está bem”. Assim, algumas pessoas franzem a testa ao ver outros usando uma aliança de casamento ou alguma joia, ao passo que acham perfeitamente correto viver em uma casa ostentosa ou possuir um carro do último modelo. Elas definem o que é ser “mundano”, de tal forma que ficam satisfeitas em sua justiça própria. A mentalidade do fariseu torna o pecado trivial e o acomoda dentro de limites seguros.
Jesus condena terminantemente todas essas atitudes. Tais pessoas perdem a noção do que é cristianismo.

por Amilton Menezes
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sábado, 8 de julho de 2017

A importância de nossas palavras


Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos” (Mateus 5:33).

Nos últimos poucos versos de Mateus 5, Jesus vem explicando sobre a profundidade e extensão dos Dez Mandamentos. Nos versos 21 a 26, Ele destaca o sexto mandamento (“Não matarás”), e nos versos 27 a 32 discute as implicações do sétimo mandamento (“Não adulterarás”). Agora, nos versos 33 a 37, Jesus Se concentra no nono mandamento (“Não dirás falso testemunho”) e no terceiro (“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”). Estamos tendo uma exposição sobre aspectos do significado da lei pelo próprio Doador da Lei.

À primeira vista, o mandamento de Jesus contra juramentos parece ser de menor importância e de menos relevância do que todos os Seus mandamentos. Afinal, como comparar um juramento com o ato de tirar uma vida ou ser infiel no casamento?

Mas pense mais uma vez! Nossas palavras estão no centro de tudo o que fazemos como seres humanos. São a base dos negócios, das relações familiares, do governo e das relações internacionais. Quando as palavras não são honestas, tudo o mais começa a desmoronar. Quando um esposo não pode confiar na esposa, quando a mãe não pode confiar em seus filhos, como pode a família funcionar de maneira eficiente?

E que dizer do mundo em geral? Quando os sócios de uma empresa comercial mentem um ao outro, seu negócio está em perigo. Da mesma forma, os clientes precisam ser capazes de confiar que os profissionais falam sempre a verdade.

Sem dúvida, um dos maiores problemas de nosso mundo é que falar a verdade se tornou uma virtude muito rara. E os efeitos dessa raridade são evidentes demais em famílias desfeitas, na abundância de tribunais e na desconfiança internacional. Vivemos em um mundo de pecado, e a raiz de muitos deles é fruto da desonestidade. O pai da mentira teve muito êxito.

Mas, como cristãos, queremos fazer parte da solução e não do problema. Ajuda-nos neste dia, querido Pai, a renovarmos nosso compromisso com a importância da palavra verdadeira.

fonte
por Amilton Menezes
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Divórcio é assunto sério


Perguntaram eles: ‘Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?’ Jesus respondeu: ‘Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério’” (Mateus 19:7-9, NVI).

As palavras de Jesus não deixam dúvida de que o divórcio é um ato que não corresponde ao ideal de Deus. Por isso, Jesus concorda com o Antigo Testamento, onde Deus disse: “Eu odeio o divórcio” (Ml 2:16, BLH). Todo cristão deve odiá-lo. Divórcio significa fracasso no cumprimento do ideal de Deus para duas pessoas.

Entretanto, acontecem divórcios neste mundo imperfeito, e acontecem também novos casamentos. O estigma do fracasso e a terrível realidade das famílias esfaceladas pesam tremendamente sobre a mente de muitas pessoas. A família é o bloco fundamental na edificação tanto da sociedade como da igreja. Temos todo o direito de nos entristecermos e até nos aborrecermos com o alto índice de divórcios na igreja.

O que deve ser feito? Tudo o que for possível, individualmente e como igreja, para conservar as famílias unidas. Seguramente precisamos dar apoio a famílias que estão enfrentando tempos difíceis. Muitos de nós necessitamos oferecer um coração amorável e um ouvido atento àqueles que lutam para manter seu casamento.

Mas o que dizer de maridos e esposas que fracassaram? Estão eles totalmente perdidos, especialmente se casarem com outra pessoa? Não, se cremos no Novo Testamento.
Assim como os mexeriqueiros e aqueles que se orgulham de sua espiritualidade, os que sofrem por causa de casamentos desfeitos são conduzidos de volta às bem-aventuranças da pobreza de espírito, do choro, da humildade e da fome e sede de justiça. Esses serão fartos.

De fato, as pessoas divorciadas têm talvez maior probabilidade de voltarem-se às bem-aventuranças e à cruz do que os mexeriqueiros e espiritualmente orgulhosos, porque as faltas e pecados do divorciado estão mais expostos e têm menos possibilidade de serem encobertos pela religiosidade do que os dos outros grupos, que podem não sentir sua necessidade. Todos, porém, precisam da purificação.

por Amilton Menezes
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domingo, 2 de julho de 2017

A solução do evangelho


“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1:16 e 17).

Houve um tremendo clarão no horizonte. A princípio não pude compreender do que se tratava. Mas quando vi uma quantidade enorme de terra sendo lançada ao ar, em poucos momentos pude ouvir e sentir a força da explosão à medida que o som seguiu a luz e me alcançou a uma distância de 25 a 30 quilômetros da explosão. Só então compreendi que testemunhara uma poderosa explosão de dinamite. Enquanto continuei olhando através do limpo ar do deserto, pude ver que a explosão mudara a aparência de uma montanha.

Deus quer usar dinamite para mudar nossa vida. Há poucos dias consideramos a cirurgia para o problema do pecado, conforme é descrito em Mateus 5:29 e 30. Pudemos notar seus pontos fracos. A solução que Deus oferece é muito mais radical do que uma cirurgia. É poder sobrenatural.
O texto de hoje nos diz que o evangelho (boas novas) “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Essa palavra “poder” me fascina porque, em grego, ela tem a mesma raiz da palavra dinamite.

Paulo está dizendo que o evangelho funciona como dinamite em nossa vida quando permitimos a entrada de Deus, quando Lhe damos autorização para reformar nossa vida, tornando-a semelhante à de Jesus.

Deus não entra e simplesmente poda este ou aquele problema. Não, Ele está interessado em chegar à raiz do problema, destruí-lo com uma explosão e então recriar nossa vida, tornando-a muito mais bela.

Essa é realmente uma boa nova. A verdade é que a solução de Deus para o problema do pecado não só oferece perdão, mas também a possibilidade de uma nova vida nEle.

Você já permitiu que a dinamite de Deus opere em sua vida? Ou teme as mudanças que Ele poderá fazer, se você permitir que o Seu poder assuma o controle?

por Amilton Menezes
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sábado, 1 de julho de 2017

O melhor caminho


“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10).

O orgulho humano sussurra em nossos ouvidos que somos capazes de solucionar nossos próprios problemas, se tão-somente nos esforçarmos o suficiente. Lembro-me de quando me tornei adventista, com a idade de 19 anos. Olhei ao meu redor na igreja e cheguei a uma conclusão: Que confusão!

Eu acreditava que sabia qual era o problema. Os adventistas e outros cristãos simplesmente não se esforçavam o suficiente. Caso se empenhassem com maior esforço, certamente venceriam e se tornariam per- feitos. Foi nessa altura da minha vida que fiz um voto de ser o primeiro cristão perfeito, depois de Jesus. Em minha mente, não havia dúvida alguma quanto ao sucesso. À semelhança de Martinho Lutero e outros monges medievais, me propus a derrotar o dragão do pecado por meio de minha conduta e de esforços próprios. E tentei, com todo o coração.

Menos de uma década depois, porém, desisti sentindo-me total- mente fracassado. Seguiram-se anos de desânimo e apostasia de tudo o que eu sabia ser a verdade. Só mais tarde é que encontrei o Jesus do Calvário. Eu fora adventista, mas não conhecia a Jesus. Por isso, tive que me arrepender de minha autossuficiência; tive que me arrepender de procurar a salvação pelo método dos fariseus.
A essa altura, compreendi que o único caminho para a vitória sobre o pecado é sujeitar minha vontade a Deus e aceitar a vontade dEle e Seus caminhos em minha vida. Esse caminho é o caminho da cruz.

A cruz é a resposta de Deus para o problema do pecado. Se os seres humanos pudessem vencer o pecado pelas próprias forças, não ha- veria razão para Jesus vir a este mundo; não haveria razão alguma para a Sua morte na cruz.

Aqueles que não reconhecem a profundidade e a magnitude do problema do pecado ainda procuram salvar-se por meio de esforços pessoais. Como Paulo, Martinho Lutero e uma multidão de outras pessoas, porém, mais cedo ou mais tarde se depararão face a face com o fracasso. Só então serão capazes de verdadeiramente se arrepender (abandonar sua autossuficiência) e voltar-se a Deus de modo submisso.

por Amilton Menezes
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terça-feira, 27 de junho de 2017

Levando o pecado à funerária


“Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Romanos 8:13).

“Eu não posso”, disse certo líder cristão da antiguidade, “evitar que um passarinho sobrevoe minha cabeça. Mas certamente posso evitar que ele faça ninho no meu cabelo ou que dê uma bicada no meu nariz”.

Jesus está dizendo em Mateus 5 que precisamos levar a sério a questão do pecado. Isso quer dizer, em parte, que os cristãos precisam parar de brincar com a tentação e o pecado. Se não o fizermos, ele acabará nos matando. A sutileza do pecado faz com que pensamentos ilícitos e prazeres carnais pareçam o modo normal de vida. Mas, como a proverbial serpente venenosa na grama, o caminho do pecado é o caminho da morte.

O caminho que a Bíblia aponta é não deixar que o pecado nos seduza e leve à destruição, mas mortificá-lo, levá-lo à funerária. De acordo com o texto de hoje, Deus dá Seu Santo Espírito para ajudar-nos nessa guerra. Não somos deixados a lutar em nossa própria força. Pelo contrário, devemos “mortificar os feitos do corpo” através do Espírito. Precisamos implorar o poder do Espírito a cada passo do caminho.

Mas como pode o Espírito ajudar-nos? Uma coisa é certa, precisamos de Sua ajuda, para que possamos evitar nutrir a carne (nossa natureza pecaminosa). “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo”, ordena Paulo, “e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.” (Rm 13:14, NVI). Existe uma chama ardente dentro de cada um de nós. É loucura aproximar a chama de mais combustível. Precisamos permanecer longe dessas situações, programas, livros e pessoas que fazem com que a chama do pecado ganhe nova força. Devemos arrancar e cortar certas coisas de nossa vida.

Precisamos, porém, ser cuidadosos aqui, pois é fácil nos tornarmos confiantes demais em nossas habilidades. É necessário estar em constante oração durante o dia todo, para que não procuremos lutar contra o inimigo em nossa própria força. Fazer isso seria garantir a derrota. Unicamente através do poder de Deus é que podemos mortificar o pecado em nossa vida.

por Amilton Menezes
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Como lidar com o problema do pecado


“Se alguém pensa que tem razões para confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, do povo de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, se comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Filipenses 3:4-8, NVI).

Algumas pessoas, como Paulo antes de sua conversão, acham que o esforço humano é o caminho para a salvação. O que se pode dizer dos fariseus do tempo de Paulo e de todas as outras gerações é que eles são tremendamente sinceros em procurar corrigir o seu problema com o pecado, a fim de estar bem com Deus.

Considere Martinho Lutero (1483-1546), por exemplo. Antes de aprender sobre a justificação pela fé, no livro de Romanos, como monge agostiniano ele passou noites inteiras afligindo o próprio corpo em penitência. Procurou limpar como que com uma draga todo pecado que algum dia fora tentado a cometer. Mas era um processo sem-fim. Mal acabara de pensar que completara a tarefa, e tinha que se arrepender da tentação de orgulhar-se de sua realização. Lutero buscou incessantemente obter paz de espírito, mas jamais conseguiu isso por meio do seu ascetismo.

Um caso semelhante é o de Anthony (aproximadamente 251-356 d.C.), que jejuava, não dormia e torturava seu corpo. Durante 20 anos viveu no deserto em “constante batalha contra o diabo”. No entanto, ao final de sua vigília, Anthony não estava mais perto da vitória do que no princípio.

Paulo nos advertiu contra a inutilidade de tal tentativa para alcançar santidade. Paulo, o rígido e austero fariseu, finalmente conseguiu vitória e paz por meio da aceitação do sacrifício de Jesus no Calvário. Não é de admirar que Paulo considerasse sem valor tudo o que anteriormente entesourava, uma vez que aceitou a Cristo como seu Salvador pessoal. Paulo finalmente encontrou o que Lutero, Anthony e todos nós estamos procurando. Jesus nos diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. … Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt 11:28-30).

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Aprender a discernir


“Se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; se procurar a sabedoria como se procura a prata e busca-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:3-5).

Discernimento é algo que podemos esperar à medida que nos aproximamos de Deus. Ele permite que penetremos na superfície de algo e percebamos suas áreas profundas. As coisas nem sempre são como parecem ser, portanto o discernimento é uma coisa valiosa. Se tivermos uma mente e um coração cheios de discernimento, evitaremos muitos problemas. Eu os encorajo a orar por discernimento regularmente.

Se tomarmos as nossas decisões de acordo com a aparência das coisas, de acordo com o que pensamos ou com o que sentimos, tomaremos muitas decisões erradas. Uma coisa pode parecer ser boa, mas lá no fundo você sente que precisa tomar cuidado e não ir em frente com aquilo. Se isso acontecer, você precisa esperar e orar um pouco mais, pedindo a Deus que o direcione pelo Seu Espírito, dando-lhe discernimento no seu espírito. Nunca faça nada se você não sentir paz e respeito ou senão parecer correto no seu espírito.

O versículo de hoje nos encoraja a entender o temor do Senhor. Tomar cuidado para não ir contra o que você sente no seu coração é praticar o temor do Senhor, é demonstrar reverência pelo que você acredita que Ele está lhe mostrando embora a sua mente possa não entender absolutamente nada. Aprender a ser guiado pelo Espírito é aprender a desenvolver e respeitar a maneira como Deus costuma falar, que é através do discernimento, por isso continue orando e se exercitando nesta área.

Por Amilton Menezes
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A fé que agrada a Deus


“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam” (Hebreus 11:6).

Muitas vezes nós duvidamos. As razões são muitas, pode ser por timidez, desconfiança, relutância em acreditar no impossível ou o simples medo de ser ferido novamente, entre tantas outras.

A maioria de nós é assim, concorda? Em nosso mundo de orçamentos, projetos de longo prazo e computadores, não achamos difícil confiar que Deus de fato se preocupa conosco e vai agir contra o que acreditamos ser o mais provável? A maioria de nós não tende a analisar a vida com sobrancelhas franzidas e caminhar a passos cautelosos? Para nós, é difícil imaginar que Deus possa nos surpreender. Abrir um pequeno espaço para as boas dádivas que podem ser concedidas do alto, hoje… Bem, essa não é uma ideia muito saudável.

Não é que não acreditemos no poder de Deus, mas temos um mecanismo de defesa que nos faz manter baixo o nível de expectativa, para evitar frustrações, decepções e sofrimento.
O Senhor, porém, quer que tenhamos fé elevada. Uma fé que nos leve a apostar alto. Não tenha medo de confiar em Deus.

Ore comigo: “Pai, ajuda-me a crer em Ti sem medo de ser ferido. Que minha confiança em Teus milagres seja plena e inabalável, para além das inseguranças. Em nome de Jesus, amém!

por Amilton Menezes
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sábado, 17 de junho de 2017

Preserve a fé


“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (II Timóteo 4:7).

Essas extraordinárias palavras de Paulo ganham maior sentido quando consideramos o contexto delas. Ele escreve em circunstâncias extremamente desfavoráveis. Em Roma, em seu último encarceramento, falta-lhe o mínimo conforto. O clima da execução paira no ar. No “corredor da morte”, ele examina sua trajetória desde seu chamado por Cristo e imortaliza seu testemunho final. As palavras são sublimes: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé”. Nada de incerto. Nenhuma dúvida. Nenhum desânimo ou ressentimento.

Observe ainda: “Demas […] me abandonou” (v. 10); “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males”. E, falando da igreja em Roma, ele observa: “Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (v. 16). Demas é mencionado em duas outras cartas (Cl 4:14 e Fm 24), indicado como um cobreiro, alguém do círculo íntimo do apóstolo, mas que deserta, “amando o presente século”. Alexandre é mencionado noutro texto (1Tm 1:20). Um membro da igreja blasfemador, que “lhe causou grandes males”. Talvez tenha apresentado acusações contra o apóstolo perante o império, precipitando sua condenação. Pior ainda, dos irmãos de Roma, ninguém o assistiu. Na carta aos Romanos, no capítulo 16, 30 pessoas e seus familiares são mencionados por nome. Mas todas o abandonaram!

Paulo está escrevendo a um amigo, Timóteo, e faz referência a outro cobreiro, Marcos, indicando que Lucas permanecera ao seu lado (2Tm 4:11). O que Paulo está dizendo? Que você pode preservar a fé apesar daqueles que o desapontam. Apesar dos Demas, dos Alexandres e dos indiferentes. Paulo ainda está afirmando outra coisa: você pode manter a fé em comunhão com os Timóteos, os Marcos e os Lucas da igreja. Você há os viu em sua igreja?

Finalmente, observe os versos 17 e 18: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças […]. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o Seu reino celestial”. Você pode preservar a fé, apesar daqueles que o desapontam. Mantenha-se em associação com aqueles que não o decepcionam. Acima de tudo, você pode preservar a fé por causa do Senhor Jesus Cristo. Sua graça o assistirá. Sua presença infalível o acompanhará. Ele derramará Seu poder sobre você e o protegerá até a entrada final em Seu reino.

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Como Deus nos avalia


“Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão” (Lucas 19:9).

Essas palavras foram ditas a Zaqueu, o publicano. Mas, aos olhos dos perplexos habitantes de Jericó, Jesus estava dando atenção a um homem que não merecia nada senão desprezo. Era como jogar pérolas aos porcos. O gesto de Cristo, entretanto, foi uma mostra de como Deus nos trata.

Um beduíno caminhava sedento pelo deserto. De acordo com a lenda, ele avistou, ao longe, uma fonte d`água, e correu em sua direção. E permaneceu ali até matar a sede. Parecia que jamais havia tomado água tão cristalina e preciosa. Naquele instante, lembrou-se de seu rei e imaginou que este ficaria feliz se pudesse experimentar um pouco daquela água. Encheu seu velho cantil e voltou para sua terra. Sem demora, dirigiu-se ao palácio real. Mas o beduíno não estava ciente de que o pobre estado do cantil de couro dera à água um sabor rançoso. Indo à presença do soberano, ofereceu-lhe a água, exaltando suas qualidades. O rei tomou do cantil e dele bebeu na presença de seus conselheiros. E confirmou a preciosidade da água.

Feliz da vida, o beduíno retornou a sua casa. Impressionados com a atitude do rei, seus conselheiros manifestaram o desejo de experimentar a água. Esta, porém, tinha um gosto horrível. Então, quiseram saber como o rei achara boa aquela água. E ouviram a seguinte explicação: “O que experimentei, e achei maravilhoso, não foi a água, mas sim o amor do súdito”.

Jesus deu atenção a Zaqueu, mas não por causa de sua riqueza. Além do mais, o publicano não tinha boa reputação. O Mestre, contudo, achou precioso o amor que estava brotando naquele coração outrora egoísta. “Zaqueu ficou abismado, num deslumbramento, e silencioso em face do amor e da condescendência de Cristo em rebaixar-Se até ele, tão indigno. Então o amor e a lealdade para com o Mestre que acabava de achar, lhe descerraram os lábios. Resolveu fazer pública sua confissão e arrependimento” (DTN, p. 554).

Não há nada em nosso caráter que nos recomende a Deus. Nossa justiça é comparada a trapos imundos e repelentes. Deus, no entanto, não olha para os nossos defeitos, mas para nossa resposta de amor, que é muito preciosa à Sua vista. Maria Madalena, quando ungiu os pés de Jesus, estava dizendo que O amava profundamente. Não foi o precioso perfume que cativou o Mestre, mas o amor que havia brotado num coração que, outrora fora habitado por demônios.

por Amilton Menezes
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Toda dor é resultado de pecado?

“Seus discípulos lhe perguntaram: Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?” (João 9.2)

“Alguém pecou, para que este homem nascesse cego!” Esta era a certeza que fundamentava a pergunta dos discípulos. A questão era apenas “quem?”. Ele mesmo ou seus pais? Ainda hoje há, em muitas comunidades de fé, uma crença estabelecida de que todo problema, dor, enfermidade ou perda é uma punição divina contra o pecado humano. Essa crença gera uma outra: a de que, se forem seguidas certas regras e algumas precauções forem tomadas, tudo ficará bem e estaremos livres de problemas. É a lei da semeadura e da colheita! De certa forma, há uma busca por uma vida previsível, controlável. Mas não é assim a vida, graças a Deus.

Sem dúvida que, de alguma forma, todo problema, dor, enfermidade ou perda, decorre do pecado, mas não no simplismo da relação de causa e efeito: se estou sofrendo é porque pequei! Somos pecadores e o nosso mundo está afetado pelo pecado de todos nós. Isso torna a vida perigosa! Deus não nos entregou um mundo desequilibrado e nem nos criou para o sofrimento. A morte, em última análise, e todos os males que possam antecedê-la, tem sua causa no pecado (Rm 5.12). Dessa forma, de maneira geral, é sim o pecado que alimenta o desequilíbrio, a injustiça e todo mal que há nessa terra. Mas pecado num sentido muito mais amplo: pecado com um desalinhamento humano com a vontade divina.

Graças a Deus, apesar do pecado que marca todos nós e define nossa vida aqui, sujeitando-a a limites e riscos, somos beneficiados diariamente pela misericórdia divina. A misericórdia é justamente o livramento que recebemos das dores que merecemos. Deus não está atuando na história para punir o ser humano. Não está à caça de pecadores para castigar. Suas misericórdias são a causa de não sermos consumidos. Ele nos enviou Jesus como prova disso: “…o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (Lc 9.55) A dor humana não é sinal da ira divina, mas um sintoma de que precisamos voltar para Deus. Esta é a cosmovisão promovida pelo Evangelho de Cristo. “Quem pecou: este homem ou seus pais?” Amanhã refletiremos sobre essa pergunta.

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sábado, 10 de junho de 2017

Removendo montanhas


TEMPO DE REFLETIR
Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível (Mateus 17:20).

Uma senhora tinha de subir e descer um monte todos os dias, a fim de buscar água. Era muito cansativo. Então, ao ler essas palavras de Jesus, acreditou que, através de fervorosa oração, poderia remover aquele monte e tornar sua vida mais fácil. Todos os dias ela orava e, pela manhã bem cedo, a primeira coisa que fazia era olhar pela janela para ver se o monte havia se mudado dali. Mas ele continuava firme, no mesmo lugar, e deve estar lá até hoje, a menos que tratores o tenham removido.
Quando Cristo falou sobre remoção de montanhas, talvez tenha apontado para o monte onde havia ocorrido a Transfiguração. Ele não estava sugerindo aos discípulos utilizar a oração para realizar trabalhos de terraplenagem, removendo montes de um lado para outro. Em Seu tempo, “os judeus apelidavam qualquer rabino que se destacasse por sua grande inteligência, intuição ou caráter, de removedor de montanhas. Provavelmente Jesus tinha essa ideia em mente, quando Se referiu ao poder de remover montanhas” (Champlin).

Vemos aqui, mais uma vez, o problema de se interpretar literalmente o que é figurado. Jesus estava falando dos grandes obstáculos que Seus discípulos encontrariam ao se envolverem na pregação do evangelho. Em outras palavras, o que Ele queria dizer era: “Se vocês tiverem fé suficiente, todas as dificuldades serão resolvidas, e mesmo a tarefa mais difícil será cumprida”. Fé em Deus é o instrumento que capacita as pessoas a remover os obstáculos que bloqueiam o caminho delas.

Os discípulos haviam fracassado na tentativa de curar o jovem lunático, que, na verdade, era endemoninhado. “Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino” (Mt 17:18). Então os discípulos perguntaram a Jesus por que não haviam conseguido expulsá-lo. E a resposta foi: “Por causa da pequenez da vossa fé”.

Os discípulos não tinham, em si mesmos, tal poder. Precisaram fracassar para aprender a não se gloriar na própria força.

Muitas pessoas têm religiosidade, mas não fé. A fé surge quando colocamos em prática o que cremos.
Qual é o tamanho da sua fé?

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O tempo de Deus é perfeito


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1)

Quando se trata de oração, pensamos sobre o tempo de resposta de Deus. Quando a resposta não é imediata, imaginamos, ansiosos, a razão. Eclesiastes, porém, nos diz: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu” (3:1). O tempo de Deus difere do nosso. Seus caminhos não são os nossos. Vivemos segundo o tempo terreno. Deus vê sob a perspectiva eterna. Viver num mundo cujo tempo é cronometrado e esperar pelo tempo de Deus é difícil.

Ainda que oremos e tenhamos fé, temos de lembrar que o resultado e o tempo estão nas mãos DE DEUS. Ele diz que há “tempo de curar” (Ec 3:3). Portanto, se você orou por cura e não a obteve, não se culpe nem tenha raiva de Deus. Ele às vezes permite males físicos para obter nossa atenção, a fim de poder conversar conosco. Então, continue a orar e não perca a esperança.

O mesmo se aplica quando oramos a Deus para que salve a vida de alguém. A Bíblia diz que há “tempo de morrer” (Ec 3:2). A decisão, porém, cabe a Deus, e não a nós. E devemos aceita-la. Podemos orar, mas ELE determina o resultado. Precisamos aceitar o que Deus faz sem ressentimentos contra Ele.

O tempo do Senhor é perfeito. Quando nos rendemos, nos sentimos livres. Ainda que você possa não entender exatamente o que Deus está fazendo, pode confiar: Ele está agindo.
Vamos orar? “Senhor, quero todas as respostas às minhas orações neste exato momento, mas Tu queres que eu seja paciente e que espere em Ti. Entrego a Ti as minhas preocupações e deixo o resultado nas Tuas mãos. Ajuda-me a descansar ciente de que o Teu tempo é perfeito e justo. Em nome de Jesus, amém!”

Texto: Escrito por Stormie Omartian
Música: Eclair, “Uma oração”
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