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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Os bons morrem cedo


Quando morre alguém, cuja reputação é de bondade e desprendimento, ouve-se muitos lamentos.

Frases como: Que pena, era tão bom!, somam-se a outras do tipo: Os bons vão primeiro. Os bons Deus deseja para si. Os maus, ficam por aqui mesmo.

Se morre um vizinho a quem estimamos, exclamamos: Por que ele? Antes fosse Fulano, que é tão perverso.

Quando uma personalidade, cujo conceito é de maldade, até crueldade, escapa de um perigo, de um atentado, logo falamos: Se fosse um homem de bem teria morrido.

Reflexionemos a respeito dessas nossas reações. Será possível que Deus se engane, em Suas deliberações?

Será verdadeiro que os bons morrem antes, permanecendo os maus para prosseguirem sua escalada de desatinos?

Basta uma breve observação e logo descobriremos que isso não é real. Se assim fosse, convenhamos, o mundo estaria bem pior.

Ademais, todos os dias morrem pessoas jovens, que se permitiram abraçar pela droga ou se acumpliciaram com a imprudência, desaparecendo em acidentes diversos.

Quantas vezes já ouvimos as notícias da morte de astros e estrelas, no auge da juventude, da madureza e da fama?

Ao lado deles morrem sim, todos os dias, seres anônimos, bons e maus.

Estudiosos, dedicados, arrimos de família ou simplesmente criaturas que nada contribuíram para a felicidade de quem quer que seja, antes pela infelicidade.

Em verdade, salvo os casos de suicídio direto ou indireto, ninguém morre antes do tempo programado.

Aquele que parte concluiu a sua tarefa, enquanto o que permanece, por vezes, mal a iniciou.

É coerente que o primeiro se liberte e o segundo prossiga na carne.

Se um prisioneiro cumpriu toda sua pena, justo que possa gozar da liberdade.

E para o Espírito, a verdadeira liberdade consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo.

Quando são pessoas do nosso convívio afetivo, normalmente as vemos como as melhores do mundo, sem defeito algum.

Por isso, quando se vão para o outro lado da vida, achamos que foram antes do tempo.

Entretanto, a justiça de Deus jamais falha e tudo está correto.

É assim que temos sempre entre nós Espíritos dedicados. Lembramos do médium mineiro Francisco Cândido Xavier.

Serviu a Humanidade, sendo o medianeiro dos Espíritos. Corações de pais, esposos, irmãos, amigos, namorados foram consolados pelas mensagens dos seus amores.

Mensagens vindas através das mãos da sua mediunidade.

Madre Teresa de Calcutá morreu aos oitenta e sete anos de idade. Desde a juventude dedicou-se aos pobres mais pobres, espalhando suas Casas de Caridade pelo mundo afora.

Como eles, outras tantas vidas envelhecem no mundo servindo ao semelhante.

Habituemo-nos a não censurar o que não podemos compreender. Muitas vezes, o que nos parece um mal é um bem.

E somente as nossas faculdades limitadas não nos permitem perceber.

* * *

Francisco Cândido Xavier psicografou mais de quatro centenas de livros. Esses livros, publicados e republicados, em vários idiomas, continuam consolando, esclarecendo, alevantando vidas.

Madre Teresa de Calcutá deixou um legado de amor, no mundo, com suas Casas de Caridade espalhadas por quase todos os países. Tiveram longos anos na Terra. Mensageiros de Deus, espalharam o bem que vivenciaram todos os dias.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, ed. FEP.
Em 2.11.2017.
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sexta-feira, 10 de março de 2017

Madre Tereza de Calcutá



"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz." Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento. Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.


Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.

O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.

Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o "Dia da Inspiração", Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: "Tenho sede!". A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.

Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.

No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor "embaixadora" em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.

Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.


Beata Teresa de Calcutá... Rogai por nós!

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Índia celebra centenário do nascimento de Madre Teresa





26 de agosto de 2010 • 07h02
Fonte: Terra

Freiras da ordem criada por Madre Teresa, as Missionárias da Caridade, rezam ao lado do seu túmulo no dia do seu centenário de seu nascimento, em ... Foto: AP
Freiras rezam ao lado do seu túmulo de Madre Teresa, em Calcutá
Foto: AP

Uma missa solene em Calcutá abriu nesta quinta-feira as homenagens ao centenário do nascimento de Madre Teresa, a "santa dos pobres" que dedicou a vida a ajudar os necessitados desta cidade superpovoada do leste da Índia.

A missa, presidida pelo cardeal Telesphore Placidus Toppo, foi celebrada na sede da congregação das Missionárias da Caridade, fundada por Madre Teresa em 1950.

Durante a missa, que teve a presença de mil pessoas, o cardeal leu uma mensagem do papa Bento XVI. Centenas de fiéis ficaram do lado de fora da capela por falta de espaço.

Ao fim da missa, as sucessoras de Madre Teresa, Sor Nirmala e a atual presidente da congregação, Sor Prema, soltaram pombas em sinal de paz e compaixão.

Nascida em Skopje (Macedônia) em 26 de agosto de 1910, Madre Teresa, cujo nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu, chegou como freira à Índia em 1929 e obteve a nacionalidade indiana em 1951.

Depois de uma vida dedicada aos pobres, enfermos e desabrigados dos bairros pobres de Calcutá a partir de 1948, Madre Teresa recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979. Ela faleceu em 1997 e foi beatificada por João Paulo II em 2003.