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domingo, 25 de março de 2018

Meditação guiada para limpeza energética - plenitude, energias positivas, corpo e alma



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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A meditação no combate à depressão


Apesar das técnicas de meditação serem ensinadas pelos orientais há séculos, estão sendo descobertas e utilizadas recentemente pelos ocidentais.

Humberto Pazian, autor do livro Meditação - Um Caminho para a Felicidade, relata em sua obra como os conceitos, técnicas e experiências na prática da meditação podem auxiliar as pessoas a se sentirem mais felizes e realizadas. “Se entendermos que uma perfeita interação entre corpo, mente e espírito, nos fará atingir a verdadeira felicidade e reconhecermos a meditação como um caminho para alcançá-la, só nos faltará um pouco de determinação para criarmos em nossas vidas uma pequena porta para que adentre a Grande Luz”, diz. Existem variados tipos e técnicas para meditarmos, como a meditação zen-budista, hindu etc. A seguir, Pazian esclarece alguns pontos básicos sobre meditação.

O que é meditação e seus principais benefícios?
Existem diversas explicações e sentidos, de acordo com cada escola ou organização de estudos. No meu modo de entender, gosto de dizer que meditar é “estar” com Deus e isso traz paz e harmonia.

Quanto tempo a pessoa necessita para praticar?
Apenas como exemplo, Jesus “estava com Deus” todo o tempo e a sua vida é conhecida de todos nós pela sua grandeza.
Como estamos ainda no início de nossa caminhada evolutiva, alguns minutos pela manhã e pela noite, diariamente, são um excelente começo.

Como a meditação pode ajudar no tratamento da depressão?
A depressão não acontece de um dia para o outro, pois é um processo lento que vai se alojando e desarmonizando nosso ser. A prática da meditação vai trazendo novamente a harmonia e a eliminação do estresse que existe nesses casos, além de servir também como método preventivo.

Existem técnicas certas para meditar?
É só começar a buscar a presença Divina em todo o momento possível e sem dúvida a maneira mais apropriada chegará até você.
Ensine um exercício simples que as pessoas possam praticar se estiverem se sentindo cansadas e desanimadas.

Se possível, a pessoa deve acordar um pouquinho mais cedo do que o habitual, procurar um cantinho sossegado e sentar-se calmamente. Esquecer de tudo; horários, obrigações, tristezas e alegrias e concentre-se na respiração; inspirando e expirando com tranquilidade. Observe seus pensamentos, mas não se fixe neles. Após um breve período pense em Deus, procurem senti-lo com todo o amor que haja em seu coração e se deixe levar por essa sensação indescritível.

Quais têm sido os benéficos relatados pelas pessoas que leram o livro e passaram a praticar?
São inúmeros casos que nos chegam de pessoas que mudaram suas vidas em vários sentidos após a prática regular da meditação. No meu caso, por exemplo, posso assegurar que para realizar o trabalho espiritual que entendo como minha tarefa, a meditação tem sido fundamental. Não sei se seria possível sem ela.

Como utilizar a prece aliada à meditação no auxílio ao combate à depressão?
Orar pedindo, acreditando na melhora, meditar com amor e fazer por merecer a cura buscando no Evangelho o caminho a seguir.

por ana maria teodoro massuci
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quinta-feira, 24 de março de 2016

É possível meditar caminhando


A técnica é difundida pelo mestre zen-budista Thich Nhat Hanh.

Esqueça as almofadinhas e as pernas cruzadas. Segundo o mestre zen-budista vietnamita, Thich Nhat Hanh, é possível meditar caminhando. Para isso, basta se concentrar nas passadas e na respiração.

Thich sugere que ao caminhar, a concentração fique focada nos pés que tocam o chão. Ele sugere que, antes de chegar ao trabalho, a atenção deve ser voltada para a respiração e os passos devem ser lentos. O resultado é proporcionar tranquilidade para começar um dia de trabalho.

O mestre budista aconselha também a prática acompanhado de amigos, de preferência num belo local. Evitar pensar nos problemas do dia a dia também ajuda a obter o resultado esperado. Segundo Thich, a execução da meditação caminhando traz foco e permite o observador a reparar os detalhes que o cercam.

fonte:fibromialgia.com.br
imagem:www.24horasnews.com.br
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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Benefícios da Meditação - Texto sobre Sabedoria Budista


Assim, não espere que, após dois ou três dias de meditação, você será capaz de andar sobre a água ou voar no alto de prédios. 

É mais provável que a primeira mudança observada seja um nível maior de abertura, confiança e auto-sinceridade e uma habilidade de reconhecer os pensamentos e motivações das pessoas a seu redor com mais rapidez do que antes. E isso não é pouco: é o começo da sabedoria.

Se continuar praticando, todas as qualidades maravilhosas de sua verdadeira natureza gradualmente se revelarão. Você reconhecerá que a natureza essencial não pode ser prejudicada ou destruída.

Você aprenderá a “ler” os pensamentos e as motivações dos outros antes deles mesmos. Você será capaz de olhar mais claramente para o futuro e ver as consequências das próprias ações e as ações das pessoas ao seu redor.

E, talvez o mais importante de tudo, você perceberá que, apesar de seus próprios medos, não importa o que aconteça com seu corpo físico, sua verdadeira natureza é essencialmente indestrutível.

Yongey Mingyur Rinpoche, em “A Alegria de Viver”.


fonte:http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show
por: Evelise Alvarez de Aguião
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MEDITAÇÃO



A meditação é uma transformação de todo o seu ser. Você não é mais parte da multidão, não é mais um parafuso na máquina. Você tomou a responsabilidade sobre os próprios ombros, tornou-se um indivíduo livre.
 
A meditação começa por levá-lo além do tempo, porque ela vai levá-lo também além da morte.
 
Você ficará surpreso em saber que em sânscrito há apenas uma palavra para morte. A palavra é KAL. KAL significa também amanhã, amanhã haverá apenas a morte e nada mais; a vida é hoje.À medida que você se torna mais tranqüilo,  verá que as suas tensões são o seu peso. Quando as tensões não existem mais, você se torna leve, sem peso. E a consciência, que é a sua realidade, não tem limitação de tempo e espaço. Seu corpo cresce da infância para a juventude, para a velhice e para a morte.
 
Estas mudanças estão acontecendo apenas ao corpo. São uma troca de mobília da casa, ou uma nova pintura, ou uma nova fachada, mas o homem que vive na casa não é afetado por essas coisas. A consciência  é o mestre. O seu corpo é apenas a casa.
 
No momento em que você entra em meditação, você toca dentro de si mesmo, em algo universal, algo que não tem idade, que não tem limitações seja de tempo ou espaço.
 
Meditação não é algo mental. Meditação é algo que diz respeito ao seu ser. É necessário apenas uma pequena conexão... e súbito tudo é diferente.
 
O corpo continuará seu caminho, mas você saberá que não é o seu corpo.
 
Pessoas morrerão, mas você saberá que a morte é impossível. A sua própria morte virá, mas a meditação o prepara para a morte, para que você possa ir dançando e cantando para o derradeiro silêncio, deixando a forma para trás e desaparecendo no sem forma.
 
Meditação é a única contribuição que o Oriente fez à humanidade. O Ocidente fez muitas contribuições, milhares de invenções cientificas, imenso progresso na medicina, inacreditáveis descobertas em todas as dimensões da vida. Mas, ainda assim, a única contribuição do Oriente é muito mais valiosa que todas as contribuições do Ocidente.
 
MeditaçãoO Ocidente tornou-se rico; tem toda a tecnologia para ser rico. O Oriente tornou-se pobre, imensamente pobre, porque não tem buscado nada, exceto  uma coisa: seu próprio SER interior.
 
Sua riqueza é algo que não pode ser visto, mas o Oriente tem conhecido os mais altos picos da bem-aventurança e as enormes profundidades do silêncio. Ele tem conhecido a eternidade da vida; tem conhecido o mais belo florescer do amor, da compaixão da felicidade. Todo o seu gênio tem sido devotado a uma única busca – você pode chamá-la de êxtase. A meditação é uma técnica para se chegar a esse estado estático, a esse estado de divina intoxicação. É uma técnica simples, mas a mente a transforma em algo complexo e difícil, porque ambas não podem existir ao mesmo tempo.
 
A meditação é a morte da mente, por isso ela resiste a qualquer esforço à meditação. E a mente é inteligente e astuta o suficiente para dar a você falsas direções e chamá-las de meditações.
 
A meditação começa com você separado da mente, você como um observador. Este é o único modo de separá-lo de qualquer coisa. Se você está olhando para uma luz, uma coisa é certa, você não é a luz, você é aquele que observa. Assim sendo, observar é a chave da meditação. Observe a sua mente. Não faça mais nada, não repita um mantra ou o nome de Deus. Apenas observe o que a mente está fazendo.
 
Não a perturbe, não a impeça, não a reprima, não faça nada absolutamente. Seja apenas um observador. E o milagre de observar é a meditação. A medida que você continua a observar, aos poucos a mente começa a ficar vazia de pensamentos. Mas você não está se tornando mais alerta, mais consciente.
 
Quando a mente torna-se completamente vazia, toda sua energia torna-se uma chama despertadora. Essa chama é o resultado da meditação. Você pode dizer então que meditação é outro nome para viajar, testemunhar, observar sem nenhum julgamento, sem nenhuma avaliação. Apenas por observar, você imediatamente sai fora da mente; o observador torna-se mais forte e enraizado, a sua distância em relação a mente torna-se cada vez maior.
 
Em breve a mente estará tão distante que será difícil sentí-la – apenas um eco em longínquos vales. E finalmente, mesmo este eco desaparecerá. O desaparecimento da mente acontece sem o uso de qualquer força contra a mente – apenas deixando-a morrer por si mesma. Uma vez que a mente esteja absolutamente silenciosa, tenha desaparecido completamente, você não pode encontrá-la em lugar nenhum.
 
Então você torna-se consciente pela primeira vez de si mesmo, porque a mesma energia que estava envolvida com a mente, não a encontrando mais, volta-se para si mesma.
 
MeditarLembre-se, energia é um constante movimento. Nós costumamos dizer que as coisas são objetos, sem pensar porque os chamamos assim. Eles são objetos porque impedem, obstruem sua energia, sua consciência – elas objetam, elas são obstáculos. Mas quando não há objetos, e todos os pensamentos, emoções, humores desaparecem, você está em profundo silêncio, no nada, em coisa alguma, então toda a energia começa a voltar-se para si mesma. Este retorna da energia para a própria fonte e traz imenso prazer. Quando a meditação retorna à sua própria fonte, ela explode em imenso deleite em seu estado supremo é a iluminação.
 
E qualquer coisa que ajude você nesse processo de meditação é disciplina – talvez tomar um bom banho, estar limpo e fresco, sentado numa postura relaxada com os olhos fechados – nem faminto nem empanturrado – sentado na postura que seja mais relaxante, observando todo o corpo, cada parte, para ver se há alguma tensão. Se há alguma tensão, mude a postura e coloque o corpo em estado relaxado.
 
No Oriente, acertadamente, descobriu-se que a postura de Lótus – a forma em que Buda está sentado nas estátuas que você vê é chamada postura de Lótus – que é uma descoberta de milhares de anos, é a postura mais relaxada do corpo.
 
Mas para ocidentais que não estão acostumados a sentar no chão, a postura de Lótus é um pesadelo; sendo assim, evite-a, porque leva-se quase seis meses para aprender a postura de Lótus – não é necessário.
 
Se você está acostumado a sentar-se em cadeiras, poderá encontrar um jeito, uma postura, uma cadeira feita em determinada forma que poderá ajudá-lo a relaxar seu corpo e todas as tensões.
 
Assim, não é importante se você está sentado em uma cadeira ou na posição de Lótus, ou deitado numa cama. Sentar é preferível porque evita que você durma. A postura de Lótus foi escolhida por muitas razões. Se alguém consegue fazê-la sem se torturar muito, então é a melhor, mas não é imprescindível.
 
Ela é certamente a melhor situação para você poder entrar em meditação. As pernas estão cruzadas, as mãos estão cruzadas, a espinha está reta; isso ajuda muito ao estado de observação.
 
Primeiramente, nesta posição a gravidade tem o menor efeito sobre o corpo, a gravidade afeta o seu corpo inteiro.
 
É por isso que para dormir, deitar é a melhor postura, a gravidade atrai todo o seu corpo, por causa dessa atração, o corpo perde todas as suas tensões.
 
Em segundo lugar, quando você está deitado, se o seu propósito é dormir, você deve usar um travesseiro, porque quanto menos sangue chegar à sua mente, menos ativa ela ficará. Quanto menos sangue alcançar à sua mente, mais possibilidade há de se adormecer.
 
A postura de Lótus é uma grande combinação, ela oferece o menor efeito da gravidade, e por causa da espinha estar reta, menor quantidade de sangue chega à mente que, então, não pode funcionar. Nesta postura você não poderá adormecer facilmente.
 
MeditarSe você aprender esta postura desde o seu nascimento, ela torna-se natural. O cruzar das pernas, o cruzar das mãos, também tem um significado. A energia do seu corpo move-se num círculo; o círculo não é interrompido em ponto algum na postura de Lótus. Ambas as mãos... uma mão dá energia à outra mão, um pé da energia ao outro, e a energia continua movendo-se em círculo. Você torna-se um circulo da sua própria bioenergia. Assim sendo, várias coisas são de muita ajuda, sua energia não está sendo gasta, por isso você não fica cansado; uma mínima quantidade de sangue está alcançando a sua cabeça, de forma que sua mente não está funcionando muito.
 
Você está sentado em tal posição, suas pernas estão cruzadas, suas mãos cruzadas e sua espinha reta, o sono, dessa forma, torna-se difícil de acontecer. Estas coisas são apenas suportes, elas não são essenciais.

Isso não significa que uma pessoa que não possa sentar na postura de Lótus, não possa meditar; a meditação será um pouco mais difícil, mas a postura de Lótus é apenas útil, mas não absolutamente necessária.

O melhor é seguir o seu corpo e a sua sabedoria. Use uma cadeira; o propósito é você sentir-se confortável para que o corpo não atraia a sua atenção.
 
É por essa razão que a tensão deve ser evitada, porque se você tem uma dor de cabeça será difícil meditar. A todo momento,  sua atenção irá para a dor de cabeça. Se a sua perna estiver doendo, ou se existe uma leve tensão em qualquer parte do corpo, isso imediatamente irá alterá-lo.
 
É natural, é parte da sabedoria do corpo se ele não o alterasse, então sim, haveria perigo. Uma cobra poderá mordê-lo  e você continua sentado. Suas roupas podem pegar fogo, seu corpo poderá estar se queimando, e você não estará cônscio disto. Por isso, o corpo dá imediatamente o alarme, onde quer que esteja havendo algum problema.
 
Esta é a razão de se criar uma postura relaxada, na qual o corpo não necessite alarmá-lo, porque cada alarme será um distúrbio para sua meditação.
 
Ao meditarmos, ficamos em estado de elevação da consciência, liberamos os chakras (abrimos os portais espirituais), e passamos a captar as ondas energéticas do mundo espiritual superior, fortalecendo-nos, e sendo inspirados a ter pensamentos e sentimentos sublimes, amenizando ainda o nosso estresse.
 
Esse estado especial nos permite também, em muitos casos, reviver cenas de vidas passadas (sanando sofrimentos cármicos), e até lampejos do futuro (orientando os nossos passos com segurança). Caso você ainda não tenha experimentado, faça uma prova, e certamente sentirá os bons efeitos que ela produz.
 
Para quem já está fazendo sua meditação diária, parabéns pois o seu caminho para a espiritualidade está cada vez mais próximo de realizar o grande passo que o levará ao Satori (iluminação), ou seja, a um novo estado de consciência, e de uma nova e maravilhosa visão com a qual terá alcançado a harmonia cósmica.
 
MeditarDe posse desta benesse, será uma pessoa que muito ajudará na evolução da humanidade, que, atualmente, está necessitando urgentemente de pessoas que espalhem e irradiem energias positivas para fazer um mundo melhor, mais no SER do que essa corrida medrosa e desenfreada, que é a do TER.
 
Tenha sim, mas tenha também a consciência de que viver bem, não significa, somente, ser uma pessoa abastada; tenha sim, alegria de viver, sabendo que somos filhos de Deus. Um Pai como Deus, certamente não nos colocou neste mundo apenas para sofrer, mas sim nos dá a chance de poder evoluir, a fim de que alcancemos planos muito mais elevados e, finalmente, encontrar a suprema harmonia e felicidade à qual somos destinados.
 
Portanto, meus queridos irmãos, depende apenas de nós. Vamos experimentar este caminho? Que Tal? Votos de sucesso a todos, e tenham um ótimo aqui e agora!
 
Espero ter colaborado para que você possa iniciar sua meditação, agora com um maior conhecimento sobre o assunto. A experiência é muito importante, portanto, se você quiser, você consegue. Tente, não desista nunca, e você alcançará maravilhas nunca antes experimentadas.

Com muito amor é o que ofereço a vocês.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Meditação

Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

Meditação

Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos...Leia mais

sexta-feira, 14 de março de 2008

Meditação


Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranqüilidade.

Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua refletida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de ação e, assim, podemos transformá-los.

DICAS PARA A PRÁTICA

A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

  • Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.
  • Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
  • Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.
  • Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.
  • Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.
  • A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.
  • Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

  1. Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.
  2. Quando estiver em contato com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.
  3. Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.
  4. Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente.
  5. Olhe atentamente para um símbolo ou um objeto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o simbolo do OM para meditar (veja o desenho ao lado). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.
  6. Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objetos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.
  7. Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas sentí-la com seus sentidos interiores.
  8. Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.

O OBSERVADOR PASSIVO

Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.

Eu chamo de observador passivo aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebê nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afeta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, eqüânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afeta.

Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com insenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros.

A TÉCNICA

Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.

Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive.

Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.

Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.

A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.

Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem.

Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da atividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá.

Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Meditação

Para nós, ocidentais, meditar significa refletir a respeito de alguma coisa. No oriente, meditar é algo bem diferente. É entrar num estado de consciência onde se torna mais fácil compreender a si mesmo. Nisargadatta Maharaj, um mestre indiano, nos explica com simplicidade no seu livro I am That:

"Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior. O objetivo final é alcançar a fonte da vida e da consciência."

Meditação

Assim, através da meditação vamos prestar atenção e descobrir como funcionamos. Como agimos em determinadas situações, porque respondemos uma coisa quando gostaríamos de dizer outra, porque fugimos daquilo que mais queremos, porque vivemos mergulhados na ansiedade, na depressão e no cansaço quando queremos apenas a tranqüilidade.

Grande parte dessa confusão é criada pela mente. Podemos dizer que ela é o instrumento de nossa consciência e contém a somatória de nossos condicionamentos, padrões de pensamento, nossa memória e nosso lado racional. A mente é como um lago agitado. Ao ver a lua refletida nesse lago turbulento poderíamos supor que a própria lua é algo disforme e agitado, mas estaríamos totalmente enganados. Da mesma forma, quando olhamos para o reflexo do nosso Eu-Superior no lago inquieto de nossa mente, não conseguimos perceber sua verdadeira natureza. Meditar nada mais é do que aquietar os turbilhões dos pensamentos, serenar a mente para que possamos reconhecer com clareza nossa essência. Durante esse processo de aquietar a mente nos damos conta de nossos padrões de pensamento e de ação e, assim, podemos transformá-los.

DICAS PARA A PRÁTICA

A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.

Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.

Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.

Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.

Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.

A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.

Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.

Quando estiver em contato com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.

Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.

Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente.

Olhe atentamente para um símbolo ou um objeto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o simbolo do OM para meditar (veja o desenho ao lado). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.

Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objetos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.

Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas sentí-la com seus sentidos interiores.

Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.

O OBSERVADOR PASSIVO

Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.

Eu chamo de observador passivo aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebê nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afeta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, eqüânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afeta.

Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com insenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros.

A TÉCNICA

Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.

Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive.

Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.

Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.

A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.

Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem.

Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da atividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá.

Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.

Fonte: www.yogasite.com.br

Meditação

E benefícios da prática

A meditação consiste de práticas diárias envolvendo essencialmente concentração da atenção. Embora apareça com uma aura mística, sua prática regular proporciona vários benefícios e aperfeiçoamentos práticos, como (experiência própria):

- descanso físico, mental e emocional

- aumento da capacidade de concentração

- maior auto-liderança

- maior liberdade de escolha

- senso de identidade mais livre e mais rico em possibilidades.

Segundo Lia Diskin, em entrevista à revista SuperInteressante em março de 2001, os benefícios da prática da meditação para a saúde, a inteligência e o equilíbrio psíquico são:

"A meditação reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a freqüência cardíaca. Seu reflexo no sono é um repouso mais tranqüilo, sem interrupções. Além disso, ela atenua enxaquecas e resfriados, acelera a recuperação no pós-operatório e auxilia a digestão alimentar. No campo psíquico, a prática mantém a pessoa num relativo estado de equilíbrio, com uma lucidez que a impede de entrar em conflitos emocionais internos, principalmente de origem afetiva. Há, por parte de quem a pratica, muito mais clareza mental, objetividade, paciência, compreensão e justiça."

A meditação em geral pode envolver sons, mas não linguagem falada ou pensada, ao contrário, um dos objetivos é justamente ativar um nível de não-pensamento lingüístico, que embora seja útil em algumas situações, não o é em outras.

Meditação atenciosa de Deepak Chopra

Descubra sua sabedoria interior... ou apenas descanse

Trata-se de uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta e permanece desperta você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser perturbado.

2. Sente-se e feche os olhos.

3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas".

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada, seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

Estratégia de relaxamento

Não espere o fim de semana para relaxar

Todo dia parece ter algo que nos deixa tensos. Às vezes é um problema no trabalho no qual ficamos envolvidos um bom tempo e que levamos para casa. Outras vezes é uma preocupação com um filho. Podem ser também conflitos, preocupações e ansiedades com dinheiro, relacionamentos e por aí vai. O resultado disto é tensão e estresse, em níveis variados.

De fato, parece mais realista esperar que ao longo de cada dia passemos por situações e emoções variadas. Mas se você não tem uma alternativa para lidar com os problemas, ou tem que esperar o fim de semana para relaxar, as tensões geradas vão se acumulando no corpo. Quer testar? Observe sua testa. Está relaxada? E seus ombros? Que dizer das tensões que você pode nem estar mais notando?

Neste artigo descrevemos uma estratégia simples para relaxar, seja como remédio, prevenção ou simplesmente para melhorar o que já está bom. Siga os passos:

1) Coloque-se em uma posição confortável, na qual possa ficar imóvel por alguns minutos.

2) Faça uma declaração de propósito e intenção, como por exemplo, "Minha intenção é relaxar corpo e mente por X minutos". Se preferir não usar linguagem, pode imaginar o que quer que aconteça.

3) Respire lenta e profundamente, três vezes. Antes de alternar de inspiração para expiração e vice-versa, conte até três. Quando expirar, solte o corpo em seus apoios.

4) Enquanto inspira lentamente, tensione os pés, depois as pernas, o quadril, braços, cabeça, rosto, todo o corpo. Diga para si mesmo enquanto isto, o mais rápido que puder: "Contrai, contrai, contrai...". Em seguida, solte o corpo de uma vez enquanto expira, deixe tudo cair. Repita este passo 3 vezes.

5) Agora você vai usar sua atenção para relaxar ainda mais cada parte do corpo. Para guiá-la melhor, imagine uma fonte de luz relaxante, da sua cor preferida ou da que lhe parecer mais eficaz, posicionada no alto da sua cabeça. Da fonte emana lentamente (mas não muito) uma luz que inicialmente desce pela cabeça. A luz passeia pela parte interior do corpo, não só pela superfície da pele. Faça a luz passar pelo pescoço, ombros, braços e mãos, pela coluna, tórax, pelos órgãos internos, assim descendo até os pés.

Nesta etapa você pode apoiar o relaxamento também com sugestões tipo "Agora minha coxa está ficando ainda mais relaxada". Evite palavras como "totalmente", a transição é gradual.

6) Neste ponto você já atingiu um grau bastante bom de relaxamento. Você tem agora as seguintes opções:

a) Simplesmente fique neste estado quanto tempo quiser, usufruindo.

b) Você pode iniciar algum tipo de meditação. A mais simples é ficar prestando atenção na respiração, no ar que entra e sai pelo nariz (veja Meditação Atenciosa de Deepak Chopra).

c) Pode acontecer de você dormir. Isto é uma indicação de que está com sono atrasado.

d) Imaginar uma paisagem relaxante, como uma floresta, cachoeira ou o que preferir, e ficar saboreando, enquanto intensifica o estado de relaxamento.

e) Ativar experiências relacionadas a algum tema, dizendo palavras apropriadas, como "amor", "paz", "alegria". Em estado relaxado normalmente ficamos muito receptivos a sugestões, e cada palavra fará com que seu cérebro busque imagens, sons e sentimentos correspondentes.

f) Alguma outra coisa que lhe seja agradável e prazerosa.

7) Quando decidir que é hora de encerrar, vá mexendo devagarinho o corpo, começando pelas extremidades, até ativar toda a musculatura. Espreguice-se com prazer. Para levantar-se mais suavemente, vire o corpo para o lado e erga-o com o apoio dos braços e mãos. Espreguice-se mais um pouco após ficar de pé.

Você pode usar este procedimento, por exemplo, antes de dormir. Em dias de mais atividade, pode ser aplicado a qualquer momento para se recuperar antes de prosseguir. Com a prática, pode ocorrer que só imaginar uma luz percorrendo o seu corpo seja o suficiente para relaxar todo ele, e você poderá fazer isto em segundos.

Agora que você está acabando de ler, há uma decisão a ser tomada: fazer ou não fazer. Se houve um interesse inicial, sugiro que faça rapidamente uma primeira vez, só para assimilar as etapas, e uma segunda, para um primeiro teste da estratégia. E para avaliar possíveis benefícios a um prazo maior, imagine o que pode ocorrer com você e seu corpo se usufruir do relaxamento durante duas semanas, por exemplo. Assim você terá boas condições de decidir se vale a pena investir alguns minutos, uma ou duas vezes ao dia.

Fonte: www.possibilidades.com.br

Meditação

A meditação consiste na prática de focar a atenção, freqüentemente formalizada em uma rotina específica. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes. Apesar da associação entre as questões tradicionalmente relacionadas à espiritualidade e essa prática, a meditação pode também ser praticada como um instrumento para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

Estátua de Shiva meditando na posição de lótus.
Estátua de Shiva meditando na posição de lótus.

Etimologia

A palavra meditação vem do Latim, meditare, que significa Voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração).

Definição

A meditação costuma ser definida da seguinte maneira:

um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos;

prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);

uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto;

análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)

Prática

É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.

É possível obter total descanso numa posição sentada e por conseguinte atingir maior profundidade na meditação assim dissolver preocupações e problemas que bloqueiam sua mente.

Uma posição possível é a posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso podem sentar a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia.

Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa, deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

Mantenha as costas eretas. Isso é muito importante. O pescoço e a cabeça devem ficar em alinhamento com a coluna. A postura deve ser reta mas não rígida. Mantenha os olhos semi-abertos, focalizados a uns dois metros à sua frente. Mantenha leve sorriso. Agora comece a seguir sua respiração e a relaxar todos os músculos. Concentre-se em manter sua coluna ereta e em seguir sua respiração. Solte-se quanto a tudo mais. Abandone-se inteiramente. Se quiser relaxar os músculos de seu rosto, contraídos pelas preocupações, medo e tristeza, deixe um leve sorriso aflorar em sua face. Quando o leve sorriso surge, todos os músculos faciais começam a relaxar. Quanto mais tempo o leve sorriso for mantido, melhor.

Posição de meia lótus
Posição de meia lótus

À altura do ventre, pouse sua mão esquerda com a palma voltada para cima sobre a palma da mão direita. Solte todos os músculos dos dedos, braços e pernas. Solte-se todo como as plantas aquáticas que flutuam na corrente, enquanto sob a superfície das águas o leito do rio permanece imóvel. Não se prenda a nada a não ser à respiração e ao leve sorriso.

Para os principiantes, convém não ficar sentado além de vinte ou trinta minutos. Durante esse tempo você tem que ser capaz de obter descanso total. A técnica para tal obtenção reside em duas coisas: observar e soltar, observar a respiração e soltar tudo mais. Solte cada músculo de seu corpo. Após uns quinze minutos, uma serenidade profunda poderá ser alcançada, enchendo-o interiormente de paz e contentamento. Mantenha-se nessa quietude.

Duração


Vinte a trinta minutos é provavelmente a duração típica de uma sessão de meditação. Praticantes experientes frequentemente observam que o tempo de suas sessões de meditação se prolongam com o tempo.

Objetivos

Os objetivos podem variar, assim como as técnicas de execução. Ela pode servir simplesmente como um meio de relaxamento da rotina diária, como uma técnica para cultivar a disciplina mental, além de ser um meio de se obter insights sobre a real natureza ou a comunicação com Deus. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

Chakras, centros de energia cultivados na meditação segundo a tradição Tantra.
Chakras, centros de energia cultivados na meditação segundo a tradição Tantra.

Variantes

Existe métodos que vem conquistando grande aceitação no ocidente, como a meditação feita em pé conhecida como zhan zhuang, devido a sua simplicidade e eficiência, muito praticada na China, facilmente executada por pessoas com pouca flexibilidade e com dificuldades nos joelhos e coluna, melhorando inclusive a postura, facilmente praticada em qualquer local é um excelente método procurado por muitos praticantes de artes marciais experientes ou iniciantes.

Contexto

A divulgação das práticas de meditação no mundo contemporâneo recebeu uma grande contribuição das técnicas milenares preservadas pelas diversas culturas tradicionais do oriente.

Prática da Postura da Árvore forma de meditação em pé considerada uma das práticas fundamentais do Tai Chi Pai Lin.
Prática da Postura da Árvore forma de meditação em pé considerada uma das práticas fundamentais do Tai Chi Pai Lin.

Uma das escolas em que ela evoluiu independentemente foi o Sufismo.

Nas filosofias religiosas do oriente, como, Bramanismo, Budismo e suas variações como o Budismo Tibetano e Zen, Tantra e Jainismo, bem como nas artes marciais como I-Chuan e Tai Chi Chuan, a meditação é vista como um estado que ultrapassa o intelecto, onde a mente é posta em silêncio para dar lugar à contemplação espiritual. Esse "calar a mente" induz uma volta ao centro (meio, daí meditar), para o vazio interior.

Fonte: pt.wikipedia.org

Para a maioria das pessoas a meditação está relacionada a coisas como relaxamento físico, redução de estresse e paz de espírito. Embora esses sejam objetivos válidos, o verdadeiro propósito da meditação é algo superior e mais espiritual. Afinal, os iogues e os profetas que primeiro reconheceram e aperfeiçoaram os princípios da meditação já viviam bem relaxados nas montanhas nas quais se retiravam. Eles começaram a praticar a meditação para encontrar o self. Seu objetivo não era o descanso, mas a iluminação.

A viagem pelo self é a experiência mais importante e transformadora que você pode ter. Deixe-me explicar o que essa experiência impõe. Para começar, direi que o corpo é apenas a manifestação objetiva de nossas idéias, enquanto a mente é a manifestação subjetiva. O corpo está sempre mudando, e a mente, com os pensamentos, desejos e sentimentos também vai e vem. Tanto o corpo quanto a mente são fenômenos presos ao tempo e ao espaço, mas não são eles que experimentam as coisas. Mas, afinal, alguém passa pelas experiências ¾ alguém que está além do tempo e do espaço ¾ e esse alguém é o verdadeiro você. Esse "você" é a essência atemporal de todas as experiências relacionadas ao tempo, a entidade que existe por trás do sentimento, do pensamento. Esse "você" é nada mais nada menos que a alma.

A ciência moderna consegue isolar um pensamento ou uma intenção uma fração de segundo depois de eles nascerem. Mas nenhuma máquina criada pelo homem é capaz de revelar a verdadeira origem desse pensamento. É inútil procurar essa fonte no corpo ou na mente, porque ela simplesmente não está lá. É como desmontar o rádio na expectativa de encontrar lá dentro o intérprete da música que se está ouvindo. O cantor não estará dentro do rádio, que não passa de um conjunto de plástico e mental projetado para captar um campo de informações e convertê-las numa ocorrência no espaço e no tempo.

Da mesma maneira, o verdadeiro "você" é um campo não-localizado que o corpo e a mente captam no espaço e no tempo. A alma se expressa através do corpo e da mente, mas mesmo que essas duas entidades fossem destruídas, nada aconteceria ao verdadeiro "você" ¾ porque o que eu decidi chamar de "espírito incondicional" não se encontra em forma de matéria ou energia.

Na verdade, ele existe nos momentos de silêncio entre um pensamento e outro.

Há um intervalo entre cada pensamento em que você faz as escolhas. Esse intervalo é a porta de entrada do self superior ¾ o self cósmico. O verdadeiro "você" não está limitado pelas fronteiras físicas do corpo nem pela quantidade de anos que já viveu, mas pode ser encontrado no espaço infinitamente pequeno e ao mesmo tempo imenso que existe entre seus pensamentos.

Apesar de silencioso, esse espaço é cheio de possibilidades, um campo de potencialidade pura e limitada. Todas as diferenças entre mim e você resultam das diferentes escolhas que fizemos nesse espaço, e essas possibilidades são sempre renovadas. As ações geram lembranças... as lembranças geram desejos... e os desejos criam ações e assim por diante, num círculo que não tem fim. As sementes das lembranças e dos desejos continuamente buscam se expressar através de mecanismos mentais e corporais, criando assim o mundo que experimentamos a cada momento.

Vamos analisar melhor esse processo. Num sentido amplo, nossa existência pode ser entendida em três níveis distintos.

O primeiro nível, composto de matéria e energia, é o corpo físico.

O segundo, que é chamado de corpo sutil, inclui a mente, o raciocínio e o ego.

E o espírito e a alma existem no terceiro nível, que é chamado de corpo causal.

Através da meditação podemos retirar a consciência do caos interno e externo do primeiro nível ¾ o mundo de objetos físicos e pensamentos cotidianos ¾ e transportá-la para o estado de tranqüilidade e silêncio característicos da alma e do espírito. Com prática e dedicação, é possível alcançar o imenso conhecimento e desvendar as verdades definitivas da natureza.

A meditação pode assumir várias formas. As mais avançadas usam mantras. Os mantras são sons primordiais ¾ sons básicos da natureza ¾ que a mente pode usar como veículo para elevar a consciência. Geralmente, os mantras são selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. É assim que ensinamos a meditação dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental / Corporal de San Diego. Mas há também outras formas de meditação, menos específicas mas ainda assim muito eficazes. A meditação atenciosa, o método que apresentado aqui, é uma excelente maneira de começar.

Meditação atenciosa3

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta ¾ e permanece desperta ¾ você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.

Sente-se e feche os olhos.

Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas".

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

Fonte: www.golfinho.com.br

meditação

A meditação consiste na prática de focar a atenção, freqüentemente formalizada em uma rotina específica. É comumente associada a religiões orientais. Há dados históricos comprovando que ela é tão antiga quanto a humanidade. Não sendo exatamente originária de um povo ou região, desenvolveu-se em várias culturas diferentes e recebeu vários nomes.

Sua maior divulgação se deu pelo oriente, desenvolvendo-se em inúmeras culturas dessa parte do globo. Uma das escolas em que ela evoluiu independentemente foi o Sufismo.

Apesar da espiritualidade associada com essa prática, a meditação pode também ser usada para o desenvolvimento pessoal em um contexto não religioso.

A meditação costuma ser definida da seguinte maneira:

um estado que é vivenciado quando a mente se torna vazia e sem pensamentos
prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra)
uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um poder mais alto
análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência, para os Budistas)
É fácil se observar que nossas mentes encontram-se continuamente pensando no passado (memórias) e no futuro (expectativas). Com a devida atenção, é possível diminuir a velocidade dos pensamentos, para se observar um silêncio mental em que o momento presente é vivenciado. Através da meditação, é possível separar os pensamentos da parte de nossa consciência que realiza a percepção.

Vinte a trinta minutos é provavelmente a duração típica de uma sessão de meditação. Praticantes experientes frequentemente observam que o tempo de suas sessões de meditação se prolongam com o tempo.

Os objetivos podem variar, assim como as técnicas de execução. Ela pode servir simplesmente como um meio de relaxamento da rotina diária, como uma ténica para cultivar a disciplina mental, além de ser um meio de se obter insights sobre a real natureza ou a comunicação com Deus. Muitos praticantes da meditação têm relatado melhora na concentração, consciência, auto-disciplina e equanimidade.

Nas filosofias religiosas do oriente, como, Bramanismo, Budismo e suas variações como o Budismo Tibetano e Zen, Tantra e Jainismo, bem como nas artes marciais como I-Chuan e Tai Chi Chuan, a meditação é vista como um estado que ultrapassa o intelecto, onde a mente é posta em silêncio para dar lugar à contemplação espiritual. Esse "calar a mente" induz uma volta ao centro (meio, daí m), para o vazio interior.Posturas na Meditação Sentada

É importante saber que estas posturas de meditação são uma ajuda para que a mente se acalme com mais facilidade, não são a finalidade meditação em si. Na Escola Kwan Um, a finalidade da meditação é manter uma mente clara e serena momento a momento, tanto durante a meditação formal como durante a vida cotidiana, por isso se insiste em não nos apegarmos a nenhuma técnica de meditação concreta e sim compreender que são técnicas de ajuda para poder manter a mente clara. Não devemos tentar nenhuma postura se com isso corremos perigo de lesionarmo-nos, é preferível sentar-se tranqüilamente em uma cadeira, ou mesmo meditar deitado. Se houver algum impedimento físico pode-se usar as técnicas de meditação descritas em Técnicas de meditação mantendo qualquer postura física, sentado, deitado ou caminhando.

Forma Básica:
1.Coloque uma almofada (zafu em japonês) sobre um colção, ou esteira (zabuton) e sente-se na posição simples de pernas cruzadas.

2.Deixe sua coluna reta, ombros para trás e relaxados; deixe sua cabeça levemente inclinada para trás.

3.Olhe em um ângulo de 30 graus a sua frente. Seus olhos devem estar entre-abertos, pousados a sua frente no chão.

4.Posicione suas mãos no mudra universal –( a mão esquerda sobre a mão direita, os polegares aproximando-se, sem se tocar.

Sentar-se com ambos os pés sobre as suas coxas.

Sentar-se com um dos pés sobre a coxa.

Sentar-se com um pé abaixo da panturrilha contraria e com o outro pé abaixo da coxa oposta.

Sentar-se com ambos pés tocando a o chão ou o que estiver sobre o chão.

Empilhe várias almofadas uma sobre a outra lateralmente (a parte mais cheia da almofada para trás), sente-se nelas. Esta sem dúvida, é a posição mais confortável para os iniciantes. Mas não é uma posição estável, se você tiver tendência a dormir enquanto estiver meditando.

Sente-se sobre as panturrilhas e coloque uma almofada entre as pernas, sente-se nela.

Usar um 'banquinho de meditação’ – consiste em color o banco sobre as duas pernas e sentar-se nele.

Sentando em uma cadeira: Coloque uma ou mais almofadas sobre a cadeira. Mantenha a coluna reta. Use um apoio para os pés caso eles não alcancem o chão.

Ficando de pé – atrás da almofada, com as mãos em gesto de oração (gasshô).

Erros Comuns:

- Não sentar-se com a coluna reta. Isso pode ser resolvido usando mais almofadas. As pernas devem estar na posição simétrica – O que uma faz, a outra também deve fazer.

- O sentar passa a ser um desafio físico então mente se concentra na posição física dificultando um trabalho eficaz.

-Tentar qualquer postura além da que estamos fisicamente preparados. É preferível não forçarmos nunca e evitar qualquer excesso que possa lesionar-nos. Antes de chegar a tal extremo é preferível sentar-se em uma postura mais confortável, em uma cadeira ou continuar meditando de pé.

Fonte: ezine.tiosam.com