quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estante da Vida

“- Por que razão decidiu matar-se?

- Ciúmes de meu esposo, que passara a simpatizar com outra mulher.

- Julga que a sua atitude lhe trouxe algum benefício?

- Apenas complicações. Após seis anos de ausência, ferida por terríveis saudades, obtive permissão para visitar a residência que eu julgava como sendo minha casa no Rio. Tremenda surpresa!… Em nada adiantara o suplício. Meu esposo, moço ainda, necessitava de companhia e escolhera para segunda esposa a rival que eu abominava… Ele e meu filho estavam sob os cuidados da mulher que me suscitava ódio e revolta… Sofri muito em meu orgulho abatido. Desesperei-me. Auxiliada pacientemente, contudo, por instrutores caridosos, adquiri novos princípios de compreensão e conduta… Estou aprendendo agora a converter aversão em amor.”

Espírito Irmão X (Humberto de Campos), na obra “Estante da Vida”, psicografia de Chico Xavier.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Saúde


Se o homem compreendesse que a saúde do corpo é o reflexo da harmonia espiritual, e se pudesse abranger a complexidade dos fenômenos íntimos que o aguardam além da morte, certo se consagraria à vida simples, com o trabalho ativo e a fraternidade legítima por normas de verdadeira felicidade.

A escravização aos sintomas e aos remédios não passa, na maioria das ocasiões, de fruto dos desequilíbrios a que nos impusemos.

Quanto maior o desvio, mais dispendioso o esforço de recuperação. Assim, também, cresce o número das enfermidades à proporção que se nos multiplicam os desacertos, e, exarcebadas as doenças, tornam-se cada vez mais difíceis e complicados os processos de tratamento, levando milhões de criaturas a se algemarem a preocupações e atividades que adiam, indefinidamente, a verdadeira obra de educação que o mundo necessita.

O homem é inquilino da carne com obrigações naturais de preservação e defesa do patrimônio que temporariamente usufrui.

Não se compreende que uma pessoa instruída amontoe lixo e lama, ou crie insetos patogênicos no próprio âmbito doméstico.

Existe, no entanto, muita gente de boa leitura e de hábitos respeitáveis, que não se lhe dá atochar dos mais vários tóxicos à residência corpórea e que não acha mal no libertar a cólera e a irritação, de minuto a minuto, dando pasto a pensamentos aviltantes cujos efeitos por muito tempo se fazem sentir na vida diária.

Sirvamo-nos ainda deste símbolo, para estender-nos em mais simples considerações. Se sabemos imprescindível a higiene interna da casa, por que não movemos o espanador da atividade benéfica, desmanchando as teias escuras das ideias tristes? Por que não fazer ato salutar do uso da água pura, em vasta escala, beneficiando os mais íntimos escaninhos do edifício celular e atendendo igualmente ao banho diário, no escrúpulo do asseio? Se nos desvelamos em conservar o domicílio suficientemente arejado, por que não respirar, a longos haustos, o oxigênio tão puro quanto possível, de modo a facilitar a vida dos pulmões?

Quem construa uma habitação, cogita, não somente de bases sólidas, que a suportem, senão também da orientação, de tal jeito que a luz do Sol a envolva e penetre profundamente; jamais voltaria esse alguém a situar o ambiente doméstico numa caverna de troglodita.

Analogamente, deve o homem assentar fundamentos morais seguros, que lhe garantam a verdadeira felicidade, colocando-se, no quadro social onde vive, de frente voltada para os ideais luminosos e santificantes, de modo que a divina inspiração lhe inunde as profundezas da alma.

Frequentemente a moradia das pessoas cuidadosas e educadas se exoma, em seu derredor, de plantas e flores que encantam o transeunte, convidando-o à contemplação repousante e aos bons pensamentos.

Por que não multiplicar em torno de nós os gestos de gentileza e de solidariedade, que simbolizam as flores do coração? Ninguém é tentado a descansar ou a edificar-se em recintos empedrados ou espinhosos.

Assim também, a palavra agradável que proferimos ou recebemos, as manifestações de simpatia, as atitudes fraternais e a compreensão sempre disposta a auxiliar, constituem recursos medicamentosos dos mais eficientes, porque a saúde, na essência, é harmonia de vibrações.

Quando nossa alma se encontra realmente tranquila, o veículo que lhe obedece está em paz.

A mente aflita despede raios de energia desordenada que se precipitam sobre os órgãos, à guias de dardos ferinos, de consequências deploráveis para as funções orgânicas.

O homem comumente apenas registra efeitos, sem consignar as causas profundas.

E que dizer das paixões insopitadas, das enormes crises de ódio e de ciúme, dos martírios ocultos do remorso, que rasgam feridas e semeiam padecimentos inomináveis na delicada constituição da alma?

Que dizer relativamente à hórrida multidão dos pensamentos agressivos duma razão desorientada, os quais tanto malefício trazem, não só ao indivíduo, mas, igualmente, aos que se achem com ele sintonizados?

O nosso lar de curas na vida espiritual vive repleto de enfermos desencarnados. Desencarnados embora, revelam psicoses de trato difícil.

A gravitação é lei universal, e o pensamento ainda é matéria em fase diferente daquelas que nos são habituais. Quando o centro de interesses da alma permanece na Terra, embalde se lhe indicará o caminho das Alturas.

Caracteriza-se a mente também por peso específico, e é na própria massa do Planeta que o homem enrodilhado em pensamentos inferiores se demorará, depois da morte, no serviço de purificação.

Os instrutores religiosos, mais do que doutrinadores, são médicos do espírito que raramente ouvimos com a devid atenção, enquanto na carne.

Os ensinamentos da fé constituem receituário permanente para a cura positiva das antigas enfermidades que acompanham a alma, século atrás de século.

Todos os sentimentos que nos ponham em desarmonia com o ambiente, onde fomos chamados a viver, geram emoções que desorganizam, não só as colônias celulares do corpo físico, mas também o tecido sutil da alma, agravando a anarquia do psiquismo.

Qualquer criatura, consciente ou não, mobiliza as faculdades magnéticas que lhe são peculiares nas atividades do meio em que vive. Atrai e repele. Do modo pelo qual se utiliza de semelhantes forças depende, em grande parte, a conservação dos fatores naturais de saúde.

O espírito rebelde ou impulsivo que foge às necessidades de adaptação, assemelha-se a um molinete elétrico, armado de pontas, cuja energia carrega e, simultaneamente, repele as moléculas do ar ambiente; assim, esse espírito cria em torno de si um campo magnético sem dúvida adverso, o qual, a seu turno, há de repeli-lo, precipitando-o numa "roda-viva" por ele mesmo forjada. Transformando-se em núcleo de correntes irregulares, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão como tóxicos invisíveis sobre o sistema endocrínico, compremetendo-lhe a normalidade das funções.

Mas não são somente a hipófise, a tireoide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação. Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavisado que as invoca. Moléstias como o aborto, a encefalite letárgica, a esplenite, a apoplexia cerebral, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, a coreia, a epilepsia, a paralisia, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a cirrose, a icterícia, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento.

Em muitos caso, são inúteis quaisquer recursos medicamentosos, porquanto só a modificação do movimento vibratório da mente, à base de ondas simpáticas, poderá oferecer ao doente as necessárias condições de harmonia.

Geralmente, a desencarnação prematura é o resultado do longo duelo vivido pela alma invigilante; esses conflitos prosseguem na profundeza da consciência, dificultando a ligação entre a alma e os poderes restauradores que governam a vida.

A extrema vibratilidade da alma produz estados de hipersensibilidade, os quais, em muitas circunstâncias, se fazem seguir de verdadeiros desastres organopsíquicos. O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos.

Se o homem cultivasse a cautela, selecionando inclinações e reconhecendo o caráter positivo das leis morais, outras condições, menos dolorosas e mais elevadas, lhe presidiriam à evolução.

É imprescindível, porém, que a experiência nos instrua individualmente. Cada qual em seu roteiro, em sua prova, em sua lição.

Com o tempo aprenderemos que se pode considerar o corpo como o "prolongamento do espírito", e aceitaremos no Evangelho do Cristo o melhor tratado de imunologia contra todas as espécies de enfermidade.

Até alcançarmos, no entanto, esse período áureo da existência na Terra, continuemos estudando, trabalhando e esperando.


do livro Falando à Terra, , psicografia de Francisco C. Xavier, pelo Espírito Joaquim Murtinho.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Repartir com o próximo...


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3 sinais de que os Anjos estão te guiando!

Você já notou a presença de anjos em sua vida? Seja a resposta sim ou não, eu lhe asseguro que você tem anjos te guiando, e sempre te cuidando além do reino físico.

É verdade que os anjos, por vezes, milagrosamente aparecem na forma física para oferecer assistência. No entanto, é muito mais comum trabalharem nos bastidores para ajudar a empurrá-lo na direção certa. Sua intenção é protegê-lo de danos, alinhá-lo com a cura, e criar oportunidades para aumentar sua alegria, amor e crescimento.

Se você ainda não começou a perceber a presença dos anjos em sua vida, não se preocupe. Eu também já passei por isso.
A energia dos anjos é tão leve e pura, e sua vibração é tão alta, que para se tornar ciente deles, você primeiro precisa elevar sua própria energia e elevar seus sentidos sutis.

Se conectar diretamente com a orientação e presença dos anjos vale a pena o esforço, um esforço sob a forma de prática e persistência. A boa notícia é que, assim como você está agora, seus anjos têm maneiras de guiá-lo e deixar sinais e pistas em seu caminho para ilustrarem sua presença.
Todo mundo recebe sinais angelicais, mas muitas pessoas são ocupadas ou distraídas demais para notarem.

Para começar a sintonizar-se com os sinais e orientações de seus anjos, a primeira coisa que você precisa fazer é começar a prestar atenção e procurar por eles! Sinais angelicais podem vir em resposta a seu pedido de ajuda.

Você já observou formas de anjo nas nuvens ou em flores, ou talvez você continua encontrando moedas e penas em seu caminho? Ou talvez você tenha notado certo número recorrente em sua vida?
Estes são os sinais comuns que os anjos usam para comunicar sua presença, e há muitos mais. Estes são os três principais sinais de que os anjos estão entre você agora:

1. Flashes de luz
Os anjos são seres de luz, assim um vislumbre deles ocorre mais frequentemente na forma de uma luz cintilante que você vê durante a meditação, em um sonho, ou com o canto de seu olho. Anjos também podem usar esferas de luz, arco-íris ou luzes de cima como uma forma de chamar sua atenção e fornecer validação e garantia de que estão com você e você está no caminho certo.

2. Um enorme sentimento de amor e paz
Quando os anjos te envolvem em suas asas de amor você experimenta o sentimento mais incrível, pacífico e confortante. Você está nervoso com uma decisão, mas, em seguida, uma súbita sensação de paz e calma te tranquiliza enquanto você busca a melhor opção.
Você já convidou seus anjos para sua meditação e sentiu um formigamento quente por todo seu corpo? Se isso acontecer com você … relaxe e desfrute, você está na presença de anjos!

3. Um sentido de saber universal
Os anjos são mensageiros divinos. Portanto, receber orientação angélica é, obviamente, uma das melhores maneiras pelas quais você pode ter certeza de que está em verdadeiro alinhamento com seu propósito de vida.

Alguma vez você já teve uma grande decisão a tomar e, em seguida, aparentemente do nada, soube exatamente o que fazer? Ou talvez você pediu por cura e teve uma súbita onda de inspiração para fazer melhores escolhas e alinhá-lo com um estilo de vida mais holístico.
Sintonizando o conhecimento da orientação e presença angelical é como você pode ter certeza de que realmente têm anjos com você.

Preste atenção e agradeça seus anjos pela orientação, visão e sinais que eles enviam seu caminho. Quando você começar a perceber até mesmo pelo menor sinal de que seus anjos estão com você, estará no caminho em direção a receber orientação, visão e ajuda de anjos em sua vida.

por Ana Maria Teodoro Massuci
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Como saber se um Médium é picareta ou honesto?

O grau de elevação de um médium pode ser medido pelas qualidades que ele apresenta como médium e como pessoa. Nesse sentido, não há como ignorar a lição contida no cap. XX, item 227, d´O Livro dos Médiuns, em que lemos que as qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo e o desprendimento das coisas materiais, ao passo que os defeitos que os afastam são o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.

por Ana Maria Teodoro Massuci
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Autodescobrimento: Uma Busca Interior

“(...) o indivíduo humano é um agrupamento de energias em diferentes níveis de vibrações.

Na gênese da energia pensante, permanecem ínsitos os instintos primários decorrentes das remotas experiências, que se exteriorizam, quando na área da razão, como impulsos, tendências, fixações automatistas e perturbadoras, necessitando de canalização disciplinadora, de modo a torná-los sentimentos, que o raciocínio conduzirá sem danos nem perturbação.”


Espírito Joanna de Ângelis em “Autodescobrimento: Uma Busca Interior”, psicografia de Divaldo Franco
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Viver e amar


O amor é a causa da vida. Viver e amar são, portanto,
termos idênticos da equação existencial. Gerada pelo amor de Deus,
a vida avança graças às conquistas que o amor em toda a sua plenitude propicia.
Quando o amor a comanda, esta alcança o finalismo a que se destina
(Franco, 2010, Apresentação: "Viver e amar").



Está ínsita em todos nós a essência do amor divino e somente quando compreendemos a grandeza de sermos filhos de Deus, herdeiros, portanto, de tudo o que existe, aprendemos a discernir os limites de nossa posição na Terra, delineando o caminho da paz e do crescimento espiritual.

Joanna, no livro Viver e amar, fala-nos, com a sabedoria de sempre, que o amor é a alma da vida que nos coloca diante da sublime filiação com o Pai criador! Propõe soluções e aponta caminhos para todos nós, amparados nesse amor que se espraia em toda a criação e que oferece ao ser humano a possibilidade de ser feliz, amando e compreendendo que somente por meio desse sentimento conquistará a liberdade sufocada pelos instintos e pelos atavismos inferiores que retardam a evolução.

Quando amamos realmente, com nobreza e transparência, expressando o que temos de melhor dentro de nós, vamos saindo das cadeias mentais erguidas pelos instintos por meio das sensações e caminhamos para a educação dos sentimentos, equilibrando as emoções, liberando a luz que todos temos como herança divina. A partir dessa conquista, pelo amor, manteremos a serenidade íntima capaz de elevar nossas aspirações, sintonizando-nos com almas afins que também buscam o aprimoramento moral a partir dos valores imperecíveis da vida.

Vivenciando o amor em todos os momentos que esteve na Terra, Jesus legou aos homens de boa vontade um roteiro de luz que concede segurança e paz na busca do progresso espiritual, vencendo as lutas do caminho.

Em momentos de sofrimento e desalento, quando a alma parece sucumbir sob o peso das injunções dolorosas, somente o amor conforta a alma e coloca o ser humano em condições de orar na busca do amparo de que necessita para vencer o peso da inquietação e do desalento.

Nas horas de perturbações e desconforto moral, quando a calúnia e o desagravo tentam destruir os valores que conquistamos com sacrifício e lutas edificantes, somente o amor erguerá nossa alma acima da incompreensão humana, despertando-nos para a necessidade do perdão e da tolerância diante dos que nos acusam.

O amor é, portanto, a solução para todos os males que nos afligem na trajetória terrestre.

Antevendo as dificuldades e o sofrimento moral, na linha do progresso moral a que estava destinada a humanidade terrestre, Jesus edificou sua doutrina sobre os alicerces do amor, deixando-nos um legado inigualável que orienta, conforta, direciona o pensamento, elevando-nos acima dos acontecimentos nefastos e das lutas materiais, ensejando-nos a conquista da paz.

Não existe outro meio de conquistar o Reino dos Céus, tão amplamente divulgado no Evangelho, senão vencendo nossas imperfeições morais, iluminando nossas consciências com a luz do amor, da verdade que se expressa na vida em exuberância dos que realmente vivenciam os ensinamentos cristãos.

Como sentir amor e compaixão quando tudo em torno de nós parece adverso, sem esperança e nos incita ao revide, à indiferença ao sofrimento alheio, ao egoísmo na utilização apenas dos bens materiais?

Há um caminho: a mudança de nossos hábitos já condicionados a viver tão somente valorizando a vida em seu aspecto transitório, perecível, em detrimento dos valores reais do Espírito imortal. A começar por nós mesmos, amando-nos, respeitando nossa filiação divina, tendo gratidão e retificando as diretrizes contrárias à prática do amor.

Diante dos conflitos e desavenças familiares, muitos se perdem em indagações, aguardando respostas da vida que os faça entender por que tantas dificuldades com aqueles que amam, aos quais dedicaram anos de trabalho e renúncia para que fossem criados e educados para uma existência segura e sem carências.

Sofremos muito mais quando a ofensa, o desentendimento, a agressão partem de alguém a quem amamos. Talvez os suportássemos com maior serenidade quando nos são dirigidos por alguém que não comunga dos mesmos ideais, dos mesmos interesses.

Em O evangelho segundo o espiritismo, esclarecendo alguns itens sobre esse assunto, Santo Agostinho ressalta que os laços da consanguinidade não criam os da afetividade e que a afinidade espiritual resulta da identidade dos ideais, dos interesses e do posicionamento dos Espíritos na escala evolutiva.

Isso nos leva a refletir sobre a desigualdade existente no seio da família com relação aos que recebemos como filhos ou companheiros de jornada terrena, implicando diversidade e relacionamentos nem sempre homogêneos.

Considerando que família é um termos diferente de parentela, poderemos dizer que a família é muito mais restrita a alguns que se afinizam, amam e detêm os mesmos gostos, os mesmos sentimentos, mantendo a fraternidade e o amor, enquanto a parentela diz respeito à consanguinidade ou ao estar integrado no mesmo lar, seja na condição de filho, nora, genro, esposo ou esposa, sobrinho ou outros participantes que vivam sob o mesmo teto, constituindo o grupo familiar.

Mesmo com estes, que não estejam unidos pelo sentimento recíproco do amor, da fraternidade, cujos laços são mais fortes porque remontam à vida espiritual de onde procederam, devemos cuidar para que o amor supere todas as dificuldades de relacionamento e possamos vencer os entraves ao crescimento de cada um deles. Assim cumprimos o dever que nos cabe.

No exercício constante do amor, paulatinamente, vamos aprendendo a respeitar a vida, o próximo e o Pai criador - que nos legou a oportunidade do crescimento espiritual no suceder das vidas que se entrelaçam harmoniosamente.


Uma palavra bondosa, a mão estendida e a dedicação pessoal, em termos de tempo e de esforço, são o resultado natural do amor por si próprio [...]. E quando damos amor, ele volta para nós e torna nossa vida feliz e significativa. A compaixão, por si mesma e pelos demais, requer prática: exercitando-a, ficamos mais sábios e mais realizados (Campbell, 2004, cap. 9)

Vivenciando o amor, conseguiremos realizar o bem e silenciar diante da ofensa e da agressividade.

Elegendo o amor como a diretriz de nossos atos, o mal que nos desejam não nos atinge porque estaremos resguardados pelas vibrações superiores.

Exercitando o amor em nossa vida diária, aprenderemos a usar a gentileza e o sorriso como armas que nos defenderão da ironia e do descaso.

Compreendendo o amor em sua plenitude, afastaremos de nosso mundo íntimo as paixões perturbadoras, o ciúme e o egoísmo.

Estimado leitor, sentindo o amor florescer em seu mundo íntimo, você conquistará a paz, o respeito ao direito do outro de ser feliz como lhe aprouver, recebendo dos corações alheios, na mesma intensidade com que amas, a resposta aos seus anseios de felicidade real e imorredoura.

Cabe a cada um de nós vivenciar intensamente as lições do Evangelho de Jesus, refletir e buscar o autoconhecimento, exercitar o perdão e a benevolência, intensificando o trabalho no bem.

Estaremos, assim, edificando as bases de nosso progresso espiritual.


do livro Lar Alicerce de Amor, autoria de Lucy Dias Ramos
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