quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Banho para desanuviar a mente


meio maço de Sálvia

nove folhas de louro

nove galhos de manjericão

três colheres de sopa de cravo (em pó é o ideal)

Ferver o louro com o cravo até que a água tonalize de amarelo, deixe esfriar e coloque numa bacia específica para banhos, macerando então as ervas frescas até que se pareçam oxidadas (fiquem esmagadinhas, escuras). Deixe em exposição ao luar, e acrescente uma peça de ouro, retirando no dia seguinte e tomando o banho da cabeça aos pés.

Importante:
Devolva todo o material utilizado a natureza, deixando aos pés de uma árvore ou enterrando, a mesma que ofereceu parte de si com amor, agradece.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Fraternidade não é conivência


Onde quer que nos encontremos, para que haja equilíbrio e bem-estar nas relações, é preciso que exista a fraternidade. E esta, não deve ser aguardada que os outros a pratiquem, mas sim, que nós deemos sempre o primeiro passo.

Nem sempre vale à pena responder a uma acusação infundada ou dar atenção a comentários jocosos. Para a harmonia íntima, mas também de um grupo, na mais das vezes o silêncio é terapêutica eficaz que não só evita o crescimento de um mal, como também, pode até eliminá-lo. Contudo, é preciso muito esforço interior e buscar alimentar-se de conteúdos imorredouros que darão sustentação ao ideal fraterno. O Evangelho de Jesus, por exemplo, é precioso farnel a nutrir qualquer alma faminta. É Jesus quem nos afirma em Mateus, capítulo cinco, versículo seis: “Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados”.

Porém, buscar a paz de um grupo social não é ser conivente com aquilo que de errado o grupo é acometido pelos seus próprios pares. O ideal de fraternidade nos convida é a não contender ou criar situações embaraçosas e de desgaste. Em nome da fraternidade devemos propor o diálogo e criar momentos propícios à autoanálise. Emmanuel[1], nos convida a compreender nesse sentido quando afirma que: “Boa vontade e cooperação representam as duas colunas mestras no edifício
da fraternidade humana. E contribuir para que a coletividade aprenda a pensar na
extensão do bem (grifo nosso) é colaborar para que se efetive a sintonia da mente terrestre com a
Mente Divina”.

Não podemos perder o senso crítico das coisas da vida. O que é errado é errado e precisa ser corrigido, porém, não se resolve um problema com a formulação de outro. Não se faz paz com guerra. Não se limpa com lama. É preciso recordar que não somos possuidores de virtudes que nos colocam em um patamar acima dos que nos cercam. Todos possuímos em maior ou menor grau, desvirtudes que nos desabilitam à posição de juízes das consciências alheias. Nosso papel, portanto, é o de irmãos que, observando algo não estar bem, silenciam para analisar e depois convidam os pares de convivência para a busca de uma solução ao mal que os aflige.

Silenciar primeiro para agir depois com mais segurança e propriedade. Nunca silenciar para sempre e ainda achar-se humilde. A conivência é um mal antagonicamente barulhento. Humildade não eximir-se de uma responsabilidade, antes sim, enfrentá-la, mas com a devida altivez. Joanna de Ângelis[2], sobre isso comenta que: “Quem assim se comporta, desvela-se como preguiçoso e não humilde, bem como aquele que aceita todos os caprichos que se lhe impõem, e embora pareça, não possui a humildade real, antes tem medo dos enfrentamentos, das lutas, sendo conivente com as coisas erradas por acomodação, por submissão ou por projeção do ego que se ufana de ser cordato, bom e compreensivo”.

Na Casa Espírita, por exemplo, não devemos nos furtar ao dever de pontuar aquilo que não está funcionando bem ou conversar com um companheiro de ideal que não está procedendo de forma correta. O que não devemos é criar fuxicos ou dirigir palavras indevidas sem a preocupação de ates ter buscado saber o porque das coisas e de que forma pode ajudar. A crítica mordaz nos reaproxima do farisaísmo de outrora, distanciando-os, portanto, do imperativo divino que pede-nos fazer ao próximo tudo aquilo que gostaríamos que nos fosse feito.

Quantos Centros Espíritas não já fracassaram em suas tarefas pelo rigor excessivo em nome de Kardec. Emmanuel[3] nos adverte, inclusive, que “quando se verifique a invasão da desarmonia nos institutos do bem, que os agentes humanos acusem a si mesmos pela defecção nos compromissos assumidos ou pela indiferença ao ato de servir. E que ninguém peça ao Céu determinadas receitas de fraternidade, porque a fórmula sagrada e imutável permanece conosco no amai-vos uns aos outros”.

Se cabe a nós a construção de um mundo melhor através do caminho da paz, urge-nos o dever de examinar tudo aquilo que nos cerca, agindo com fraternidade para resolução daquilo que ainda é lodo nunca deixando de observar que, se com paciência e tolerância as coisas as vezes parecem não melhorar, com a conivência ou a agressividade, também nunca hão de se resolver.

[1] XAVIER, Francisco C. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1952. Cap. 144.
[2] FRANCO, Divaldo Pereira. Autodescobrimento: uma busca interior. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: Leal, ed. 17, 2013. Cap. 11.
[3] XAVIER, Francisco C. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1950. Cap. 10.

por Samuel Aguiar
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O silêncio também é uma opinião!


Atribui-se a William Shakespeare uma frase preciosa e profunda: “É melhor ser rei do teu silêncio que escravo das tuas palavras”. Tal raciocínio aponta que, a benefício nosso, calar-se é também um remédio para a alma.

Associamos à ideia de poder a necessidade de argumentar sobre algo. Não raro, nos consideramos donos da razão chegando a alegar que temos o direito de opinar e ainda exigindo respeito ao nosso ponto de vista. O mesmo não fazemos em relação ao outro; basta que ele opine algo para que já nos sintamos no dever de responder à altura e, mais que isso, calar-lhe com a nossa ideia.

Donde parte a presunção que nos assola, quando agimos desta forma? O que move essa pseudonecessidade nossa de opinar, argumentar, discordar e mesmo ser agressivos apelando para expressões chulas e vilipendiosas? Presunçosamente, talvez até igualando-me aos opinadores profissionais, diria tratar-se de uma excreção do pensamento egoísta advinda do eucentrismo, quando a criatura acha que tudo deve submeter-se ao seu modo de pensar.

Sabe-se que a palavra edifica, educa, consola e ampara, mas também o imediatamente contrário. Quantas discórdias, situações embaraçosas, embates e até mesmo guerras tiveram início nas palavras mal articuladas, estruturadas tão somente num sentimento de ódio, quiçá mesmo de covardia? Percebemos de modo muito particular o desespero da criatura humana em transferir para os outros, e para qualquer um, a causa de suas frustrações e, consequentemente, o fel de suas amarguras.

Quantos opinadores reclamando de preconceito e sentindo-se vítimas de um sistema quando, a bem da verdade, elas são as mais preconceituosas e psicologicamente desestruturadas, uma vez que ainda não conseguiram aceitar a si mesmas e esperam dos outros esse comportamento. Aliás, há quem veja cabelo em casca de ovo, quando, nunca tendo sido vítima de preconceito, toma a dor dos outros e ataca indiscriminadamente generalizando o comportamento de uns.

Sim o erro, a corrupção, o preconceito, a violência, o desrespeito e muitas outras aberrações comportamentais e mentomorais existem e devemos pesquisar, refletir e ter opinião sobre. O que não devemos é violentar consciência alguma, desrespeitar o outro que pensa e age diferente, julgar e condenar, execrar a quem quer que seja. Na pretensa ação de expor ponto de vista sobre um assunto, poderemos, ao final das contas, ser tidos como aqueles que contribuem para o mal-estar no mundo, uma vez que, ao invés de induzir o pensar e o refletir, conduzimos ao ódio e, o pior, à vingança.

Silenciar não é ser conivente, permissivo o irresponsável. Silenciar é um ato de coragem e estratégia do bem. Se me convenço de que algo não está correto, contribuo para sua transformação de modo prático e pontual, mas nunca o agravando levando uma discussão a níveis perturbadores. Expressar um ponto de vista na hora e da forma correta, após profundas reflexões sobre o que de fato acontece, nos credencia a pessoas em condição de credibilidade, uma vez que não é a mesquinhez que nos dirige, mas o pensar calcado num preceito básico de respeito ao próximo, como um desdobramento do pensamento de Jesus que pediu amássemo-nos uns aos outros e como ele nos amou, ou seja, com a verdade, com a opinião formada, mas nunca com a violência e a agressão.

Responder a um deboche com outro, uma agressão com outra, um preconceito com outro? Que fazemos nós de diferente? O próprio Jesus foi quem questionou isso; se só agimos em clima de paz e harmonia com quem assim o age conosco, o que nos torna diferente dos mesquinhos, irresponsáveis e preconceituosos?

Joanna de Ângelis[1] valida tal pensamento quando nos afirma: “A palavra, por exemplo, é um talento, que nem todos aplicam conforme deveriam, porquanto, através dela se produzem as rixas e as brigas, as intrigas e maledicências, as infâmias e as acusações, muitas vezes culminando em guerras infernais… quando a sua finalidade é exatamente o contrário”.

Segundo André Luiz[2], “acalmar-se é acalmar os outros… a palavra cruel aumenta a força do crime”. É preciso pontuarmos as questões sem darmos margem ao sensacionalismo e à crítica que é apenas mais do mesmo, ou seja, não constrói.

Emmanuel[3], por sua vez, explica o que Shakespeare quis dizer na frase do início desse texto, quando roga “não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham”. Ou seja, nossa opinião impacta o outro e somos responsáveis pelo que despertamos no próximo. E, se responsáveis somos, que impactemos com o que é bom, edificante e pacificador.

A promessa de Jesus de que herdariam a Terra aqueles que fossem brandos e pacíficos é justamente nos dizendo que seremos mais ouvidos, respeitados e “seguidos” no modo de pensar, se nosso objetivo for o bem comum e nossa postura for aquela que agrega, respeita e acolhe.

[1] FRANCO, Divaldo Pereira. Em busca da verdade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: Leal, 2009. Cap. 07.
[2] VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz. 32. ed. 6. Imp. Brasília, DF: FEB, 2015. Cap. 39.
[3] XAVIER, Francisco C. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1952. Cap. 161.

por Samuel Aguiar
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Pra conseguir, você tem que mudar!


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domingo, 1 de janeiro de 2017

ORAÇÃO ESPECIAL PARA VOCÊ.


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Prece pelos doentes

Senhor dos Mundos, Excelso Criador de todas as coisas.
Venho à Tua soberana presença neste momento, para suplicar ajuda aos que estão sofrendo por doenças do corpo ou da mente.
Sabemos que as enfermidades nos favorecem momentos de reflexão, e de uma aproximação maior de Ti, pelos caminhos da dor e do silêncio.
Mas apelamos para tua misericórdia e pedimos:
Estende Tua luminosa mão sobre os que se encontram doentes, sofrendo limitações, dores e incertezas.
Faz a fé e a confiança brotarem fortes em seus corações.
Alivia suas dores e dá-lhes calma e paz.
Cura suas almas para que os corpos também se restabeleçam.
Dá-lhes alívio, consolação e acende a luz da esperança em seus corações, para que, amparados pela fé e a esperança, possam desenvolver o amor universal, porque esse é o caminho da felicidade e do bem-estar... é o caminho que nos leva a Ti.
Que a Tua paz esteja com todos nós.
Que assim seja!!



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Deus não pune seus filhos


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